Índice de Capítulo


    Tradutor: MrRody 』 『 Revisor: SMCarvalho 』


    A maga do time Maçã Narak, Raven, estava com o resto de seus colegas em uma passagem próxima. A razão para isso era simples. Quando o ataque contra os cavaleiros parou, ela tentou chegar ao líder do seu time, mas, graças às milhares de pessoas amontoadas tão apertadamente, ela nem conseguia pensar em como atravessar a multidão.

    — Senhorita Ainar, espero que você possa me ajudar. Não consigo ver bem daqui. — Como alguém bem abaixo da altura média, mesmo para mulheres, medindo 1,45 m, Raven sentou-se nos ombros da Ainar e observou os eventos no centro da praça se desenrolarem. Embora fosse muito longe para ouvir, isso não era problema. Isso poderia ser resolvido com magia.

    — O que estão dizendo? — Perguntou Missha.

    — Está quase acabado. Acho que eles estão concordando em se dividir em grupos de trezentos e abrir caminho. — Raven transmitiu o que estava acontecendo no centro para seus colegas em tempo real. Muitas outras equipes também estavam fazendo o mesmo. Cada uma tinha pelo menos uma pessoa com magia ou audição aprimorada.

    — E o Bjorrrn? O que o Bjorrrn está dizendo?

    — Ah, bem… Acho que ele está tentando chegar aqui antes de fazer qualquer outra coisa. Oh, um mago começou a falar com ele. Acho que o Sr. Yandel está tentando formar um time.

    — Oh, entendi… — Missha assentiu preocupada com as palavras da Raven. Raven podia entender o porquê.

    — Estamos indo para o norte!

    — Há alguém que queira vir comigo?

    Inúmeros clãs e equipes já estavam clamando por camaradas. Isso incluía aventureiros famosos e bem conhecidos, e até líderes de clãs com grandes reputações. Três desses grupos já haviam formado uma aliança.

    No entanto, Raven tentou se manter animada. — Por que vocês estão preocupados? Todos sabemos que o Sr. Yandel é incomparável quando se trata de fama. Mesmo que demore um pouco, conseguiremos encontrar trezentas pessoas.

    Seu comportamento era definitivamente fora de caráter. Normalmente, ela analisava a situação com lógica fria e só contava a verdade.

    “Acho que o Sr. Yandel teria feito algo assim.”

    Ela aprendeu algo seguindo aquele bárbaro por aí. Um líder não pode sempre agir como bem entende.

    — Hã? — Raven, de repente, congelou involuntariamente.

    — O que foi? Aconteceu mais alguma coisa?

    — O mago acabou de dizer que quer seguir o Sr. Yandel.

    — Nyah, sério? Você disse que ele é um mago realmente ótimo, certo?

    — Sim, mas… — Raven estava atordoada. Esta era uma boa notícia, mas ela se sentia desconfortável por não saber a razão por trás da decisão dele.

    “Alguém assim poderia definitivamente se juntar a um grupo ainda melhor…”

    Por que um mago como ele queria se juntar a eles? Ela não conseguia entender. Desta vez, ela decidiu ser honesta com seus colegas e perguntar suas opiniões.

    — Hmm, aquele mago disse que as pessoas se reunirão para o Yandel? Acho que sei o que ele quer dizer.

    — Você sabe?

    — Yandel… aquele cara é especial. Você sabe disso também, Raven.

    — Eu sei? — Raven disse, confusa.

    Em resposta, Ainar soltou uma risada alta. — Bjorn, filho de Yandel, é um grande guerreiro! — Um Grande Guerreiro… Por algum motivo, ouvir isso a fez recordar os eventos da Cidadela Sangrenta. Menos de dez bárbaros tinham oficialmente recebido esse título do rei desde os tempos antigos. Mas naquela época, enquanto observava aquele aventureiro bárbaro de dois meses dormir como um morto após terminar todo o seu árduo trabalho, ela tinha pensado que aquele título poderia realmente ser dele um dia.

    — Não foi por isso que você se juntou ao time dele também?

    — …É verdade. — Raven assentiu prontamente. Urikfried não estava errado. Se ela não tivesse sentido algo especial sobre aquele bárbaro, ela não teria se juntado a essa equipe em primeiro lugar.

    — Ele tem uma estranha habilidade de atrair as pessoas.

    Quando a conversa com sua equipe terminou, Raven se virou para olhar novamente para Yandel. Não fazia muito tempo desde que ela tinha verificado como ele estava, e ainda assim…

    — Se não se importa, gostaria de viajar com você.

    — Acredito que você será capaz de salvar mais vidas.

    — Haha, em tempos como estes, pessoas firmes como você são as mais confiáveis que existem. Leve-nos com você.

