Índice de Capítulo

    O campo inteiro sentiu.

    Tsubasa Hayashi deu um passo à frente.

    As chamas surgiram.

    Douradas.

    Não eram fogo comum.

    Elas não queimavam o ar.

    Elas dominavam o espaço.

    A temperatura não subiu.

    A pressão sim.

    — Zenkai.

    O chão ao redor dele escureceu.

    As chamas subiram como uma coroa viva.

    — Zenihime Aragami.

    Do outro lado—

    Ryuji Arata não recuou.

    Raios começaram a se formar ao redor do corpo dele.

    Não explosivos.

    Organizados.

    Linhas finas.

    Precisas.

    Silêncio.

    Um segundo.

    Então—

    Os dois sumiram.

    Impacto no meio do campo.

    Explosão de ouro e azul.

    Ryuji surgiu primeiro no ângulo baixo.

    Raio cortante.

    Direto na lateral.

    Tsubasa girou o corpo—

    As chamas reagiram.

    O corte passou—

    Mas perdeu profundidade.

    — …Então é isso — Tsubasa murmurou.

    Ele contra-atacou.

    Um único movimento.

    As chamas se condensaram na mão.

    Golpe direto.

    Ryuji desviou—

    Mas o calor não era o problema.

    Era o domínio.

    O impacto invisível jogou ele para trás.

    Ryuji travou o pé no chão.

    Sumiu de novo.

    Apareceu atrás.

    Raio de penetração.

    Perfeito.

    Tsubasa sentiu.

    O ataque atravessou parte da defesa.

    Sangue.

    Mas ele não recuou.

    As chamas explodiram.

    Ryuji foi forçado a sair.

    — Bom… — Tsubasa sorriu.
    — Você finalmente virou uma ameaça.

    Ryuji reapareceu acima.

    Descendo.

    Raio de impacto concentrado no punho.

    Golpe direto.

    Tsubasa bloqueou com as chamas—

    O choque afundou o chão.

    Os dois travaram por um segundo.

    Força contra força.

    Ryuji mudou no meio do contato.

    Raio de penetração.

    Troca instantânea.

    A defesa de Tsubasa foi atravessada parcialmente.

    Ele rangeu os dentes.

    E então—

    As chamas responderam.

    Elas não bloquearam.

    Elas engoliram.

    Ryuji foi lançado para trás.

    Rolou.

    Levantou no mesmo movimento.

    Respiração controlada.

    Olhar afiado.

    Ele não estava reagindo.

    Estava lendo.

    Tsubasa avançou.

    Agora sério.

    As chamas se expandiram.

    Não em volume.

    Em influência.

    O espaço ao redor começou a obedecer.

    Cada passo dele diminuía o tempo de reação do oponente.

    Ryuji sentiu.

    — …Isso não é só poder.

    Ele se moveu.

    Mas diferente de antes—

    Foi mais lento.

    Não o corpo.

    A resposta.

    Tsubasa apareceu na frente dele.

    Rápido demais.

    Chute direto.

    Ryuji bloqueou.

    Mas sentiu.

    Atraso.

    Erro mínimo.

    Golpe seguinte—

    Pegou.

    Ryuji foi lançado.

    O chão quebrou sob ele.

    Ele se levantou.

    Mas agora entendeu.

    — Você tá controlando o ritmo…

    Tsubasa sorriu.

    — Eu tô decidindo quando você reage.

    Silêncio curto.

    Ryuji fechou os olhos.

    Por um instante.

    E quando abriu—

    Mudou.

    Os raios ao redor dele se reorganizaram.

    Mais finos.

    Mais rápidos.

    Ele não tentou acompanhar o ritmo.

    Ele quebrou ele.

    Ryuji sumiu—

    E não reapareceu imediatamente.

    Um micro atraso.

    Fora do padrão.

    Tsubasa leu errado.

    Por milésimos.

    Ryuji surgiu no ponto morto.

    Raio cortante.

    Direto.

    Tsubasa desviou—

    Mas não completamente.

    Corte profundo no peito.

    Primeiro dano real.

    Os olhos de Tsubasa se abriram.

    — …Boa.

    As chamas explodiram mais intensas.

