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    ​Arena Shang Mu | Bastidores

    ​A exemplo do time de Theo Monsenhor Sesto, havia outro aposento exclusivo — um clã VIP, mas que nunca expunha seus títulos.

    Um grupo que, mesmo no meio de pura ostentação do recinto requintado, ignorava o supérfluo, troféus ou até mesmo os méritos de tais conquistas.

    Esse era o Templo Kirameku Kitakaze, que justificava cada significado de seu grande nome.

    Como uma brisa cintilante que norteava a nobreza de seus membros, principalmente a de sua mestra.

    ​Situados em uma sala luxuosa, como a do leonino — mobília fina e paredes vermelhas aveludadas — sua líder Kaura Shiran, reptiliana rosa que detinha poderes do vento incríveis, estava conversando com uma de suas pupilas.

    ​— A arena… está cheia de ecos, Sensei Kaura.

    ​Uma furão monge conversava com a reptiliana.

    Ela usava uma vestimenta de luta — calça e blusa cinza com presilha em tom azulado — e um moicano cinza claro.

    Seus olhos azuis completavam seu visual.

    Kaura, que mantinha seu foco no olhar para além da sala, parecia não lhe dar ouvidos, como se fosse um sussurro no meio de um vendaval furioso.

    ​— Sensei?! — Confusa, chamou sua atenção. — O tureino me ajudou mais cedo, mas não creio que esteja concentrada para me ouviru.

    ​— Ah, Haiiro Gakatta… — Kaura falava, ainda mantendo o olhar para longe. — Peço desculpas pelo meu comportamento, mas…

    ​— Masu o quê? Eu sei que lá fora tudo está um caos, porém não é necessário se preocuparu.

    ​Um silêncio ocorreu, com a rosada se colocando em pensamentos:

    — “Acredito que nada no espaço da Família Geiza tenha se resolvido. Nem mesmo o raposo responsável pela inscrição e manutenção dessa arena seria capaz. Tudo está em colapso…”

    ​A furão, um pouco impaciente, insistiu:

    — Sensei, por que está tão ansiosa assim? A equipe do turoneio está tomando providênciasu.

    ​Era só uma pausa no meio dos pensamentos de Kaura Shiran, reclusa na sala exclusiva de seu templo.

    Haiiro fechou os olhos, tomando para si a responsabilidade de pôr as coisas nos trilhos.

    ​— Mestra, um lago agitado não muda sua natureza, apenas suas ondasu — levantou as mãos, tentando dissipar a tensão de Kaura.

    ​Sua mestra, ainda a olhar para além, tinha uma visão diferente da situação.

    Ela, de pé e abanando seu leque florido, o fechou enquanto falou:

    — Para muitos, é um lago. Mas, na verdade… é um oceano.

    ​— Um Oceano?! — surpresa na voz. — No meio da cidade?

    ​A inocência de Haiiro fez surgir um sorriso no rosto de sua mestra, que a fitou em seguida.

    — Enquanto você estiver focada no torneio, não há do que se preocupar. Não importa se há um oceano no meio de uma cidade grande quando se está sob companhia de pessoas boas.

    ​Embora confiante, Kaura Shiran sabia que os corredores escondiam mistérios.

    Mesmo no ambiente controlado do aposento de seu templo, um grau maior de insegurança ocorreu em sua mente.

    — “Aquilo que eu senti na zona da Família Geiza… é insalubre!” — pensava, com tensão no olhar.

    O porquê de tanta inimizade nos bastidores era o cerne da questão.

    ​Voltando aos corredores da Arena Shang Mu…

    ​No mesmo instante em que Sheng e Viktor trocaram suas palavras, o momento se acalmou por lá.

    Enquanto o felino caminhava em direção ao seu time, Lilac e Carol foram ao encontro do humano.

    O astral estava renovado, mas não desatento.

    ​— Viktor! — gritou a dragão, abraçando-o em seguida. — Você me impressionou!

    ​— Essa parada, piá! — Carol fez o mesmo, os abraçando.

