Índice de Capítulo


    Com os olhos sujos de lama, o urso rugi liberando uma espécie de som agudo. O animal choca-se em algumas árvores nos arredores, que acaba as derrubando próximo a meio elfa.

    — Droga! Se ele ficar derrubando todas a árvores aonde é que eu subirei? Sem uma área alta não poderei atacar a distância com o arco — declara a jovem, ao correr para uma direção segura, longe do monstro urso.

    Após o urso recuperar parcialmente a visão, vai de encontro até Evangeline correndo, porém, algo inesperado acontece. O animal para no meio do caminho e observa algo, logo se vira de costas e sai do local, ignorando tudo que a garota fez com ele.

    — Hã!? Espera, o que aconteceu aqui? Ele não ia me atacar agora mesmo — questiona a situação, e coça atrás da sua cabeça.

    De repente uma aura sombria surge, sentida pela jovem, ao perceber a aparição de algo suspeito, retruca: — Que aura sombria é essa que sinto… E tão intensa que consigo sentir as suas emoções, isso não pode ser de um animal qualquer. Será que é de um…

    Antes terminar sua afirmação, uma figura surge diante dela. Uma mulher vestindo uma espécie de vestido feito com vinhas e folhas.

    Os seus cabelos verdes possuem inúmeras vinhas e pequenos cipós pendurados, uma franja cobre um dos seus olhos verdes como esmeraldas. A sua pele tem uma tonalidade clara, e possui uma aura que a cerca, que reflete muita angústia e tristeza.

    — Q-Quem é você? Uma espécie de monstro modificado? — indaga Evangeline, ao se dirigir para a figura que acabara de aparecer na sua frente.

    — Mantenha calma, não sou sua inimiga. Talvez não tenha me notados antes, pois estava enfrentando as bestas mágicas dessa floresta, então eu me apresento. Sou uma Dríade, e sou espirito guardião que está no controle dessa floresta  — declara, e se curva diante da jovem.

    — Estive lhe observando desde que entrou na floresta pela primeira vez, quando treinou as suas magias. Digo apenas que venho para lhe pedir ajuda.

    — (…)

    — Hã? Ajuda? Do que se refere? Não sei se percebeu to meio ocupado… — Tosse! — Ocupada tentando afastar esse monstro da beira da floresta, pois lá tem um vilarejo de humanos.

    — E é por essa razão que peço a sua ajuda. A algo interferindo no ecossistema dessa floresta. Quando comecei a procurar algo que pudesse me dizer o que havia acontecido, acabei encontrando a fonte que faz esses animais se transformarem em mutantes.

    — E qual seria essa “fonte” misteriosa que transforma animais em monstros? — pergunta, expressando duvida no seu rosto.

    — Em um rochedo próximo, e lá há uma caverna, e na sua entrada a algo vazando para fora, uma espécie de miasma que afeta as criaturas desse local, que modifica os seus núcleos mágicos e os faz se transforma em monstros.

    — Preciso que alguém vá até lá e retire a causa que faz o miasma se espalhar — conclui a dríade, fixando seu olhar na jovem.

    — Espera, espera, calma aí! Eu?! Porque a senhorita não vai? — questiona, apontando o seu dedo para Dríade na sua frente.

    — Sinto em lhe informar, mas todas as dríades são evoluções de almas dos animais da floresta, se eu chegar perto do local, pode ser que eu acabe me tornando um monstro também. Então peço que me ajude! — suplica o espírito, ajoelhando-se perante a Evangeline.

    — Desculpe, mas sou muito desconfiada. Tem algo que possa me provar que você virará algum monstro, caso chegue perto do local? — rebate a jovem, cruzando os seus braços, encarando a moça ajoelhada na sua frente.

    — Como pode perceber, a minha aura foi afetada pelo miasma. Quando percebi tal mudança me afastei imediatamente do local, e fiquei andando a beira da floresta procurando alguém que pudesse me ajudar — esclarece a Dríade, ao levantar a sua face para a jovem que a encara.

    — Entendi essa parte, mas o que me incomoda e o fato de você me escolher. Você disse que me viu treinando na floresta esses dias, porém esses dias também houve soldados do reino andando pela vila.

    — Por que não pediu a ajuda deles, em vez de mim? — indaga, ao descruzar os seus braços, ao abrir a sua guarda para o espírito da floresta.

    — Os humanos que vieram visitar essa vila não possuem poder para adentrar essa floresta. Os seus núcleos não podem entrar em contato com o miasma, se adentrassem nesse recinto, e possuindo sangue puro, serão provavelmente propícios para mutação também.

    — Você, por outro lado, não possui esse empecilho. Você não é uma elfa e nem uma humana, mas sim a união dessas raças, e com certeza poderá adentrar no local do miasma sem sofrer alterações — explica a dríade, expondo todos os empecilhos que a impede de pedir ajuda aos humanos puros.

    — Certo “Dríade”, eu irei te ajudar, mas não pense que sairá de graça, já que eu não entrei nessa floresta para caçar monstro nenhum — argumenta, e estende as mãos para a Dríade levantar.

    — Muito obrigada Evangeline! — estende a sua mão para a jovem. — Sou Teldra, e agradeço novamente por ouvir a minha súplica — diz, curvando-se novamente.

    — Tá, tá, chega de se curvar. Você é uma Dríade afinal, não era para você ser mais respeitável ou temível? — indaga Evangeline, ao por uma das suas mãos na cintura.

    — Certo, agora me fale exatamente onde está esse local do miasma, que irei lá averiguar — declara, olhando para Teldra, e coloca sua mão direita no ombro da mesma.

    Então Teldra explica tudo para Evangeline, e aonde fica o local de onde saía o miasma, e os perigos que estão no local.

    — Pera, pera, pera! Ta me dizendo que tem monstros nessa caverna? E “eu” especificamente EU, terei que lutar com eles para tampar esse treco que sai o miasma?

    — É pegadinha né? — indaga a jovem, sem acredita o que teria que fazer para resolver o problema a seguir.

    — Não se preocupe, irei te dar a minha bênção, com isso você ganhará uma aumento de aura no seu corpo. Isso irá melhorar muito o seu físico e a sua magia — esclarece, tentando aliviar o estresse que a jovem esboça.

    — Bênção? O que é isso de bênção? — retruca a meio elfa, dirigindo-se para Teldra com uma expressão de dúvida.

    — Uma bênção de espírito é algo que damos a heróis ou pessoas escolhidas, como chefes de tribos e aldeias. Isso ajuda a pessoa a se manter viva por mais tempo, aumentando a sua força física e mágica, além de aumentar a sua vitalidade — explica Teldra, ao retirar a dúvida da jovem.

    — Entendo… então aceitarei essa bênção — diz, ao abaixar a sua cabeça, enquanto o espírito da floresta Dríade, coloca as suas mãos sobre ela, e assim coloca a sua bênção sobre a mesma.

    Continua…

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (2 votos)

    Nota