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    Tradutor: MrRody 』 『 Revisores: Demisidi – Elteriel – Note 』


    Tap.

    Sentei-me novamente assim que terminei de dizer tudo o que tinha a dizer, e um momento de silêncio caiu sobre o salão de banquetes. Isso era natural. A intenção deste encontro era convencermos os outros de que éramos bons líderes. Era óbvio como minha declaração foi recebida.

    — Quer dizer que você é mais forte do que nós? — A pergunta veio do cavaleiro nobre, cuja insatisfação era claramente visível pela maneira como seu queixo se apertava.

    Eu sorri. — Você entendeu corretamente. — Decidi que não havia necessidade de negar. Não era como se eu tivesse dito algo errado.

    Apesar da minha resposta ousada, a mesa estava surpreendentemente quieta. O cavaleiro parecia querer responder, mas se conteve por causa do marquês ao seu lado.

    Swip.

    Olhei para o marquês e nos encontramos com os olhos. Surpreendentemente, o marquês me olhava com diversão em vez de desgosto pelas minhas ações.

    “Hmm, me pergunto como os outros estão se sentindo.”

    Quando olhei ao redor, vi diferentes emoções nos olhos que estavam em mim.

    — Espero que você tenha pelo menos metade da habilidade que tem de arrogância. Subordinados habilidosos são sempre bem-vindos. — Os olhos do cavaleiro nobre irradiavam hostilidade nascida da ofensa.

    — Haha, homens dessa idade são todos assim. Eu gosto disso porque é viril. — Contrário ao seu tom amigável, o olhar nos olhos da mulher anã sugeria que ela me achava patético.

    — Riehen Schuitz… Já ouvi falar de você. Ouvi dizer que você é o homem da Espírito de Sangue? — O vice-comandante do Clã Sawtooth, por outro lado, tinha olhos que pareciam determinados a me analisar, uma curiosidade profunda em seu olhar.

    Quanto a Jun, o paladino da Igreja de Heindel, ele me olhava com olhos surpreendentemente desprovidos de qualquer emoção.

    “O quê, nem valho a pena preocupar-se?”

    Não podia ter certeza, mas a atenção em mim se dispersou e todos começaram a estudar uns aos outros. Agora que as apresentações estavam feitas, era hora de tomar uma decisão. Quem seria o maior obstáculo no meu caminho para me tornar líder?

    — Este é um evento feliz, mas parece que as coisas ficaram tensas. Como todos se apresentaram, vamos comer. — O marquês interveio naquele momento para levantar o ânimo, e todos começaram a comer e conversar. Claro, as coisas não ficaram muito mais amigáveis.

    — Um de nós estará na posição de nos liderar. Como todos sabem, é uma posição de grande responsabilidade.

    A posição exigia que você assumisse a responsabilidade pela vida de trinta pessoas. No entanto, todos aqui também sabiam que assim que assumisse esse manto, você veria grandes recompensas. Quanto a mim, o marquês já prometera muito apoio.

    — Então, o que você quer dizer com isso, Sir Kaislan? Que não merecemos? — A mulher anã falou calmamente, deixando claro que não tinha intenção de desistir da posição.

    — Ahem, só queria ter certeza de que todos realmente entendem o que isso significa — disse o cavaleiro, parecendo quase descontente com a recusa dela. Parecia que ele a considerava sua maior concorrente.

    Aproveitando essa abertura, o vice-comandante aproveitou a oportunidade para sutilmente falar sobre sua carreira. — Haha, acho que sei o que você quer dizer. Também fui sobrecarregado por inúmeras responsabilidades e obrigações enquanto subia nas fileiras até minha posição atual.

    “Uau, que tipo de batalha de vontades é essa?”

    — Deixe-me perguntar diretamente e tirar isso do caminho. Sir Jun, você também está atrás dessa posição?

