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    Uma semana se passou, e o grupo de “concurseiros” chegou até a cidade de interior da prova, se disfarçando de turistas, na tentativa de pegar informações. Kura, sendo o mais experiente do grupo, começa a dizer para os outros:

    — Olha, eu já fiz isso antes! Para conseguir as informações daquele padreco, precisamos falar com a população local

    O velho do grupo, escutando a dica do rapaz dos raios, logo tentou desmerecer aquela dica, perguntando:

    — Ah, é? E como você sugere que façamos isso?!

    Ouvindo a provocação, um suspiro escapou da boca do homem-raio. Assim, o adolescente colocou a mão no seu bolso direito, começando a mexer no mesmo enquanto diz:

    — Bem, antes de sairmos para essa missão, eu peguei algumas dessas belezuras em casa! Usei elas, da primeira vez que lidei com velhotes da igreja!

    Todos ficaram curiosos com aquela afirmação, esperando para ver o item que sairia do bolso do mais experiente. Assim, Kura tirou do seu bolso quatro máscaras de pano preto do seu bolso, entregando uma para cada um e colocando a sua no rosto, dizendo:

    — Agora, precisamos apenas de uma venda de churrasquinho, e vamo dar de dez a zero neles!

    O trio seguiu a ideia do manipulador de correntes elétricas, por mais que não entendessem a razão específica do churrasquinho. O quarteto seguiu até uma barraca próxima, onde agilmente o Kura se colocou na frente do balcão, falando para o churrasqueiro:

    — Ei, meu patrão! Me vê uns 8 espetinhos de carne e 8 de queijo… tem quais refrigerantes aí?!

    O senhor responsável pelas carnes, logo se virou para o garoto, abrindo um isopor com gelo e dizendo para ele:

    — Aqui tem guaraná em garrafa de vidro, do zero e do normal, também tem refrigerante de cola do zero e do normal, na garrafa de vidro!

    O garoto responsável pelo pedido, olhou para seus companheiros, como quem perguntasse qual refrigerante cada um iria querer. A única a responder foi Sami, que apontou para o guaraná zero:

    — Bem, vou querer dois guaraná zero! Cês tão aceitando Pix, ou só dinheiro físico?

    O senhor das carnes, enquanto movia duas caixas com mais de quinhentos quilos de carne, respondeu para aquele jovem cliente:

    — Tanto faz! Estamos bem modernos, sabe?

    Logo, o senhorzinho entregou o pedido do grupo, e logo em seguida recebeu o pagamento por parte do garoto. O Kura, enquanto comia um dos espetos de carne, começou a falar para o velhinho:

    — Ei, você sabe dizer se tem alguma igreja por aqui? Sou bem religioso, sabe? Não quero perder o ritmo!!

    O idoso ficou curioso ao ouvir aquilo, já que o rapaz não parecia ser a pessoa mais religiosa do mundo. Mas, movendo seus olhos como quem diz “ah, tanto faz”, o idoso começou a dizer para aquele cliente de fora:

    — Bem, pelo seu sotaque, você visivelmente não é daqui do interior! Bem, temos uma igreja, sim! O atual Bispo dela é alguém bem controverso, mas que parece estar pagando pelos seus pecados

    Aquela frase chamou a atenção de Giovanni, que prontamente questionou o vendedor de comida:

    — Hum? Por que ele é controverso?

    Colocando algumas carnes na grelha, aquele idoso começou a responder o grupo:

    — É que três anos atrás, ele trabalhava na igreja de outra cidade aqui perto, a do bispo Uzai! Acho que conhecem a história, aquele bispo que só manipulava os fiéis, para fazer uma revolução!

    Virando a carne enquanto fala, o idoso pegou um pano do seu ombro, limpando o suor da sua testa e falando:

    — Bem, acabou que alguém deu cabo dele e em quase todo o clérigo da igreja! Só restou o bispo Kineties! Ele parece arrependido do que fez, mas eu mantenho o pé atrás com relação a esse bispo

    Todos ouviram a história com atenção, conseguindo compreender que o responsável por exterminar o grupo de religiosos, teria sido o Kura junto do seu irmão mais novo. Terminando de comer, eles se despediram do velho, andando em direção a um beco, onde Onder começou a alfinetar o adolescente:

    — Bem, só estamos aqui agora, por você deixar um membro daquele clérigo escapar!

    Irritado com aquela pegação no seu pé, o garoto elétrico retrucou:

    — Ei, isso não foi culpa minha! Quem lidou com os outros membros daquela igreja, foi o Arold!! Eu só foquei em matar o Uzai!

    Antes da briga ter qualquer continuação, os outros membros do quarteto conseguiram apartar a confusão. Com o sangue mais frio, Kura logo respondeu:

    — Bem, ao cair da noite, nós vamos na direção da igreja! Vamos matar ele dormindo, antes que possa gerar caos pela cidade!

    Nas sombras, apenas observando a conclusão do plano daquela equipe, o mercenário contratado estava analisando os mesmos, pensando enquanto sorri:

    “Esse trabalho vai ser incrível!”

    Ao cair da noite, por volta das vinte e três horas, o quarteto chegou na porta dos fundos daquele templo religioso, onde ao chegar ali, o manipulador de raios começou a usar seus poderes elétricos, para que assim ele consiga saber quantas pessoas tem dentro daquela igreja. Porém, ao fazer isso, algo chamou a atenção do manipulador de raios:

    — Ei… o lugar está vazio! Ou melhor… foi evacuado há pouco tempo!

    Ele começou a focar em uma habilidade recém adquirida durante os anos de treinamento, o uso da arte marcial da natureza ensinada por Stold. Combinando sua capacidade marcial com seus poderes de nascença, o protagonista dos raios conseguiu localizar o caminho feito pelos membros da igreja, sabendo exatamente onde eles estavam indo. Mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, uma outra presença estranha entrou em seu radar, fazendo com que o rapaz tivesse de empurrar o velho para fora do ataque daquele inimigo misterioso, recebendo o mesmo diretamente no peito.

    — Merda!

    Falou o Kura, enquanto sangue escapava pela sua boca. Observando aquele oponente de perto, o garoto apenas estendeu sua mão direita na direção do mesmo, atirando um raio a queima roupa contra aquele inimigo. Observando isso, o mercenário abandonou sua espada, desviando com facilidade do raio e se pondo no topo da igreja. Olhando para o alto, Giovanni perguntou:

    — Quem é você, miserável?!

    Aquele praticamente assassino de aluguel, sorriu ao ver o desespero nos olhos de Giovanni, logo dizendo:

    — Ei, não se pergunta o nome de alguém, antes de dizer o seu! Por mais que eu já saiba o nome de cada um aqui!

    O homem com mais de dois metros de altura, logo retirou um animal estranho de seu bolso, apertando o mesmo e fazendo a criatura crescer de tamanho. O inseto de poucos centímetros, agora tinha por volta dos seus um metro e trinta de tamanho, e abrindo forçadamente a boca do mesmo, o vendedor de serviços retirou uma espada especial lá de dentro. Com isso feito, ele começou a falar:

    — Meu nome é Upahan! Sou um ex-militar e atual mercenário. O bispo dessa igreja, me contratou para dois serviços. Um que paga menos, que envolve garantir que ninguém capture ou mate ele, para garantir que os planos dele vão dar certo. E, o que paga mais…

    Girando aquela lâmina em sua mão direita, Upahan aponta a mesma na direção do protagonista dos raios, terminando seu monólogo:

    — O de te levar quase morto para aquele velho, só para ele extrair o espírito bestial de você!

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