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    A brisa do mar entrava pela sacada aberta do hotel, carregando consigo o cheiro salgado das ondas que quebravam suavemente na areia de Copacabana. O céu já estava escurecido e a Lua estava no horizonte, visível pela grande janela do quarto.

    Ele esperava ouvir o que ela queria, de forma clara. Outras vezes, quando o clima ficava mais quente entre os dois sempre interrompiam, por Aki ter dito aquela vez que “não estava pronta”. E agora ela estava ali, dizendo estar pronta. Não precisou explicar para o quê…

    Os braços dela o envolveram suavemente por debaixo da camisa, e seu corpo quente encostou no que estava exposto de sua pele. Victor ficou rígido por um instante, seus sentidos tomados pelo perfume doce e familiar dela. Então, veio um sussurro delicado. 

    — Victor… eu… eu acho que estou pronta para dar mais um passo… — Ela reforçou.

    Ele prendeu a respiração, sentindo o coração acelerar ainda mais. Suas mãos foram instintivamente até o rosto dela. Aki estava tremendo um pouco, mas não de medo — era expectativa, excitação. Ele abaixou os olhos devagar, encontrando aqueles olhos âmbar que brilhavam com doçura e determinação.

    “Eu estou pronta! Esse é um passo normal entre casais, certo?” — Aki pensava. “Eu… eu tenho imaginado esse momento com ele há um tempo, sonhando. Não vou recuar agora!”

    Apesar da falta de experiência, não é como se Aki fosse completamente boba. Ela sabia o que significava aqueles desejos, aquelas vontades, os sonhos que tinha e os pensamentos. Ela apenas tentava não pensar nisso, achando não estar pronta. 

    Mas de uns dias para cá, pensou muito a respeito. Já estavam morando juntos, quase uma vida de casados… se não fosse completamente uma vida de casados… Ela não sabia ao certo o que era ser uma esposa e uma namorada, estava descobrindo esse novo mundo, mas… 

    O desejo… aquele desejo não ia embora. O desejo de ter algo a mais. O calor subia pelo seu peito sempre que estavam a sós, durante os beijos. Mesmo que estivesse com certo receios, também estava repleta de vontade e curiosidade.

    — Tem certeza? — perguntou em um tom baixo, buscando em seu olhar qualquer resquício de hesitação.

    Ela sorriu, um sorriso pequeno. Tocou o rosto dele com a ponta dos dedos, deslizando-os suavemente até os lábios.

    — Tenho.

    Victor respirou fundo e então segurou seu rosto com delicadeza, como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo. Não havia pressa. Os dois, naquele momento, começaram a se beijar.

    O mundo lá fora existia, mas, naquele instante, para Aki e Victor, ele não passava de um eco distante.

    Aki sentia o coração bater tão forte que temia que Victor pudesse ouvi-lo. Seu corpo tremia, não de medo, mas de nervosismo. Era sua primeira vez. Algo que sempre imaginou como um momento especial, mas que agora, na realidade, trazia consigo uma mistura de expectativas, inseguranças e um calor desconhecido. 

    Ela sentia o corpo de Victor contra o seu, o toque quente e cuidadoso de suas mãos, como se ele temesse quebrá-la. Seu rosto estava corado, seu corpo, trêmulo. E, mesmo assim, ela queria continuar. Queria descobrir o que vinha a seguir.

    Mas… estaria fazendo tudo certo? E se fosse estranha? E se ele notasse seu nervosismo e pensasse que ela estava arrependida? Seu peito subia e descia em respirações aceleradas.

    Ela engoliu seco, respirou fundo e fechou os olhos por um instante. Estava tudo bem. Estava com ele.

    — Eu confio em você… — Sussurrou, quando terminou de puxar a camisa dele, deixando seu tórax exposto. A tatuagem ali, parecia ainda mais profunda e cheia de significados naquele momento. 

    Victor sentiu um aperto no peito ao ouvir isso. Confiava nele. Eram palavras muito pesadas, muito fortes. Mas… deveria estar fazendo isso?

    O pensamento veio como um raio. Ele nunca tinha parado para refletir sobre como se sentiria naquele momento. Era Aki. A garota que, sem perceber, havia trazido cor à sua vida cinzenta. E, de repente, virou a mulher que lhe mostrou que ele ainda era capaz de sentir algo verdadeiro. O simples fato de tê-la ali, entregue a ele, era algo que o deixava ao mesmo tempo maravilhado e inquieto.

