Capítulo 326: A Calorosa Recepção Élfica
[Bem-vindo ao Assentamento Élfico!]
[Parabéns! Você é o primeiro humano a chegar aqui!]
O sistema não foi o único a parabenizar Jack. Na verdade, já havia um grupo de elfos muito “amigáveis” prontos para recebê-lo.
Eram cerca de cinquenta, todos conjurando um feitiço ou outro. Ah, e todos estavam apontados diretamente para ele!
- Vinhas espinhosas para despedaçá-lo
- Armas etéreas de aparência mortal para fatiá-lo
- Projéteis mágicos para afogá-lo/queimá-lo/esmagá-lo/obliterá-lo
- ….
Puxa, até os pássaros pareciam querer transformá-lo em picadinho! Se existisse um concurso de recepções ruins, eles teriam ganhado o primeiro lugar com certeza!
Seu líder, um belo elfo — ou elfa — gritou:
“Lady Folha de Cristal, afaste-se dessa fera!”
Folha de Cristal? Que nome estúpido era esse?! Não me admirava que fosse a primeira vez que ele o ouvia. Mesmo assim, naquele momento ele tinha assuntos mais urgentes para resolver, por exemplo…
[Mago Élfico Experiente Nível 57! 🍃✨ ]
[Ancião Espadachim Élfico Nível 59! 🍃✨]
[Poderoso Grifo Branco Nível 65! 🍃✨]
…
Jack olhou para todos aqueles seres poderosos, mantendo a calma. Seria porque ele tinha tudo sob controle? Não, muito pelo contrário: ele estava ferrado!
Ele não conseguia imaginar um cenário em que seria capaz de lidar com eles. Já que não havia nada que ele pudesse fazer, não fazia sentido entrar em pânico, certo?
Mas ele ainda não havia perdido a esperança…
“Guardem suas magias! Nenhum mal lhe acontecerá!” Sua guia não apenas não se moveu, como também se colocou diretamente na linha de fogo.
O que ela queria dizer era óbvio: Quer matá-lo? Só por cima do meu cadáver!
Foi então que seus irmãos elfos perderam a cabeça… e a paciência. Faíscas mágicas já voavam ao redor deles enquanto perdiam progressivamente o controle sobre sua mana.
Naquele momento, teria parecido que ele era um vilão imperdoável.
[Afinidade atingindo níveis negativos!]
[Conquista! Sequestrei uma princesa!]
Por sorte — ou azar —, Folha de Cristal rapidamente veio em sua defesa.
“Vocês estão entendendo errado. Ele é meu salvador! Eu seria um escravo sem a coragem e a inteligência dele. Fui eu quem insistiu para que ele me acompanhasse até aqui. Eu lhe devo isso!”
Ela falou com eloquência, os olhos brilhando com uma admiração incrível e o rosto corado ao se lembrar do pouco tempo que passaram juntos.
[A afinidade negativa cancelada!]
[Conquista! Seduzi uma princesa!]
Seduzir? Que sedução?! Claro que ele tinha ignorado alguns avisos do sistema de aumento de Afinidade, mas não havia como chegar a um ponto sem volta. Era, no máximo, uma paixão ingênua!
Mas os elfos não viam as coisas dessa forma, nem se importavam com a opinião dele. Um deles avançou em sua direção, um vórtice de lâminas de água voadoras orbitando ao seu redor.
“Nem se atreva!” A princesa se posicionou… apenas para ser arremessada para longe por um toque suave. Por um instante, ela pareceu flutuar.
A ponta afiada do feitiço alcançou o coração de Jack em cheio. Cortou seu peito, penetrou o órgão e… de repente parou?!
“Po-por quê?!” questionou o elfo beligerante.
“Se ele morrer, eu também morrerei.” Folha de Cristal tirou uma adaga do nada e a apontou para a própria garganta no último segundo.
Havia necessidade de ir tão longe? Aos olhos dela, sim.