    ​O montinho criado deu a entender aos presentes que o time de Lilac era bem unido — inclusive, causando suspiros em Tats, ao fundo.

    O jovem, reatado com a paz interior — recurso bem usado — retribuiu todo o carinho após os acontecimentos tempestuosos de mais cedo.

    ​— Eu não fiz nada sozinho… — divagava, alimentado pela humildade. — O apoio de todas vocês me ajudou.

    ​— Larga a mão de ser modesto, piá! — Carol sorriu, falando com alegria. — Mó brabo tu foi com os dois miaus, fala tu!

    ​Depois do forte abraço, o momento de descontração deu lugar à seriedade da crise: Lilac impôs sua posição de líder.

    Renovada após a explosão de Nirvana, a dragão púrpura disse:

    — Tudo isso que está acontecendo aqui é fruto de algo ou alguém, tenho certeza.

    ​— Hã? Mas… como assim, senhorita Lilac? — o cavalheirismo de Viktor também acordou.

    ​— Os movimentos, o tom das conversas que consegui ouvir, o cheiro que estou sentindo… Já participamos de outros torneios, Viktor. Sabemos como é o clima…

    ​Esse sentimento também veio de Carol.

    — Pô, papo reto: esse lugar tá precisando de um descarrego, serião! — tremeu, emulando mal-estar. — Tipo, parece até encosto, coisa do tinhoso, oxe!

    ​Ainda sob o efeito das lembranças, Viktor recordou de sensações do passado recente e se colocou a pensar:

    — “Agora que elas falaram isso, eu me lembro que senti algo assim no centro da cidade, quando estávamos atrás do quinto integrante…”

    ​Ele lembrou do momento em que Noah surgiu da penumbra da noite, mostrando estar disposto a entrar para o time — o sentimento ruim veio no duelo entre Lilac e o albino.

    — “Foi naquele instante que eu senti. Era como um mal-estar, veio do nada… e me trouxe calafrios. Mas… por que elas estão falando isso agora?”

    ​O time de Lilac, aos poucos, voltava aos eixos, ao mesmo tempo em que uma marola indigesta ocorria entre eles.

    ​No outro lado da área, Sheng caminhava, centrado.

    Enquanto chegava até Joshy, o líder do time Omna, e Tats, o felino alaranjado também estava em pensamentos:

    — “Foi uma perda de tempo eu ter tentado reverter essa situação…” — ele pensava; Viktor era o foco. — “O carinha vai apanhar feio, e isso não é nada legal. No fundo, eu falhei na minha missão.”

    ​Contudo, durante a caminhada, um frisson ocorreu dentro de seus pulmões, saindo por sua narina e entrando outra vez — movimento que se estendeu até chegar ao lobo.

    Assim que estava próximo, Sheng foi recebido por Joshy.

    Sorridente, característica não muito habitual, falou:

    ​— Estou muito orgulhoso de você, garoto! — pôs uma das mãos no ombro do felino. — Mediou um conflito desnecessário contra aquele galiano e apartou uma briga.

    ​— É, eu mandei bem… — indiferença na voz, olhando ao redor. — “Por que estou com essa sensação estranha de que…”

    ​O lobo branco estava contente, ignorando os sintomas já mostrados nos gestos de Sheng.

    Porém, Tats mostrou estranhamento: olhou para cada centímetro do rosto de Sheng, assim como seu peitoral, que contraía a cada respiração profunda.

    — ​“Tem algo errado. O ritmo de sua respiração está desuniforme, maçã do rosto rígida…” — análise clínica ligeira, os olhos ainda rastreavam outros sintomas.

    ​Nesse meio tempo de diagnose impressionante, Joshy continuou:

    — Como representante da recém reconhecida Família Daiyamondo, deve ser uma grande honra. Está no caminho certo, garoto.

    ​— Eu estou, não é? — o felino respirava com mais força. — “O que está acontecendo? Por que isso?”

    ​Os traços gestuais eram tão evidentes que Joshy não pôde evitá-los.

    — Hm… o que foi, Sheng? Por que está tão preocupado? Você está arrepiado, eu percebi.

