Capítulo 128: Chamas contra nevasca
Aisha e Pandora sentiram o ar esfriar conforme elas andavam. Era certo que ambas estavam indo para morte e o frio na barriga de ambas se complementaram no ambiente.
De Aisha, o coração bateu-lhe forte no peito magro, um tambor de guerra ecoando em silêncio.
O caminho era extremamente belo, e parecia que o gelo começava a tocar as paredes dando camadas ainda belas. Tocou o próprio anel, sentiu o calor que ele emanava.
Enquanto isso, Pandora se mantinha extremamente firme, era mentira se dissesse que não tinha medo. Ela tinha visto as capacidades de sua oponente, seria algo realmente aterrorizante. Mas respirou fundo, pois era isso que a empregada pessoal de Kizimu teria que fazer. Ajudá-lo e vencer qualquer adversidade.
— E então, Panasonic, está com medo?
— Morre. Enfim, é engraçado você dizer isso, sendo que está tremendo.
— Eu estou tremendo de animação, eu vou brilhar intensamente.
Pandora conseguia ver a mentira descarada de sua amiga, ela estava com medo, porque a única chance de sobrevivência das duas, era Aisha, ela seria a única chance delas vencerem.
— Não se preocupe, eu vou sobreviver. Não vou morrer, vamos vencer isso, juntas..
Aisha ouviu isso e temeu o karma, mas rezou pelo melhor resultado possível.
— Sim, nós vamos, até porque somos as asas de meu irmãozão.
Então finalmente chegaram naquele salão, respiraram o ar álgido. E viram ela. Labella Cyfer, a sentinela fiel de Maxuel Umbral. Aquela que conseguiu dar um fim a Viviane Uma.
E no centro, sentada, estava ela… tomando café e comendo pão?
Aisha e Pandora se aproximaram, ainda mantendo uma certa distância. A sentinela olhou as duas e não pareceu querer mudar o que estava fazendo.
— Labella… chegamos em um momento ruim? — Aisha perguntou em tom de dúvida.
— Bem… eu tive que vir aqui desde de cedo, então eu não tomei café, pensei que se eu comesse, a fraqueza diminuiria.
— Nesse caso, podemos acionar a alavanca? — Pandora arriscou.
— Claro que não, se não, minha mãe teria morrido em vão.
Aisha ficou confusa.
— Viviane é sua mãe?
— Adotiva, mas era.
— Então por que matou ela?
Labella mordeu seu pão e começou a mastigar, bebeu o seu café lentamente e voltou a morder seu pão, acabado ele. Bebeu o café mais uma vez e engoliu.
— Minha mãe era forte demais, se eu pudesse apenas vencer ela, eu teria feito, mas se eu não tivesse matado ela, eu seria derrotada. Foram os ossos do ofício.
Aisha sentiu uma leve raiva em si.
— Você trata matar sua própria mãe com muita levianidade…
Pandora notou os sentimentos de raiva em Aisha se aflorando como uma chama ainda mais profunda. O anel em seu dedo pareceu reagir conforme sua raiva.
Aisha elevou a mão, e do anel, chamas envolveram sua mão, em volta. Aisha observou a chama dançando sobre sua palma. E suas memórias os gritos ecoaram.
— As chamas tiraram quem eu mais amava de mim. Não… — ela balançou a cabeça. — É minha culpa o que aconteceu, dizer que a culpa é das chamas, é… um exagero.
Aisha olhou para Labella quem se levantou graciosamente.
— Labella, ambas carregamos o mesmo peso, mas claramente temos visões diferentes sobre isso. Eu vou vingar a tia Vivi, e vou ser a responsável pela sua derrota!
Labella observou, respirou fundo, e se fez uma postura pronta para atacar, erguendo os punhos fechados.
— Não vai sacar sua arma? – Pandora questionou.
— Não há necessidade, antes eu tinha sacado, pois notei minha mãe chegando. Vocês não são dignas da berserker.
Pandora também ficou em posição de ataque, ela enegreceu, seus cabelos ficaram loiros e as pontas pegaram fogo azul.
— Labella! Meu nome é Pandora Akiva, empregada pessoal de Kizimu Kuokoa! Eu vou vencer essa luta, em nome do meu amo!
Aisha deu risada, e também gritou: — Meu nome é Aisha Stewart, irmã mais nova de Kizimu! Eu vou vingar a tia Vivi pela sua arrogância.