Foi um gesto melodramático e batido, mas Jack não pôde deixar de elogiá-la interiormente. Ele conseguia ver a seriedade em seu olhar, mesmo em sua inacreditável ingenuidade.
“Pri-princesa?! Por quê?!”
Muitos tentaram dialogar com ela, mas era evidente que ela não daria ouvidos. Estavam completamente impotentes diante daquele “ataque de fúria” dela.
Quanto menos a entendiam, mais raiva sentiam do humano. Era óbvio que fora ele quem havia mexido com a cabeça dela!
O clima estava tão descontraído quanto um barril de pólvora com dinamite extra e uma pitada de pimenta. Ah, e Jack era o centro das atenções: que divertido!
No momento em que estava prestes a explodir, o grupo de elfos se separou repentinamente.
Uma senhora apareceu!
A recém-chegada era uma elfa que aparentava ter cerca de 30 anos em anos humanos, com uma aparência bastante envelhecida.
De alguma forma, seu corpo conseguia ser ainda mais explosivo que a atmosfera, e seu simples vestido de tecido branco lutava para esconder seu charme exuberante.
Um medalhão em forma de árvore estava incrustado entre seus seios. Um símbolo da Yggdrasil? Dado o design, ela provavelmente era uma sacerdotisa do Deus Eterno da vida.
De alguma forma, sua simples presença conseguiu acalmar a atmosfera. Assim que a companheira de Jack a viu, irradiou alegria. “Maninha! Por favor, converse com eles!”, implorou.
Ela avançou, analisando o ser humano à sua frente.
“Destemido, calmo, resoluto…” Lá atrás, a Folha mais jovem assentiu com um vigor incrível. Sim, sim, ele era! Mas então a mais velha completou: “…também tolo, ignóbil e indigno de viver.”
“O quê?! De jeito nenhum!” Ela protestou veementemente.
“Sua mera presença quebra a promessa feita aos humanos. Alguém sem honra que trama para se aproximar da realeza é ignóbil. Sua vinda para cá é tola, pois ele morrerá”, comentou ela.
“Isso não pode ser!” Folha se mostrou relutante, vacilando em desespero.
Lá atrás, os elfos já estavam rindo às escondidas. Para eles, tal condenação não era apenas precisa, mas também justa. Nota A: elfos são uns canalhas.
A promessa dos humanos? Que relação tem uma promessa feita há pelo menos mil anos com os humanos de hoje?! Os elfos deveriam ter enviado um embaixador ou algo do tipo!
Quanto ao que aconteceria agora, Jack já podia imaginar.
A “Irmã mais velha” mudou repentinamente de tom, exibindo um sorriso benevolente. “Bem, se ele te salvou, precisa ser recompensado.”
“Se-sério?!” exclamou alegremente a pequena Folha.
“De fato… ele será executado com dignidade e até mesmo enterrado no Cemitério Élfico Externo, entre os servos élficos mais renomados.” Seu tom permaneceu gentil.
“O QUÊ?! YGG jamais concordaria com isso—”
“Minha decisão é definitiva.”
Foi então que galhos rastejantes afastaram a faca, impedindo qualquer tentativa de suicídio. Assim, o destino do humano foi selado.
Qualquer outro jogador teria gritado contra a injustiça, mas Jack apenas tomou uma nota mental. Nota B —> Elfos são uns canalhas.
Bem, talvez tenha havido uma exceção…
Ao lado, a outrora arrogante princesa élfica tremia, com tristeza, culpa e angústia estampadas no rosto. Seu cérebro parecia prestes a explodir de tanto pensar.
Não havia saída, não dessa vez…
- Usar seu conhecimento prévio para se comunicar melhor com eles? Eles ficariam desconfiados de como ele havia aprendido o idioma deles.
- Tentar argumentar com eles sobre justiça? Isso só funcionaria com uma criança curiosa que ainda não tenha se decidido.
Jack suportaria a situação e os trataria com a MESMA MISERICÓRDIA:
- Lembrar daqui.