    Antes que ela percebesse, numerosos aventureiros estavam seguindo atrás dele enquanto ele caminhava. Mas era por causa do que Urikfried disse? A visão não parecia mais estranha para ela, e ela não duvidava das intenções do mago que havia sido o primeiro a se juntar.

    — Não foi… apenas eu.

    Havia algumas pessoas neste mundo cujas costas simplesmente te faziam querer segui-las.

    — Eu não te disse? Eu sabia que as pessoas se reuniriam ao seu redor. A intuição de um mago geralmente está certa.

    A maioria deles deixou grandes pegadas para trás.


    Eu esperava que levasse pelo menos uma hora ou duas. Mesmo que os melhores já tivessem escapado pelo portal, ainda havia aventureiros aqui que eram mais impressionantes do que eu. Achei que teria que fazer o meu melhor para competir com eles para construir minhas tropas até o nível que eu queria.

    “Provavelmente é por causa desse homem.”

    O mago Kyle possuía conhecimento e poder, além do carisma de um líder nato. As marés mudaram quando ele se juntou a mim. Então, o aventureiro de terceiro nível Melter Fend trouxe todo o seu clã sob o meu comando e isso gerou um burburinho. Era como quando as pessoas começavam a estocar certos produtos quando rumores sem sentido circulavam de que haveria uma escassez. Mesmo que não pensassem em fazer isso por si mesmos, começaram a pensar que talvez devessem quando outros começaram a fazê-lo.

    — Behelaaah!

    — A esperança dos bárbaros!

    — Siga o grande guerreiro!

    Ignorei os gritos dos bárbaros exaltados e continuei em frente. Estava experimentando algo que nunca havia sentido antes.

    — Por favor, leve-nos com você! Não vamos te atrapalhar!

    Era assim que uma superestrela se sentia ao chegar a um aeroporto? Cada vez que eu dava um passo, um novo grupo, clã ou até mesmo indivíduos se aproximavam e pediam minha aprovação. Então, eu aumentei o padrão por uma simples razão. De acordo com o princípio econômico básico de oferta e demanda, agora eu era quem tinha o poder nessa troca.

    — Diga-me seu papel e nível de aventureiro.

    — Quinto nível. Estou sozinho agora, mas já fui o protetor da minha equipe. — Um protetor era o guerreiro que ficava na linha de frente. Quinto nível, também deveria ser habilidoso o suficiente.

    — Seu nome?

    — Pell Akabird.

    Aprovado.

    — Prazer em conhecê-lo. Sou Bjorn, filho de Yandel. Venha comigo. — Enquanto eu me movia, eu era rigoroso ao escolher apenas as pessoas de que precisava.

    “Quase todos os sacerdotes passaram pelo portal, então não vejo nenhum.”

    Isso era ruim, mas não havia o que fazer. Eu só tinha que preencher as vagas com o maior número possível de guerreiros e magos. Ah, e um cavaleiro seria ainda melhor.

    De vez em quando, eu encontrava pessoas que conhecia. — Carls Erimor.

    — Há espaço para mim e meus colegas, talvez? Três cavaleiros aprendizes e um cavaleiro oficial.

    — Eu não esperava que você também fosse abandonado.

    Erimor, um cavaleiro do Baron Martoin, que eu conheci na casa do conde, tinha uma boa personalidade e já foi aventureiro, então deveria ser capaz de carregar seu próprio peso. Além disso, também havia um cavaleiro que poderia usar uma aura com ele.

    — Me siga.

    — Obrigado.

    Um passo, depois outro. Cada vez que eu dava um passo à frente, o número atrás de mim crescia. Apenas os bárbaros que decidiram me seguir já eram suficientes para exceder nossa cota de trezentos, mas eu continuei trazendo mais pessoas para o grupo.

    “Só precisaremos nos dividir em grupos de trezentos, se necessário.”

    Se viajássemos pela mesma rota, poderíamos ajudar uns aos outros em uma emergência. Embora, eu não esperava chegar a um número que fosse realmente possível.

    “Certo, isso está indo bem.”

    Eu continuei avançando assim e avistei um rosto familiar, mesmo no meio daquela multidão de pessoas.

    — Takelan.

    O homem estava parado sozinho. Ele não procurou por um grupo como da última vez, nem demonstrou qualquer desejo de formar um. Talvez ele tivesse desistido de tudo. Quando nossos olhos se encontraram, ele evitou meu olhar. Ficou claro que ele queria que eu passasse direto, mas eu era um bárbaro que tinha que fazer o que queria fazer.

    Então eu me aproximei dele e disse: — Me siga. — Eu não sabia por que fiz isso. As palavras simplesmente saíram da minha boca. — Venha, se você quer viver.

