Índice de Capítulo


    Tradutor: MrRody 』 『 Revisor: SMCarvalho 』


    Mestre-Fantasma, o administrador que controlava o fórum Caça-Fantasmas e alguém considerado um veterano lendário entre os jogadores.

    É você, GM.

    Por um momento, não consegui respirar.

    “Hans I é o GM?”

    Eu estava perplexo. Se isso fosse verdade, por que um peixe tão grande como o GM se aproximaria de mim escondendo sua identidade? Porque eu estava famoso esses dias e ele queria me conhecer pessoalmente?

    “Não, não pode ser isso.”

    O GM suspeitava que eu era um jogador, e foi por isso que ele se aproximou de mim durante o banquete para me sondar, chegando até a me seguir. Sim, essa era uma hipótese muito mais plausível, mesmo que não fosse particularmente conveniente para mim.

    “Então ele deve ter sido quem lançou aquele feitiço de vento.”

    Uma vez que estabeleci essa hipótese, essa pergunta específica foi naturalmente respondida. Enquanto estava na minha cola, ele viu a carruagem e a bomba de fumaça explodirem, bloqueando sua visão de mim. Ele teria ficado curioso para saber se eu tinha sobrevivido ou não.

    “Vou pensar mais sobre isso depois.”

    Redirecionei meu foco para a parte mais importante de tudo isso. O homem que caiu do céu e chamou Hans de GM era intimidante o suficiente para fazer até os cavaleiros tremerem. Quem era esse homem?

    Cancele meu ban agora. Se não o fizer, vai morrer aqui.

    “Hã? Cancelar o ban?”

    Um arrepio desceu pela minha espinha. Havia apenas uma pessoa que eu conhecia que faria um pedido assim ao GM: um orgulhoso filho da Coreia, Baekho Lee. Claro, havia a possibilidade de não ser ele. Eu tinha certeza de que o número de pessoas banidas pelo GM era muito maior do que apenas uma ou duas. Fazia sentido que um deles guardasse rancor e aparecesse para causar uma cena.

    — Você me ouviu, velho?

    Por algum motivo, continuei vendo Baekho.

    “…É realmente ele?”

    Pensando nisso, olhei novamente para a aparência do cara, memorizando-a. Ele tinha cerca de 1,70m, vestido com um terno limpo sem nenhum equipamento, e a menos que estivesse usando um disfarce, ele era humano. Sua pele era pálida sem cicatrizes visíveis e ele tinha cabelo loiro platinado e penteado para trás com gel. O cara tinha traços que qualquer um diria serem atraentes, mas talvez por causa do olhar afiado em seus olhos, ele exalava uma vibração mais parecida com um vilão do que com um cavalheiro charmoso.

    — Lorde Yandel. — Enquanto eu estudava o cara, um cavaleiro se aproximou de mim e sussurrou: — Você não deve tentar fugir.

    — …O que você quer dizer?

    — Ele não é o tipo de pessoa contra quem vale a pena lutar. — Sua voz estava claramente nervosa. Será que ele sabia quem era esse cara?

    — Quem é esse homem? — perguntei apressadamente.

    — Aquele homem…

    No momento em que o cavaleiro estava prestes a responder, o olhar do homem se voltou para nós.

    — Ah, certo. Vocês também estão aqui.

    Hã, como ele ouviu aquele sussurro de tão longe?

    — Bjorn Yandel. — Vendo que ele estava me chamando pelo nome certo, parecia que ele sabia quem eu era, mas talvez não tão bem assim. — Ouvi dizer que você bateu naquele adolescente irritado? E ainda por cima no seu primeiro ano. — O cara segurou Hans firmemente pelo pescoço e falou com curiosidade óbvia, como se tivesse acabado de encontrar algo interessante por acaso. — Só estou perguntando por precaução, mas… Você é um jogador?

    Ha, não é à toa que eu estava tão ansioso com o fato de que ele sabia meu nome. Intuições como essa nunca estavam erradas. Eu tinha apenas uma resposta para dar a ele.

    — …Então você é um espírito maligno. — Eu não fingi não saber do que ele estava falando, mas tracei uma linha na areia chamando meu oponente de espírito maligno. Se esse cara era Baekho ou não, não importava. Afinal, o que eu poderia dizer com tantas pessoas assistindo?

    — Hmm, isso é estranho. Você ganhou notoriedade, mas não o suficiente para o GM se interessar, a menos que você seja um jogador… — o cara murmurou, então estreitou os olhos. — Ei. — Sua boca estava sorrindo, mas ele falou em uma voz que não tinha emoção. — Só responda sim ou não.

