Capítulo 126 - O Ciclo da Corrosão Moral: Samsara
No interior da Tribuna de Honra…

— Olá a todos da Arena Shang Mu, lutadores e assistentes. Aqui quem fala é sua juíza de combate, Ana Andirá. O torneio Tormenta começará dentro de vinte minutos. Preparem-se…
A voz de Ana, rica em nuances, com timbre encorpado, não só avisou aos combatentes ao longo dos corredores rubros do local milenar como mostrou sua outra designação na competição: arbitrar.
Os quatro cantos da arena ouviram o aviso: da Zona Administrativa do Monastério Omna, onde Joshy estava lá observando o movimento, passando pelo salão nobre onde Theo Monsenhor Sesto abrigava seu time, até onde Kaura Shiran meditava com seus aliados.
A mobilização trouxe algazarra, mas desta vez mais leve — sem brigas, mas com animação.
Entretanto, Bryan O’Brian, Ana Andirá e Huli Hu Li não tinham esse sentimento de amparo.
Pelo contrário: era quase um momento de guerra.
Situados no interior da Tribuna de Honra, o lugar se transformou em um tipo de refúgio por parte dos organizadores — não era só por status ou vaidade.
O isolamento estava sendo utilizado a favor do trio, para que os planos após a descoberta de uma mácula ter reativado o alerta.
Tão logo Ana terminou seu anúncio, Huli Hu Li assumiu interfone dessa vez.
O recado foi muito mais formal.
— Senhoras e senhores, o tempo urge. Peço que parem com as inimizades e reações negativas para com o próximo. Somos artistas marciais, íntegros e diante éticas de conduta. Obrigado.
Em contraponto, a voz máscula, madura, com timbre quente do raposo impôs respeito, onde os lutadores entenderam a mensagem, fazendo uso do bom senso.
Embora as inimizades e provocações veladas continuassem, a vantagem era clara: ninguém estava mais brigando fisicamente.
O cenário na Tribuna de Honra, agora transformada em um verdadeiro bunker, era de tensão.
Uma grande mesa central estava sendo usada como suporte gerencial.
Várias anotações milenares — estudos, bases, artigos antigos e até esquemograma — estavam dispostos sobre a plataforma, com o trio conversando sobre os próximos passos.
Eles tinham em torno de vinte minutos para planejarem o que fazer.
A aura de Ana estava acesa — cor azul escuro, Nirvana aflorado — onde um pulso sonoro parecia ir e voltar de seus ouvidos.
Era a técnica Orbital Auditivo sendo usada.
— Sr guardião Huli — ela falava. — Consegui ver a movimentação pelos corredores. Não há nenhuma briga.

Bryan voltou com seu sorriso, mas não com o mesmo brilho.
— Meus garotos e garotas estão mansos. Parabéns, nobre Huli.
O rosto fechado do ruivo deixou evidente seu estado de espírito.
— O externo não importa. O Samsara é atraído pelo o que não se vê. Internamente eles o alimentam, mesmo com o fogo baixo. Não se iluda, honorável Bryan O’Brian.
O urso, um pouco sem graça, tomou a palavra,
— Samsara é o inverso de Nirvana, não é? — sua voz tinha dúvida sincera, gestos atabalhoados com as mãos nos papéis. — Nunca perdi tempo estudando essa coisa.
Sua secretária notou sua falta de informação.
O urso pardo poderia ser um Showman de sucesso, mas estudos filosóficos milenares e teorias marciais intrínsecas eram um campo onde não possuía pleno domínio.
Ela, prestativa, explicou brevemente.
— O que liberta: o Nirvana; o que aprisiona: o Samsara.
O raposo ajudou na explicação retirando de um tubo grifado, expôs à mesa um esquemograma detalhado do Tratado do Samsara.

Era em papel arroz envelhecido, que Huli tinha extremo cuidado — até retraiu suas unhas vulpinas.
— Esse pedaço de papel tem mais importância que qualquer palavra dita aqui — Huli levantou o valor histórico.
