Índice de Capítulo

    Aisha adorava provocá-lo e ensiná-lo tudo a mesma medida, até que enfim chegaram em uma loja com um grande café como estampa e uma menina gata de anime com roupas de Maid do lado.

    — Aquela roupa me lembra Esme.

    — Sim, as roupas da Filo e Pan Pan, eu que fiz.

    — Filo, Pan pan?

    — Sim, eu sempre dou um apelido para todos que convivo. O problema é que Pandora rejeita todos os apelidos que eu dou. Estou pensando em um novo.

    Agora se deu conta dos apelidos que ela deu na noite anterior, Pandora não foi apelidada, então fazia sentido o que aconteceu. Filo vem de Filomena do sobrenome de Esme e Pan Pan de Pandora, era bem inteligente e engraçado, Kizimu riu.

    — Mas e a roupa, eu não entendi.

    — São roupas características de animes, aliás, vou te mostrar um bem legal. É de um garoto que morre e volta no tempo. Nesse anime tem duas empregadas lindas, você precisa ver.

    Aisha corou e se abraçou enquanto lembrava das personagens.

    — Certo, mais um para lista de animes para ver.

    — Maid café são também característicos em animes e sempre quis ir em um, vai ser minha primeira experiência.

    — Então vamos.

    Aisha cruzou seus braços no braço de Kizimu e adentrou o local com sua animação usual. Ambos entraram e receberam o ar gelado em si, o ambiente tinha um gostoso ar condicionado.

    O local tinha diversas mesas e um padrão de pisos pretos e brancos, um balcão em L separava o salão da cozinha. A dupla procurou um lugar para se sentarem. Assim que se sentaram, uma garota vestida da mesma roupa de Esme apareceu.

    — Miau, o que gostariam? Miau.

    — Uau.

    — Que lindiiinhaaa.

    — Vocês querem um banho, querem comer ou querem a mim~?

    A mulher com roupas de Maid tinha orelhas de gato e um rabos balançando atrás de si. Kizimu ficou muito curioso.

    — Aisha, Aisha olha.

    — Ah, não se preocupe, são apenas acessórios.

    — Não, miau, eu sou uma gatinha mesmo.

    — Ah, mas com certeza é.

    O olhar malicioso de Aisha fez a felina temer pela vida.

    — Esses acessórios são comuns no mundo do cosplay, vai conviver comigo, então acostume-se.

    Ok!

    Disse como um cântico.

    — Queremos dois cafés especiais com leite, e dois sorvetes. Kizimu quer que sabor de sorvete?

    — Chocolate.

    Kizimu bateu sua mão na mesa com a pergunta, super animado.

    — Então queremos dois sorvetes grandes de chocolate.

    — Miau, vou preparar para vocês. Meu nome é Marianna, sempre que vocês aparecerem, miau, me esperem que eu venho.

    — Fofinha, foi um prazer em conhecê-la.

    — Miau.

    Marianna foi até a cozinha, e Kizimu estava finalmente as sós com Aisha.

    — Certo, sobre o que conversaremos?

    — Ah, sim, eu tenho algumas perguntas.

    — Perguntas?

    Aisha não estava esperando esse rumo da conversa, mas gostou.

    — Pode falar com sua irmãzinha, eu vou te ensinar.

    — Certo, que bom. — Kizimu pensou em como formularia a pergunta, e logo perguntou. — Primeiro. Por que uma garota fica com vergonha quando encostamos nos seios dela?

    — Eh!

    Aisha não esperava essa pergunta, apenas travando completamente. Ela ficava com vergonha de falar sobre intimidade com Kizimu, mas deveria ensinar, ou outra pessoa ensinaria. Ouviu de Kizimu que Masha ensinou o garoto sobre beijo e o mesmo beijou Pandora.

    Se não explicasse, ele poderia fazer alguma besteira, como tomar banho com uma garota ou beijar um garoto.

    — Olha, os seios femininos e bem… o lugar onde fazemos xixi, são partes íntimas, então, não podem ser visto de forma alguma. Isso é errado, apenas aceite isso, não questione, apenas não veja, é errado.

    — Por… Ok.

    — Lembra do anime de ontem, ele era errado por que mostraria as partes íntimas deles.

    — Mas eles não eram irmãos?

    Aisha corou de muita vergonha.

    — EXATAMENTE. Eles são irmãos e estavam fazendo coisas erradas, entende porque eu fiquei desesperada!

    — Acho que entendi.

    Kizimu estava fugindo em sua cadeira, porque Aisha começou a gritar e isso assustou o garoto.

    — Bem… outra coisa, a loira do banheiro tinha dito algo estranho também. Ela perguntou se eu não queria o corpo dela. E disse que poderia ser uma recompensa, por que eu iria querer o corpo dela?

    — O quê?!

    Aisha estava incrédula, e ficou ainda mais corada. Estava muito mal, mas pensou como iria explicar isso, mantendo a inocência do garoto.

    — Olha, nesses casos… recuse, não toque nunca no corpo de uma mulher, é coisa feia. Ela queria fazer coisas erradas com você.

    — Coisas erradas?