    ​Tats anteviu, tomando a palavra:

    — Isso é reação natural… a uma ameaça.

    ​Joshy se surpreendeu, ainda mais vindo da acinzentada — o mesmo comportamento de Sheng.

    — Tem algo no ar que não estou entendendo, sabe? — falava o alaranjado. — O surtado do Ciel já foi embora, mas ainda sinto que alguma coisa não está no lugar.

    ​— Muitos sentem isso após o fenômeno chamado premonição, características como mal-estar, incômodo, aflição, ansiedade e outras coisas.

    ​Joshy bufou, puxando seu escudo para mais próximo do corpo. O lobo analisou bem o que dizer:

    — Time, sendo mal-estar ou não, esse tipo de sensação deve ser combatido — olhou para trás, apontando em seguida. — Sheng Daiyamondo, entre na suíte do Monastério Omna e faça uma meditação.

    ​— Ah, sério mesmo? — voz baixa, com os ombros suspensos. — Eu realmente tenho que fazer isso?

    ​— Sim, é para seu bem. Preciso de você recuperado para o torneio.

    ​— Ok. Você é o líder. Fazer o quê… — caminhou, a contragosto.

    ​Mas assim que passou próximo de Joshy, o lobo não ficou calado:

    — Se você está comigo para reformarmos o monastério, esteja sempre próximo do cem por cento, garoto.

    ​Assim que ouviu isso, Sheng mostrou um olhar tão maduro quanto quando confrontou Ciel mais cedo.

    Aquilo agiu como um chamado, que ele recebeu com muito afinco.

    — Sempre. E valeu por me lembrar disso.

    ​Ao ver o jovem adentrar nas instalações luxuosas da arena, ele se aproximou de Tats, dizendo:

    — Pensava que só eu tinha essa impressão do que ele sentiu.

    ​— Eu não senti, mas vi nos demais lutadores que estão pelos corredores da Arena Shang Mu — falou a felina. — Todos nós sentimos de formas diferentes.

    ​— E qual sua opinião?

    ​— Gatilhos mentais, núcleo de propósito de luta. Resultado: surto psicossomático e ‘overdose de rivalidade’. Os danos podem ser catastróficos…

    ​Joshy pôs uma das mãos sobre o queixo, assim como Tats, mostrando preocupação.

    Toda a arena ainda fervia a lutas antes da hora e inimizades ainda mais afloradas.

    Era necessária uma ação, ainda mais pelo Monastério Omna ser a referência — e o que ele mais tinha orgulho.

    ​— Tats, chame um mensageiro.

    ​— Hã? Mas, por quê? Estamos dentro da Arena e… — suas palavras pausaram.

    ​— Devemos manter distância dos demais times a partir de agora. Por isso que necessito de um mensageiro neutro.

    ​— Entendi seu ponto de vista… e concordo plenamente.

    ​Sem perder tempo, a felina providenciou os planos.

    Não demorou mais do que alguns segundos até que a mensagem fosse passada para os quatro cantos da arena.

    Mas não via oral: por carta.

    Inclusive, no meio tempo que o time de Lilac estava conversando, um dos mensageiros surgiu como que por mágica e, às pressas, entregou o bilhete para a dragão, o que causou estranheza imediata nos demais.

    ​Ela, curiosa, abriu o envelope, começando a ler a mensagem em voz baixa:

    “Time Lilac, estão autorizados a ficarem na zona administrativa do Monastério Omna no interior da Arena Shang Mu. Já estamos cientes da localização dos demais membros do seu time. Eles receberão o aviso para virem para cá o mais depressa possível e em segurança.

    Assinado: Joshy Sapphire Omna.”

    ​Ambos do time da dragão se olharam, em concordância.

    Aquilo não só reacendeu a chama da preocupação como também lhes deu esperança.

    — Estamos seguros aqui — disse Lilac, com um tom de seriedade na voz. — Mas só estarei com meu coração em paz quando Santino e os outros vierem até nós!

    ​Sob os olhares complacentes de seus amigos, a verdade nua e crua era que, mesmo no ambiente controlado onde estavam, o time ainda estava incompleto.