Labella deu uma pisada solene no chão, e o ar pareceu congelar. O frio sobre a sala diminuiu a menos 30 graus.
— Meu nome é Labella Cyfer, escudo real. Irei proteger a alavanca e impedir seu salvador de impedir o nascimento daquele que vai acabar com o mal.
O frio álgido fez com que Pandora e Aisha sentissem mais fracas, seus corpos tremeram, mas ambas geraram chamas em volta delas.
— Vai precisar de mais do que isso! — Pandora bradou.
— Seu frio não vai parar a gente.
Labella sorriu. E em menos de um segundo, a sentinela desapareceu.
Um “que” em uníssono aconteceu e em menos de um segundo, um soco na barriga de Pandora fez ela tossir saliva. Seu corpo iniciou a cinética de arremesso e Labella segurou sua mão. E puxou o corpo da empregada de cima a baixo batendo o corpo dela de supetão no chão.
— Aahg.
Um soco veio de cima a baixo e★———★———★Pandora estava completamente distante.
— Que truque foi esse?
Labella se surpreendeu quando seu punho estava no chão, com os ladrilhos levemente destruídos.
Pandora, por sua vez, estava do outro lado do salão, com Aisha segurando seu corpo.
— Ela é, cof, cof, rápida demais. O que faremos?
— Atacar aleatoriamente não faz sentido. Mas… se você falhar não se preocupe, eu vou estar aqui.
Labella se ergueu, ela observou atentamente.
— Nesse caso, a outra garota tem um poder estranho, esse poder ser perigoso. Aisha é seu nome, certo?
— Sim, esse é o meu nome.
— Nesse caso, deixe sua guarda alta.
E ela sumiu novamente, Aisha temeu pela sua vida. Desesperadamente ela ergueu sua palma e uma torrente de chamas foram geradas. As chamas em uma certa área se distorcem, como se tivesse atingido algo. Mas logo após.
— Atrás de você!
Pandora empurrou Aisha para baixo, enquanto um punho voou por cima dela, logo após um chute brutal, mas ele atingiu um vórtex poderoso fazendo Labella recuar.
— Então Aisha pode movê-las pelo ambiente, e usar chamas. Mesmo que o fogo eu vejo que está saindo do anel. A Pandora também manipula fogo, mas tem manipulação de ventos fortes.
Labella pareceu anotar isso mentalmente. E então, ela desapareceu novamente. Um chute de cima a baixo avançou em Pandora, a mesma tomou o chute em cheio caindo velozmente, enquanto descia a sentinela pousou e girou o corpo dando um chute levando Pandora para a parede oposta.
O baque foi seco e Pandora cuspiu sangue. Suas costas doeram, sua barriga doeu, sua cabeça doeu.
“Ei, ei, ei, ela é rápida demais. Que coisa injusta, injusta, injusta.”
“Ironicamente, ela está enfraquecida, seu corpo está completamente destruído, ela sente dores por todo o corpo, e parece que fazer qualquer coisa dessa, desgasta ela.” — Maria estava impressionada.
“Se eu fosse dizer, isso teria que ser uma batalha de resistência. Mas certamente perderíamos isso antes, temos que fazer algo.”
Pandora novamente cuspiu sangue.
— O que… faremos então?
“Sempre que ela sumir, podemos analisar a aura e os sentimentos dela, dessa forma, entender onde ela está vindo.”
“Não é tão simples, é questão é reação, Pandora não é tão rápida”
— Basta que eu fique intangível quando ela for me atacar, e quando ela passar, eu ataco.
“Bom plano” – Maria Augusta e o Curupira responderam em uníssono.
Do outro lado a Labella observava.
— Ela está falando sozinha?
— Não se distraia!
Aisha gerou uma pequena explosão de chamas a queima roupa, mas Labella apareceu atrás de si e deu um chute nas costas de Aisha.
— Tola, não anuncie que vai atacar. Poderia realmente ter me atingido.
Aisha no chão começou a se levantar. Mas Labella apareceu na frente dela e pisou nas costas da cosplayer.
— Vocês têm um grande potencial, talvez em cinquenta ou cem anos, vocês cheguem no meu nível atual.
— Você é arrogante demais!
Aisha gerou chamas que espiralmente avançou em Labella e ela deu um leve pulo para trás.
Aisha apressadamente se levantou, e apontou o anel ao seu alvo.
