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    Finalmente o dia tinha chegado, o dia doze de dezembro. Kura e seus amigos estavam no rodízio, comendo várias e várias fatias de pizza como se estivessem bebendo água.

    — Sessenta e quatro!

    Gritou o Kura animado, enquanto devora até a borda seca daquela fatia de pizza, mostrando uma fome absurdamente implacável. Logo atrás dele, o Arold falava:

    — Sessenta e cinco!

    Os dois ficaram competindo entre si, começando como glutões desesperados, mesmo que não existisse prêmio em jogo. Enquanto aquilo acontecia, Sami se levantava da mesa, falando para aqueles dois:

    — Vou lá buscar o bolo!

    Nas nações ilhadas, de maneira simultânea, uma música de catedral estava sendo cantada, uma orquestra sincronizada por várias pessoas contratadas pelo Nellu, com o mesmo estando em cima do púlpito, esbanjando um sorriso contente e orgulhoso enquanto falava:

    — Vejam, irmãos! Conseguimos dar mais um passo no nosso objetivo, para reviver nosso incrível Deus!!

    Afirmou ele, enquanto apontava o dedo indicador da mão direita na direção do Stuart. O rapaz magro, adentra o salão extremamente machucado ainda, esbanjando sua falta de braço, assim como as vadias feridas de ácido e queimaduras pelo corpo. Mesmo assim, ele estava de peito estufado, carregando o loiro com um braço só enquanto pensa:

    “É… acho que agora tenho uma dívida com você, Bittz…”

    O som de palmas ecoava, palmas contentes e alegres, com uma voz dizendo:

    — Uhu, o bolo chegou!

    Era o sobrinho do Kura, animado em ver aquele doce gigantesco sendo posto em cima da mesa, enquanto o Jaguar de aproxima do mesmo com o fósforo, acendendo a vela e dizendo para o seu chefe:

    — Parabéns, pra você!

    O som de palmas ecoava ainda mais alto, todos contentes com aquele dia fenomenal. Em cima do púlpito, Nellu começava a discursar:

    — A data de hoje é uma data muito querida! Uma data onde nós estamos começando o nosso caminho para a criação de um mundo perfeito, com o pé direito chutando a porta!

    O de cabelos rosas se move na direção do pano que cobria o cadáver que estava em cima do púlpito, agarrando o mesmo com a mão esquerda. Em simultâneo, Stuart chegou no mesmo palquinho, colocando o receptáculo de Frankryr deitado no mesmo com a barriga para cima, tudo isso em silêncio para que seu chefe continue o monólogo sem interrupções:

    — E também, gostaria de dizer que teremos…

    As palmas continuam altas, e em meio aquela mesa da pizzaria, os amigos do Kura falam:

    — Muitas felicidades!

    As palmas começavam a tomar um ritmo mais calmo, indicando que logo aquela música de felicitação iria ser concluída. Com todos sorrindo naquela mesa, à medida que as velas começavam a indicar que iriam se apagar, todos ali falam em sincronia:

    — E muitos…

    Na igreja secreta no país estrangeiro, o cadáver de Pungkasan parecia ter reações em seu nariz, como se sentisse um cheiro familiar. Abrindo os olhos, o corpo morto fixou sua visão sem a luz da alma no corpo caído do Paul, como um faminto que observava um banquete. Nellu sorri ao ver aquilo, dizendo:

    — Muitos anos de vida para você, meu senhor!!

    Correntes então saltam do cadáver da entidade, perfurando o corpo do Paul e agarrando-se ao espírito bestial selado dentro do mesmo. O Houer estrangeiro acordou ao sentir aquilo, olhando confuso ao seu redor, reparando com medo naquelas correntes em seu corpo. Um instante após isso, enquanto o loiro gritou aterrorizado, as correntes começaram a sair de seu corpo, puxando dele a entidade em forma de molusco como se ela fosse leve igual uma folha. A lesma gigante só conseguia olhar para o seu receptáculo, exalando preocupação com o mesmo, antes de começar a ser absorvida por aquele cadáver. Em poucos segundos, a criatura foi completamente absorvida pelo corpo morto de Pungkasan, fazendo o mesmo ganhar mais algum peso, enquanto a cor de pele cinza volta lentamente a um tom de vermelho meio cinza. Os olhos do ser ganham um pouco mais de brilho, e o terrorista chefe grita:

    — MUITOS, MUITO E MUITOS…

    A cena novamente volta para o aniversário do Kura, com todos batendo a última palma e falando em sincronia:

    — Anos de vidaaaa!!

    Ao fundo, Giovanni bastante alegre, olhou para o seu amigo de time, dando um sorriso contente e falando para o seu amigo:

    — Vamos, faça um pedido, Kura!!

    Li Chun, acompanhando a ideia do seu colega mais novo de equipe, logo olha para o seu amigo de mais conhecimento, afirmando:

    — Sim, um pedido!!

    Na igreja secreta e desconhecida pelo resto do mundo, Nellu coçava seu queixo, refletindo sobre as falas dos seus companheiros de crime. Com um sorriso no rosto, ele responde para eles:

    — Um pedido? Ora, pensei que meu único pedido estivesse mais do que óbvio!

    Com um movimento enérgico e exalando seu poder e sua capacidade exímia de gesticular e de verbalizar suas vontades como se fossem presentes dados por Deus, o homem de cabelos rodados conclui sua fala:

    — Meu único pedido, é que nossa missão divina seja concluída, e que possamos trazer a paz e o descanso para esse mundo!

    Fechando o punho na direção dos céus, o líder daqueles criminosos termina a sua fala:

    — E eu acredito tanto nesse objetivo, que eu seria capaz de soprar as velas de um bolo de aniversário, apenas para garantir que isso se realize!

    No aniversário do Kura, as velas em cima do bolo eram assopradas, oficializando que ele chegou até os vinte anos de idade. Todos bateram palmas com aquilo, e logo a voz do Samuel perguntou para o aniversariante:

    — E aí, pediu o que, Kura?!

    O manipulador de raios, com um sorriso alegre no rosto, fez o sinal de silêncio com o dedo indicador direito, enquanto falava para o seu colega de equipe:

    — É segredo, pô! Se eu contar, ele não vai se realizar!

    Samuel fez uma cara de quem achou aquilo algo extremamente estraga-prazeres, dando até mesmo um suspiro levemente decepcionado com aquilo. Iara, a mãe dos rapazes, chega perto do bolo com a faca, começando a cortar ele e dizendo:

    — Certo, garotos! Hora de comer o bolo! Vamos, podem cair matando!

    Assim, enquanto um Houer comemora a sua vida, cercado por seus amigos e família, outro era condenado à morte, sozinho, cercado apenas por seus inimigos.

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