Capítulo 200: Chave Mestra (5/5)
『 Tradutor: MrRody 』 『 Revisor: SMCarvalho 』
O jogador apelidado de Elfnunalove, que mais frequentemente usava o nome Mestre-Fantasma publicamente e cuja identidade era alvo de muitos rumores, lentamente abriu os olhos e verificou a hora. Passava da meia-noite. Sua localização era um laboratório privado localizado nos níveis superiores da Torre Mágica. Como sempre, ele se sentou em sua cadeira para organizar seus pensamentos.
“O que ele fará agora?”
Hoje, assim que entrou na comunidade, ele impôs uma proibição permanente a um jogador. O alvo: um usuário coreano com o apelido único de Sargento Lee.
“Tenho certeza de que agora ele está puto querendo me matar.”
Ele não queria fazer do Sargento Lee um inimigo. Ele não era apenas a pessoa mais próxima da chave, mas o jogador que possuía a maior influência, pelo menos entre aqueles da Terra.
“Ele é o tipo que não ouve quando você fala com ele.”
O homem estava um pouco preocupado por ter cutucado um tigre adormecido, mas precisava ser feito. Sargento Lee foi quem recusou sua última tentativa de resolver as coisas antes de bani-lo. Claro, o homem entendia a situação do Sargento Lee, razão pela qual o deixara em paz até agora, mas não poderia ser tão compreensivo para sempre. Ele também precisava fazer uma escolha.
“Ainda assim, isso é uma pena para ele.”
Enquanto deixava sua mente vagar, ela naturalmente pousou em um certo homem, um usuário coreano que usava o apelido Elfnunna.
“Parece que ele também é fã dele.”
Tendo encontrado vários usuários coreanos antes, ele sabia o quão pequeno era o número deles. O número de coreanos entre a população de jogadores era inferior a 1%. Não foi à toa que o Sargento Lee, que havia procurado desesperadamente por alguém de sua terra natal por anos, implorou por uma chance de dizer algumas palavras a ele antes de partir.
“Ele é um homem engraçado, pensando bem. Se ele sente tanta falta de sua terra natal, deveria estar procurando se unir para vencer o jogo e voltar juntos.”
O homem sorriu e se levantou de seu assento. Sua bola de cristal estava vibrando, anunciando uma chamada. — Nunca pensei que você me ligaria primeiro a esta hora. Acho que algo aconteceu do seu lado, SoulQueen.
— Sim. Eu estava me preparando para sair do trabalho, mas notei algo estranho no log de conexão.
— Uma conexão estranha? — A postura do homem se endireitou. O entendimento desta mulher sobre este lugar era tão profundo quanto o dele, então nada que ela dissesse aqui seria trivial.
— O log mostra alguém conectado, mas não indica quem é. E mais importante… o tempo de conexão está registrado como as 3:00h da manhã.
— Então eles entraram na comunidade no meio da noite.
— Sim. Também achei isso muito estranho.
— Pode me dar um tempo para pensar sobre isso?
O homem lançou um feitiço sobre si mesmo enquanto ainda estava na linha. Meditação era um feitiço combo que ele havia criado adicionando vários feitiços à Aceleração do Pensamento. Assim que o lançou, uma pessoa imediatamente veio à mente.
— O Sentinela da Távola Redonda.
— Oh! Aquele homem suspeito que foi banido há um ano!
Eles souberam de sua existência há um ano. Seu nome de usuário era 0720. Nenhum dos guias que ajudavam os novatos a entrar na comunidade lembrava de tê-lo ajudado. Quando os administradores entraram em seu mundo interior, viram-no vestido com roupas deste mundo, então o consideraram suspeito e o baniram. Isso porque a maioria das pessoas usava roupas modernas em suas dimensões privadas. Eles deduziram que ele tinha que ser um espião do palácio que se infiltrou secretamente no lugar obtendo uma pílula de algum lugar. Caso contrário, ele era possivelmente um jogador de algum lugar que não fosse a Terra.