— Vocês lutam em dupla, precisam de mais sinergia. Por exemplo, quem é a suporte e quem é quem é a finalizadora?
— Eu sou a suporte.
— Então você não tem que focar em me atingir, e sim criar oportunidades para Pandora me acertar.
Aisha olhou para sua amiga, ela estava ainda se recuperando.
— Você meio que separou a gente.
— Você tem um poder perigoso, você se moveu sem querer eu mesma notasse, é algo poderoso demais… porém se você não conseguir agir rápido o bastante, eu sairei vitoriosa.
Labella se preparou.
— Se defenda!
E Labella sumiu. Aisha tentou gerar chamas para frente e no centro algo se dissipou, ela já viu isso acontecer antes. Girando o corpo, ela gerou para suas costas, mas — um soco — bem no meio e sua barriga fez Aisha tremer inteira.
Ela sentiu o ar sair do corpo, ela tremeu, suas forças foram embora, lágrimas. Labella não veio por trás e sim pelo lado.
— Eu não subestimo vocês. Se eu fiz um truque antes, claramente você aprenderia. Neste caso, eu não repetirei minhas ações.
Aisha se ajoelhou, a dor de ter sua barriga socada com tamanha força era desigual. Mesmo assim, a garota sabia que a sentinela estava se contendo. Se ela quisesse matar ambas, ela conseguiria rapidamente.
— Acabou.
Labella ergueu seu punho a um soco e — uma tormenta de furacão atingiu a sentinela com tudo, arremessando ela longe. Então, voando, Pandora se aproximou e gerou ventos poderosos em volta de Labella, criando um vortex impossível dela sair.
Mas nem mesmo o impossível pararia Labella. Uma aura roxa e então, com um corte, os ventos foram cessados.
Labella tossiu, pois estava sem ar, então, olhou para Pandora.
— Seu poder de vento é mais perigoso do que eu imaginei. Certo. — Labella guardou a berserker dentro de uma aura roxa. Então sumiu.
Um soco atravessou Pandora — literalmente — pois Pandora estava intangível. Agora que Labella estava surpresa, Pandora gerou uma explosão cadente de chamas poderosas, que arremessaram Labella longe.
Ela caiu ajoelhada, distante, com as roupas levemente chamuscadas.
— Ela consegue ficar intangível? — seus olhos estavam arregalados em incrédulo. Ela se levantou. — Ventos, chamas e intangibilidade. Mas por que ela não usou isso antes? É necessário ativação? Porém… ela poderia estar com isso ativado no momento que eu ataquei… existe um limite? Surpresa? Necessário descobrir.
Enquanto Labella calculava seu próximo passo, Pandora se aproximou de Aisha.
— Você está bem?
— Acho que melhor que você… foi só um soco na barriga, eu… vou ficar bem.
— Eu tenho uma forma de agir por enquanto. Eu vou ficar intangível quando ela sumir, ela me ataca e eu explodo ela.
Aisha se levantou, ainda segurando a barriga.
— Ela não vai cair no mesmo truque duas vezes. Ela é inteligente demais. Ou acabamos com ela, em um único movimento, ou será o nosso fim.
E então, Labella sumiu. Um soco atravessou Pandora, e repetindo sua ação, a empregada gerou chamas para explodir, mas, errou. A sentinela não estava mais em sua frente e um chute por trás veio, mas novamente atravessou Pandora.
— O corpo fica totalmente intangível? Mas o quanto?
Labella pulou por dentro do corpo de Pandora enquanto a mesma gerou chamas onde a mulher estaria, errando de novo.
Mas dessa vez, o chute atingiu ela em cheio. Arremessando Pandora longe.
— É como eu pensei. No momento em que você ataca, sua intangibilidade some. Isso é falta de controle, ou uma fraqueza sua.
— Não vai me acertar de novo!
Labella desapareceu novamente. O mesmo processo se repetiu, ela atacava, Pandora explodia a área à frente e Labella aparecia atrás e atacava novamente, ela atravessou pulando por dentro de seu corpo, e então, Pandora gerou chamas e…
SHLACK!
— Aaahhh… — sua voz saiu fraca, a dor era enorme e o seu corpo.
Foi atravessado.
Pandora olhou para trás, e depois olhou para a área entre o peito e o ombro. Uma mão atravessava ela.
— Então… se algo estiver dentro de você e você voltar ao normal, o dano é considerável.