    E se estivesse sendo petulante? Se estivesse se aproveitando da confiança dela?

    Victor nunca se viu como alguém especial e sentia como alguém indigno do afeto de alguém tão incrível quanto Aki. Mas, ao olhar para ela agora, com aqueles olhos âmbar refletindo todo carinho por ele, respirou fundo. 

    Ele deslizou os dedos pelo rosto dela, afastando uma mecha de cabelo antes de beijá-la novamente.

    Naquele momento, Aki acariciou as costas de Victor, usando suas unhas, fazendo ele sentir um arrepio percorrer todo seu corpo. Enquanto beijava ela, sua mão direita deslisou pela barriga de Aki, descendo mais.

    Com a mão esquerda, ele segurava o rosto dela, enquanto a beijava como um desejo intenso de continuar ali, como se o tempo estivesse parado. Depois, deslizou um pouco mais e segurou seu rosto entre a nuca e a bochecha. 

    Os dois caminharam, ainda agarrados, até a cama, ela se sentou e antes de deitar, retirou a camisa que vestia e deitou em seguida, ficando por baixo. Retribuindo o beijo, sentia o contato físico, entre eles, seus corpos, separados apenas por poucos panos. 

    O beijo estava tão intenso quanto Aki se lembrava que podia ficar. Victor soltou seu rosto e com a mão esquerda deslizou os dedos pelo seu tórax até as costas, desabotoando a peça de roupa íntima superior

    Aki sentiu seu corpo tremer ainda mais, seria hesitação ou excitação? Ela se perguntava, enquanto Victor retirou seu sutiã cuidadosamente, agora com a parte superior de seus corpos em contato pleno, quando ela puxou a cabeça de Victor para beijá-lo. 

    Os seus pensamentos, fervilhantes, ainda a deixava com certa dúvida: “É assim que se faz?”… Mas a resposta parecia vir com os suspiros e carícias, tudo era recíproco e caloroso. 

    Foi quando Victor deslizou os lábios pelo pescoço dela, arrancando pequenos gemidos. O calor da respiração dele, misturado às mordiscadas suaves, fez um arrepio percorrer seu corpo.

    Logo, os lábios de Victor chegaram até os seios de Aki, e ela foi tomada por uma onda de sensações intensas, diferentes de tudo que já havia experimentado. Um arrepio percorreu sua pele, como se cada nervo despertasse ao mesmo tempo, deixando-a sem fôlego. Era uma mistura confusa e deliciosa de prazer, surpresa, timidez, curiosidade, hesitação e excitação, que a fazia tremer por dentro.

    Victor, explorava cada detalhe com cuidado e desejo intenso. Uma de suas mãos envolvia delicadamente um dos seios, apertando-o em carícias lentas, enquanto a boca se ocupava do outro, alternando entre beijos, sucções suaves e toques provocantes da língua.

    Para Aki, a sensação era arrebatadora. O contraste entre o calor da boca dele e a firmeza do toque de suas mãos criava uma harmonia única e prazerosa, como se o corpo dela desejasse aquilo intensamente. Seus dedos instintivamente buscaram os cabelos de Victor, como se precisasse de algo sólido para não se perder naquela explosão que crescia dentro de si.

    Foi quando uma das mãos dele, novamente, deslizou, dessa vez, alcançando o cós do short que usava. Em um movimento contínuo e lento, Victor deslizou a peça para baixo. O coração de Aki, que já estava inquieto, pareceu explodir, quando sentia o toque quente das mãos dele tocando suas coxas, panturrilha, até que finalmente, retirou por completo.

    E, presa ao beijo, sentiu um frio na barriga que deu a sensação de congelar todo seu corpo, quando a mão de Victor passou por baixo do tecido da última peça de roupa. Antes, havia feito isso por cima do pano, mas agora, era a sua própria mão. 

    Sentiu o calor de seus dedos lhe massageando, enquanto não conseguia suprir baixos gemidos, e agarrar Victor com força pelas costas. Seu corpo inteiro tremia de excitação… 

    “Eu… Eu… Eu sempre quis fazer isso com a pessoa certa, que eu amasse… Sempre pensei nisso. Valeu a pena todo esse tempo, Victor.” Pensava ela, tentando conter o barulho. “Isso é tão bom, muito melhor do que nos sonhos… e do que eu imaginava…” 

    Mas nem ela conseguia se concentrar nos próprios pensamentos. Sua pele estava quente e úmida sob os dedos dele, cada toque fazendo seu corpo reagir de formas que ela mal conseguia compreender. O desejo pulsava entre os dois, crescendo em ondas que pareciam sincronizar suas respirações aceleradas.