    — Não responda… Argh! — O cavaleiro tentando me dar conselhos foi atingido no estômago por algo invisível e lançado longe. Era óbvio de quem era aquela obra.

    — Ah, você está preocupado que há muitas pessoas por aí? Não se preocupe. Se você for um jogador, eu vou matar e me livrar de todos eles. Mm-hmm. Posso fazer esse favor para saciar minha curiosidade. — O cara sorriu e mais uma vez exigiu que eu escolhesse. — Sim ou não.

    Eu quase respondi ‘não’. Isso porque a própria pergunta era questionável. Perguntar a mesma coisa repetidamente com apenas sim ou não como opções? Era quase como se ele tivesse a habilidade de discernir se eu estava dizendo a verdade…

    “Uma essência como essa existe.”

    Como eu não tinha informações, seria prudente ser cuidadoso aqui.

    — Se você não quer responder, apenas diga não. Você só precisa dizer uma palavra. Estou apenas curioso.

    Quanto mais ele ficava obsessivo por uma resposta, mais minhas suspeitas cresciam. E assim, eu tinha apenas uma opção viável. — Eu farei as perguntas aqui. — Em vez de apenas ficar quieto, mudei o assunto de uma maneira que implicava que eu não queria dar ao meu inimigo a vantagem sobre mim. Afinal, se eu ficasse em silêncio, isso pareceria suspeito tanto para esse cara quanto para os cavaleiros. — Espírito maligno, você é um dos assassinos?

    Lancei uma pergunta que um bárbaro que nada sabia sobre o GM faria.

    Claro, esse cara não iria recuar tão facilmente. — Eu te disse para responder com sim ou não. — No momento em que ele falou, o ar ficou mais pesado. Meu corpo tencionou como um animal que acabou de encontrar um de seus predadores naturais na selva.

    “Isso é intenção assassina…?”

    Eu estava cambaleando. Era realmente possível emitir uma concentração tão alta de intenção assassina fora dos Caça-Fantasmas? Eu não tinha ideia. Agora, apenas uma coisa era certa.

    — Uau, você está aguentando bem. — Esse cara era um tirano, alguém claramente volátil, mas que conseguia o que queria, independentemente do tempo ou lugar. — Responda logo.

    Minha mente ficou em branco. Era assim que o Palhaço se sentiu na Távola Redonda? Minha respiração parou e minha visão ficou turva como se os vasos sanguíneos que levavam ao meu cérebro estivessem sendo obstruídos. Um pensamento de repente me ocorreu.

    “…O que acontece se eu disser sim?”

    Eu não conseguia parar de pensar nisso, mesmo sabendo que era uma esperança vã nascida de uma mente fraca.

    “Se esse cara é realmente o Baekho… eu não posso simplesmente revelar minha identidade?”

    Talvez isso realmente me ajudasse aqui. Afinal, éramos ambos coreanos. Se o que ele mostrou na comunidade era sua personalidade real, ele poderia me tratar como um irmão mais velho de verdade.

    “Sim, talvez…”

    Dependendo da minha resposta aqui, havia um cenário em que eu poderia ser carregado pelo Baekho enquanto eu ficava mais forte, para que um dia pudéssemos escapar deste mundo juntos. Mas no momento em que esse futuro potencial veio à mente, eu instantaneamente voltei à realidade.

    Havia várias razões. Para começar, eu não sabia se este era realmente Baekho ou não. Além disso, no momento em que eu revelasse minha identidade, as centenas de civis aqui seriam reduzidos a cadáveres.

    — …Bjorrrn!

    — Missha?

    Quando me virei na direção do som, vi Missha correndo em minha direção apressadamente. Certo, isso estava acontecendo perto da minha casa. Ela provavelmente veio assim que ouviu a confusão, só para garantir. No entanto, isso não era bom.

    — Oh, sua namorada? — Ao avistar Missha, o homem sorriu como se tivesse acabado de encontrar uma fraqueza útil. A pressão que estava temporariamente restringindo meu corpo desapareceu e eu podia me mover livremente.

    Huhp!

    Imediatamente joguei meu corpo na frente da Missha e bloqueei seu caminho para protegê-la de um possível ataque surpresa.

    — A Tribo do Gato Vermelho é definitivamente fofa. — O homem assentiu sabiamente. Então, por algum motivo, ele mais uma vez fez sua pergunta anterior, mas desta vez para Missha e não para mim. — Responda com sim ou não. Gata Vermelha, você é uma jogadora?

    — Hmm? X-Xogadowa?

    — Um espírito maligno.