    Agora sem contenção.

    — Então vem!

    Os dois avançaram ao mesmo tempo.

    Ryuji alternando:

    Corte.
    Impacto.
    Penetração.

    Cada golpe com função.

    Cada movimento com intenção.

    Tsubasa respondendo com:

    Pressão.
    Domínio.
    Ritmo.

    Um decidia onde bater.

    O outro decidia quando o golpe chegava.

    Colisão atrás de colisão.

    O campo não acompanhava.

    O chão quebrava.

    O ar distorcia.

    Genjiro e Saka observaram.

    Sem entrar.

    Porque sabiam.

    Aquilo ali…

    não era mais luta de equipe.

    Era duelo.

    Ryuji apareceu na frente.

    Raio de penetração direto no coração—

    Tsubasa desviou no limite.

    Girou.

    Contra-atacou.

    Chamas douradas cortaram o espaço.

    Ryuji foi atingido de raspão.

    Sangue.

    Mas ele não parou.

    Apareceu de novo.

    Mais perto.

    Mais rápido.

    — Se eu te der um segundo…

    Ryuji avançou.

    — Você controla tudo.

    Ele surgiu no lado.

    — Então eu não vou te dar tempo.

    Sequência absurda.

    Troca de raios em alta velocidade.

    Tsubasa bloqueando.

    Sendo atingido.

    Respondendo.

    Forçando.

    Até—

    Ryuji encontrou a brecha.

    Raio de penetração.

    Limpo.

    Direto no torso.

    Tsubasa travou.

    Por um segundo.

    Só um.

    Mas suficiente pra quase cair.

    Ele deu um passo atrás.

    Respiração pesada.

    As chamas oscilaram.

    E pela primeira vez—

    Ele estava à beira da derrota.

    Silêncio.

    Os dois parados.

    Feridos.

    Respirando pesado.

    Mas de pé.

    E ficou claro:

    Aquilo ainda não tinha acabado.

    Mas também—

    Não era mais domínio de ninguém.

    Era quem errasse primeiro.

    O sangue ainda escorria.

    Quente.

    Pesado.

    Ryuji Arata manteve o olhar fixo no próprio braço decepado no chão.

    Respiração irregular.

    Mas a mente…

    acelerando.

    Algo dentro dele estava respondendo.

    Não como o Sen.

    Não como os raios.

    Era diferente.

    Mais bruto.

    Mais íntimo.

    Mais… antigo.

    E então—

    Uma memória.

    O centro militar do Clã Arata.

    Corredores frios.

    O cheiro metálico no ar.

    Lutadores alinhados.

    E o que ele viu…

    nunca esqueceu.

    Sangue.

    Não escorrendo.

    Controlado.

    Transformado.

    Lâminas líquidas.

    Projéteis.

    Veneno.

    Ferramenta.

    Um dos instrutores disse:

    — O sangue dos Arata não é só vida.

    — É arma.

    Presente.

    Ryuji piscou.

    E voltou.

    Os olhos mudaram.

    Ele ergueu a mão restante.

    O sangue no chão… respondeu.

    Primeiro lento.

    Instável.

    Tremendo.

    Depois—

    Obedeceu.

    Subiu.

    Como fios finos.

    Como raízes.

    Como lâminas líquidas.

    Tsubasa franziu o cenho.

    Tsubasa Hayashi não entendeu.

    — …O quê?

    Ryuji não explicou.

    Ele apontou.

    O sangue se moldou.

    Alongado.

    Afinado.

    Comprimido.

    — Vai.

    As flechas dispararam.

    Velocidade absurda.

    Não voavam como projéteis comuns.

    Elas cortavam o espaço.

    Tsubasa desviou a primeira.

    A segunda raspou o ombro.

    A terceira—

    entrou.

    Perfuração limpa.

    Ele travou por meio segundo.

    Algo errado.

    O fluxo.

    — …Veneno?

    Ryuji avançou.

    Raios sob os pés.

    Sangue ao redor.

    Duas armas.

    Um sistema só.

    Tsubasa tentou reagir—

    Mais flechas vieram.

    Não em linha reta.

    Curvando.

    Buscando.