    ​Num corte rápido e sem cerimônias, o cenário mudou para outro corredor — próximo dos três conflitos — onde todo o resto dos participantes ainda estava em polvorosa.

    ​Eram Santino, Milla e Noah, este o mais impactado.

    Os mesmos monges lupinos que guardavam o espaço da Família Geiza estavam em volta de outros participantes, impedindo sua progressão.

    Mesmo o canino truculento manteve controle emocional, com a pequena mostrando surpresa com tudo aquilo, restando ao albino estampar seu rosto neutro.

    ​Um dos lupinos, encarando Santino, apontou para Milla, que se assustou, dando um passo para trás.

    Muitos deles cobriam os narizes — sinal de repúdio à existência da pequena — e outros já demonstravam o interesse na agressão, mas foram contidos pelo líder, que falou:

    ​— Deixe essa aberração onde ela está… e saia da nossa frente!

    ​O tal monge, fora do que habitualmente se espera de alguém voltado à paz interior, disse isso com um tom autoritário e com ódio na voz, o que causou indignação no canino marrom.

    — Você deve estar brincando, não é? — o canino o encarava, raiva estampada no rosto. — Acha mesmo que farei isso, palerma?

    ​— Estamos lhe dando uma chance para que não seja manchado — caminhou, encarando Santino. — Agora, dê caminho à justiça verdadeira e ajude-nos a limpar as artes marciais.

    ​Assim que o lupino ousou avançar, Santino se colocou na frente.

    Essa movimentação trouxe mais textura — a pior possível — ao local, fazendo com que todos os membros da Família Geiza ficassem em prontidão para lutar.

    ​Santino entendeu a intenção e ele sabia exatamente quem era o responsável e mandante.

    — Pawa não desistiu, não é? Desgraçado… — ele rosnou, entrando em base de luta. — Não deixarei que encostem em um fio de cabelo dela, estão ouvindo?

    ​Milla, até então leve e risonha após os entraves recentes, voltou a mostrar um semblante fechado e com pavor.

    Mais uma vez, viu o nível de preconceito crescer como antes.

    — “Por que todos estão atrás de mim? Eu… só quero ajudar a todos.”

    ​A carga emocional a encheu, nutrindo tanto o ímpeto preconceituoso da matilha da Família Geiza, como também dos remanescentes do Time de Lilac.

    Entretanto, em outro ponto daquele trio, tudo estava ainda mais revolto.

    Era em Noah que o maremoto acontecia — ou recomeçava.

    ​Em seu subconsciente, estigmas sangravam e mãos provindas das trevas não tentavam lhe agarrar… e sim apontar um caminho.

    ​— O oe i le fale, le tamaititi valea… Fiafia!

    ​Uma risada sinistra veio bem de dentro de seu ser, como se estivesse se divertindo com tudo aquilo.

    A voz ecoou os dizeres que só ele sabia traduzir: “Você está em casa, sua criança tola… Aproveite!”

    Eram inaudíveis, mas o volume percorria os ouvidos do albino, que, aos poucos, tinha sua fronte modificada, indo para um rosto marcado por revolta e se aproximando do ódio.

    — “Droga! Não agora… Não!” — pensava, com uma angústia imensa. — “Se eu não lutar contra isso, tudo vai acabar aqui…”

    Mesmo no rosto sem traços de Noah ocorreu o reflexo interno, ainda que singelo: no canto de sua boca, um leve sorriso surgiu, apenas por milissegundos, mas o suficiente para trazer à tona que o controle emocional estava prestes a ruir.

    ​Ele tentava resistir, a pressão interna o desnorteava a ponto de fechar seus dois punhos, onde o estalar de ossos chegou até mesmo a chamar a atenção de Milla.

    A pequena voltou seu olhar para a origem do ruído, levando o foco em seguida até Noah — olhos nos olhos, mesmo que ele não a fitasse.

    — Noah, o que tá acontecendo?!

    ​Instintivamente, ao ouvir a voz da pequena, o albino arregalou seus olhos verde-esmeralda e, à revelia contra as forças ocultas que o assombram, tomou o controle.

