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    Ainda na frente da igreja, o adolescente dos raios se encontrava caído no chão, basicamente morto. Em sua mente, o cão elétrico começou a falar, como se estivesse divagando:

    “Tsc, você deveria ter lutado a sério, pirralho! Vou te devolver sua consciência por alguns momentos, e você vai se virar com esse ferimento!”

    Ao dizer isso, a criatura deu um estalar de dedos, fazendo com que o rapaz dos raios tivesse um espasmo na vida real.

    Voltando para a situação tensa, entre aquele trio e o mercenário contratado. Giovanni começou a encarar atentamente o corpo daquele inimigo, notando uma grande marca no canto direito do seu corpo, afirmando para ele:

    — Essa ‘tatuagem’ no seu corpo, é na realidade uma marca de nulificação de poderes, usada em pessoas que cometeram crimes hediondos, não é?

    Upahan escutou aquilo, fechando seu rosto por alguns momentos, até tomar a decisão de forçar um sorriso sádico em sua cara, enquanto fala:

    — Sim, isso mesmo! Eu esfolei a pele de uns 8 caras já faz uns cinco anos. Inclusive, isso me tirou o cargo militar! Coisas da vida, sabe?

    Giovanni ficou enojado ao ouvir aquilo, começando a carregar sua antimatéria, enquanto fala:

    — E você ainda fala com essa trivialidade? Realmente, não tem jeito! Eu vou ter que te matar!

    Quando terminou de dizer isso, o manipulador de matéria negativa criou dois dragões feitos daquele material, o lançando na direção daquele mercenário. Vendo o ataque chegando, Upahan facilmente desviou do ataque, aparecendo em uma distância absurdamente curta do aspirante a militar, no lado direito do mesmo. Já ali, o contratado fala para o jovem:

    — Sabe, ao invés de avisar que quer me matar, você deveria ter matado logo!

    O homem se preparou para esfaquear o aspirante a miliciano, mas na hora que iria dar o ataque, o chão abaixo deles simplesmente foi completamente destruído. Uma pequena explosão aconteceu, gerando um leve deslizamento de terra, por onde os dois começaram a cair. Em queda, o mercenário afirmou:

    — Acha que isso vai me derrotar, é?!

    Upahan tentou acertar um soco contra seu jovem oponente, oponente esse que ao perceber a preparação do ataque, rapidamente saiu da direção do mesmo, conseguindo desviar do golpe. Giovanni, logo usou a antimatéria contra o solo em queda, levantando uma nuvem de poeira no ar. Através dessa nuvem o rapaz foi capaz de se locomover, se botando nas costas daquele contratado pela igreja, pensando:

    “Certo, vou matar ele agora! Haka-”

    Quando estava preparando seu golpe nomeado, o jovem logo foi acertado por dois cortes no peito, golpes esses que formaram um X e uma grande abertura no mesmo. Upahan sorriu com aquilo, logo dizendo:

    — Sabe, quando não se pode usar seus poderes, você desenvolve os outros instintos!

    Ao terminar de dizer isso, o mercenário acertou um forte chute contra a cabeça de Giovanni, golpe que lançou o garoto no chão tendo várias convulsões. Se aproximando daquele oponente caído, o ex-militar afirmou:

    — Tá vivo ainda, é? Bem, não dá pra julgar, eu estava sem apoio nenhum para te matar com o chute! Mas, agora tu tá fudido!

    O mercenário se aproximou do rapaz caído, pegando uma de suas lâminas e a posicionando em cima do crânio daquele adolescente, continuando a dizer:

    — Vai virar espeto, moleque!

    Logo, quando o ex-militar iria atravessar a cabeça do garoto com a lâmina, seu corpo foi subitamente imobilizado, travando todo e qualquer movimento. De um dos cantos daquela área destruída pelo deslizamento, Onder estava encostando o chão com as mãos, enquanto dizia:

    — O mestre mandou, que tudo em uma área de vinte metros, fique completamente estático!

    Upahan ficou parado, escutando aquilo atentamente e entendendo a situação. Logo, ele começou a rir daquilo tudo, falando:

    — Olha, adiou a morte dele mais um pouco! Mas, não o bastante!

    Ao dizer isso, o criminoso começou a jorrar sua aura de determinação para fora do seu corpo, conseguindo assim quebrar o efeito da habilidade daquele oponente. Coberto por aquela energia, o mercenário começou a explicar:

    — Essa tatuagem, me impede de usar meus poderes especiais, mas ela apenas diminui a força da minha aura padrão. Ou seja, eu ainda posso usar a aura, mas ela é cerca de setenta por cento mais fraca que o meu normal!

    Jogando a lâmina de um lado para o outro, o mercenário demonstrou estar completamente livre do efeito dos poderes do idoso, logo completando a explicação:

    — Mas, mesmo só tendo trinta por cento de poder de aura, foi mais que o suficiente para eu quebrar sua habilidade, só de igualar minha frequência com a do seu poder! Agora… morra, pivete!