    Como se tivessem vontade.

    Ele desviava.

    Mas não todas.

    Cada corte.

    Cada perfuração…

    deixava algo.

    Corrompendo o fluxo.

    Pesando o corpo.

    Genjiro avançou pra intervir—

    Mas o sangue reagiu.

    Uma lâmina líquida surgiu do chão.

    Ele cortou.

    Mas ela já tinha mudado de forma.

    Não era sólido.

    Era adaptável.

    Ryuji apareceu na frente de Tsubasa.

    Muito perto.

    Mas o corpo—

    incompleto.

    O braço faltando.

    Sangue ainda fluindo.

    Ele fechou os olhos.

    Por um segundo.

    E forçou.

    Sen invertido.

    Fluxo invertido.

    Centro.

    Cérebro.

    Ferida.

    O corpo respondeu.

    Errado primeiro.

    Dor.

    Explosiva.

    Absurda.

    Muito pior que antes.

    Como se cada célula estivesse sendo rasgada e reconstruída ao mesmo tempo.

    Ryuji travou.

    O corpo quase desligou.

    Os joelhos cederam—

    Mas ele segurou.

    — …Agora não.

    Os músculos se refizeram.

    Os ossos alinharam.

    A carne voltou.

    O braço…

    regenerado.

    Mas não limpo.

    As veias ainda pulsavam violentas.

    O controle não era perfeito.

    Era forçado.

    Ryuji abriu os olhos.

    O suor escorrendo.

    A dor ainda ali.

    Mas ele ficou de pé.

    Sangue flutuando ao redor.

    Raios dançando entre os dedos.

    Dois sistemas.

    Uma mente.

    Tsubasa olhou.

    De verdade.

    Sem sorriso.

    Sem ironia.

    — …Que porra você é?

    Ryuji respondeu baixo.

    Sem emoção.

    — Adaptável.

    Ele moveu a mão.

    O sangue respondeu.

    As flechas se formaram de novo.

    Mais rápidas.

    Mais densas.

    Mais letais.

    E dessa vez—

    não era improviso.

    Era domínio nascendo.

    O sangue ainda escorria.

    Quente.

    Pesado.

    Ryuji Arata manteve o olhar fixo no próprio braço decepado no chão.

    Respiração irregular.

    Mas a mente…

    acelerando.

    Algo dentro dele estava respondendo.

    Não como o Sen.

    Não como os raios.

    Era diferente.

    Mais bruto.

    Mais íntimo.

    Mais… antigo.

    E então—

    Uma memória.

    O centro militar do Clã Arata.

    Corredores frios.

    O cheiro metálico no ar.

    Lutadores alinhados.

    E o que ele viu…

    nunca esqueceu.

    Sangue.

    Não escorrendo.

    Controlado.

    Transformado.

    Lâminas líquidas.

    Projéteis.

    Veneno.

    Ferramenta.

    Um dos instrutores disse:

    — O sangue dos Arata não é só vida.

    — É arma.

    Presente.

    Ryuji piscou.

    E voltou.

    Os olhos mudaram.

    Ele ergueu a mão restante.

    O sangue no chão… respondeu.

    Primeiro lento.

    Instável.

    Tremendo.

    Depois—

    Obedeceu.

    Subiu.

    Como fios finos.

    Como raízes.

    Como lâminas líquidas.

    Tsubasa franziu o cenho.

    Tsubasa Hayashi não entendeu.

    — …O quê?

    Ryuji não explicou.

    Ele apontou.

    O sangue se moldou.

    Alongado.

    Afinado.

    Comprimido.

    — Vai.

    As flechas dispararam.

    Velocidade absurda.

    Não voavam como projéteis comuns.

    Elas cortavam o espaço.

    Tsubasa desviou a primeira.

    A segunda raspou o ombro.

    A terceira—

    entrou.

    Perfuração limpa.

    Ele travou por meio segundo.

    Algo errado.

    O fluxo.

    — …Veneno?

    Ryuji avançou.

    Raios sob os pés.

    Sangue ao redor.

    Duas armas.

    Um sistema só.

    Tsubasa tentou reagir—

    Mais flechas vieram.