    — Olha, esse assunto não é para sua idade. E que garota idiota, vou ter uma conversa com Pandora.

    Aisha ficou incomodada com o rumo que a conversa iria, e tinha certeza que as duas coisas tinham a ver com Pandora. Por outro lado, o garoto ficou encucado com outra coisa.

    — Espera, idade? Quantos anos eu tenho?

    — …! Eu… eu não sei, mas não deve ser adolescente, se você não sabe, é porque não é hora de saber.

    Aisha mal conseguia esconder a vergonha que estava, mas foi bom que serviu para esconder outra expressão, e então suspirou.

    — Tem… mais alguma coisa que queira perguntar?

    — Miau.

    No momento, uma garota com orelhas de gato invadiu a conversa.

    — Miau, você está toda vermelha, sobre o que os dois pombinhos estavam falando.

    — Gata mal!

    — Eii.

    — Não somos pombinhos, somos irmãos.

    Aisha brigou e explicou a situação. A gata estava balançando a calda em curiosidade e olhou para Kizimu.

    — Então o que os irmãos estavam falando. Miau.

    — Eu queria saber algumas coisas, e minha irmã estava me ensinando.

    — Algumas coisas? Miau.

    A garota com roupa de Maid sentou-se em uma cadeira e colocou os cafés e os sorvetes na mesa.

    — Será que é coisas que eu posso ensinar?

    — Gata mal! Gata mal!

    — Vocês estão em um Maid café, devem sobreviver na personalidade da Maid, só que aqui nós escolhemos vocês, não o contrário. Miau.

    Aisha ficou um pouco incomodada com a invasão, mas cedeu quando a Maid entrou com o miado.

    — Então, tem algo que pode me ensinar?

    — Bem, agora eu iria perguntar sobre um amigo nosso.

    — Amigo é… será que é isso que está tanto envergonhando ela? Miau. Vá pergunte.

    O rabo da garota não parava de dançar e então Kizimu iniciou o seu assunto. Aisha começou a tomar o café.

    — Aisha, por que Kim não pode vir? Tem a ver com sua maldição?

    Aisha engasgou.

    — Você tá bem?

    — Tá bem, miau?

    — Tô, tô. Kizimu, benzinho, vem aqui.

    Kizimu não entendeu, mas foi até ela, a garota se esticou e falou em seu ouvido.

    — Não pergunte o porquê, mas não fale sobre as maldições por agora.

    — Por-

    — Não!

    — Eii, estão me excluindo da conversa, miau?

    Kizimu não entendeu o porquê, mas assentiu, Aisha estava bem seria enquanto falava isso.

    — Tudo bem.

    Kizimu estava indo para sua cadeira, quando os olhos afiado de Marianna viram um cliente dela.

    — Desculpa, miau, vou ter que atender outro cliente, não fiquem com ciúmes, hein?

    — Tchau fofinha.

    — Tchau.

    Kizimu finalmente se sentou.

    — Olha, agora que ela saiu, vou explicar.

    — Explicar?

    — Sim, percebeu que tudo aqui é muito feliz e não é aquela zona de guerra que viu quando acordou?

    — Sim…

    Desde que acordou, em apenas uma hora, acordado, enfrentou John Bento e quase morreu. Quando acordou sua casa foi invadida e sua amiga foi sequestrada. Depois, para salvar sua amiga, invadiram um castelo e enfrentaram diversas pessoas.

    — Maldições são coisas raras, não é algo comum na sociedade, então, ninguém além de nos temos. Todas essas pessoas nunca devem saber sobre as maldições.

    — Então, ninguém daqui pode ter?

    — Podem, mas eles não precisam se envolver com a gente. Mesmo que nossa casa seja perfeita para eles. Não queremos o governo estudando nossas vidas.

    — Governo?

    Aisha suspirou.

    — Mais uma vez, apenas não pergunte, e aceite.

    — Certo.

    Kizimu olhou triste para a mesa, eram muitas informações que apenas não poderia entender, provavelmente por sua idade.

    — Sobre Kim, tudo que queira saber, deve perguntar diretamente ao Kinzinho.

    — Certo.

    — Vamos comer?

    — Ebaa. Vamos.

    A tristeza em segundos foi esquecido, e Kizimu em um segundo devorou seu café. A delícia em forma de líquido foi degustada e adentrou sua garganta com seu calor penetrante, o sabor doce e amargo juntos foi enlouquecedor onde tudo o preenche com muito amor e familiaridade.

    — Que delicia!

    — Sim, o café daqui é muito bom mesmo.

    Olhando sobre a mesa, notou que os sorvetes vieram em potes de plástico, no instante que Kizimu pegou o seu.

    — Vamos comer o sorvete no caminho. Temos que chegar ao menos na hora do almoço.

    — Certo.

    — Me espere aqui, vou pagar.

    — Não! Eu quero ver você pagando.

    — Mas você me viu pagando no mercado.

    — Independente.

    Aisha suspirou, mas sorriu.

    — Vamos. Eu vou te mostrar tudo sobre esse mundo.

    — Sim!

    Assim a dupla Aisha e Kizimu foram pagar o café e sorvete.

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