    Ao dizer isso, o mercenário sem poderes rapidamente lançou sua arma branca na direção de onde estava a cabeça de Giovanni. Mas, quebrando sua expectativa, o corpo daquele adolescente não estava mais ali, surpreendendo o mercenário:

    — A distância de cinquenta metros, entre eu e Giovanni, será diminuída em cem vezes!

    Sami dizia aquilo, esticando com dificuldade seu braço na direção do rapaz nocauteado, o puxando para perto e garantindo assim a sua segurança. Upahan se chocou ao ver aquela garota, falando para ela:

    — Mas, eu atirei na sua cabeça! Como você está viva?!

    Com um sorriso em seu rosto, a garota tentou se levantar com bastante dificuldade, enquanto respondia as dúvidas daquele mercenário:

    — Sim, você acertou minha cabeça! Mas… até eu perder toda a minha consciência, levaria um segundo! E foi nesse instante… que eu usei meus poderes no tempo ínfimo de consciência que ainda me restava, o aumentando de um segundo para cem!

    A garota apresentava uma visível dificuldade para falar e se levantar, mas ainda estava no combate. Se apoiando em uma árvore, ela conseguiu ficar completamente em pé, terminando sua frase:

    — Em cem segundos, é tempo o bastante para eu ajudar a te derrotar, e ainda procurar ajuda médica na cidade!!

    O homem de dois metros de altura, escutou aquilo impressionado com a determinação daquela garota. Logo, risadas escaparam pela sua boca, enquanto ele fala:

    — Certo, certo! Eu admito! Subestimei a sua vontade de lutar e ser útil na batalha, você é uma garota promissora!

    Logo, o homem se abaixou enquanto movia sua lâmina, indicando que iria avançar em um ataque certeiro, afirmando enquanto fazia isso:

    — Mas, negócios, são negócios!

    Uma explosão no solo aconteceu, indicando o avançar poderoso e rápido daquele mercenário. Entretanto, antes de ele conseguir acertar o seu ataque, o corpo daquele homem ficou completamente estático no ar. Em certa distância, Onder afirmou:

    — O mestre mandou o ar ficar completamente paralisado!

    De dentro da esfera de ar sólido, o mercenário rapidamente usou de sua força incrível para destruir a mesma, se libertando da prisão. Quando ele fez isso com a esfera, acabou por ficar com sua guarda totalmente aberta, permitindo que a garota em sua frente encostasse aparentemente no nada enquanto fala:

    — A luminosidade da luz, será aumentada cem vezes!!

    Logo, uma grande luz surgiu perante os dois, com a efetuadora do poder sendo a única a fechar os olhos antes de tal ato acontecer. O mercenário gigante ficou temporariamente com a visão afetada, gritando de dor enquanto andava cambaleando para trás. Percebendo isso, o velho da equipe do Kura avançou na direção do mercenário, na tentativa de encostar a mão no mesmo. Porém, os ouvidos aguçados do mercenário ouviram aquela rapidamente aproximação, abrindo brecha para que ele se desviasse acertando uma cotovelada nas costas do idoso, fazendo-o cair com tudo no chão.

    — Tsc, vocês são chatos!

    Afirmou Upahan, recuperando parcialmente sua visão, onde ele rapidamente pegou um pote do seu bolso, molhando vários projéteis de sua arma com o líquido dentro dele. Então, sem dar muito tempo para aqueles dois feridos reagirem, o mercenário acertou um tiro em cada um, mirando a coluna do idoso e a região do estômago da mulher. Logo, o mercenário falou:

    — Isso, é o veneno dos escorpiões da antiga e destruída nação prisão! Vocês vão morrer agora, graças ao veneno!

    Upahan foi abaixando a guarda, enquanto a garota Sami começou a cair com a cabeça nos seus pés e Onder ficavam sem nenhum movimento no chão. O homem começou a respirar depois daquele combate, se sentindo completamente vitorioso.

    — Certo, acabou! Posso voltar lá e levar o Kura-

    Enquanto ele falava, algo agarrou o seu pé direito com muita força. Quando abaixou sua cabeça para ver a origem daquele agarrão, o mercenário percebeu que se tratava de Sami, que rapidamente gritou:

    — SEUS OSSOS, VÃO PESAR CEM VEZES MAIS!

    Logo, o corpo inteiro do ex soldado ficou mais pesado, fazendo os pés do mesmo afundarem no solo. Aquilo surpreendeu o contratado, que gritou:

    — COMO VOCÊ ESTÁ VIVA?!

    No chão, Onder deu um pequeno sorriso de canto de rosto, afirmando:

    — É por que… o mestre mandou… o veneno parar de fazer feito!

    Aquilo levou Upahan ao limite da raiva, fazendo o guerreiro do clérigo pegar sua espada com extrema dificuldade, a mirando contra o velho e afirmando:

    — Então, basta que eu mate você, e essa vadia vai morrer para o efeito do veneno!

    O golpe com a arma branca foi lançado, mirando a nuca daquele idoso. Porém, novamente, o golpe do mercenário acertou apenas o chão. Em uma distância de pelo menos quarenta metros dali, o Kura aparecia em pé, carregando Sami e Onde, respectivamente com a mulher nos braços e o velho nos ombros. O adolescente, logo falou:

    — Dormi demais? Aqui tá uma bagunça!!

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