“Acima de tudo, ele parecia um velho.”
A maioria dos jogadores era jovem, o que fazia sentido. Essas eram pessoas que haviam gostado de um jogo sádico como Dungeon and Stone, afinal. Era difícil imaginar um velho de mais de setenta anos completando-o.
— Talvez Os Sentinelas da Távola Redonda seja uma reunião que ele criou para evitar a detecção.
— Mas você não considerou os membros restantes normais naquela época?
— Sim. Considerei na época. Mas, por via das dúvidas, SoulQueen, você pode verificar para mim?
— Acredito que seja uma sala de bate-papo privada.
— Não se preocupe com o código de convite. Levará alguns meses, mas há maneiras de você entrar.
— Bem, nesse caso…
SoulQueen aceitou a tarefa, e com isso, o homem se preparou para encerrar a chamada. Instruções mais detalhadas viriam após entender as coisas no próximo mês. Não havia nada que pudesse ser feito agora. Então ele parou. Por algum motivo, um certo apelido surgiu em sua cabeça, e ele se pegou perguntando involuntariamente: — SoulQueen, você se lembra do jogador Elfnunna?
— Oh, ele? Ele se juntou há alguns meses, mas eu me lembro claramente dele porque era único. Não apenas pelo apelido, mas havia algo mais sobre ele que deixou uma impressão em mim.
— O que foi?
— Não consegui ver seu mundo interior de forma alguma. Nunca vi alguém com uma barreira mental tão espessa em toda a minha carreira.
— …Entendo.
O homem sentiu que algo estava errado. Uma barreira mental estranhamente espessa poderia ser descartada como cada um sendo diferente, e SoulQueen também não era guia há tanto tempo. No entanto, ele ainda tinha a sensação de que estava perdendo algo. Seus atributos de Intuição aumentavam quando a Meditação estava ativa, então ele não atribuía esse sentimento apenas ao seu humor atual.
— Por favor, me dê licença por um momento.
O homem se desculpou para revisar as anotações que havia feito em sua cabeça. Ou, para ser mais preciso, ele verificou a lista de pessoas que haviam recebido cartas na época em que SoulQueen mencionou que Elfnunna se juntou.
“Eram todos novatos.”
Considerando a possibilidade de que Elfnunna tomou a pílula depois de recebê-la, ele aumentou o intervalo para três meses, mas os resultados foram os mesmos. Nenhum desses jogadores havia passado do quinto andar, tampouco. Então, como sua barreira mental poderia ser tão alta?
— …Bjorn Yandel? — Ampliando ainda mais o intervalo, um nome se destacou em seus olhos, um bárbaro que peculiarmente escolheu um escudo. Ele havia lhe enviado uma carta na esperança de que ele fosse uma certa pessoa, mas ele suspeitosamente não se juntou à comunidade.
— SoulQueen. — O homem deu novas instruções. — Investigue o usuário chamado Elfnunna, quais postagens ele fez, quanto GP ele tem e quais informações ele comprou. Mesmo que você tenha que restaurar tudo o que foi deletado.
Havia motivo para verificar isso.
Na manhã seguinte à abertura da comunidade, Amelia me acordou.
— …O que está acontecendo? Ainda é de manhã.
— Manhã? Já é meio-dia.
“Nossa, um bárbaro não pode acordar tarde?”
Eu despejei um copo de água em minha garganta seca e perguntei: — Então, por que você está aqui? — Amelia geralmente vinha à noite. Também foi quando combinamos de nos encontrar ontem. Então, por que ela estava aqui para me ver agora?
A resposta que saiu da boca da Amelia foi bastante simples. — Pensei que deveria te dar um aviso antes de partir.
— Então você está indo embora.
— Sim, então você pode parar sua busca agora.
Pelo que ela estava dizendo, não parecia que ela estava partindo porque encontrou Auril Gavis. Tentei sondá-la casualmente. — Parece que você tem algo a fazer.
Amelia não respondeu, mas isso foi o suficiente para mim. Essa mulher estava sempre correndo pela cidade.