    — Você acha… que eu quero viver? — ele murmurou como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo. — Lena era minha esposa. — Então era isso. — Por que eu deveria viver?

    — Porque alguém precisa dar a notícia — eu respondi.

    Aquelas eram apenas palavras vazias. Mesmo naquele último momento antes de terminar com a própria vida, todos ansiavam por sobrevivência em um canto profundo e escuro do coração. Embora Takelan tivesse perdido todos os seus companheiros, ele nos seguiu até o amargo fim. Havia realmente um motivo para isso? Bem, eu não tinha certeza.

    — Sim, eu tinha esquecido disso…

    No entanto, quando tinham um motivo, era mais fácil para as pessoas se levantarem e seguirem em frente.

    — Se você recuperou o juízo, venha comigo.

    — Por que você está me ajudando assim? Você não vai mais precisar de mim.

    Eu dei minha resposta honesta e egoísta. — Se você sobreviver, isso vai aliviar um pouco minha mente, pelo menos um pouco.

    Usar os outros para aliviar meus sentimentos de culpa; de certa forma, eu era exatamente como o comandante da Terceira Guarda Real. A única diferença é que eu estava bem ciente de quão covarde eu era.

    Eu não sabia o que ele pensava sobre essa afirmação, mas depois disso, Takelan ficou atrás de mim e se juntou ao nosso grupo.

    “Isso levou mais tempo do que eu pretendia.”

    Continuei a liderar o grupo. Não demorou muito para que eu avistasse um dos meus companheiros perto de um dos corredores. — Bjorn!

    Assim que fiquei ao alcance, Missha e Ainar me cumprimentaram entusiasticamente. Eu as empurrei para o lado e falei com Raven. — Raven, aconteceu alguma coisa aqui?

    — Não…

    — Bom, você ouviu o que dissemos lá no centro?

    — Sim, eu ouvi…

    Ok, assim eu não teria que repetir tudo isso. — Mas por que você continua desviando o olhar?

    — O quê? Eu não estou fazendo isso. Veja, olhe!

    “Hmm, é mesmo?”

    Por algum motivo estranho, parecia que ela estava desconfortável. Ah, será que era por causa de todas as pessoas reunidas atrás de mim? Bem, até eu tinha que admitir que o Modo Comandante Bárbaro era incrível.

    Minha provocação a trouxe de volta ao normal. — De qualquer forma, com essa quantidade de pessoas… provavelmente podemos apenas calcular os números e sair imediatamente. Você fez um bom trabalho. Estávamos ficando sem tempo.

    Ficando sem tempo. Ela não estava errada. Mas antes disso, havia apenas uma coisa que eu tinha que fazer, algo que poderia ser a coisa mais crítica para sobreviver a essa crise.


    Kyle Pevrosk, um mago de batalha de terceiro nível conhecido como o Feiticeiro de Ferro, soltou uma gargalhada ao observar seu novo líder.

    “Eu estava me perguntando o que ele estava fazendo…”

    Quanto mais ele observava, mais estranho esse homem se tornava. Depois de reunir todas aquelas pessoas, a primeira coisa que ele fez foi pedir que se apresentassem.

    — Seu nome? — Ele se aproximava de cada pessoa e perguntava seu nome, então, após ouvir, apertava brevemente a mão. — Prazer em conhecê-lo. Eu sou Bjorn, filho de Yandel.

    Alguns até perguntaram ao bárbaro — Por que você está pedindo nomes quando não temos tempo?

    A resposta que eles obtiveram foi realmente um espetáculo. — Ainda há muitas pessoas cujos nomes eu não sei.

    — Mas por que isso…

    — Isso é importante para mim. Então não me interrompa.

    O bárbaro continuou a perguntar os nomes de todos como se estivesse conduzindo algum tipo de cerimônia sagrada. A maioria considerava o exercício inútil. O mesmo valeu para Melter Fend, o chefe do Clã Nartel, que tinha seus próprios anos de experiência e discernimento sob seu cinto.

    — …Será que poderia haver algum tipo de significado oculto?

    Kyle riu com aquela pergunta. — Melter Fend, por que você decidiu segui-lo?

    — É, bem… — Fend hesitou antes de abrir a boca. — Para ser honesto, eu imaginei que havia uma razão pela qual você o escolheu, Sir Kyle.

    — Sim, essa pode ser uma de suas razões. Mas não pode ser a única. Você tem pessoas pelas quais é responsável.

    — …Você sabe o que aconteceu?

    — Ouvi falar sobre isso de passagem. Você recusou o comandante da Guarda Real, dizendo que não podia deixar seus companheiros de clã para trás, certo?

