Capítulo 190: Aliança
Ao ecoar daquela voz, o manipulador de raios sentiu automaticamente um frio percorrer a sua espinha, sabendo que tinha acabado de ser pego no flagra, por seja lá quem fosse. A voz não era estranha, mas também não parecia tão familiar. Tomado por aquela dúvida, o controlador de raios lentamente se virou na direção da fonte daquele som, com ambas as suas mãos levantadas. Vendo quem era, o irmão mais velho do Arold afirma:
— Khayal?!
O chefe dos mineradores, encarando aquele simples funcionário na sua visão, apenas respondeu para o mesmo:
— Sim, sou eu! Mas, o que procura na minha sala, hein?!
O de cabelos loiros se manteve com um olhar fixo naquele trabalhador padrão, apenas esperando por sua resposta. Olhando em volta, o Kura logo notou a existência de câmeras com microfones naquela sala, sabendo que não poderia revelar a verdadeira natureza do seu plano para o colega de Buraji. Então, se mantendo firme em esconder suas intenções, o rapaz respondeu:
— Vim ver se eu deixei a calcinha que sua mãe me deu, cair aqui dentro!
O rapaz de cabelos de cor dourada rapidamente se enfureceu com aquelas palavras, jorrando sua aura de determinação através de todos os esporos do seu corpo. Khayal ativou sua redoma de imaginação, enquanto gritou para aquele invasor:
— SEU FILHO DA PUTA, EU VOU TE MATAR!
Dentro da redoma, a primeira reação ofensiva do rapaz de cabelos loiros foi tentar transformar aquele invasor em poeira, por imaginar que se tratava de um membro da ralé daquele país estrangeiro. Sabendo que, provavelmente seria tratado dessa maneira, o protagonista dos raios rapidamente jogou sua aura para fora do seu corpo, conseguindo se proteger perfeitamente do golpe inimigo, sem que a mesma sequer conseguisse danificar muito de sua defesa de determinação, não sofrendo grandes diminuições de sua aura. O lacaio do rei Charlie, entretanto, não desistiu da sua ofensiva, usando seu poder para se teleportar na direção das costas do espião disfarçado, sacando sua espada durante esse processo. Já localizado na retaguarda do burajiano, o loiro logo desferiu um corte horizontal mirando no seu pescoço:
“Merda!”
Pensou o Kura, conseguindo ver o ataque se aproximando do seu pescoço, e quando a lâmina já estava a apenas um centímetro de acertar sua jugular, o rapaz conseguiu agilmente se distanciar graças a sua incrível velocidade, afastando-se exatos sessenta centímetros, enquanto fala:
— Nossa! Tu é pelo menos dez vezes mais rápido que o Upahan, no máximo dele!
Essa afirmação, fez com que o garoto da imaginação ficasse surpreso, se perguntando como alguém de um país tão distante sabia sobre o mercenário criminoso. Aproveitando essa brecha, o irmão mais velho do Arold criou uma corrente elétrica que voou na direção do rapaz de cabelos loiros em uma velocidade surpreendente. Vendo aquilo, o loiro apenas imaginou que a corrente iria acertar as paredes sem sequer encostar em si mesmo, enquanto afirma:
— Isso não é o bastante para me atingir!
Um sorriso logo tomou conta do rosto do garoto disfarçado com ele afirmando em alto e bom som:
— É, pode até ser! Mas, eu nunca estive mirando em você, mesmo!
Ao dizer isso, o militar Burajiano fez um movimento de puxão com o seu braço responsável por lançar aquele golpe, botando bastante força nesse processo. Khayal, ficando curioso ao ver aquela cena, logo virou sua atenção para sua retaguarda, conseguindo assim ver qual era o objetivo daquele oponente. A verdadeira intenção por parte do Kura, era a de magnetizar as barras de ferro dentro daquela parede de concreto, e o movimento de puxada foi simplesmente para tirar as mesmas de dentro daquela parede concretada, as usando como estacas para atacar o imaginador. O loiro, vendo aqueles ataques chegando, agilmente moveu sua espada em várias direções diferentes, fazendo a mesma colidir poderosamente contra aquelas barras de metal, repelindo todas para longe sem dificuldade. Com sua segurança garantida, Khayal começou a falar:
— Certo, vou acabar com você agora!-
O jovem dizia aquilo, enquanto se voltava tranquilamente na direção daquele oponente, mas no exato momento em que seus olhos voltaram para a retaguarda, a única coisa que o de cabelos loiros conseguiu ver foi o punho do Kura acertando em cheio o seu rosto, fazendo a cabeça do jovem voar para trás enquanto o sangue do mesmo pintava as paredes do lugar:
— Não acabou ainda, otário!
Afirmou o irmão mais velho do Arold, acertando um poderoso mata-cobra na cabeça do galego, fazendo mais sangue escorrer e o rapaz cambalear de forma confusa após o ataque. Aproveitando ainda dessa confusão, o protagonista manipulador de raios acerta um forte chute frontal contra a boca do estômago do homem-imaginação, fazendo o loiro vomitar sangue e atravessar a cabeça através da parede de concreto. Com aquilo feito, o Kura afirmou:
— Certo, acho que acabou! Bem… onde eu estava?-
Antes de conseguir terminar a frase, o garoto-raio conseguiu ler momentaneamente a mente do seu oponente, sentindo sua próxima intenção. Assim, por antecipação, o rapaz elétrico conseguiu desviar de um corte de espada feito por Khayal, enquanto o mesmo teleportou. Assim, criando distância, o adolescente elétrico lançou uma pequena corrente elétrica no chão, enquanto fala para o galego:
— Tu é doido de me matar? Isso vai soltar meu espírito nessa cidade!
Escutando aquilo, a sobrancelha do galego se levantou, com o mesmo respondendo aquele oponente:
— Como assim, porra?!
Percebendo que falou além do necessário, os olhos do Kura se arregalaram. Entretanto, por não ter para onde fugir, o adolescente respondeu:
— Que droga! Bem, para a minha sorte, eu queimei todo o sistema elétrico desse lugar! Então, não tem nada funcionando, posso me revelar
Então, o rapaz começou a jorrar sua energia de determinação para fora do seu corpo, a sincronizando com o poder do seu aliado, quebrando o mesmo e revelando sua aparência. Chocado, Khayal logo gritou para o mesmo:
— KURA?!

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