Antes que começassem a entrar no assunto, o pardo ainda tinha dúvidas.
— Até agora não entendo o motivo de tantos apetrechos. Não seria mais fácil irmos até meus lutadores para descobrir quem é o contaminado?
Huli foi categórico.
— Nós três devemos estar no mesmo nível de conhecimento acerca do Samsara, honorável Bryan. E temos menos de vinte minutos para integrarmos nossas forças.
— Okay, guardião — mostrou o polegar. — Você quem manda, por enquanto.
Tomadas as providências burocráticas, o guardião da Arena Shang Mu começou com a leitura.

Com o Tratado do Samsara logo a frente dos três na mesa, a explicação seguiu:
— Vocês podem olhar para esse esquema e ver similaridade com o Estudo do Nirvana. A resposta: Samsara é o ciclo imutável da dor.
— Como assim? — falava Bryan. — Você disse mais cedo que o Samsara é o mal supremo. Explique melhor!
Huli tomou fôlego e atendeu ao chamado.
— Vamos às fases. Com elas será mais fácil que compreenda.
O raposo se posicionou, apontando o primeiro estágio.
— Veja aqui: o Elemento Corrompido. Explicando melhor a primeira fase, o lutador deixa de escolher um elemento e ELE se torna um. Não se enganem: não há refino. É a chamada “não escolha” do indivíduo. O estado mor da agonia silenciosa de sua alma.
Huli deslizou o dedo pelo papel, correlacionando com o outro, que sintetizava com uma língua antiga.
— Aqui está escrito que “o indivíduo deixa de escolher ‘para onde ir e como agir’, se comportando por intermédio do pré determinado”. Isso vai além de seguir ordens; é aprisionamento total do ego.
Até Ana, que tinha conhecimento básico, se assustou.
Suas asas se retraíram, abraçando o próprio corpo — cobriu ombros e parte do peitoral. — e com tensão no olhar.
Bryan, do contrato, estava cético.
— Como isso pode ser possível? Cada um tem seu próprio elemento, é a regra do Nirvana!
— Não estamos em um caminho de luz, honorável Bryan O’Brian — retrucou Huli. — Quero que entenda, sem pormenores, que o Samsara não é um caminho. É um estado.
— Mas como alguém pode se tornar um elemento? Isso não fecha, não dá liga! Pelo o que sei de Nirvana, todo lutador tem seu próprio caminho de acordo com o que planejou! Não… esse conceito é quebrado!
O raposo pôs uma das mãos no queixo, expressando estar pensativo.
Sua dúvida não era Bryan não entender e sim vê-lo compreender a realidade.
Certo disso, caminhou para longe da mesa, fitando Bryan.
O urso, curioso, disse:
— O que foi agora?
— Honorável Bryan, venha até aqui no centro e aflore seu Nirvana.
Isso ocasionou reações imediatas no urso, que franziu sua testa em surpresa e, principalmente, em Ana, que descontraiu suas asas tão rápido que quase bagunçou a mesa.
Ela ficou impactada com o pedido.
— Sr guardião Huli, peço que reconsidere esse pedido.
O raposo era um exímio conhecedor das artes marciais.
Com sua natureza vulpina, a curiosidade pela reclamação atiçou ainda mais esse sentimento.
Ele ignorou os porquês e indagou:
— Sem prática, ele não poderá compreender o cerne da questão — ele insistiu, e pensou. — “Algum segredo orbita este urso.”
Bryan era um lutador mas, muito além disso, ele era um veterano que adorava desafios.
Ele estendeu a mão para sua secretária, que se acalmou — ela sabia do que se tratava, e ainda mais até onde seu chefe era capaz de ir.
Ele retirou seu blazer, o colocando sobre a poltrona que estava mais cedo.
Caminhou sorrateiro, digno de alguém cuidadoso por fora mas que guardava um quê a mais por dentro.
— Guardião, devo avisar que faz mais de 10 anos que não afloro meu Nirvana…
— E por que não o fez por tanto tempo assim?