    — Isso é meio embaraçoso.

    — Não há motivo para se envergonhar. Acho que é um sinal de lealdade. Mas reunir esses membros simplesmente para seguir cegamente as decisões de outra pessoa… Até eu não posso aceitar um raciocínio assim.

    Fend riu timidamente, então escolheu suas palavras com mais cuidado dessa vez. — Isso pode soar estranho, mas tive a sensação de que, de alguma forma, ficar atrás daquele homem poderia ser a coisa mais segura que eu poderia fazer…

    — Seguiu sua intuição, né?

    — É bastante comum nesta indústria. Afinal, este é um lugar onde você morre se não tiver sorte.

    — Não estou criticando você. Eu acredito que as outras pessoas aqui não são tão diferentes de você.

    — Como assim? — Fend inclinou a cabeça, mas a próxima declaração de Kyle foi igualmente enigmática.

    — Apenas observe. Se tudo isso foi inútil ou não, logo descobriremos.

    Com isso, os dois observaram o bárbaro sem muita conversa. Ele ainda estava pedindo os nomes um por um.

    — …Hans?

    — Não, Hanvus.

    — Oh, é mesmo? Prazer em conhecê-lo! Será breve, mas espero que trabalhemos bem juntos.

    — Eu que deveria dizer isso!

    Era o processo de perguntar nomes e trocar breves cumprimentos, era só isso, mas algo estava muito diferente do que tinha sido no início.

    — Prazer em conhecê-lo, Teterudra. Esse machado é legal.

    — Haha, esse é o maior elogio que você pode dar a um anão.

    — Por favor, cuide da retaguarda mais tarde.

    — Não se preocupe com nada.

    A tensão foi afrouxando cada vez mais. Diante de uma batalha em que a sobrevivência deles estava completamente no ar, os espinhos ao redor dos corações dessas pessoas começaram a ceder.

    — Espere, por que você está me ignorando?

    — Eu já não perguntei seu nome quando nos conhecemos pela primeira vez? Davers, certo?

    — Ha, você ainda se lembra?

    — Somos companheiros que têm que lutar juntos.

    Só então Fend percebeu o que havia causado essa mudança. Aquele bárbaro estava facilmente ganhando a confiança de todas essas pessoas apenas perguntando seus nomes.

    — Bjorn, filho de Yandel. Você realmente vai ouvir os nomes de todas essas pessoas?

    — Há algum problema?

    — Como eu pensei, você é um cara teimoso. Eu sou Humble Albertine. Vamos tomar uma bebida se sairmos daqui.

    — Humble Albertine, vou lembrar.

    — Eu não posso perder uma oportunidade como essa. Eu também! Deixe-me juntar!

    Sem mencionar que isso não estava apenas construindo confiança entre as duas pessoas que estavam falando. Essas breves trocas também foram ouvidas pelas pessoas ao redor.

    — Não somos mais estranhos.

    Fend estava genuinamente surpreso. Embora eles tivessem que trabalhar como um grupo por enquanto, essas pessoas tinham sido estranhas até momentos atrás, mas agora elas conheciam os nomes e rostos umas das outras. Só de ouvir essas breves conversas, elas podiam entender até certo ponto que tipo de pessoas os outros também eram, com base na maneira como cada pessoa se conectava com aquele bárbaro. E, como uma teia de aranha, esses trechos se entrelaçaram e se interligaram para formar um vínculo.

    — Bjorn Yandel, ele… ele realmente planejou tudo isso…?

    — Não, eu acho que não.

    — Mas não faria sentido de outra forma.

    — O que não faria?

    — …As pessoas normalmente não fazem coisas assim sem uma razão.

    Kyle riu. Certamente, esse era geralmente o caso, o que esse bárbaro estava fazendo aqui normalmente resultaria em um desfecho completamente diferente. — Não tente aplicar lógica aqui. Se você estudou história, deveria saber. Cada era está destinada a ter pessoas como ele.

    Tomar ações que as pessoas comuns não podiam entender e obter resultados era o motivo pelo qual essas pessoas eram consideradas grandes.


    As longas apresentações haviam terminado. No momento em que o grupo de mil foi dividido em três sob a direção de Kyle, eu soltei um rugido contendo todo o meu respeito pela proteção que meus deuses ancestrais me forneceram. — Behelaaah!

    — Haha… Meu amigo, por que você gritou dessa vez? Os outros bárbaros já estão seguindo você.

    “Oh, desculpe por isso, mas… Eu não consigo evitar. Eu não acredito que não havia um único Hans entre todas essas pessoas.”

    Isso não era um milagre dos próprios ancestrais?

    Um pequeno gesto, um grande impacto!

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