    Não em linha reta.

    Curvando.

    Buscando.

    Como se tivessem vontade.

    Ele desviava.

    Mas não todas.

    Cada corte.

    Cada perfuração…

    deixava algo.

    Corrompendo o fluxo.

    Pesando o corpo.

    Genjiro avançou pra intervir—

    Mas o sangue reagiu.

    Uma lâmina líquida surgiu do chão.

    Ele cortou.

    Mas ela já tinha mudado de forma.

    Não era sólido.

    Era adaptável.

    Ryuji apareceu na frente de Tsubasa.

    Muito perto.

    Mas o corpo—

    incompleto.

    O braço faltando.

    Sangue ainda fluindo.

    Ele fechou os olhos.

    Por um segundo.

    E forçou.

    Sen invertido.

    Fluxo invertido.

    Centro.

    Cérebro.

    Ferida.

    O corpo respondeu.

    Errado primeiro.

    Dor.

    Explosiva.

    Absurda.

    Muito pior que antes.

    Como se cada célula estivesse sendo rasgada e reconstruída ao mesmo tempo.

    Ryuji travou.

    O corpo quase desligou.

    Os joelhos cederam—

    Mas ele segurou.

    — …Agora não.

    Os músculos se refizeram.

    Os ossos alinharam.

    A carne voltou.

    O braço…

    regenerado.

    Mas não limpo.

    As veias ainda pulsavam violentas.

    O controle não era perfeito.

    Era forçado.

    Ryuji abriu os olhos.

    O suor escorrendo.

    A dor ainda ali.

    Mas ele ficou de pé.

    Sangue flutuando ao redor.

    Raios dançando entre os dedos.

    Dois sistemas.

    Uma mente.

    Tsubasa olhou.

    De verdade.

    Sem sorriso.

    Sem ironia.

    — …Que porra você é?

    Ryuji respondeu baixo.

    Sem emoção.

    — Adaptável.

    Ele moveu a mão.

    O sangue respondeu.

    As flechas se formaram de novo.

    Mais rápidas.

    Mais densas.

    Mais letais.

    E dessa vez—

    não era improviso.

    Era domínio nascendo.

    O campo ainda queimava ao longe.

    Ouro contra azul.

    Mas do outro lado…

    a guerra era outra.

    Naki e Kaede Shizuma avançaram juntos.

    Sem hesitar.

    O alvo:

    Saka.

    Saka já estava em movimento.

    Circulando.

    Lendo.

    Esperando o primeiro erro.

    Kaede foi primeiro.

    Velocidade pura.

    Ataque direto.

    Saka bloqueou.

    Mas sentiu.

    O impacto não era leve.

    — …Vocês voltaram mais rápidos — ele murmurou.

    Naki apareceu logo em seguida.

    Sem aviso.

    Punho envolto em chama negra.

    Saka desviou—

    Por pouco.

    A chama passou raspando.

    Mas já fez efeito.

    O fluxo de Sen dele falhou por um instante.

    — Ainda essa porra… — Saka rangeu os dentes.

    Kaede não deu espaço.

    Entrou com sequência.

    Golpe curto.

    Outro.

    Mais um.

    Saka defendendo no limite.

    Recuando passo a passo.

    — Pressão dupla… — ele analisou rápido — eles tão sincronizando melhor.

    Naki falou seco:

    — A gente aprendeu apanhando.

    Saka sorriu de lado.

    — Então vão aprender mais um pouco.

    Ele girou o corpo.

    Contra-ataque rápido.

    Pegou Kaede no flanco.

    Impacto limpo.

    Kaede foi jogado pro lado.

    Mas Naki já estava lá.

    Chama ciano.

    Toque direto.

    Saka travou por meio segundo.

    Fluxo vazando.

    — …Merda.

    Naki não parou.

    — Você luta bem sozinho.

    — Mas você não aguenta dois.

    Kaede voltou.

    Mesmo ferido.

    Mesmo lento.

    Mas voltou.

    Os dois avançaram juntos.

    Agora com ritmo.

    Ataque alternado.

    Pressão contínua.

    Saka começou a recuar de verdade.

    Bloqueando.

    Desviando.

