Capítulo 183: Durante esses três anos, parte 6
Algum tempo se passou depois dos acontecimentos daquela ronda, com a garota com poderes de aversão a morte estando em um sono profundo na frente daqueles criminosos. Entretanto, a jovem finalmente acordou, não enxergando absolutamente nada, e gritando em desespero e medo:
— EI, QUE PORRA É ESSA?!
Rapidamente ela tentou se movimentar, mas não conseguiu mover um músculo sequer, pois já tinha sido amarrada anteriormente por aqueles criminosos. O chefe do tráfico, ao ouvir o escândalo feito pela garota, acenou com a cabeça para um dos seus subordinados, o ordenando a tirar o saco da cabeça da garota. Quando finalmente teve sua visão devolvida com a retirada daquele saco de batatas, a garota respirou ofegante, enquanto fala:
— Quem porra são vocês?!
Ao afirmar isso, Maria se colocou a olhar mais calmamente para o rosto daqueles presentes no lugar, notando a tatuagem de lagarto no rosto deles, finalmente matando a charada:
— Ei, vocês são do grupo que o Khayal me falou!!
Escutando aquilo, o chefe daquele grupo de tráfico de drogas soltou um sorriso no canto do seu rosto, afirmando:
— Ah, que ótimo! Então você já nos conhece, isso facilita muito as coisas para mim!
O homem da cara tatuada se abaixou na frente da garota, ficando em uma espécie de cócoras sem os calcanhares colados no solo. Isso revela melhor o rosto do homem, com uma pele mais escura e um cabelo Black Power extremamente chamativo. Logo, ele fala:
— Seguinte, minha chegada! Fiquei sabendo através do meu contratado, que tu tem um poder que envolve morrer e tal. Meu grupo é de conhecimento mundial e tem contrato com um povo grande, tá ligado? Mas, tem uns invejosos que tão querendo minha cabeça, sabe como é?
Passando a mão no rosto da garota, aquele criminoso sorriu, terminando de falar:
— Mas, se tu aceitar trabalhar como meu escudo humano, morrendo no meu lugar toda vez e acabando com meus inimigos, eu prometo te dar uma vida de luxo!
Ouvindo toda aquele monólogo do vilão, a garota apenas levantou sua sobrancelha direita, enquanto fala:
— E se eu não aceitar, seu merda?
Ouvindo aquela afronta, o homem de cabelos irados deu uma risada, como se estivesse achando graça de tudo aquilo. Mas, antes de responder a garota, a mão daquele criminoso encontrou a face da mesma, dando um tapa extremamente pesado e forte contra a cara branca da mesma, tirando sangue enquanto o traficante chefe responde:
— Então eu vou te matar, porra!
O sangue escorre através da boca daquela moça, com a mesma escutando a ameaça por parte do bandido, dando algumas risadas de tom irônico e respondendo:
— Ué? Você sabe do meu poder, e mesmo assim me ameaça de morte? Manda ver então, me mata e vai pro inferno sozinho, logo!
Ouvindo aquilo, o criminoso apenas olhou no rosto da garota, pegando a lateral da camisa dela e então rasgando, afirmando para a mesma:
— Olha aqui direito, sua rapariga! Tem uma marcação de anulação de poderes, tu tá totalmente indefesa!
Ao ver a marca, a garota imortal se assustou um pouco, ficando visivelmente mais pálida que o comum. Entretanto, mesmo assustada, ela respondeu para aquele bandido, com ambos tendo uma conversa rápida:
— Tá, mas e daí? Quando quem tá marcado morre, ou o usuário morre, a marca some! E quando ela sumir, meu poder vai se ativar igual!
— Sim, realmente! Isso, se estivéssemos falando de uma situação normal. Porém, essa marca foi feita por um funcionário meu, sob efeito da droga de determinação que produzimos! Ele ascendeu forçadamente, e essa porra aí não sai nem se tu passar ele! Só sai se o menó mandar!
Ouvindo aquilo, a garota ficou um pouco assustada inicialmente, mas depois de respirar fundo e pensar um pouco sobre aquela explicação, ela rapidamente respondeu:
— Bem, pode me matar então!
Aquela afirmação deixou o líder do bando de criminosos extremamente impressionado, o fazendo responder para a moça:
— Tá doidona, porra? Quem escolhe uma merda dessas?!
A moça com a capacidade de negar a morte, escutando as palavras de choque do fora da lei, respondeu para o mesmo:
— Sabe, eu não sou eterna, mas sou antiga! Estou viva a exatamente um milênio completo, vi países nascerem e ruírem, assim como vi o extermínio de povos acontecer. Muito provavelmente, já devo ter dado de cara com algum ancestral distante seu!
Inclinando levemente o seu corpo para frente, a garota ficou com o rosto próximo do rosto tatuado daquele traficante, continuando sua fala:
— Eu não aguento mais essa vida, pois assim como vi essas pessoas serem aniquiladas, também vi pessoas importantes para mim morrerem, seja por assassinato, doenças ou a própria velhice. Para mim, estar viva não é mais nada, além de uma grande e incessante tortura!
O sequestrador ficou extremamente chocado ao escutar aquilo, não esperando receber aquele tanto de informações, assim como uma visão tão debilitada sobre a vida. O homem de pele mais escura logo ameaçou falar algo, até uma voz interromper a conversa:
— Ei, Zé baixo, o dinheiro vai cair quando na minha conta?
Aquele era o mercenário Upahan, entrando de forma bastante casual no recinto e cobrando seu pagamento. Zé baixo, escutando aquilo, afirmou levemente irritado:
— Cai dentro de vinte e quatro horas, doidão! Se ‘tu’ tivesse dado sua conta bancária antes, já ia tá com essa merda desse dinheiro, seu fudido!
O mercenário ficou extremamente irritado ao escutar aquilo, rapidamente respondendo para o seu contratante:
— Ei, me respeite, seu bandido de quinta! Você me contratou, mas não me tornou seu escravo, que brigar é?!
Os dois começaram a se estranhar, como se fossem iniciar uma briga ali mesmo. Aquela tensão, porém, acabou sendo rapidamente cortada, por sons ensurdecedores de explosões. Zé baixo escutou aquilo, olhando na direção do barulho e gritando:
— PORRA É, QUE MERDA É ESSA?!
Na costas daqueles dois, uma silhueta apareceu, afirmando para a dupla de inimigos:
— É só o anúncio da minha chegada! Vim buscar minha amiga e ir embora desse lugar lixo!
Aquele era Khayal, pronto para enfrentar aqueles dois oponentes.

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