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    Após os acontecimentos com aquele fora da lei, Maria continuou andando junto do seu parceiro, enquanto fala:

    — Sabe, sua mãe parece ter sido alguém legal! Desculpe por ter sido grosseira antes, é que ainda tenho certos preconceitos do passado.

    Os dois começaram a entrar por uma rua estranha, conhecida pelos crimes de tráfico e bocas de fundo. Khayal se manteve em silêncio por um tempo, até que Finalmente começou a responder a sua parceira de equipe:

    — É, ela era! Sabe, desde que mataram minha mãe, minha vida foi difícil e me meti em alguns assuntos pesados fora daqui. Mas, acabei sendo acolhido por Buraji! Então, sou grato!

    Aquilo chamou a atenção da imortal, que respondeu, tendo uma conversa rápida com seu amigo:

    — É, em que você se meteu?

    — Com uma máfia terrorista, na qual eles planejavam golpes de estado em pequenos países pelo mundo, os destruindo e ganhando bilhões em cima disso. Um esquema de merda, que fodia várias pessoas!

    — E se você sabia disso, por qual razão se uniu a eles?

    Aquela pergunta, fez o rapaz da imaginação ter alguns flashbacks ligados ao grupo, ficando visivelmente irritado ao se lembrar daqueles malditos, respondendo para a Maria:

    — Sabe, prefiro não falar sobre isso!

    Dentro daquela rua, a dupla encontrou o dono de uma boca de fumo, criminoso esse que estava acabando de realizar uma negociação com um estudante da faculdade próxima daquele lugar. De surpresa, Khayal chegou criando seu domo, imaginando correntes em volta do corpo daquele fora da lei. Chegando perto, o rapaz fala:

    — Vaza daqui, seu merda! Ou eu vou matar esse cara, e o sangue dele vai estar nas suas mãos, e nos outros vermes que financiam isso!

    O estudante se assustou com a chegada surpresa daquele militar, correndo para longe enquanto carregava seu dinheiro e as drogas. Irritado por ter perdido sua negociação, o fora da lei do rosto tatuado, grita:

    — ORA, EU VOU LHE MATAR, PORRA-

    Ao virar sua cabeça na direção do militar, a única coisa que o traficante conseguiu ver foi a saída do cano de uma arma, apontada diretamente para o meio da sua cabeça. Khayal, em um tom de voz sinistro e agressivo, responde:

    — Seguinte, dá pra ver que tu vive neste lugar, e essa tatuagem na sua cara não deixa mentir! Vamos fazer assim, tu vai me contar tudo sobre teus chefes, e em troca eu não explodi os seus miolos, e sua mãe não tem que te enterrar de caixão fechado!

    De longe, no topo de um prédio de pelo menos quatro andares, Upahan estava observando aqueles dois. Ao ver a cena, o mercenário colocou uma máscara em seu rosto, afirmando:

    — Hora do show!

    A dupla de militares, estava ali, ficando seus esforços em tirar informações daquele traficante. Khayal estava dando coronhadas naquele criminoso, até que Maria decidiu pegar uma de suas e a colocar embaixo do queixo daquele bandido:

    — Vai, fala logo tudo que tu sabe, verme!

    Falou a mulher, encarando aquele criminoso com bastante nojo e desdém. O criativo estava apenas olhando em volta, e ao longe, reparou uma luz refletindo do topo de um prédio próximo dali. O companheiro de Sahaba, ficou sem entender direito a razão daquela luz, até ver uma segunda fonte luminosa aparecer, com a fonte da mesma sendo uma explosão de pólvora. O militar experiente rapidamente percebeu do que se tratava, chutando sua parceira e gritando:

    — SAÍ DAÍ, PORRA!

    A garota foi arremessada para longe com aquele chute, e antes que a mesma pudesse sequer reclamar com seu aliado, rapidamente um projétil atingiu o solo, fazendo um buraco no mesmo. Khayal entendeu a situação, mantendo sua redoma ativada e ficando atento a sua volta. Entretanto, antes de qualquer pensamento, uma voz falou nas costas do militar:

    — Eu sabia que você ia focar sua atenção no tiro, e isso ia me permitir chegar aqui super tranquilo!

    Ao se virar para trás, na tentativa de ver quem era aquele inimigo, acabou por dar a chance do garoto ver apenas uma arma branca voando na direção de seu pescoço. Instintivamente, o garoto-imaginação colocou seus dois braços na frente daquele ataque, conseguindo não só bloquear parcialmente, como desviar o ataque, fazendo-o atravessar de raspão parte de seu punho direito e pescoço. Então, o mercenário falou:

    — Pensou rápido, garoto! Pena que isso não te salvou por completo, né?