    Mas sendo atingido.

    Pequenos golpes.

    Mas acumulando.

    Kaede sorriu, mesmo sangrando:

    — Cadê aquela confiança toda?

    Saka respondeu, respirando pesado:

    — Ainda aqui.

    Ele travou o próximo ataque.

    E então—

    Explodiu movimento.

    Uma sequência absurda.

    Naki bloqueou.

    Kaede desviou.

    Mas o ritmo virou.

    Por um instante.

    Saka conseguiu espaço.

    E então—

    Parou.

    Olhou por cima deles.

    E sorriu.

    — Demorou.

    O chão tremeu.

    Genjiro Okabe caiu no campo como um impacto vivo.

    Machado já descendo.

    Kaede tentou reagir—

    Tarde.

    Explosão.

    Ele foi lançado longe.

    Naki recuou imediatamente.

    Instinto puro.

    Olhar travado em Genjiro.

    — …Claro.

    Genjiro girou o ombro.

    — Vocês dois tão dando trabalho demais.

    Saka se posicionou ao lado dele.

    Respiração ainda pesada.

    Mas agora…

    Equilibrado.

    — Agora ficou justo.

    Naki soltou um riso curto.

    — Justo?

    Kaede se levantou ao fundo.

    Limpando o sangue.

    — Dois contra dois contra vocês?

    — Isso nunca foi justo.

    Genjiro sorriu.

    — Então corre.

    Ele avançou.

    Saka junto.

    Sem delay.

    Sem espaço.

    Kaede entrou na frente.

    Bloqueio direto.

    Impacto absurdo.

    O chão quebrou.

    Naki apareceu pelo lado.

    Chama branca.

    Interferência.

    Saka desviou.

    Contra-atacou.

    Sequência rápida.

    Naki bloqueou duas.

    Tomou a terceira.

    Kaede voltou.

    Chute direto.

    Genjiro segurou.

    E respondeu com um soco que afundou o ar.

    Kaede foi jogado de volta.

    Os quatro pararam por um segundo.

    Respirando pesado.

    Feridos.

    Mas de pé.

    Naki olhou pra Kaede.

    — A gente não ganha na força.

    Kaede respondeu:

    — Então a gente ganha no caos.

    Do outro lado—

    Saka falou baixo:

    — Eles não quebram.

    Genjiro respondeu:

    — Então a gente esmaga até quebrar.

    Silêncio.

    E então—

    Os quatro avançaram de novo.

    Sem plano claro.

    Sem controle total.

    Só luta.

    E ninguém ali…

    tava disposto a cair primeiro.

    O impacto veio primeiro.

    Sem aviso.

    Genjiro Okabe atravessou o espaço.

    O machado desceu.

    Kaede Shizuma tentou bloquear—

    Erro.

    O braço afundou.

    O corpo foi esmagado contra o chão.

    Cratera.

    Ar sumiu.

    Antes de qualquer reação—

    Saka já estava em cima.

    Golpe seco.

    Direto no rosto.

    Kaede nem viu.

    O corpo virou.

    Arrastado.

    Sem controle.

    Do outro lado—

    Naki tentou entrar.

    Chama ciano.

    Interferência—

    Genjiro ignorou.

    Passou através.

    Impacto direto.

    Punho no estômago.

    Naki travou.

    Os olhos arregalaram.

    O ar desapareceu.

    Saka entrou na sequência.

    Corte curto.

    Outro.

    Mais um.

    Precisão absurda.

    Sem desperdício.

    Naki tentou responder—

    Mas o corpo não obedecia mais.

    Genjiro voltou.

    Machado horizontal.

    Naki foi lançado.

    Bateu no chão.

    Quicou.

    Parou de lado.

    Silêncio.

    Não total.

    Mas pesado.

    Os dois no chão.

    Quebrados.

    Respirando mal.

    Kaede tentou levantar.

    O braço falhou.

    Caiu de novo.

    — …Merda…

    Naki virou o rosto.

    O campo rodando.

    Visão falhando.

    Mas a mente…

    ainda funcionando.

    Do outro lado—

    Genjiro apoiou o machado no ombro.

    — Acabou.