    Ele olhou para Milla, com vontade, e tomou isso como a fresta de resistência que ainda restava em seu coração ferido.

    Lapsos do passado surgiram em sua mente, como flashes de um lindo dia de sol em Melanmarii… mas consumidas por uma escuridão vasta e poderosa, levando consigo pessoas adoráveis.

    Todavia, o toque com uma das mãos de Milla em seu braço o trouxe de volta — foram segundos preciosos.

    ​Decidido, deu um passo à frente.

    Sua ambição era a justiça que tanto almeja.

    Mas, na prática, com sua epifania passada o movendo contra a correnteza, expôs mais uma vez suas palavras.

    — Inútil… — ele estava ao lado de Santino. — Perda de tempo e Chi… e tudo que representa este torneio.

    ​O canino marrom olhou para o jovem, surpreso com a intromissão inesperada. Ele queria saber o porquê.

    — O que está falando, garoto? Você sabe muito bem que eles estão aqui por causa da Milla.

    ​— Exato… — sua aura escura voltou a ser vista. — Preconceito, discriminação… A eterna ignorância pelo desconhecido, o diferente. Por isso, eu repito a vocês da Família Geiza: inútil.

    ​O líder da matilha de monges corruptos ficou ainda mais irritado, emanando uma aura avermelhada, a exemplo do que fizeram seus seguidores.

    — Vocês estão coniventes com a profanação que essa criatura repugnante representa às artes marciais em Avalice? Mais de mil anos de história manchados por essa existência herege… e vocês insistem em defendê-la?

    ​A raiva de Santino atingiu um novo nível após o que acabou de ouvir, não era só Noah o combativo.

    Ele olhou para Milla, percebeu que a pequena ainda estava bem, mas assustada.

    Sua aura também passou a ser vista — um âmbar intenso — se colocando a postos para atacar.

    ​Noah, no entanto, não se limitou a medir forças. Ele queria pôr para fora sua revolta com mais palavras.

    — Trastes inconsequentes! Eu falei antes e vou falar outra vez: vocês não têm o direito da existência! — Gritou, a voz carregada de fúria.

    ​Sua fala odiosa percorreu todo o recinto, ecoando pelos corredores como um som estridente.

    Tal atitude só aumentou o teor de ódio, fazendo com que sua aura se expandisse.

    Como uma onda maligna, essa energia começou a circundar o local, invisível a todos, inclusive para seu hospedeiro, alimentando o ambiente com mais do espírito das trevas.

    ​Um a um, lutador por lutador, tiveram seus Nirvanas conectados à soma de energia que provinha dos corredores, que tomava mais volume invisível.

    No fim, o cenário criado, e o que significava tanta confusão ao que estava acontecendo na Arena Shang Mu, serviu para a constatação: a chave de tudo, a origem dos problemas, circulava por onde Noah caminhava.

    ​A aura escura parecia não ser só a manifestação viva de seu Nirvana: era como se a fonte de todos os problemas caminhasse ao seu lado, acima, abaixo…

    Ou dentro dele.

    Como uma infecção, toda a arena estava prestes a ser contaminada, como um agouro insalubre.

    ​Mas:

    — LUA CRESCENTE!

    ​O grito enraivecido não foi maior que o cruzado de direita proferido contra o queixo do lupino líder, que recebeu o golpe em cheio, o fazendo voar por mais de cinco metros, impressionando a todos no local.

    O golpe inesperado causou a interrupção instantânea da concentração tanto de Noah quanto de Santino: suas auras se apagaram.

    ​O responsável pelo golpe impressionante foi um javali selvagem, cujas presas eram bem protuberantes.

    Ele tinha cabelos pretos longos e usava um calção de boxe, assim como botas fortificadas.

    Ele, tomando a frente e sorrindo com deboche, falou:

    ​— Acho que o Senhor Confusão aqui veio para ficar, haha! — bateu no próprio peito. — Sou Gil Son… e cansei de ouvir essa conversa fiada nojenta de vocês!

    ​Uma reviravolta no meio de um mar revolto.

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