O ferimento não era fatal, apesar de ser um buraco na área acima dos seios. Sangue escorreu pela boca de Pandora.
— Aaaaaaaaaaaaarhhhh!
Os olhos de Pandora se tornaram chamas pura, vendavais explodiram. Labella arrancou a mão do corpo de Pandora, mas foi lenta demais.
Os ventos arremessaram ela pelo chão, depois arremessaram aos céus, foi como ser levada por uma maré perturbadora de ventos abrasadores. Labella nem mesmo conseguia respirar e as chamas penetraram os ventos criando um tsunami de vórtex e chamas que consumiram a sentinela por completo.
Então de um roxo, a Berserk foi sacada, e de um corte, os ventos foram empurrados, mas em vão. A torrente voltou cada vez mais forte.
— Entendi, seus poderes são influenciados pelas suas emoções. Quanto mais intensas mais perturbadores vai ser. Realmente, te machucar foi um erro. Pandora é melhor você desmaiar logo, senão, eu terei que te matar.
— Morraaaaaa!
Vórtex, tornados, vendavais, todos embradados em chamas puras e vermelhas. Labella tinha que cortar os ventos pois eles eram fortes demais.
Mas todo seu corpo doía. O fato dela ter usado a bênção dela, duplamente ativada, gerou uma exaustão descomunal.
Uma pessoa normal, não aguentaria isso. Por exemplo, Guto, ele estava acabado apenas por usar levemente uma ativação. Mas a dor que o cavaleiro sentia, seria comparado a 1000 vezes menos do que a dor e fraqueza de Labella.
Mesmo assim, a aluna de Viviane não poderia temer. Não poderia falhar, ela lutaria com tudo. Então, ela desapareceu novamente.
Aparecendo na entrada.
Aisha ao longe não sabia como ela poderia interferir. Ouviu tudo que Labella disse sobre os poderes de Pandora. Ouviu cada dica da sentinela.
Mas ela sentiu que algo estava prestes a mudar.
— Aisha, Pandora, essa luta não pode se estender. Então, desistam, porque que se eu tiver que levar a sério, vocês certamente morrerão.
— Você vai morrer aqui!!!
Pandora estava descontrolada. A dor dela se equiparou em todos, e todos agora influenciaram sua mente. Um eco das vozes de todos.
— Nesse caso, me desculpem. Terei que começar o expurgo.
Apontando a espada para Pandora. O mundo se tornou mais denso, e então tudo se tornou abaixo de 80 graus.
Aisha sentiu o frio doer seu corpo todo. Aquele frio, um ser humano comum não aguentaria. Então, ela gerou chamas em volta para minimamente aumentar o inverno.
Porém, não contente com isso, diversas armas feitas de gelo puro nasceram. E desceram na direção de Pandora.
Pandora gerou chamas profundas, ela destruiu cada gelo que veio em sua direção. E então ★———★———★ Pandora estava em outro local.
— Aí, aí, aí, você está quente demais.
— O que?
— Ela atacou você por trás, eu percebi que você não iria conseguir desviar.
Labella de longe notou o que aconteceu. Ela mirou os gelos novamente em Pandora e depois surgiu ao lado das duas. Pandora gerou um vórtex extremo defendendo o ataque, e então, os gelos caíram acertando levemente ela e uma foi direto no seu rosto★———★———★e novamente estavam longe.
Labella é forte demais. Aisha notou algo de imediato, ela não tossiu sangue até agora. Neste caso, ela está se acostumando um pouco mais ao seu poder, mesmo assim, ela não tem domínio ainda.
— Aisha, certamente você é quem me dará mais trabalho. Eu retiro o que eu disse, você é uma ótima suporte. Mas depender demais do seu poder não vai ser o suficiente, a única forma de você me vencer, é evoluindo.
A sentinela apareceu entre Pandora e Aisha, ela deu um chute na cosplayer, jogando ela longe. Pandora gerou uma tormenta de furacão explodido em chamas e Labella conjurou uma muralha de gelo.
Uma nuvem de fumaça algida surgiu, e Pandora não conseguiu ver nada, por isso, atrás delas foi atingida pela parte sem lâmina da arma, arremessando ela novamente.
Mas ainda no ar, a sentinela apareceu em cima dela e chutou ela para baixo. Então, diversas estacas de gelo caíram.