    — N-N-Não, não sou! — Missha respondeu, assustada com a pergunta repentina. O cara assentiu.

    — Essa é a verdade.

    — Você não precisa responder a ele. Missha, fique atrás de mim. — Rapidamente escondi Missha de seu campo de visão.

    O cara riu da cena. — Ha, um jogador não cuidaria de uma NPC… É tão estranho, no entanto. Por que você não quer me responder?

    O suor frio vinha escorrendo pelas minhas costas desde mais cedo. Se eu respondesse, ele descobriria que eu estava mentindo. Se eu não respondesse, isso também pareceria suspeito.

    Então decidi oferecer uma explicação de bárbaro, evitando completamente a pergunta. — Por que eu deveria fazer o que meu inimigo diz?

    — Oh, isso é verdade. — O cara assentiu, aparentemente aceitando minha lógica. Quando ele falou novamente, seu tom estava animado. — Mas você, realmente vai ser meu inimigo?

    “Ha, olha só esse olhar. É isso que as pessoas querem dizer quando dizem que alguém está sorrindo com a boca, mas não com os olhos?”

    — Se você não responder, eu vou matar aquela Gata Vermelha. — Em pouco tempo, ele me colocou em xeque-mate. Eu sabia que não era uma ameaça vazia assim que a ouvi.

    “Droga. O que eu devo fazer?”

    Minhas engrenagens estavam girando freneticamente, mas eu não conseguia encontrar uma boa resposta. Esse foi o momento…

    …Senhor Baekho Lee.

    — Hã?

    Vejo você mais tarde.

    Apesar do fato de que Hans estava sendo segurado pelo pescoço o tempo todo, apenas conseguindo mover os olhos, uma luz explodiu de seu corpo.


    — Ha, aquele filho da… — Baekho xingou e se levantou. Ele estava no meio de uma vasta fazenda com um aroma frutado refrescante. Não demorou muito para ele perceber onde tinha caído. Havia apenas um lugar na cidade que poderia ter uma fazenda assim — o Distrito Seis de Rafdonia, Árvore Gnomo. — Ugh, tão irritante. Agora aquele bastardo nunca sairá da Torre Mágica…

    Baekho prontamente admitiu para si mesmo que havia perdido o cara. Mesmo que corresse direto para lá agora, não encontraria mais nada. Ele havia julgado mal a situação. Estava cauteloso com o mago escapando usando Teleporte, por isso o segurou pelo pescoço para que ele não pudesse lançar um feitiço. Mas um Teleporte sem palavras, e nele ainda por cima?

    — Então, você não é um zé ninguém, hein?

    Ele se arrependeu de subestimar seu oponente, mas rapidamente deixou isso para trás. Já tinha acontecido. Ficar remoendo o passado não combinava com ele. Além disso, não era como se tivesse sido uma perda total. Ele havia confirmado que aquele bastardo era de fato o GM.

    “Tudo o que tenho é tempo, então só preciso correr um pouco mais.”

    Baekho coçou a cabeça e logo desviou sua atenção para outra coisa.

    — Não consegui uma resposta no final.

    Bjorn Yandel, o bárbaro que ele conheceu por acaso enquanto perseguia o GM…

    — …Bem, tanto faz.

    Baekho decidiu parar de se preocupar se aquele bárbaro era um jogador ou não. Não só era provável que ele não fosse um jogador, como o interesse de Baekho no bárbaro já havia esfriado completamente. Mesmo que ele fosse um jogador, Baekho não estava particularmente interessado. Bastardos que estavam satisfeitos vivendo neste mundo e se bajulando para NPCs não eram de nenhuma utilidade para seus planos.

    Ploft.

    Baekho se jogou de volta no chão descuidadamente. Usando a habilidade de 【Interferência Espacial】, ele pegou as uvas penduradas em uma árvore próxima e as flutuou até sua boca.

    — Uvas naturais são as melhores.

    Ar fresco, comida deliciosa, e o GM não sairia da Torre Mágica por um tempo…

    “Estou com muita preguiça para ir até Bifron.”

    Talvez não seja ruim ficar aqui por um tempo.


    Dois dias se passaram desde aquele incidente. A cerimônia de concessão de títulos, os assassinos, o GM e até Baekho Lee… Muita coisa aconteceu em apenas um dia, e os últimos dois dias foram gastos organizando tudo. Primeiro de tudo, os assassinos.

    Vamos levá-los para interrogatório.

    Os assassinos capturados foram escoltados para Mozlan. De acordo com o relatório que recebi do cavaleiro hoje, eles foram contratados por um cliente anônimo. Aparentemente, a bomba que matou três cavaleiros também foi fornecida por essa pessoa misteriosa.