— Pouco antes de Noark entrar em lockdown, eles enviaram algumas pessoas para a superfície. O objetivo deles é matar um aventureiro específico! Chocante, né?
Talvez a operação de assassinato que o Palhaço mencionou estivesse começando hoje. Eu não tinha intenção de intervir… não que eu pudesse impedi-la de qualquer maneira. Em vez disso, fiz uma oferta amigável. — Você vai procurar por ele novamente? Posso deixar um recado aqui se precisar.
Isso porque ela era sensível a favores e rancores. Eu tinha a sensação de que quitar minha dívida com ela me ajudaria no futuro.
— Não há necessidade. Seria difícil encontrá-lo assim, de qualquer maneira.
— Entendo. — Não me dei ao trabalho de oferecer novamente depois que ela recusou. A conversa chegou a um ponto natural de parada, e eu me despedi brevemente. — Então, até a próxima vez.
Amelia me encarou em silêncio por um momento. Então, perguntou: — Quando você diz ‘até a próxima vez’, o que quer dizer?
“Oh, então isso deixa você curiosa.”
Bem, eu era o que estava fazendo tanto alarde sobre nunca mais nos vermos. Eu tinha certeza de que isso soava um pouco estranho para ela. Decidi responder honestamente. — De alguma forma, tenho a sensação de que nos encontraremos novamente. — Quantas vezes já nos encontramos por acaso? Eu não tinha ideia de quanto tempo levaria antes de eu poder voltar para casa1. Eu tinha certeza de que a encontraria pelo menos mais uma vez antes disso.
— …Seu esquisito.
Depois disso, Amelia desapareceu de vista rapidamente como de costume. Agora, então, também era hora de eu começar meu dia.
Ding!
Primeiro, bati com a mão no sino que havia feito ao lado da cama.
— Você chamou, chefe? — Meu braço direito, Jingjing, apareceu em menos de um minuto.
Para começar, dei-lhe ordens para parar a busca, depois fiz um almoço leve antes de sair com ele. Este era meu passeio diário após o almoço. Em Bifron, não havia muito mais o que fazer.
— Vamos ao centro de distribuição.
— O centro de… distribuição?
— Há algum problema?
— Não, chefe. Vou guiá-lo até o mais próximo.
O destino de hoje era um dos doze centros de distribuição em Bifron. Quando chegamos, havia uma longa fila de pessoas esperando para receber as rações de comida fornecidas pela cidade todas as manhãs. Até alguns dias atrás, isso era uma visão rara. Originalmente, os centros de distribuição eram ocupados e monopolizados por cada facção.
— Como você ordenou, menores de idade estão livres para pegar o quanto quiserem.
— Bom, continue assim.
Observei a fila de crianças com um sorriso satisfeito antes de me virar. Então, vaguei pela cidade, indo onde meus pés me levavam. Enquanto fazia isso, avistei um menino familiar, o garoto que atuou como meu guia no meu primeiro dia em Bifron e me levou até a pousada.
— Venha aqui.
— Sim, senhor! — O garoto, que começou a recuar assim que nossos olhos se encontraram, logo estava em prontidão na minha frente.
— Onde você está indo?
— Estou voltando do centro de distribuição…
— Você engordou um pouco desde a última vez que te vi.
— É…
Era porque agora eu era o chefe em Bifron? Mesmo naquele primeiro dia, eu nunca fiz nada para machucá-lo, mas o garoto continuava tremendo quando me via. Bem, eu estava apenas feliz em vê-lo novamente. Era essa a solidão que vinha com estar no topo?
— Como você está se saindo hoje em dia?
— E-Eu leio livros no meu tempo livre. N-Na biblioteca que você fez…
Eu não criei a biblioteca; foi mais como se eu revitalizasse uma biblioteca que estava juntando poeira. Muitos dos livros foram usados como lenha, então ainda havia mais prateleiras vazias do que cheias, mas como dei instruções aos meus subordinados para coletar o máximo de livros possível para preencher as prateleiras, isso melhoraria com o tempo.