    Victor deslizou os lábios por sua pele, deixando beijos suaves ao longo de seu colo, até sentir Aki puxá-lo mais para perto. Seu corpo vibrava com a antecipação, o calor crescente entre eles se tornando irresistível.

    Todos os sentidos de Victor pareciam mais aguçados nesse momento. 

    Ele ouvia os sons baixos que escapavam dos lábios dela — gemidos contidos, respirações entrecortadas, pequenos sussurros… O ouvido dele captava cada nuance, e aquilo o incendiava ainda mais.

    O olfato era tomado pelo perfume sutil do corpo dela, misturado ao calor da pele, um aroma único, inebriante, que o fazia querer mergulhar ainda mais fundo naquela intimidade.

    O paladar se revelava a cada beijo que espalhava, saboreando a pele macia dela, ora mais doce, ora marcada pelo sal leve do suor, mas sempre deliciosa, como se fosse feita para ele.

    O tato se tornava uma extensão de seu desejo: o calor que emanava do corpo dela, a maciez da pele sob seus dedos, o arrepio que surgia onde ele tocava, tudo parecia responder diretamente ao seu toque.

    E a visão… era o que selava tudo. Victor admirava cada detalhe — os olhos semicerrados, o rubor nas bochechas, a curva delicada do corpo se movendo sob suas carícias. Para ele, Aki era a visão mais bela e arrebatadora do mundo. 

    Cada sentido se somava ao outro, como uma sinfonia perfeita. E Victor tinha certeza de que jamais esqueceria a intensidade daquele momento.

    Era uma obra de arte, cujo valor era imensurável. O corpo de Aki diante dele, enquanto trocavam carícias e experimentavam sensações diferentes. 

    A boca dele explorava cada centímetro do corpo da garota, descendo lentamente, saboreando sua reação. O prazer de provocar aquelas reações eram tão vivos quanto o prazer físico que sentia.

    Aki arfava levemente e seus dedos deslizando pelos cabelos de Victor, segurando-o com cuidado e desejo, de forma firme e carinhosa. Quando ele chegou mais abaixo, seus lábios traçaram um caminho pela sua barriga até a última peça de roupa que ainda restava entre eles.

    “Aki… Obrigado por trazer uma nova cor ao meu mundo.” — Victor pensou naquele momento, mas logo se concentrou onde estava. 

    Suavemente, ele deslizou o tecido para o lado, seus olhos encontrando os dela, buscando qualquer sinal de hesitação. Mas Aki apenas o observava, o peito subindo e descendo em expectativa, misturado ao desejo, hesitação e excitação. Seu corpo respondendo ao toque dele, em resposta à espera por aquele momento.

    Ele começou devagar, seus lábios e língua provocando reações que fizeram Aki arfar baixinho, o corpo arqueando sob suas carícias. Cada gesto era carregado de desejo. Seus gemidos suaves encheram o quarto, deixando ainda mais apagado qualquer vestígio do mundo lá fora. 

    “Então, esperei todo esse tempo por isso… Valeu a pena.” Pensamentos desse tipo ainda invadiam a mente da mulher.

    Já Victor, apenas queria corresponder às expectativas dela, de ter confiado nele, de ter tirado-o daquele mundo tão apagado, tão cinza… Queria fazê-la se sentir especial. 

    “Eu quero que você se sinta bem, Aki…” pensava, fazendo o seu melhor para que ela vivesse uma experiência inesquecível. 

    E, parecia funcionar. Aki sentia o calor percorrer todo seu corpo, suas mãos segurando, ora nós lençóis, ora nos cabelos dele, tentando se ancorar naquela enxurrada de sensações novas. Indecisa entre segurar os panos da cama ou a pele de Victor, enquanto o prazer se intensificava, deixando-a sem fôlego.

    Ela tocou o rosto de Victor, chamando-o para perto mais uma vez. Ele subiu devagar, beijando toda a extensão pelo caminho — barriga, seios, pescoço — até seus rostos se encontrarem novamente.

    O beijo foi intenso, demorado, lento, mas era o suficiente para transmitir tudo que sentiam. Aki deslizou as mãos pelo peito de Victor, explorando cada detalhe da pele dele, antes de desfazer um dos últimos obstáculos entre eles, quando desceu a própria mão até a sua calcinha. Ela deslizou a alça lateralmente, quando Victor a ajudou, alcançando o outro lado da peça.