— Hehe… porque, na última vez, eu estava lutando para vencer o Torneio Mestre da Costa Sul… — falastrão, pensou em seguida. — “Quase não sobrou muito do meu adversário naquele dia. Hehe, a nostalgia bateu forte agora.”
— Hm… curioso… — a indiferença de Huli contratava com sua curiosidade. — “Vá, me mostre. O que tanto Ana temia?!”
Pois bem, a aplicação veio instantânea: com uma leve contração de tronco, uma impressionante explosão de Nirvana rubro realçou por todo o corpo de Bryan.
Huli precisou unir os braços para evitar ser atingido com a potência — era quase como se defletisse um golpe potente.
Sem ruídos, a força imposta pela gama de energia do Chi do urso era tão poderosa que empurrou o ruivo para trás dois metros, mesmo que forçasse seus pés no chão.
— “Ele… é um monstro…”
O urso não cessou seu Nirvana. A carga imposta não perdia a força — a mantinha do mesmo jeito.
— A massa, a cor rubra, o calor efervescente… Tudo isso corrobora com a explicação da primeira fase do Samsara! — a demonstração continuou. — Seu elemento é o fogo, isso é notável… e seu controle é esplêndido, honorável.
— Estou comovido, hehe… — Bryan parecia se divertir, o sorriso tinha o brilho de mais cedo.
Embora envolvido pelo vislumbre de aflorar o Nirvana após o longo período, a explicação era um norte que Bryan queria saber.
Huli escreveu isso ao ler sua feição.
— O Elemento Corrompido age como vingança: só resta o veneno… — ele sustentava a pressão ainda. — O Samsara aflorado não geraria o contrário do que você está mostrando… e sim a ampliação imoral dessa gama!
O entendimento chegou ao urso — ele sinalizou positivamente com a cabeça, ao recliná-la — mas isso, para Huli, ficou em segundo plano.
O motivo: ele viu a morcega secretaria logo atrás de Bryan, emanando uma aura azul escuro.
Seus olhos também brilhavam — da mesma cor roxa de seus olhos penetrantes — onde pôs as duas mãos nas costas de seu chefe.
Um diálogo breve ocorreu.
— Sr Bryan, acho que já está bom. Posso ajudá-lo a conter o Nirvana? Dez anos segurando isso é pesado.
— Claro, minha nobre. Vá em frente.

Como em um passe de mágica, o pardo retraiu sua força, envolvido pela aura de sua secretária, voltando ao normal segundos depois.
Isso marcou Huli em duas óticas, como o raposo deixou evidente em seus pensamentos:
— “Isso é impressionante, de todas as formas possíveis!” — ele cessava sua aura; respiração ofegante e braços abaixados. — “Nirvana refinado. Estou sem palavras.”
Seu olhar atônito durou menos de três segundos mas, em seu íntimo, isso levou uma eternidade.
— “Isso era para ser uma aula, para mostrá-lo do que estamos prestes a lidar, porém o que vi dele muda tudo que sabia desse indivíduo chamado Bryan O’Brian.”
E não acabou por aí suas impressões: havia a parte correspondente ao que Ana Andirá havia realizado.
— “E essa morcega… Eu precisei aflorar meu Nirvana para suportar a muito custo a pressão desse urso, mas ela, sem cerimônias, sem esboçar o mínimo esforço, não só se aproximou dele como o ajudou a retrair?!”
Ao mesmo tempo, a dupla, sorridente, voltou para o centro, com a secretária portando seu tablet e Bryan voltando a vestir seu blazer.
— Pronto, hehe… — caminhou até próximo de Huli. — Não gosto de ir a aulas sem estar devidamente vestido. Dicas valiosas de moda do nosso convidado Theo Monsenhor Sesto, hehe.
Caminhando para próximo de seus aliados, Huli frisou:
— Se isso fosse Samsara, não haveria ‘conter’: haveria colapso.
Bryan entendeu a gravidade, franzindo a testa. Ana ajeitou seus óculos, em sinal de acordo.
