Índice de Capítulo

    E foi aqui que nos encontramos…

    Olá, leitor.

    Fico feliz que tenha escolhido (e dado uma chance) de ler essa história.

    Para efeito de partida, essa novel foi escrita baseada no jogo Indie Freedom Planet, da produtora 🌀GALAXY TRAIL. Os eventos retratados a partir daqui ocorreram um ano depois do plot original.

    Essa é uma história sobre compromisso leal, amizade, companheirismo e fraternidade e, como cerne de Avalice, artes marciais. Os personagens aqui apresentados são canônicos da obra original (criados pela designer Sabrina Diduro) no ano de 2014.

    Como sinalização de respeito a obra original, o autor escolheu manter os personagens canônicos com suas personalidades intactas, garantindo assim a chama original da obra e servindo como homenagem direta ao cânone.

    Os personagens originais contidos nessa obra foram inseridos respeitando as leis do mundo criado e sua aplicação é dentro da ética e moral do que Sabrina Diduro sinalizou no cânone.

    A fim de honestidade e preservação da história de escritor do autor, um aviso: essa obra é uma reescrita da fanfic “Freedom Planet: Faith and Shock” iniciada no final de 2018 em outra plataforma.

    Peço paciência. Você não vai se arrepender.

    Essa história não tem interesse de monetização pessoal. O autor acredita que, como fã da franquia original, o maior valor de retorno é entreter e divertir seu público.

    Então, seja muito bem vindo.
    Meu maior presente é a sua leitura.

    Divirta-se.
    E tudo de bom na sua vida.

    “Crítica construtiva não é a que aponta falhas por vaidade, mas a que ilumina caminhos para que a obra se descubra melhor do que já é.”
    — Clarice Lispetor

    Avalice, o planeta azul reluzente.

    Sua fauna rica e mares revoltos em um extremo e calmos no outro causavam admiração e aceno aos aventureiros de outros mundos.

    Seus terrenos altos, com montanhas e picos abundantes, eram fascinantes, assim como seu solo fértil, próprio e ideal para o cultivo.

    Também se destacavam dois satélites naturais: luas que tomavam o céu à noite e causavam vislumbre. Eras a frente, receberam nomes de Dezoris, a menor, e Motavia, a maior.

    De dia, o sol proporcionava calor moderado, deixando claro que o lugar tinha condições ideais de vida.

    Eras depois, o globo azul recebeu alguns poucos viajantes dos confins do universo. Embarcados em uma espaçonave, seres bípedes com escamas da cor bege e chifres sobre o alto de suas cabeças entraram na atmosfera do planeta a toda velocidade e, como consequência, uma aterrissagem forçada ocorreu.

    Por sorte, os integrantes se salvaram, embora estivessem preocupados com seu destino.

    Os Dragões Terrenos, raça com características humanóides, buscavam alento para que conseguissem voltar para sua terra natal, dadas as dificuldades que tiveram ao tentar explorar o cosmo.

    Porém, os recursos eram escassos e a desolação da região onde estavam não trouxe bons horizontes.

    Entretanto, como um fator determinante para a sobrevivência do clã, descobriram que o planeta era habitado por seres antropomórficos inteligentes, singulares como sua raça.

    O encontro foi amistoso e os naturais do planeta os convidaram até sua vila.

    Com isso, se uniram aos nativos para sobreviver e prosperar, empregando sua tecnologia para nutrir uma fonte de energia poderosíssima chamada Joia do Reino.

    A pedra, com potencial quase infinito, proporcionou mudanças bruscas ao planeta por completo.

    Vários povos cresceram, pólos se desenvolveram, cidades foram levantadas e conquistas foram obtidas em todos os sentidos.

    Uma vindoura era de transformações havia se estabelecido. O futuro do planeta era promissor.

    O seu crescimento foi tanto que, após estabelecerem uma base de cientistas por toda área habitada, descobertas e realizações revolucionárias vieram, trazendo crescimento de vários vilarejos, com povos unidos e diversos.

    O galgar de degraus foi árduo. Isso trouxe maior êxodo para outras partes do planeta, onde surgiram três grandes reinos: Shang Tu, Shang Mu e Shuigang.

    Conforme o tempo passava, elas cresceram exponencialmente, tornando-se cidades, grandes metrópoles com suas características únicas.

    A prosperidade foi tanta que os habitantes escolheram um nome para seu lar. E então deram o nome de Planeta Avalice.

    Anos de paz e união na Era Moderna.

    A Joia do Reino, a relíquia poderosa que forneceu energia aos três grandes reinos de Avalice, alimentava a esperança do povo avaliceano (gentílico de quem nascia no planeta) e manteve a paz entre eles por terem algo em comum: sua dependência pelo poder da pedra.

    Por isso, e como consequência desta condição, os reinos se respeitavam com relação a suas fronteiras e leis, trazendo com isso a ordem tão desejada e o progresso que todos esperavam.

    Mas isso foi no passado.