    Os dois riram, enquanto seus lábios ainda se tocavam num ritmo intenso e inesquecível, então, ela segurou o short que Victor usava, começando a puxá-lo, enquanto ele apenas aproveitou o momento. Ela queria fazer isso sozinha. E depois, retirou a última peça de roupa que separava seus corpos de pleno contato. 

    O corpo dela se arrepiou quando, finalmente, estavam completamente nus. O desejo, a expectativa, as sensações… Ela não conseguia mais se conter. Deitou-se, após remover, enquanto puxou Victor para outro beijo demorado, quando sua mão tocou o membro dele. 

    O calor foi imediato, subindo o corpo do brasileiro e o enchendo de excitação. Ele retribuiu, quando deslizou seus dedos para baixo e ela soltou um gemido quando sentiu-os na sua região íntima.

    Victor respirou fundo, apoiando a testa na dela por um instante, como se quisesse gravar aquele momento para sempre.

    — Está pronta? — Ele sussurrou, buscando uma última confirmação para o que viria a seguir.

    Aki sorriu, seus olhos âmbar brilhando em meio à penumbra da noite, cheias de desejo fervilhante.

    — Estou! Eu quero… quero você, Victor. — Sua voz saiu baixinha, mas decidida, num tom manhoso, abraçando-o com força.

    O desejo crescia entre eles como uma chama que não podia mais ser contida. Victor a guiou com delicadeza, alinhando seus corpos, sentindo o calor dela envolvê-lo aos poucos, com cuidado, afinal, era a primeira vez dela. A respiração de ambos se misturou, como se tornassem uma só, com um suspiro compartilhado no instante em que se tornaram um só.

    O movimento começou devagar, explorando cada nova sensação, permitindo que Aki se acostumasse ao contato profundo. Aqueles olhos que brilhavam como duas jóias raras, para Victor, faziam a sensação de prazer aumentar ainda mais. 

    Ele a segurava com carinho, os lábios traçando caminhos por sua pele, enquanto seus corpos se moviam em harmonia. O tempo parecia se dissolver ao redor deles, deixando apenas a sensação do outro, o calor, a conexão intensa que compartilhavam naquele momento.

    Tudo em volta deles parecia estar inerte, apenas aquele momento importava para ambos. Os sons, cheiro, imagens, cada nova sensação, física ou emocional, tudo se misturava como um turbilhão que irrompia dentro deles. 

    Aki se entregava cada vez mais, seus dedos se cravando nas costas de Victor, guiando-o em um ritmo que os levava cada vez mais alto. O prazer se acumulava como uma onda prestes a quebrar, seus corpos respondendo um ao outro de maneira instintiva. Os gemidos suaves e o som das respirações ofegantes preenchiam o quarto, uma melodia íntima que só eles podiam entender.

    E então, no auge da conexão, o mundo pareceu se desmanchar ao redor deles, como se desfizesse em milhares de pedaços, deixando apenas a sensação do momento, do prazer compartilhado, tão intenso que parecia um sonho, algo irreal. Os dois se olhavam com um desejo inquebrável de guardar aquele momento na memória.

    “Eu estava com medo, mas agora, sei que não precisa disso, não é, Victor?” — Aki pensou, enquanto seu corpo reagia de forma instintiva aos estímulos que sentia. 

    Victor segurou Aki com firmeza pela cintura quando o clímax os alcançou, seus corpos tremendo sob a intensidade do momento. Ele beijou seu rosto, seus lábios, seus olhos fechados, enquanto ela ainda tentava recuperar o fôlego, seu peito subindo e descendo rapidamente.

    “Aki, eu quero ter você, para sempre…”

    Aki abriu os olhos devagar, um sorriso suave e satisfeito formando em seus lábios. Ela acariciou o rosto de Victor, puxando-o para mais perto.

    — Eu te amo… Victor. — Sussurrou. Suas palavras eram baixas, mas soaram tão altas quanto um grito para ele. 

    Victor sentiu o peito apertar, um calor diferente crescendo dentro dele. As mesmas palavras daquele primeiro beijo, mas agora, pareciam carregadas com sentimentos muito mais profundos e convictos. 

    Ele segurou o rosto dela entre as mãos, depositando um beijo terno em seus lábios antes de responder:

    — Eu te amo, Aki. — Sua voz também saiu baixa, mas o suficiente para fazer o coração de Aki demorar alguns instantes a mais para se acalmar.

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