Restabelecida a razão, o raposo ruivo se recolocou no eixo, centrado como sempre mostrou.
O abalo da surpresa sumiu em instantes, não deixando frações de seu vislumbre recente.
A explicação prática seguiu para a teoria.
— Agora você sabe a magnitude. Está pronto para as proporções? — disse Huli, o olhando nos olhos.
— É claro, caro guardião. Continue.
Os três voltaram à mesa, com a aula retomada no Tratado.
— Segunda fase: O Samsara. Nele, não há aflorar… e sim definhar.
— Definhar? Isso quer dizer que essa coisa se alimenta da pessoa, não é?
— Perfeitamente, honorável Bryan. Sendo ele próprio o elemento, é utilizado como fonte de energia, abandonando sua essência. Pode ser aos poucos… ou imediato.
Deixando claro que a demonstração de Nirvana recente não foi vaga, Bryan sintetizou esse entendimento.
— Okay, vamos lá: se eu não tivesse controle da minha força, isso não quer dizer que eu possuo Samsara. Estou certo?
— Exatamente, honorável Bryan.
— Só que, suponhamos se eu fosse esse “tal indivíduo” que está entre meus meninos… Se eu fosse ele, meu Samsara iria esmagar quem estivesse ao redor, diferente de mim, um lutador íntegro e com a moral em dia, não é?
Poderia ser até certo ponto rústica a forma como o urso pardo explicava, mas estava dentro do entendimento correto.
— Você compreendeu. Não é o inverso de Nirvana, e sim sua corrosão maldita. Corrói o meio e o indivíduo ao mesmo tempo.
Sabido disso, era a hora para seguirem em frente, já que o tempo não era muito.
Contudo, Huli adquiriu mais conhecimento dos que faziam parte daquela sala, e isso era um subterfúgio valiosíssimo.
— “Ainda não tenho a dimensão exata do refino de Nirvana dos dois, mas de uma coisa tenho certeza: eles são aliados poderosos que eu tenho o prazer de tê-los aqui.”
O próximo estágio estava por vir.
— Terceira fase: Karma Distorcido — falava Huli, voz sussurrante. — É até inapropriado pôr a palavra “Karma” nesse campo tão sujo.
Desta vez, foi Ana quem tomou a palavra.
— No Karma, há aquele conceito que o senhor comentou mais cedo sobre “mal falso”. O Karma tanto pode ser positivo ou negativo, dependendo da índole do lutador.
— Fico contente que nossa conversa ecoe até aqui… e foi cirúrgica.
Ele, apontando para a figura, pegou um outro documento.
A leitura veio, traduzida do idioma antigo:
— Aqui está escrito “o lutador repete escolhas, justifica erros passados e transforma trauma em identidade.” Em outras palavras, é o congelamento da moral. E é aqui onde o perigo realmente está.
— Com o que temos até agora, já é perigoso — Ana sintetizou seu sentimento.
O guardião continuou a explicação: uma ilustração junto com notas foi mostrado.
— Como no Estudo no Nirvana, há três tópicos.
Tomou o documento em mãos, a leitura veio em seguida:
— Resíduo Amplificado: culpa vira peso constante; orgulho vira cegueira. Resumindo: falência moral evidente.
Bryan, mesmo sob os óculos escuros, expôs sua inquietação.
Huli percebeu, e continuou com a sintetização.
— Julgamento Viciado: toda ação é filtrada por medo, rancor ou vaidade. O lutador mostra sua natureza predatória, mas da pior espécie: destruição da índole, tanto dele como do adversário.
— Sempre o lado não só ruim, mas o pior que um lutador pode ser… — Bryan estava prestando atenção.
— Você está correto, honorável — Huli realçou a certeza. — E chegamos ao pior estágio desta distorção: Destino Falso.
Ele tomou fôlego, evidenciando um pesar na voz — Huli mostrou desagrado em continuar.
— É aqui que, a exemplo do Karma que conhecemos, o lutador ganha poder social, mas… ou é temido demais ou respeitado por medo, não por virtude.