    Os anos seguintes trouxeram mudanças, tanto políticas quanto ideológicas.

    Conforme os tempos passaram, os três reinos reivindicavam uma maior parte do poder da Joia, dado o crescimento de cada nação, principalmente Shang Mu.

    Durante anos, as inimizades entre dois reinos, Shang Mu e Shuigang, cresceram, trazendo a região discussões politicas onde nenhum dos lados aceitou do outro.

    A instabilidade só aumentava.

    No meio do atrito, Shang Tu se manteve uma nação neutra, escolhendo, a todo custo, ouvir as duas partes e sempre buscar a diplomacia.

    “Todos perderíamos se uma guerra ocorresse. Mas temo que isso será inevitável algum dia. A Joia do Reino é realmente uma fonte de energia infinita, como estava escrito no livro Os Antigos?”

    E, por um breve momento, uma guerra quase surgiu.

    Um senhor da guerra apareceu em Avalice, trazendo consigo o pior dos mundos.

    Ele foi derrotado, mas o custo quase foi alto demais.

    As nações se uniram.

    Povos abraçaram suas similaridades.

    Pessoas puderam voltar a sorrir no meio de tanta incerteza e insegurança.

    As forças mutantes de Brevon, pouco a pouco, foram derrotadas.

    Mas, mesmo no árduo renascer de milhares de vidas, a fé e o choque colidiram, em uma jornada contra o imponderável.

    Essa força tinha o nome de Faith and Shock.

    A força da Convicção e da Ruptura.


    A história de Avalice ganhava uma nova página.

    Um ano depois…

    Cidade de Shang Tu – Atualmente
    Palácio Real
    Salão do monarca | Manhã

    Um reluzente palácio no meio de uma grande cidade, cuja arquitetura oriental era a maior vertente, abrigava em seu interior um exército das mais variadas espécies do planeta sortido.

    O cenário a seguir, agora interno, era um imenso salão com paredes azuis e estandartes prateados, que adornavam o espaço.

    Logo ao centro era possível ver um grande trono, combinando com as cores harmônicas de tom pastel, onde a parte de trás levava até uma vista privilegiada de toda a cidade.

    Próximo ao balaústre, lá estava o monarca.

    Royal Magister, a maior autoridade do Reino de Shang Tu.

    Ele continua centenas de anos.

    Durante sua longa vida, obteve história e sabedoria por toda Avalice — ele era referência, e admirado por seu povo.

    Vestia uma roupa característica de sua posição hierárquica, com um manto sobre seu dorso, também utilizando das mesmas cores azuis e douradas, com um elmo sobre sua cabeça, que escondia totalmente sua face.

    Seus olhos roxos eram a única parte visível a todos.

    Observando a cidade, ele ganhou a companhia de um panda que usava uma armadura. Era um dos seus generais.

    Se aproximando do monarca, o panda tinha a armadura de cor púrpura em seu peitoral e ombros, com a cor preta completando as demais partes. Nas costas possuía um grande escudo.

    Seu corpo forte deixava evidente seu preparo físico — um general que buscava a perfeição.

    Seus olhos cor de jade quase combinavam com sua vestimenta, mas em um tom mais escuro.

    A cena do salão se iniciou.

    — General Gong… — voz suave e amistosa. — Pode se aproximar.

    — Afirmativo, Alteza.

    Ele ficou a seu lado, confiança solidifada.

    — Gosto de vê-la assim — disse Magister, olhando para a cidade. — Shang Tu nunca esteve tão em paz.

    Gong também passou a contemplar a cidade.

    Era uma quietude ímpar, com o céu azul sem nuvens e uma brisa refrescante coroando o clima confortável.

    Contudo, o grande panda comentou:

    — Acho também que a ajuda daquela dragão foi de extrema importância, não acha?

    Magister se virou, o olhando nos olhos.

    Não era um desafio e sim uma forma de confirmar a informação.

    — Todo o Reino de Shang Tu deve muito a ela e a seus aliados… — seus olhos se fecharam, tom de voz baixa.

    — Deveríamos dar a elas homenagens, não?

    — Bem, creio que isso não seja necessário — o monarca falou, voltando para o salão.

    — Hã? Como assim, Majestade? — Gong estava confuso, o olhando caminhar.

    Magister foi até o centro do salão real, pensativo.

    Sua postura cuidadosa guardava amabilidade pelo ato estóico da suposta pessoa.

    — Sash Lilac, a dragão que mudou o panorama da situação, escolheu o anonimato.

    — Eu não concordo com essa opção. Os heróis devem ser celebrados.

    — Eu concordo com você, General Gong. Porém devemos respeitar a sua decisão — olhava para o interior do palácio. — Mas não deixarei de lhe presentear de alguma forma.

    Magister então se sentou ao trono, com Gong lhe oferecendo reverência, como seguia a etiqueta do reino. A conversa continuou.

    — Gong, como está Shuigang? Nosso agente deve ter mostrado mais em seu relatório.

    — Afirmativo. Dail está bem, apesar de tudo.