    — Não há nada tão fugaz quanto as emoções humanas. Tudo acontecerá conforme a vontade de Deus. — De certa forma, isso parecia que ele estava assumindo a posição de espectador em tudo isso. A expressão do cavaleiro se iluminou, até o paladino continuar. — Mas parece que, entre todos aqui, sou o que mais está alinhado com a vontade de Deus. — Isso foi uma maneira rebuscada de dizer que ele também participaria desta competição.

    Talvez porque soubesse que as três igrejas apoiavam o paladino, o cavaleiro parecia ainda mais preocupado. Parecia que ele também via o paladino como um jogador importante. — Entendo.

    “O quê? Por que não está me perguntando? Uau, machucando meus sentimentos.”

    Quando a batalha de vontades para se conhecerem chegou ao fim, o cavaleiro deu um firme e determinado aceno de cabeça e retomou o controle da conversa. — Muitos querem a posição, mas só há um assento. No final, teremos que decidir qual de nós é o mais qualificado.

    — Oh, isso soa como se você tivesse pensamentos sobre como deveríamos escolher.

    — Primeiro, por que não falamos sobre o que cada um de nós acredita que faz um comandante ideal? — Simplificando, ele queria que aprendêssemos mais sobre as personalidades uns dos outros.

    — Certo. Podemos fazer isso. — A mulher anã prontamente concordou com a sugestão do cavaleiro. O paladino e eu também não nos opusemos, e o processo correu bem.

    — Como fui eu que sugeri, irei primeiro. — Como sempre, o primeiro a falar foi o cavaleiro, que gostava de tomar a iniciativa. Como o soldado que era, ele declarou em voz alta — Um grupo não pode alcançar seu verdadeiro potencial se não puder trabalhar como um só. Acredito que a qualidade mais importante para um comandante é a liderança.

    — Isso é muito abstrato. O que exatamente você acha que liderança significa?

    — É o poder de criar e manter a disciplina. A partir daí, você cria controle. Uma unidade perfeitamente controlada não tem problemas em trabalhar em direção a um objetivo.

    Já podia imaginar esse cara como líder, rigidamente micro gerenciando cada detalhe para criar um grupo sem qualquer individualidade. O cavaleiro continuou a dar um longo e apaixonado discurso sobre o tipo de equipe que queria criar e quais eram seus pontos fortes.

    — Isso é tudo.

    Assim que a vez do cavaleiro terminou, a mulher anã tomou a palavra. — Obrigada pela explicação. Vou falar agora.

    Ao contrário do discurso do cavaleiro, que foi previsível, estava bastante interessado no que essa mulher tinha a dizer. Afinal, ela era uma aventureira de ponta. Eu me perguntava o que alguém como ela valorizaria mais.

    — Desde os tempos antigos, problemas dentro do labirinto foram resolvidos por aventureiros. Historicamente falando, a intervenção militar como a que vemos hoje era extremamente rara. Por quê?

    — Porque o palácio respeita os modos dos aventureiros.

    — Isso também pode ser o caso, mas acredito que a verdadeira razão era porque o palácio via isso como a solução mais eficaz. Qualquer coisa pode acontecer no labirinto. Eles precisavam de talento que pudesse lidar com todos os tipos de situações, e esse talento eram os aventureiros da cidade. Mobilizar centenas e milhares de tropas dentro do labirinto é um desafio logístico em primeiro lugar.

    — Então, Akurava, você está dizendo que o comandante ideal é um aventureiro?

    — Não é isso que quero dizer. Estou apenas dizendo que se precisamos de alguém para liderar dentro do labirinto, essa pessoa precisa ter conhecimento abundante e experiência no labirinto, além da capacidade de tomar decisões proativas.

    Muitas das qualidades que a mulher anã listou eram as que eu podia aceitar. Para ser honesto, achei que seria muito mais seguro trabalhar sob esta mulher do que sob aquele bastardo cavaleiro. No entanto, sua declaração não estava sem problemas.

    — Com licença, mas Sra. Akurava, você não tem experiência em liderar outros, tem? — Ela franziu a testa com as palavras do vice-comandante. Achei que ela nunca esperou que alguém que lhe mostrava respeito a colocasse em uma situação dessas. Mas mesmo enquanto ela o encarava, o vice-comandante terminou seu pensamento. — Tenho certeza de que outra pessoa estava encarregada de liderar sua antiga equipe.