Porém, não atingiram Pandora quem estava intangível. Ela tonta se afastou e novamente tentou outro ataque.
Mas novamente a Berserk estava logo acima de sua cabeça ★———★———★ e novamente estava distante.
— Cof, cof. — Aisha estava sentindo frio, fraqueza e dores por sair quicando pelo chão, mesmo assim, não poderia falhar. — Pandora, presta atenção, acho que esse é um bom momento para usar seu colar.
Pandora olhou para o próprio colar e lembrou que sua ativação aumentaria um dos seus poderes.
— Que saco, que saco, que saco. Ao menos controlem seus impulsos seus animais. Eles feriram a jovem Pandora, eles devem pagar. Calma, pessoal, Aisha está certa. Hora da gente aumentar o nível. Energy emocional!
E então, o mundo parou. Algo estranho aconteceu, como uma contaminação extrema, e então, o mundo voltou. Como se um grande ralo tivesse sido aberto dentro de uma piscina, toda a neve, frio, gelo, todas as armas geradas, tudo, foi absorvido pelo colar, e tamanho poder foi energizado, o colar emitia um brilho arcano desigual.
Pandora notou, ela tinha total controle para onde transpor esse poder, e ela fez. Colocando tudo no curupira. As suas mãos pegaram fogo, seus pés, chamas começaram flutuar em volta de Pandora, era tanto poder de fogo que o ar que antes era gélido, agora tinha se tornado um inferno puro.
— Então… você ainda tinha essa carta na mangá. Talvez eu deva realmente pegar pesado.
Labella surgiu em cima de Pandora, e fez um corte seco, na intenção de cortar Pandora no meio. Mas então, chamas extremas protegeram ela. A empregada olhou para a sentinela e erguendo as mãos.
— Explosão de fogo!
Uma explosão expandiu em formato de estrela, foi algo extremo. Labella tentou cortar mas foi completamente chamuscada, suas roupas foram fortemente carbonizada é sua mão fortemente queimada.
Labella sobreviveu, mas aquele poder de fogo era poderoso demais. Ela se afastou e começou a pensar.
— O poder de fogo dela aumentou, mas isso não seria o suficiente , ela conseguiu defender também…
— Com o poder do Saci, eu vejo seus pensamentos, agora, eu sei exatamente onde vai me atacar.
— Que garota problemática, eu estive me contendo até agora, mas certamente isso foi um erro.
O ar tornou gelo puro novamente, um ar puro de gelo começou a ter uma batalha entre as chamas intensas de Pandora.
Esse era o verdadeiro confronto das chamas contra nevasca.
Gelo surgiu em formato de diversas armas, e elas avançaram, mas foram destruídas com um fogo tão quente que transformava o gelo em água e logo em vapor.
— Vai ficar parada longe? Neste caso. Queimadura de explosão!
Pilastras de chamas surgiram rompendo o chão, penetrando tudo até chegar em Labella que tentou cortar, mas o poder de fogo era fora do comum.
— Eu não vou ser derrotada assim!
Labella sumiu, apareceu com um corte poderoso, defendido, Pandora explodiu, Labella desapareceu e surgiu atrás dela, outra defesa, mais uma explosão. Labella surgiu em cima, com um corte ainda mais brutal, mesmo assim, a proteção das chamas era demais.
Pois então Labella se afastou, ofegante. O calor era demais, mesmo assim, ela não iria ser derrotada.
Ela jogou uma avalanche de gelo, tudo levantou uma grande nuvem de fumaça, de onde Labella surgiu de dentro, quase cortando Pandora, mas ela não se viu surpresa.
— Explosão de chamas!
A Berserk veio em derrocada, mesmo assim, a sentinela não tinha forças para atravessar.
— Aceite sua derrota, Labella, você não pode vencer!
Aisha via o quão intensa aquela luta tinha se tornado. Não chegava a 1% do que foi a luta de Viviane e Labella, mas, o poder era tão grande que Aisha se sentia tonta, o calor era extremamente alto.
Aisha estava feliz, pois ao menos, elas tinham conseguido um feito considerável.
Ou melhor, era tudo graças a Pandora. E então, algo pareceu mudar no campo de batalha.
Labella novamente estava afastada, na entrada, ela olhou para a dupla, e respirou fundo.
— Estou fraca demais, se eu estivesse com meu corpo normal, eu conseguiria cortar com facilidade essas chamas densas, mas com meu poder atual isso é impossível… mas eu não me dei por vencida ainda. Eu mostrarei totalmente do que eu sou capaz.
