Índice de Capítulo


    Tradutor: MrRody Revisor: SMCarvalho 』


    O melhor cenário teria sido o GM não suspeitar de mim até que eu conseguisse todas as informações que queria. Mas, como esperado, parecia que esconder isso até o fim não era viável.

    “Bem, agora não adianta chorar pelo leite derramado.”

    Afastei o pequeno desapontamento que ainda persistia. As informações que eu havia descoberto até agora faziam valer a pena usar a Quarta Forma, de qualquer maneira.

    “Eu não sei a qual escola ele pertence, mas ele tem vinte anos e é um sexto nível.”

    Além disso, o número de candidatos potenciais havia sido reduzido para dois. Não havia como Auril Gavis ter se encontrado com ele sem saber seu nome.

    “E, julgando por aquela reação… Esse não pode ser Zerkif Elmen Mackinder.”

    Aquela probabilidade de um terço que mencionei anteriormente acabara de se tornar cinquenta por cento. Isso era o máximo de informação que eu poderia descobrir enquanto mantinha minha identidade oculta. Bem, eu ainda não ia desistir, é claro.

    “Se eu investigar os outros dois candidatos, acho que posso encontrá-lo com base apenas nessa informação…”

    No entanto, não havia necessidade disso quando existia um caminho mais fácil. A razão pela qual eu estava disposto a buscar informações mais assertivamente do que o normal desde o início era porque eu tinha isso para me apoiar.

    — Diga-me. Quem é você? Como entrou aqui e por que fingiu ser ele? — O GM, que agora via através do meu disfarce, me pressionou forçosamente por respostas como se fosse algum tipo de chefão.

    “Que fofo.”

    Dei um sorriso de canto. Eu estava planejando revelar que era outra pessoa antes de ir embora de qualquer forma. — Auril Gavis.

    — …O quê? Esse é o nome do criador do jogo…

    — Esse é o nome do velho que você conheceu.

    Quando o interrompi, o GM franziu a testa. Ele me ouviu corretamente, mas parecia não entender nada do que eu estava dizendo.

    Como um jogador que se importava com novatos, ofereci gentilmente uma explicação. — Esse é o homem que os convocou a este mundo e que só pretende usá-los. Ele também não sente a menor culpa pelo que fez. Cuidado com ele.

    — Dizer algo assim enquanto esconde sua identidade…

    “Tanto faz.”

    — Cabe a você acreditar ou não. Eu só vim aqui para avisá-lo.

    — …Então por que você fingiu ser ele?

    — Eu queria saber que tipo de pessoa você era antes de lhe contar.

    Claro, eu não achava que o GM confiaria totalmente nisso. Eu não estava dizendo toda a verdade para começar, e o GM parecia estar me estudando de perto para descobrir quais eram minhas intenções.

    “O que importa é o quão plausível eu soava.”

    As pessoas eram tão sensíveis que, quando lhes diziam algo assim, não importava o quanto confiassem na pessoa em questão, começariam a ficar inquietas. Assim como, mesmo que fosse muito pequeno, você não podia deixar de se preocupar com uma rachadura na parede. Talvez, se, por acaso. Plantar essas palavras-chave na cabeça do GM era suficiente por agora.

    “Isso deve ser suficiente para criar uma cunha entre eles…”

    Havia inúmeras razões para se precaver contra Auril, mas decidi parar por ali. Em vez de continuar, achei que deixar sua imaginação correr solta seria mais eficaz.

    — …Você acha que vou ser influenciado por você?! — Claro, já que descobrir quem eu era era mais importante para este homem do que Auril Gavis no momento, o GM levantou a voz. — Se você não revelar sua identidade…

    Que piada.

    “Não é assim que se fazem perguntas, especialmente a alguém que parece mais forte que você.”

    Dei um passo à frente e rebati: — E se eu não revelar?

    Tendo sido interrompido, o GM tentou abrir a boca para dizer algo, mas nenhum som saiu. Ele apenas engasgou no ar.

    …Cough!

    【Estilo do Leão Terceira Forma: Desrespeito pelos Fracos】

    Quando dei mais um passo à frente, o GM começou a tremer, seus olhos se arregalaram tanto que pude ver o branco. Eu não percebi que sua espinha era tão frágil. — Você é patético.

    “Quando eu tinha sua idade, eu dominava a Távola Redonda, moleque.”

    Reduzi a intensidade da minha intenção assassina, já que ele não conseguiria entender o que eu estava dizendo nesse estado, e murmurei em voz baixa: — Aika Teratios. — Este era o nome do segundo candidato que Baekho mencionou.

    A reação do GM não foi o que eu esperava.