    Antes do rapaz de poder extremamente forte, tivesse qualquer chance de reagir ou pensar naquela situação, o mercenário acaba por efetuar um corte que termina de arrancar a mão do garoto fora, não apenas isso, mas o ataque ainda rasga do pescoço até o  ombro do rapaz, deixando uma ferida gigantesca aberta. Khayal cambaleou levemente após ser cortado, isso antes de ser acertado por um forte chute lateral em suas costelas, sofrendo danos imensos na mesma e sendo jogado contra uma parede, destruindo a mesma no processo.
    Upahan, vendo que seu caminho estava aparentemente livre, logo se virou para a jovem imortal e falou:

    — Olha, seu chefe morreu, e o outro otário que estava aqui desapareceu! Para a minha sorte, não vão ter testemunhas do seu sequestro!

    A garota estava em choque com tudo aquilo, mas ao invés de se assustar e fugir, ela se armou, falando para o desconhecido:

    — Ah, é?! Tenta a sorte então, seu fudido!

    O homem contratado para aquele serviço, escutando as falas da moça, pegou sua arma de fogo e apontou para a mesma, enquanto fala:

    — Sabe, tô espionando vocês dois a dias! E no que eu vi, você não é tão mais rápida que um tiro! Diferente do seu amigo ali, que vê essas coisas praticamente estáticas no ar, de tão lentas!

    A imortal escutou aquilo com atenção, se mantendo com a guarda alta, respondendo aquela provocação do oponente:

    — Tá, mas e daí? Isso só quer dizer, que eu posso me desviar desse seu tiro, só que com dificuldade!

    Upahan riu daquilo, mostrando parecer ter achado aquilo o auge da comédia para ele. No meio do barulho cômico, o mercenário lançou uma pequena faca na direção do pescoço da mulher, em uma velocidade relativamente alta. A moça inimiga da morte percebeu o ataque, pondo uma de suas espadas na frente do seu pescoço, bloqueando a faca e tendo sua arma totalmente cortada ao meio. Antes da garota ter a chance de falar ou pensar em alguma outra coisa, um projétil atingiu e perfurou a lateral direita do seu corpo, onde sangue jorrou da região. Isso revela algo importante, de que a faca não passava de uma distração, para a garota perder foco na arma que estava na mão do mercenário, e focar exclusivamente na faca.

    — Viu? Velocidade não é tudo, se você não prestar atenção, tudo é um ataque surpresa!

    A garota começou a vomitar sangue de sua boca, cambaleando para trás lentamente. A imortal, ainda tentou se ficar no chão, para retornar a sua base de combate e tentar revidar aquele ataque, mas antes de qualquer atitude por parte da moça, uma tontura e náusea toma conta de sua mente, fazendo-a cair de joelhos enquanto fala:

    — Mas, que merda?

    Perguntou ela, enquanto ia de pouco em pouco, começava a cair no chão e se deitar, como se um sono pesado tomasse conta de sua mente. Upahan, percebendo a confusão da moça, começou a explicar:

    — Veneno dos escorpiões da nação prisão, garota! Sabe, uma dose ínfima deles já é absolutamente mortal. Mas, quando ministrada em quantias quase que nulas, o efeito se torna apenas um boa noite cinderela

    A garota finalmente sucumbiu para aquela substância, entrando em uma espécie de coma após poucos instantes de exposição ao líquido. O mercenário de dois metros se aproximou, colocando a garota no seu ombro direito enquanto fala:

    — Missão cumprida!

    Antes do homem conseguir ir embora, um domo tomou conta do local, coisa que assustou o contratado pelos criminosos. Olhando para trás, Upahan poderia ver um ferido Khayal se levantando, com aquele rapaz militar gritando:

    — EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ IR EMBORA!

    Percebendo a hostilidade por parte do garoto miliciano, o mercenário rapidamente teve de tomar uma ação defensiva quanto aquilo. Por não sabe, de qual forma viria o ataque contra si, a reação defensiva do contratado foi de jorrar toda a aura possível para fora do seu corpo, se mantendo atento e encarando aquele jovem inimigo. Khayal, por sua vez, imaginou que o corpo de Upahan seria instantaneamente transformado em pó, igual ao bandido morto mais cedo. O ataque foi realizado, mas graças a aura de determinação do mercenário, o ataque acabou sendo falho. A energia que saia do corpo do homem de dois metros, se reduziu de uma grande cachoeira, para apenas uma pequena torneira cujo o cano retira pouca água, indicando o poder do ataque feito por aquele militar.

    “Merda! Se eu ficar aqui, o próximo golpe com toda certeza vai me matar!”

    Upahan encarou o rosto do loiro de criatividade elevada, deixando visível a sua intenção ofensiva e até mesmo o seu receio. Antes da luta continuar, o mercenário jogou bombas de fumaça no chão, levantando uma grande cortina de fumaça antes que o loiro pudesse pensar em qualquer coisa. Quando aquele golpe se dissipou, o homem-imaginação notou o sumiço do seu oponente, caindo de joelhos no chão, ofegante enquanto pensa:

    “Merda! Eu perdi, mas…”

    Abrindo sua mão restante, o rapaz revelou ter transformado aquele traficante de antes em uma espécie de bilhete, enquanto termina seu pensamento:

    “Nem tudo! Eu vou falar com a Krafitg, e ir atrás da Maria!”



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