Foi apenas esse proferir de palavras que fez o salão se dobrar. A luz rompeu, o ar correu, e os olhos por trás dos aros finos se tornaram totalmente iridescentes.
Isso deveria ser impossível, nenhum humano conseguiria fazer tal coisa tão insana. Um juramento, era difícil, fazer um segundo sem descanso, era impossível, um terceiro, era sequer impossível, o mundo negaria, seu corpo falharia, mas mesmo assim.
Um Fulgor Prismático rachou a distorção da matéria. A luz corroeu pela espada e então, algo mais do que luz sobrevoou seu coração.
— Eu juro acertar o próximo golpe.
O juramento foi reduzido, não para acertar todos, e sim, o próximo, mesmo assim, com a fraqueza do seu corpo, ela não era para ser capaz disso.
Os poros sangrando de Labella se abriram, seu corpo sangrou por todos os lados, mesmo assim, a realidade rasgava seu próprio corpo.
Um avanço ocorreu. A espada queimando com um ardor fora do comum. Pandora não temeu.
— Explosão de fogo!
— Você se tornou perigosa demais, não posso deixar que continue.
Labella avançou, ela fez um corte extremo, ela não tinha forças para atravessar, mas seu corpo foi abençoado, o destino fortaleceu o corte, e ultrapassou toda a lógica, aquela explosão em formato de estrela foi cortada, não apenas isso, Labella chegou no seu alvo, sua espada avançou e cortou.
Porém Pandora estava intangível. Sua espada não acertou — Erro — o destino não seria negado, ela acertou o corte, ultrapassando a intangibilidade. Um forte imenso, poderoso e indefensável corte.
Pandora ficou em choque, porém, mais em choque que ela, apenas Aisha.
Labella caiu no chão, sua espada entrou na roxidão, ela cuspiu sangue, ela vomitou sangue, seus órgãos internos sangravam, seus olhos, ela não aguentaria tantos juramentos.
E então, tocou o chão, ao lado de Aisha. Pandora, caída em choque.
“Jovem Pandora? Não!”
“Isso é impossível…” — A loira começou a lacrimejar.
“NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO”
Ventos explodiram em derrocada intensa, um tornado extremo se atiçou em um vórtex extremo, Labella foi girando para todos os lados e seu corpo fraco não conseguiu se prender em nada.
Aisha ao lado do corpo de Pandora, não estava na área do vórtex, mas os ventos extremos estavam puxando ela. Aisha segurou Pandora nos braços.
— Isso é ruim, muito ruim. — Aisha chorou.
Sentiu o corpo dela aos poucos perder calor, seu corpo que antes estava ardente, perdia o calor aceleradamente.
De imediato Pandora notou que sua força tinha se esvaindo por completo, toda sensibilidade que tinha nos dedos desapareceu.
Enquanto Aisha sentia o calor no corpo de Pandora se esvair, a empregada sentia um calor agonizante em si, tão grande que dava vontade de rasgar a própria garganta.
“Quente, quente, quente, quente, quente, quente, quente!”
Pandora abriu a boca, para tentar proferir algo, mas o que saiu não foi som algum, e sim, um rio de sangue.
Ela vomitou quantidades significativas de seu sangue vital enquanto tossia. Sangue espumoso começava a mostrar-se nos cantos de sua boca durante seu gorgolejo. Através de sua visão escurecida, o chão acabou pintado de vermelho.
“Esse sangue… é todo meu?!”
Pandora ainda estava confusa.
Havia o bastante para ensopar seu corpo inteiro. O sangue compõe cerca de 8% do corpo humano e é dito que perder mais de um terço disso pode ser mortal, mas – para si, parecia que já havia perdido quase tudo.
Ele parou de vomitar sangue, mas o “calor”, que o fazia sentir como se estivesse sendo incinerado, continuou. Ele moveu sua mão até o próprio abdômen com muita dificuldade e, após uma sensação indescritível, finalmente entendeu.
“Meu estômago foi cortado, huh.”
Não foi apenas o estômago, ela foi cortada ao meio, ela estava completamente partida em dois pedaços.
Não era por acaso que se sentia tão quente. Parecia que seu cérebro confundiu “dor” com “calor”.
O Pandora estava cortada ao meio. Sua parte de baixo, caiu para o outro lado.