    ‘O que esse homem está falando? Ele está lançando um feitiço ou encantamento ou algo assim?’ Seus olhos cautelosos pareciam perguntar.

    “Bem. Não era esse também? Então só resta uma possibilidade…”

    — Yurven Havellion — continuei sem perder o ritmo. E parecia que Baekho não estava completamente errado, embora eu estivesse começando a duvidar.

    Sua reação foi visivelmente diferente de antes, pupilas dilatadas temporariamente, respiração mais superficial e músculos faciais tensos. Ele estava até tentando agir de forma casual e não desviar o olhar. Eu estava literalmente considerando a possibilidade de ele ser um mestre na cara de pôquer.

    — Então esse era seu nome. — Por um lado, fiquei feliz por finalmente descobrir o nome do GM, mas, por outro, me senti um pouco incomodado.

    “Em pensar que eu só teria sucesso na terceira tentativa.”

    Tanto um terço quanto cinquenta por cento eram probabilidades que valiam a pena, mas os fracassos sucessivos me deixaram inquieto. Afinal, parecia que um deles havia sido um vencedor. Bem, isso sempre acontecia comigo.

    — Yurven Havellion. — Mastiguei o nome do GM e lentamente retirei a intenção assassina.

    Quando o fiz, o GM, que estava congelado e incapaz de respirar, caiu de joelhos e começou a ofegar. Seus olhos estavam grudados em mim o tempo todo. — Q-Q-Quem é você…? — Seu olhar agora estava cheio de medo em vez de hostilidade, mas uma vez que a intenção assassina que constrangia seu corpo e mente desapareceu, parecia que ele conseguiu pensar racionalmente novamente.

    Flash!

    Uma luz explodiu atrás das minhas pálpebras, tingindo o mundo inteiro de branco. Isso era um fenômeno que eu havia experimentado inúmeras vezes, então não foi uma surpresa.

    — Nos vemos depois — chamei zombeteiramente.

    Usando sua autoridade como moderador, ele havia desligado o servidor.


    — Você está acordado?

    Quando abri os olhos, Amelia estava sentada ao lado da cama. Havia apenas uma razão para essa garota, que geralmente estava ocupada vagando pela cidade dia e noite, estar ao meu lado. Enquanto eu estava na comunidade, eu estava incapacitado. Ela achava possível que algo pudesse acontecer enquanto eu estivesse fora.

    “O que vai acontecer em menos de dez segundos?”

    Parecia que ela estava sendo um pouco superprotetora, mas eu também me sentia grato por isso.

    — Aqui. — Eu estava com sede e tentando pegar a garrafa de água que deixei no criado-mudo quando Amelia a pegou e me entregou.

    — Ah, obrigado.

    — Então, como foi?

    Depois de tomar um gole apenas para matar a sede, contei a ela o que aconteceu naquela noite. Amelia ouviu com óbvio interesse, mas não fez um grande alarde sobre isso. — Yurven Havellion. Quem diria que aquele mago eremita era um espírito maligno. A cidade ficaria de cabeça para baixo se isso fosse divulgado.

    — Mago eremita?

    — Você não sabe? Ele é famoso por se enclausurar na Torre Mágica e raramente passar tempo fora. A maior parte de sua reputação atual foi estabelecida durante seu tempo como aventureiro anos atrás.

    — Entendo.

    Essa era a primeira vez que eu ouvia que ele era uma pessoa caseira, mas graças a algumas pesquisas que eu havia feito sobre ele no passado, eu tinha algumas informações gerais sobre ele. Depois que uma explosão ocorreu na escola a que ele pertencia, ele fundou sua própria escola. Durante seus dias de aventureiro, ele usava principalmente feitiços de atributo vento. Em sua especialidade, o campo de fabricação de dispositivos mágicos, ele era incomparável.

    “Por isso seu apelido é Engenheiro Mágico.”

    De qualquer forma, foi assim que a história começou, e terminou com eu expressando alívio porque o Fragmento da Pedra dos Registros não foi ativado.

    — …Alívio?

    — Ah, no meio, comecei a pensar que essa poderia ser a tarefa que eu ainda tinha que completar nesta era. Se essa fosse minha tarefa final, eu não poderia esconder o equipamento e teria que voltar assim que acordasse.

    — Ah… isso é… v-verdade.

    — Hã? Amelia, o que foi?

    — Nada. Então, você encontrou um lugar para esconder o equipamento? — Amelia estava agindo de maneira estranha, mas não era algo que valesse a pena questionar. Além disso, esse assunto era mais importante de qualquer maneira.