    Saka respirou fundo.

    — Eles aguentaram mais do que deviam.

    Kaede riu fraco.

    Mesmo no chão.

    — …Vocês falam demais…

    Ele tentou levantar de novo.

    Conseguiu meio corpo.

    Mas Saka já estava lá.

    Chute direto.

    Kaede voltou pro chão.

    Dessa vez sem reação.

    Naki viu.

    E entendeu.

    Sem força.

    Sem velocidade.

    Sem vantagem.

    Só uma coisa restava.

    Tempo.

    Ele fechou os olhos.

    Por um instante.

    Respirou.

    Ciano.

    Branco.

    Preto.

    Ainda ali.

    Fracos.

    Mas presentes.

    — …Então é isso.

    Genjiro avançou.

    Passo pesado.

    Fim.

    Naki abriu os olhos.

    E uniu as mãos.

    Não rápido.

    Não desesperado.

    Preciso.

    Os dedos se encaixaram.

    Selo perfeito.

    O ar mudou.

    Saka sentiu primeiro.

    — Espera—

    Tarde.

    — Área de Convergência…

    O som não ecoou.

    Afundou.

    — Catedral das Cinzas Silenciosas.

    🔥

    O mundo quebrou.

    Uma cúpula surgiu.

    Fechada.

    Pesada.

    O céu desapareceu.

    O chão virou pedra escura.

    Linhas ciano pulsando como veias.

    O ar…

    difícil de respirar.

    Tudo ficou mais lento.

    Menos livre.

    Mais… preso.

    Genjiro tentou avançar—

    O corpo pesou.

    Um passo virou dois.

    Dois viraram esforço.

    — …Que porra é essa…

    Naki se levantou.

    Devagar.

    Ainda ferido.

    Ainda sangrando.

    Mas… em controle.

    — Agora…

    A voz dele ecoava diferente.

    — vocês jogam no meu campo.

    Saka se moveu lateralmente.

    Rápido.

    Preciso.

    Mas—

    Não chegou.

    Uma linha branca já estava lá.

    Cortou o flanco.

    Sem trajetória.

    Sem viagem.

    — Incêndio Trino.

    Saka travou.

    Fluxo falhou.

    Por um segundo.

    Genjiro rugiu.

    Forçou o corpo.

    Avançou mesmo assim.

    Punho vindo como um meteoro—

    Naki tocou o chão.

    Dois dedos.

    As linhas acenderam.

    — Forno da Terceira Cinza.

    Uma coluna comprimida surgiu.

    Exatamente onde Genjiro estava.

    Sem erro.

    Sem fuga.

    Impacto direto.

    O corpo dele atravessou.

    Mas pagou o preço.

    O Sen começou a vazar.

    Mesmo depois.

    Saka respirava pesado.

    — Ele não erra…

    Naki caminhou.

    Passo lento.

    Mas dominante.

    — Eu não preciso mirar.

    Ele estalou os dedos.

    E então—

    As marcas surgiram.

    Nos pés.

    No ombro.

    No peito.

    Brilhando.

    Tudo que eles fizeram antes.

    Tudo que gastaram.

    Tudo que deixaram.

    — Inferno das Armadilhas Latentes.

    As chamas explodiram.

    Ciano.

    Branco.

    Preto.

    Tudo ao mesmo tempo.

    Acerto perfeito.

    Genjiro caiu de joelhos.

    Saka travou de novo.

    Agora mais tempo.

    Mais pesado.

    Mais real.

    Kaede, caído no chão…

    viu.

    Mesmo quebrado.

    Mesmo quase apagando.

    Ele riu.

    — …Finalmente…

    Naki levantou a mão.

    As três chamas começaram a girar.

    Orbitando.

    Pesadas.

    Carregadas.

    — Gênio não é quem cria força…

    Ele fechou a mão.

    — É quem decide quando você já perdeu.

    Silêncio absoluto.

    — Decreto da Extinção.

    As três chamas colapsaram.

    No centro.

    No alvo.

    Implosão.

    O ar tremeu.

    A cúpula rachou.

    O espaço inteiro vibrou.

    E por um segundo—

    pareceu que tudo ia acabar ali.

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