— Ambos extremos… são degradantes! — a morcega fechou o assunto.
— Sim… Aqui já não está o que um lutador se orgulha: subjugar torna-se o objetivo, veneno, mutila mentalmente a todos… e os entrega não só à destruição moral mas também tudo relacionado ao social. Absolutamente.
Conforme as etapas avançaram, o temor crescia — era visível isso em seus rostos.
Bryan se afastou, indo até o vitral que dava visão à arena de luta.
Foi um ato isolado, inesperado.
Ele buscou respiro, onde a tensão o contagiou não de um jeito saudável — era o reflexo da responsabilidade que possuía.
Nem mesmo os anos como lutador e profissional no mundo da promoção de torneios foram páreos contra os fatos levantados.
— Honorável Bryan, algum problema? — o observou, de longe.
— Hm… — olhar distante, voz séria. — Antes que venha com os sermões, não me arrependo de nada que fiz. Minha preocupação… é na segurança dos meus meninos.
— Nada aconteceu. Ainda.
— Sou do ramo das exatas, meu nobre. Quando as coisas extrapolam para um campo que eu não tenho controle, já penso no pior.
— No pior, todos nós pensamos. O tratamento para isso é agir com o melhor que pudermos e é por isso que estamos aqui.
— Esse tipo de Karma aí me irrita! — falou alto. — É o tipo de comportamento que ferra com meu negócio!
— Angariar quantias monetárias não é um bom caminho para o benefício das artes marciais.
Esse último diálogo fez Bryan se calar.
Não era irritação dessa vez.
Era algo próximo de… orgulho.
Devagar, o pardo tirou seu óculos, o colocando no bolso — seus olhos ficaram visíveis.
O rosto cheio de confiança e, até certo ponto, arrogante de Bryan deu lugar a um rosto diferente de tudo que o urso pardo já mostrou, seja em público ou no privado.
Era um traço além do maduro.
Huli se surpreendeu, seu olho visível se arregalou, mostrando que o baque foi tremendo.
Internamente, definiu:
— “Esse é o olhar de um… lutador completo!” — sua surpresa o fez sussurrar nos pensamentos. — “Seu ato de tirar o mundano da frente dos olhos é um aceno espiritual!”
Não só isso ilustrou o momento.
Bryan O’Brian usou as mãos: o braço direito se ergueu.
A palma da mão, larga e calejada, volta-se para cima, como se sustentasse o teto ou buscasse energia
O braço esquerdo desceu.
A palma se achata voltada para o chão, paralela ao solo.
Sua postura rígida — peito estufado, coluna ereta — completou seu evidente estado marcial.
Havia ali alguém que seguiu um caminho.
Alguém que Huli Hu Li, o guardião da Arena Shang Mu, não conhecia por completo.
E esse indivíduo deu provas maciças de sua moral como lutador.

O ato simbólico trouxe uma lágrima oculta no olho coberto pelos cabelos do raposo ruivo.
Era a síntese suprema.
— Esse gesto é… o Mudra Sakro — a constatação por Huli foi imediata.
O sorriso de Ana Andirá ficou ainda mais lindo, como se a expressão de conhecimento marcial de seu chefe realçasse seu Nirvana — era genuíno a ponto de seus olhos brilharem.
O pardo, bem a frente do raposo, deixou claro sua indignação.
— Não é um “negócio monetário”, meu nobre… e sim toda a minha história! — Ficou imóvel como rocha. — Cada osso calcificado, cada calo adquirido… sangue e suor doados única e exclusivamente pensando nas artes marciais!
O cerne da questão: o abandono do supérfluo foi mostrado.
Huli viu a verdadeira imagem dele.
— Nada compra a moral de um lutador! NADA!
O ápice da paciência de uma besta enjaulada foi atingida.
O raposo ruivo descreveu ainda melhor aquele gesto único:
— Você realmente tem a Mãos de Lutador Lendário.
O Estudo do Samsara estava na sua metade.

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