    — …Eu tenho experiência em liderar uma equipe antes disso.

    — Entendo. Mas liderar um grupo e liderar trinta pessoas são coisas diferentes.

    “Uau, esse cara também não tem freios. Bem, seria estranho se preocupar com a moralidade de questionar a senioridade em um ambiente de negócios como este.”1

    — De qualquer forma, terminei de falar. Acho que você pode falar agora, Sr. Calla.

    — Bem, se você insiste. — O valor que Calla encarnava ao menosprezar a mulher anã era este. — Não importa o que aconteça, a coisa mais importante para um comandante é a informação. Você mesma disse, Sra. Akurava: o comandante precisa ser capaz de responder proativamente a qualquer situação.

    — Sim, e daí?

    — Com informações prévias, é possível evitar estar nessas situações por completo. E mesmo que você se encontre em uma crise, suas opções só aumentam quanto mais informações você tiver.

    Parecia que o objetivo principal do vice-comandante aqui era mantê-la sob controle porque ele continuava a encará-la enquanto falava. Isso a agitou?

    — Certamente você não está errado. Isso é, se você tiver tanto acesso a informações — a mulher anã respondeu, soando mais irritada do que o normal.

    O vice-comandante abriu a boca imediatamente, como se estivesse esperando que ela reagisse assim. — A Companhia Alminus e a Guilda de Aventureiros estão do meu lado. Claro, não poderei saber tudo o que está acontecendo com precisão perfeita, mas… parece que meus ouvidos estão mais atentos do que  todos nesta sala.

    A mulher anã não conseguiu dizer nada a isso. Se a Companhia Alminus e a Guilda de Aventureiros o apoiavam, ele seria capaz de coletar mais informações do que o próprio palácio quando se tratava do labirinto, embora pudesse estar em ligeira desvantagem em termos de informações ultrassecretas.

    — Isso é tudo para mim. Quem gostaria de ir a seguir?

    — Eu irei — disse Jun, o paladino, ao lado do vice-comandante. Ele então começou um longo discurso como um padre pregando para sua congregação. — Tudo começa com a fé, e isso não é diferente para um comandante. Uma fé forte e confiança criam uma coragem que não cederá a qualquer mal…

    “Uau, esse cara realmente fala muito.”

    — O mundo está cheio de provações. Alguns as superam, enquanto outros se frustram e perdem a fé. Mas você sabia? — Ao contrário de antes, seus olhos estavam cheios de paixão. Eu tive a impressão anteriormente de que ele era um cara frio como pedra. — Aqueles que superam essas provações são sempre aqueles que mantiveram sua fé. Apenas a fé pode unir estranhos, e apenas essa fé unida pode nos levar através das provações.

    “Hunf, mas repetir a mesma coisa várias vezes tem que ficar monótono…”

    Aaww…

    Quando soltei um bocejo involuntário, o paladino franziu os lábios e me olhou. — Parece que minha conversa sobre fé está te entediando.

    “O que, você achou que não estaria?”

    Quando lancei-lhe um olhar de ‘O que você esperava?’, o paladino franziu a testa. — Então, por que você não fala agora?

    Quando o paladino tentou passar a responsabilidade para mim, a pessoa ao meu lado se animou. — Sim, isso seria uma boa ideia.

    — Sim. Estou curioso.

    “Acho que os outros também estavam entediados com a palestra sobre fé.”

    — Riehen Schuitz, que tipo de pessoa você acha que o comandante precisa ser? — o vice-comandante me perguntou. Havia um tom sutil em sua voz, como se estivesse se dirigindo a um cidadão que poderia ser persuadido a votar nele no futuro, em vez de um colega candidato. E ele não era o único.

    — Mais cedo, parecia que você queria um comandante que pudesse liderar firmemente. — O cavaleiro sutilmente se promoveu.