    — Bem, não sei. Explorei muitos lugares, mas nenhum dos que verifiquei parecia seguro. Queria saber se você tinha algum conselho. — Depois de listar os lugares que visitei até agora, pedi a opinião de Amelia.

    — Certamente todos eles têm seus problemas.

    — A floresta na terra sagrada seria perfeita, mas estou nervoso com aquele xamã que anda por lá o tempo todo.

    — Então por que não deixar em um cofre de banco?

    — Cofre de banco?

    Essa era uma opção que eu nem havia considerado. Para usar o banco, eu teria que usar a identidade de Nivelles Enze. Não só havia a possibilidade de surgir um problema ao tentar recuperar os conteúdos como Bjorn Yandel, mas, mais importante, Nivelles Enze era uma identidade que seria expurgada no próximo ano por falta de pagamento de impostos. Simplificando, qualquer coisa depositada no cofre seria devolvida ao Tesouro Nacional.

    “Mas também não é como se eu pudesse pagar vinte anos de impostos adiantados.”

    Esse método tinha muitas armadilhas que o tornavam irrealista, por isso nem estava na minha lista.

    “Mas ela não teria sugerido isso sem saber de tudo isso…”

    — Explique em detalhes.

    Quando me endireitei, Amelia falou. — O Banco Alminus tem algo chamado cofre fixo não atribuído.

    — Nunca ouvi falar disso. — Esta não era uma política que existia no jogo. Isso significava que devia ser uma atualização adicionada nos últimos cento e cinquenta anos.

    — Faz sentido você não saber sobre isso. É uma política pouco conhecida até mesmo para aventureiros que frequentam o banco. — Depois, Amelia deu uma breve explicação sobre o cofre fixo não atribuído.

    “Resumindo, se eu pagar uma quantia, os itens serão armazenados por um período determinado sem que eu precise revelar minha identidade. Até eu retirar o item, basta eu lembrar a senha. Hmm, nada mal.”


    No dia seguinte, saí da pousada com Amelia pela primeira vez em um tempo para visitar o banco e confirmar se a política em questão tinha cláusulas prejudiciais ou motivos de preocupação que eu desconhecia.

    “Isso é ainda melhor que um Banco Suíço.”

    Decidi que isso era pelo menos mais seguro do que enterrar a arma no chão, então acabei colocando o Triturador de Demônios de Kraul no cofre pessoal anônimo. O período foi definido em generosos vinte e dois anos. Bem, a taxa não era brincadeira, levando tudo em consideração.

    — Não se preocupe, uma quantia dessas é mais do que viável.

    Como eu tinha recebido a bênção de Amelia, essa quantia irrisória não era grande coisa. Felizmente, parecia que as coisas tinham funcionado bem.

    — Uh, você encontrou dinheiro sobrando…?

    Amelia, que durante duas semanas tinha trabalhado dia e noite para ganhar dinheiro, de fato fez o capital prometido. Quando perguntei que tipo de bruxaria ela havia realizado, sua resposta foi esta: — Nada especial. Apenas vendi informações.

    Aproveitando seu privilégio como viajante do tempo, ela vendeu informações. Seus principais clientes eram aqueles interessados neste leilão. Parecia que ela vendeu informações sobre os nomes e cores das essências que seriam leiloadas em alguns dias.

    — Mas isso é estranho. Por que eles confiariam em você como fonte?

    — Ah, usei o nome do chefe do Centro Comercial.

    — Usou? Como assim?

    — Eu o segui vinte e quatro horas por dia para investigá-lo e encontrei algo para chantageá-lo. Então usei isso para ameaçá-lo.

    Parecia que o Centro Comercial tinha se esforçado bastante para manter o sigilo, porque nem mesmo o chefe do Centro Comercial sabia qual era a essência em questão. Claro, isso era apenas um problema menor para nós. O importante era fazer os clientes pensarem que essa era uma fonte interna confiável.

    — Quando os visitei como membro do escritório do chefe, ninguém questionou a autenticidade das informações. Provavelmente acharam que poderiam responsabilizá-lo se as informações estivessem incorretas.

    Ao ouvir tudo isso, não consegui esconder minha admiração. Esse era o tipo de habilidade que poderia tê-la tornado uma empresária bem-sucedida. Era esse o prestígio de um companheiro SSR?

    — Amelia…!

    — O-O q-que…? Não se agarre a mim!

    Como resultado, encontrar um lugar para guardar meu equipamento, vender o resto e encontrar o dinheiro para comprar a essência foram todos cuidados por Amelia.

    — Ufa, é hoje…

    O tempo passou e o dia do leilão chegou.

    Um pequeno gesto, um grande impacto!

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