    As ordens deles pareciam ser matá-lo e roubar a essência que você recebeu.

    Muitas coisas sobre essa explicação eram suspeitas. A essência? Tudo bem. A caixa contendo o tubo de ensaio era mais do que resistente o suficiente para sobreviver a uma explosão. Também era mais do que possível me matar e me pegar de surpresa.

    — Mas qual era o plano deles se eu a absorvesse antes disso?

    — Nós também não entendemos essa parte.

    Isso, sem mencionar a grande recompensa que o contratante colocou pela minha cabeça, significava que a essência era apenas uma desculpa. Caso contrário, não haveria razão para colocar um preço na minha cabeça, o que levou Mozlan a supor que o contratante era de Noark, pelo menos até ontem.

    …Então é provável que seja de um dos grandes clãs?

    Mozlan concluiu que o culpado por trás desse incidente era um dos grandes clãs. Aparentemente, Noark teria enviado lutadores mais confiáveis. Esse tipo de execução descuidada não era característico deles. Mais importante, os grandes clãs tinham mais do que motivos suficientes.

    Isso mesmo. Depois de prejudicá-lo, eles provavelmente planejaram culpar o palácio. Na verdade, várias dessas armadilhas foram descobertas em várias tabernas naquela mesma noite.

    Era uma explicação razoável, mas eu tinha dúvidas. Então, por que o Palhaço disse tudo aquilo durante a reunião? Foi porque ele ouviu sobre esse complô com antecedência?

    “Bem, ele apenas disse que haveria um assassino. Ele não disse que seriam de Noark…”

    Ele pode ter julgado que, como eles não haviam enviado os assassinos de qualquer maneira, não havia mal em nos dar um aviso.

    “…Ou pode ser que realmente não haja ninguém vindo atrás de mim.”

    Um sentimento de ressentimento me invadiu. Ha… por que eu tinha que viver com medo, mesmo na cidade? Enfim, chega de falar sobre o assassino.

    Para ir direto ao ponto, o GM não era Hans I.

    O Hans Ifreia que você conheceu naquele dia tinha que ser alguém disfarçado.

     Quando invadiram a casa dele, o verdadeiro Hans estava inconsciente. Só para garantir, também investigaram traços de mana, mas o verdadeiro Hans não tinha um pingo de talento mágico. Simplificando, alguém havia pegado sua identidade emprestada.

    Essa foi a parte decepcionante. Eu esperava que essa investigação pudesse ajudar a revelar a identidade do GM.

    “Ainda assim, não foi uma perda total.”

    Houve algumas consolações. Primeiro, soube que o GM suspeitava que eu era um jogador. Isso significava que eu pelo menos tinha algum tempo para me preparar.

    Como ele viu que eu não respondi; agora ele terá ainda mais suspeitas de mim. Ele provavelmente tomará uma atitude na próxima vez que a comunidade abrir.

    Felizmente, eu tinha um palpite sobre o que aconteceria, então criei uma maneira de lidar com isso. Enfim, para o próximo ponto positivo.

    “Baekho Lee.”

    Para começar, aquele cara era com certeza Baekho. O GM até o chamou assim no final.

    …Senhor Baekho Lee. Vejo você mais tarde.

    Isso foi dito através da magia, não pela voz dele, já que sua traqueia estava sendo esmagada na hora. Bem, não que a informação significasse muito.

    Ele… Desculpe. Não estou autorizado a dizer.

    Quando perguntei ao cavaleiro daquela vez quem era Baekho, essa foi a resposta que recebi. Acho que é por isso que a vida é uma questão de timing. Se Baekho não tivesse interrompido o cavaleiro naquela hora, tenho certeza de que ele teria me contado.

    “Ele com certeza é perigoso…”

    Mesmo que eu visse Baekho novamente algum dia, seria difícil ser tão amigável como costumávamos ser, não depois de saber que ele tinha duas personalidades completamente diferentes. Eu pensava que a sinceridade que ele me mostrava no fórum era seu verdadeiro eu, mas a disparidade era muito grande.

    “Ele era um verdadeiro delinquente…”

    Enfim, passei de Baekho para Missha. Na verdade, essa era a parte mais problemática e sufocante de toda essa situação.

    — Bjorrrn, não leve isso pelo lado errado e apenas me ouça, certo? V-Você não vai desaparecer do nada, c-certo…?

    Missha começou a observar ansiosamente todos os meus movimentos.

    Um pequeno gesto, um grande impacto!

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