Resumindo, parecia que aquilo era um “xeque-mate” para ela.
Quando se tocou disso, sua consciência começou a desvanecer.
Até o calor que fez ele se contorcer em agonia sumiu. Mesmo o sentimento desagradável ao sangrar e a sensação em sua mão com a qual sentia seus órgãos se foi. Estava tudo se esvaindo junto à sua consciência.
Tudo o que restava era o seu corpo, o qual não seria capaz de acompanhar sua alma.
Esse corpo usou os últimos fragmentos de sua consciência para se mover só um pouco. Ele moveu a cabeça para cima e viu sua amiga.
Sua mão tocou o rosto de Aisha, a quem chorava sem conseguir proferir nenhuma palavra em choque. Ver sua amiga morrendo, nenhum ser humano normal conseguiria aguentar essa dor.
Labella que era jogado de um lado para o outro pelos poderes do Saci, a quem loucamente destruía todas as paredes, rompia tudo, e praticamente estava para destruir o castelo.
Pandora não sentiu vontade de ver sua assassina, apenas ignorou ela.
“Loira, Curupira, Saci, eu não vou me despedir de vocês, porque isso, não é o fim ainda.”
Pandora com sua nula força, pressionou a bochecha de Aisha.
— —isha
Aisha sentiu como se tivesse escutado uma voz igual ao tilintar de um sino.
Aisha viu Pandora prestes a morrer, ela estava em choque, ela estava incrédula, era precisa voltar, ela precisa voltar…
“Volta, volta, volta, alguma coisa, funciona, funciona!!”
Droga…
A cosplayer estava querendo pedir desculpas, pedir desculpas por ser tão inútil, ela queria voltar, mas não estava conseguindo voltar. Ela estava vendo sua amiga morrer, e no fim, por que ela não conseguiria fazer nada?
— Pandora… me desculpa, eu… e não… eu não estou conseguindo voltar… eu não consigo.
Achava que apenas de ver Pandora era o suficiente, mas, faltava algo, tinha algo na ativação de sua habilidade que não estava nos seus planos.
Por que ela voltou para Pandora na floresta? Ou para Eleanor? Ou para Pandora na quinta morte?
Por que agora, que ela mais precisava, ela não conseguia?
— Volta! Volta! Desejar voltar! Desejar salvar! O que eu preciso fazer! Droga! Droga??!!
Pandora deu um leve sorriso.
A garota forçou sua consciência quase morta a retornar por um instante. A dor e o calor, tudo desapareceu. Era um esforço sem sentido algum, nada mais do que perda de tempo.
Porém, mesmo assim…
— A gente colocou uma pressão grande demais em você, certo? — riu e por essa ação, ela vomitou mais sangue — Ai—sha, não faça nada que você possa se arrepen…der…
E então, Aisha viu os brilhos nos olhos de Pandora sumirem.
???
Naquele exato momento, Pandora Akiva perdeu sua vida.
Aisha não conseguia voltar, algo estava falhando, algo deu errado. A expectativa que colocaram nela foi em vão…
A garota sentiu o ar ir embora, ela perdeu sua amiga, elas falharam na missão.
O corpo de Pandora começou a levitar, saindo das mãos de Aisha, ela queria segurar seu corpo, mas foi forte demais.
Os olhos de Pandora se tornaram um espiral vermelho, insano, louco, tudo foi devastado, jogando Aisha até a parede do outro lado da sala. Ela bateu suas costas em um baque violento, ao lado da alavanca.
— MORRA, MORRA, MORRA, MORRA, MORRA, MORRA, MORRA!!!!!!! — Uma voz distorcida ecoou de Pandora.
Tornados, furacões, vórtex, tudo, ventos extremamente cortantes, As paredes foram destruídas, um rombo, buracos para todos os lados, Labella, arrancou a espada da bainha, ela vomitava sangue, ela cortou, se protegendo, mas sua vida não era o suficiente. Os ventos perfuraram ela, um braço foi dilacerado, arrancado e jogado até uma parede até atravessar ela.
O outro braço, foi esmagado pela pressão do vento, seu corpo foi até o chão, ela tentou se segurar, mas a pressão esmagou seus pés no chão, ela olhou, Labella tentou se manter consciente, ela não poderia deixar Pandora viver, mas ali não era mais Pandora.