    — Ótimo. Gostaria de fazê-los nossos novos parceiros de importação de seus produtos. Ambos sairemos fortes com essa união.

    — Nosso agente falou de Spade também. O ladino da The Red Scarves, esse clã de ninjas maldito, sumiu.

    — Retornou ao mundo… dos ladrões?

    — Ninguém sabe, senhor.

    — Entendo… Hm, Spade me surpreendeu em ter comandado o reino de Dail por um breve período. Foi fácil para nosso agente obter informações.

    — Dail precisava de toda ajuda possível, e seu meio irmão honrou o nome de sua família, mesmo sendo um desajustado.

    Todavia, logo depois do diálogo, Magister se levantou — ato inesperado, já que não sair do lugar.

    Ele se guardou em silêncio, o que chamou atenção de seu general.

    — Majestade, o que houve?

    — Essa união dos reinos. É até irônico que uma calamidade compactuou na nossa aliança abençoada. Tivemos perdas pelo caminho, mas obtivemos avanços, maiores que o esperado. Não somos perfeitos, subjetividades dos povos permanecem como tal.

    — E fico muito feliz por compartilharmos nossas competências com ambos os reinos — a animação de Gong com seu sorriso era imensa.

    Mais uma vez, Royal Magister seguiu para o balaústre da sacada do palácio.

    Observando a cidade, suas palavras cheias de sabedoria — sua principal característica — foram ouvidas.

    — Todos sobre essa terra têm seu próprio tempo, seu rito, sua vida. Passamos o tempo todo evoluindo, adquirindo mais e mais conhecimento.

    — Senhor… Avalice recebeu uma fonte inesgotável de energia após a Jóia do Reino ser desintegrada na atmosfera pela explosão do bombardeiro de Brevon. É disso a que se refere?

    — Precisamente, caro general. A Espiral do Reino é uma conquista gigantesca. Praticamente um presente dos deuses deste mundo.

    — Aquilo que vimos nos céu foi algo inesperado. Mas toda essa energia que temos agora talvez tenha nos presenteado com novos horizontes.

    — Dessa vez demos um pulo muito maior nesse desenvolvimento. Nossa tecnologia seria utilizada pensando em novos tempos, mas justamente esse novo tempo é o nosso atual.

    Uma pausa ocorreu, como um dueto de ideias da dupla.

    Os dois estavam pensando do mesmo jeito.

    — Não sabemos o que virá pela frente — falava o panda. — Então devemos mesmo expandir as nossas pesquisas? Novos ventos virão, mas não creio que só de benevolências teremos.

    — Coerência, Gong. Coerência — Magister se virou, o encarando. — Ninguém deve ser privado de sua própria existência. Temos tecnologia para isso e todos devem usá-la.

    — Certamente, Majestade — ele o reverenciou, tomando a palavra em seguida. — Devo fazer os preparativos para a próxima missão, Royal Magister?

    — Sim, deveras. Temos agora que limpar nosso planeta dos últimos resquícios da Joia do Reino. Já acionaram a tenente Neera?

    — Sim, Majestade. E era isso que iria avisá-lo.

    — O que seria?

    — A dragão púrpura Lilac, sua amiga gata selvagem Carol e a canina alquimista Milla foram convocadas pela tenente.

    — Excelente — Magister respirou fundo, mostrando satisfação em seu olhar. — Então aquela dragão quer mais aventuras? Isso será interessante.

    Depois da conversa lotada de bons planos, Gong deixou o salão do trono.

    Magister se manteve no mesmo lugar, observando a cidade.

    O monarca de Shang Tu gostava de falar consigo mesmo, um hábito que preservava a mais de cem anos.

    Contudo, seus pensamentos o levaram para longe.

    — “Sash Lilac, Carol Tea e Milla Basset. Essas três jovens salvaram Avalice. Seus corações humildes me fascinam. A força e o brilho de suas almas são tão poderosas que iluminam os corações dos justos. Mas desta vez os desafios serão maiores e…” — ele interrompeu seus pensamentos, suspirando em seguida.

    Um sentimento sombrio gelou as entranhas do sábio monarca, o que lhe causou incômodo.
    Não se absteve, em seguida, de falar consigo mesmo.

    — Temo que essa paz que conseguimos a tanto custo não dure muito tempo. E até que os contratempos apareçam, precisaremos ter fé e determinação. Estamos mais fortes, mas nunca saberemos o que virá no futuro. Desejo que estejamos prontos.

    O planeta Avalice recentemente passou por uma crise, mas saíram vitoriosos.

    Os três reinos de Avalice, Shuigang, Shang Tu e Shang Mu, agora eram as nações mais unidas de toda Avalice.

    Heróis surgiram, alianças se fortificaram.

    E ameaças estavam por vir.

    Uma nova missão se iniciava.

    E mais aventuras viriam.

    Nota do Autor:
    Esta história foi escrita ao longo de anos e preserva, em seus primeiros capítulos, o processo natural de amadurecimento de sua escrita.

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