    Quando o cavaleiro avançou, a mulher anã também se envolveu. — Um soldado pode querer isso, com certeza. Mas um aventureiro saberia o quão importantes são as coisas que mencionei.

    Era ridículo a ponto de ser hilário. Por que esperavam que eu concordasse com eles? Eu deixei claro anteriormente.

    — …Por que você está rindo?

    Isso era óbvio. — É engraçado que todos vocês estejam perdendo tempo tentando debater quem é o mais adequado. Quem vocês estão tentando convencer em primeiro lugar? — Enquanto os outros faziam seus discursos apaixonados, eu comia minha refeição com atenção e agora lambia o molho dos dedos. — Quando o vencedor pode simplesmente assumir o assento. — Coloquei o copo na mesa depois de esvaziar seu conteúdo.

    Boom.

    O som pesado ecoou pelo salão de banquetes, mas ninguém se moveu.

    — Ha… Eu sabia que ele seria assim.

    — Então, acho que o que você está procurando, Sr. Schuitz, é poder.

    Eles me olharam como se me vissem como um tanto patético. Ou eles não sabiam ler as pessoas ou simplesmente não tinham imaginação.

    — Agora vejo que você é apenas um tolo acreditando em suas próprias habilidades medíocres. Você acha que pode nos convencer assim?

    — Sim.

    — Tradicionalmente, a liderança não pode ser alcançada apenas com força e… o quê?

    — Por que eu não posso convencê-los? — Agora que estava cheio, estava na condição perfeita para fazer algum exercício. — Fechem as matracas e lutem comigo.

    Quando me levantei da cadeira, o cavaleiro do outro lado do meu olhar ficou surpreso. Ele parecia estar se perguntando se isso era permitido na frente do marquês.

    Acho que ele decidiu me confiar essa tarefa, porque o marquês ficou totalmente do meu lado. — Não tenho intenção de interferir no método que vocês escolherem.

    Eu dei de ombros. — Então ele disse.

    A mulher anã respondeu à minha atitude indiferente com um tom afiado. — Mesmo se você lutar com ele e vencer, não o aceitaremos como líder. Se alguém que só sabe provocar brigas acabar nessa posição…

    O que essa mulher estava dizendo? — O quê, você teria me aceitado se eu tivesse dito outra coisa? — Essa era a razão fundamental pela qual eu disse que o que esses caras estavam fazendo antes era uma perda de tempo. Olhei para cada um deles por sua vez e disse — Controle firme. Experiência e bom julgamento. Uma capacidade extensa de coletar informações. E confiança. — Estas eram as qualidades de um comandante que eles mencionaram. — Sim, essas coisas não são ruins.

    E eu realmente quis dizer isso, mas havia um problema muito sério aqui.

    — O fato é que podemos falar sobre isso o dia todo, mas quem aqui realmente aceitará outra pessoa como líder?

    Não havia como todos conseguirem o que queriam aqui chegando a um acordo, especialmente se o que estavam tentando vender eram palavras fantasiosas como essas.

    — Você está dizendo que é diferente, então?

    — Sim. — Poder era diferente. — Então, lute comigo.

    — Não seja tolo. Mesmo se você derrotá-lo…

    — Quem disse que eu quis dizer apenas ele?

    Eles não me aceitariam, eu sabia disso. Mas a vida como bárbaro me ensinou que se você alguma vez enfrentasse uma situação em que apenas o poder não era suficiente para fazer a outra parte ceder à sua vontade, isso só acontecia porque você não tinha o poder necessário para conseguir isso.

    — Todos vocês. — Olhando para os três homens e uma mulher que pareciam estar lutando para acompanhar minha lógica, sorri. — Todos vocês, ataquem-me de uma vez.

    Se estivermos falando de poder, não havia um único mago entre eles.

    1. Elteriel: Bjorn ponderar que Calla é desrespeitoso ao pressionar uma pessoa mais velha, classico respeito aos senpais, mas que também seria estranho não fazer isso em uma competição.[]
    Um pequeno gesto, um grande impacto!

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