- Arrumar um exército.
- Invadir a aldeia desses babacas.
- Esmagar eles completamente.
- Vocês já estão se arrependendo, seus filhos da puta?!
Sim, ele já estava imaginando tudo em sua cabeça. Os eventos que se aproximavam seriam tão magníficos quanto sangrentos! Depois de comparecer pessoalmente, ele seria capaz de liderar um exército de volta.
Vila Oculta dos Elfos? —> $$$$
Quanto à moralidade de tudo isso… isso poderia ser considerado uma defesa legítima, certo? Eles o teriam matado primeiro de qualquer maneira.
Ele esperou pacientemente o início da execução enquanto observava os elfos sorridentes. Teve que admitir que eles eram realmente poderosos. Tch—Derrotá-los seria problemático.
Ainda assim, a arrogância deles seria a sua ruína. Eles seriam a principal causa de… Seus pensamentos foram subitamente interrompidos por um grito.
“Eu me oponho a matá-lo!” Sua única aliada ainda estava fazendo birra. Que fofo.
Os outros já estavam prestes a dispensá-la e retrucar, mas ela acelerou o passo. Os outros não conseguiam nem dizer uma palavra de tão rápida que ela era!
“Há muito tempo, alguns humanos foram hóspedes da Árvore Eterna! Eles foram recebidos de braços abertos e podiam visitá-la quando quisessem. Eles eram até considerados filhos do YGG!”
“Isso é-“
“Sim, eles eram heróis, escolhidos pelo próprio YGG! Você ousa afirmar que nosso Deus se enganou em sua benevolência? Por acaso você está se rebelando contra seus ensinamentos?!”
“Isso não é—”
“Ele deve perecer por ‘invadir’ nossa terra? Que justiça há nisso?! Você sequer se lembra dos antigos ensinamentos?! Você não deveria representá-lo em tudo—”
Quando o discurso dela começava a ficar acalorado, a sacerdotisa a interrompeu:
“Como ousas comparar este humano insignificante aos heróis da antiguidade! Eles eram seres dignos, puros e verdadeiros, nada parecidos com este verme!”
“Sim! Ouça a razão.”
“Quem representa a YGG é sábia!”
Os outros já clamavam em apoio. Nesse momento, lançavam olhares de desaprovação para a jovem elfa. Teria ela esquecido suas raízes élficas?
Todos apontavam o dedo para ela: ela era a errada. Sua reputação e status estavam caindo a cada segundo.
Ela estava cometendo um verdadeiro suicídio social, condenada a carregar essa vergonha para sempre. Mas ela não se importava, ainda quebrando a cabeça para descobrir como salvá-lo…
“Está tudo bem. Você já fez o suficiente. Eu vou ficar bem”, sussurrou Jack suavemente.
Na verdade, ela já tinha feito o suficiente. Não era como se morrer uma vez fosse grande coisa para ele, de qualquer forma. Ele seria teletransportado de volta para casa bem a tempo do jantar. #SincroniaPerfeita!
Ela se emocionou. Ele estava exibindo um sorriso tão tranquilo por causa dela! Que se dane todas as figuras lendárias, ele era o verdadeiro herói! Foi ele quem a salvou da escuridão e…
Ah! De repente, ela teve um lampejo de inspiração, um sorriso vitorioso desabrochando em seu rosto. Ela se virou para a multidão élfica e…
“Eu indico Jack’O como candidato a herói! Ele passará pelas Provas Élficas Lendárias e provará seu valor!”, declarou ela com convicção.
“O QUÊ?!! Você sabe o que vai acontecer com você quando ele falhar?!”
“Humph! Ele vai conseguir! Eu acredito nele!”
[Missão Opcional: Provas Élficas!]
[Aceitar? S/N ?]
Jack, estupefato, encarava suas notificações. Que diabos?! Provações? De jeito nenhum! Ele estava tão perto de voltar para casa! Quanto a recusar… MALDITO SEJA!

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