Ficando ansioso com a forma como eu o estava encarando, o garoto começou a oferecer desculpas para coisas que eu nem havia perguntado. — Eu nunca farei nada como fiz antes novamente, eu prometo! Agora, se preciso de dinheiro, eu me registro em um campo de trabalho e ganho por mim mesmo!
— Pensando bem, seu sonho é ser um acadêmico.
— S-Sim!
Eu sorri e ofereci algum conselho. — Continue vivendo assim, então. Se você apunhalar pessoas pelas costas por dinheiro, acabará tendo problemas com sua cabeça, e um dia ela desaparecerá.
— …Que?
— Se você não tiver uma cabeça, não pode ser um acadêmico.
— Desculpe? Ah, sim… — Embora ele parecesse não entender o que eu estava falando de forma alguma, não me dei ao trabalho de lançar uma longa explicação. Recusei-me a ser um bárbaro boomer.
— Vamos.
Depois disso, continuei meu passeio com Jingjing por diferentes centros de distribuição, bibliotecas, instalações residenciais, campos de trabalho, etc. Sem mais nada a fazer além de procurar Auril Gavis, brinquei com alguns projetos bobos aqui e ali, deixando a cidade muito mais animada do que quando cheguei. A dissolução das gangues foi o maior fator contribuinte.
“Mas, vai voltar ao normal quando eu for embora.”
Dito isso, levei Jingjing até os esgotos. Ele começou a tremer, e sua voz saiu estranha ao perguntar: — Hum, chefe, por que estamos…?
“Uau, você pensaria que eu vim te matar e enterrar aqui.”
— Vou para a cidade por um tempo, você precisa de algo?
— …Desculpe? — Jingjing, que raramente repetia as mesmas palavras duas vezes, perguntou, parecendo confuso. — V-V-Vai para a cidade…?
— Oh, eu não te contei? Há uma passagem para a cidade.
— I-Is-sso… n-não é possível?
— Por que você está gaguejando? Há algo de errado com sua cabeça?
— Não… Chefe. — A cabeça de Jingjing, que devia estar cheia do pensamento de que estaria livre em alguns dias, agora caía miseravelmente, mas acho que ele percebeu tardiamente que poderia ser um blefe.
— De qualquer forma, já que você não precisa de nada…
— Não! Eu preciso!
— Sério? Me diga.
Jingjing pediu uma coisa da cidade: um espetinho de uma loja no Distrito Nove.
— Vai estar frio quando eu trouxer de volta.
— Não tem problema!
Eu sorri e balancei a cabeça. Estava claro o que esse cara estava pensando. Ele estava tentando verificar se eu tinha uma maneira de entrar na cidade. — Então você pode ir para casa.
— Sim, chefe.
Depois disso, deixei Jingjing ir e entrei no esgoto. Então me dirigi ao caminho secreto que Amelia me contou.
Bzzzzzz.
Foi então que a pedra de mensagem que eu carregava em minhas roupas, fora do subespaço, por precaução, começou a vibrar. Era a que eu havia recebido do Sr. Dragão. Há algum tempo, ele prometeu me contatar se uma decisão fosse tomada sobre se eles me dariam ou não a Bênção do Dragão.
“Ele disse que levaria um mês ou dois e levou exatamente dois.”
Eu me perguntava qual seria a resposta deles. Quando cliquei no botão que se projetava da parte inferior da pedra, uma voz soou dela. — Rasgue o papel que te dei naquela época.
— Quero saber sua decisão antes disso.
— Os anciões decidirão quando o virem.
— Entendo. — Rasguei o papel que havia jogado no meu subespaço, conforme as instruções.
“Decidirão quando me virem, huh?”
Isso não era o sim que eu esperava, mas eu não estava muito preocupado. Fazer as coisas acontecerem mesmo quando não davam certo, esse era o espírito de um Bárbaro Coreano.
- Coreia[↩]

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