— SaSa… ele… está vingando, Pandora… — As lágrimas não desapareceram.
A Sentinela de gelo tentou gerar gelo para congelar Pandora, mas, os ventos dissiparam totalmente o ar gélido.
— Eu… eu não me dei por vencida ainda. Eu mostrarei totalmente do que eu sou capaz! – cuspiu sangue.
Foi apenas esse proferir de palavras que fez o salão se dobrar. A luz rompeu, o ar correu, e os olhos por trás dos aros finos se tornaram totalmente iridescentes.
De toda sua essência, com tudo que seu corpo tinha de motivos para existir, sacrificando sua vida.
Um Fulgor Prismático rachou a distorção da matéria. A luz corroeu em volta das próximas palavras de Labella.
— Eu… Juro…. Te… Mat—
Sua cabeça explodiu, os ventos esmagaram seu corpo. Seu juramento nunca mais seria proferido.
Aisha estava sem acreditar, o poder que o saci poderia alcançar estava muito além do imaginado.
Então, o torso de cima de Pandora, que flutuava enquanto sangue jorrava, não tinha nem mesmo seus órgãos mais.
Ela se aproximou de Aisha, ela jogou ventos e a fez se ajoelhar.
— Por que você não a protegeu…??
— Eu não consegui!!! Foi rápido demais.
— VELOCIDADE? VOCÊ DEIXOU PANDORA MORRER! ELA ERA MINHA AMIGA! ELA ME DEU LIBERDADE! EU VOU DESTRUIR ESSE REINO AGORA! TODOS! NINGUÉM SOBRARÁ!
— Mas… — Se isso continuar, Kizimu poderia morrer também. — Não mate eles! Por favor, não!
— VOCÊ é PODEROSA demais! Mas tem MEDO de evoluir! Por que vai lembrar que NUNCA foi capaz de salvar ela! Eu vejo sua mente COMPLETAMENTE! Sabe o que eu vejo! A CULPA, ela é toda SUA!
Chamas…
Calor…
Passado…
Corpo…
Culpa…
Aisha viu, ela vislumbrou completamente as chamas se acumular, a morte dela, ela está morrendo, ela está derretendo.
Ela precisava voltar, mas nenhum desejo do mundo permitiu que ela voltasse, ela foi fraca demais.
— SATISFAÇÃO! FRACA DETERMINAÇÃO! VOCÊ SE CONSIDERA AMIGA DELA, DESISTINDO ASSIM? VAI DESISTIR ASSIM COMO FEZ COM SUA MÃE?
Aisha não conseguia dizer nada. Ela olhou para as próprias mãos.
— Eu…
Aisha queria voltar, precisava voltar, ela desejava voltar, porém, ela não voltou.
E nesse momento, ela desistiu, assim como fez no passado.
Os olhos de Aisha vibraram.
— Aisha! Estamos na alavanca, vocês conseguem acionar?
De repente, Kizimu apareceu no outro lado do fone. Ele estava perguntando sobre a alavanca, nem questionou se estava tudo bem… porque Kizimu confiava 100% em Aisha.
A chama da esperança de Aisha se acendeu. Ela era o coringa temporal. Ela conseguia voltar quando visse uma morte.
Um retorno através da morte.
Igual o garoto que morre e volta no tempo, igual seu protagonista favorito.
“Mãe, me desculpa…”
— Aisha? — Kizimu tentou entrar em contato.
“Irmão, me desculpa.”
— ¿VOCÊ TOMOU SUA DECISÃO‽
“Eu definitivamente…”
― Vou te salvar!
Então, com sua determinação revogada. Ela voltou.
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Hora do chá
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Yahalloi
CaiqueDLF aqui! De volta.
Que capítulo Cinema absoluto, muita coisa foda aconteceu. Labella teleportando. Aisha e Pandora tentando superar. Pandora morreu???
Bem, e aquilo, o Saci foi o MVP dessa luta. O que significa aquelas cores?
Bem… Muitas teorias podem ser formadas aqui, espero que gostem.
Se você quiser saber quando vai ter capítulo novo, no Instagram DLFoficial, eu vou postar memes sempre que tiver capítulo novo, então me siga lá, e marca no último capítulo escrevendo Absolut Lost Memory!
E assim se encerra mais um Capítulo.
Próximo capítulo; Capítulo 2: A dupla de fracassados (129 – 132)
Bye bye.
Ass: CaiqueDLF

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