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    No esconderijo do monstro Dtúschar, um homem com seus dois metros de altura entrava através da porta da frente, caminhando na direção de uma escadaria bastante elegante, que se dividia em dois caminhos diferentes, tendo os degraus da esquerda e os da direita, ambos cobertos por um belo tapete de coloração roxa, com uma espécie de corrimão de madeira de extrema beleza e detalhamento. O homem de aparência misteriosa subiu por aquelas escadas, dando passos tranquilos de degraus em degraus, até chegar ao topo, virando sua cabeça em direção à esquerda e seguindo seu caminho até o último quarto do mesmo. À medida em que o homem se aproximava, sons altos de gemidos ficavam cada vez mais altos, junto de algo semelhante a palmas. De frente com a porta, ele deu duas batidas no objeto de madeira, coisa que fez todos os sons se cessarem após isso. De maneira abrupta, um barulho de gritos seguidos por um som molhado de algo sendo arrancado ecoou por de trás da porta, e só após isso uma voz fala:

    — Vamos, entre!

    A figura então abriu aquela porta, adentrando aquele quarto de maneira sutil, enquanto diz:

    — Eu atrapalhei algo, senhor Dtúschar?

    O miraijin, sem nenhuma roupa em seu corpo, estava de frente com o cadáver sem cabeça de uma bela mulher, digna de estar em desfiles de beleza de níveis mundiais. Na mão direita daquele homem loiro, ele segurava o crânio da moça, enquanto respondia:

    — Não, está tudo bem! Eu já tinha terminado com ela, e ela era realmente muito boazinha, eu daria esse fim a ela de toda forma!

    O homem ainda sem nome revelado, observava o sádico imortal brincar com a cabeça decepada da moça, com o homem movendo seu pulso na vertical, jogando aquela cabeça para cima e para baixo, como se fosse uma bola de futebol ou coisa parecida. Assistindo aquela cena com frieza, como se não desse a mínima para aquela demonstração de crueldade. Após assistir aquilo, o homem se ajoelhou calmamente, perguntando:

    — Bem, qual a razão de o senhor querer me ver, oh, mestre Dtúschar!

    O miraijin, colocando a cabeça arrancada tranquilamente em cima do corpo gelado daquela mulher, acabou por se levantar de maneira serena e caminhar até uma estante de livros ao lado da parede direita do seu quarto, retirando um livro grande de filosofia, respondendo seu lacaio enquanto abre o mesmo:

    — Chamei você aqui, pois após as recentes falhas, eu fiquei bastante reflexivo!

    A menção de falhas, fez o homem ajoelhado ficar curioso, com o mesmo perguntando em um tom de voz bastante interessado:

    — Falhas?

    Aquele monstro, passando tranquilamente as páginas do seu livro de filosofia, escutou a pergunta do seu lacaio, respondendo:

    — É… Ayo e Haarkapper falharam, e aparentemente o Haarkapper está até morto, agora!

    O homem que estava de joelhos, se ergueu rapidamente ao receber aquela informação, olhando surpreso para o seu mestre e dizendo:

    — Morto?! Ele foi derrotado pelo inimigo?! 

    Dtúschar, se sentando na poltrona do seu quarto de maneira tranquila, manteve a sua leitura, afirmando:

    — Sim, foi… é um saco isso, pois as células que implantei no corpo dele e do Ayo para assistir os possíveis combates, foram inúteis! Mas… não te chamei para falar sobre isso, não, não!

    O loiro dizia isso, passando mais páginas de seu livro, sustentando sua leitura enquanto conversava. De maneira sutil, após ler algumas páginas rapidamente, ele complementa:

    — Eu te chamei, pois provavelmente nossos inimigos estão vindo até aqui, com o objetivo de me derrotar! E… eu darei a você, a missão de matar três dos quatro, e capturar o Kura! Com vida, lógico.

    O último lacaio ainda restante, ficou ainda mais curioso com a especificação de ter que capturar um dos inimigos com vida, questionando:

    — Com vida? Tem algum motivo especial?

    O demônio do imortal, fechando seu livro após ler por volta de dezoito páginas, absorveu aquele questionamento do seu subordinado, antes de responder:

    — Sabe, o tal do Nellu quer esse guri vivo, para extrair o espírito bestial dele. Por mais que eu o mataria sem o menor remorso, eu tenho que cumprir minha parte do acordo, e entregar ele para aquele cara. Meu foco mesmo, é o de reviver o meu povo e a grandeza dele!

    O Dtúschar, após dizer isso, se levantou de sua poltrona, se virando na direção de sua estante e guardando o livro ali novamente. Em um tom tranquilo, ele afirmou:

    — Sabe Kryger, você vai me ajudar com isso! E eu vou te recompensar, com o seu grande sonho!

    Kryger, escutando aquilo, abaixou sua visão na direção do chão daquele quarto, afirmando em voz baixa:

    — Reviver a minha irmã…

    O miraijin, com um sorriso confiante em seu rosto, respondeu após aquela afirmação:

    — Sim, isso mesmo! Faça sua parte, e eu usarei minhas células para reviver a sua irmã, sem problemas! Agora…

    O homem loiro, deu alguns tapas suaves no ombro esquerdo daquele homem, completando a sua frase:

    — Vá fazer o seu trabalho, eu tenho que sumir com esse corpo, e trocar os lençóis da minha cama!

    Enquanto toda aquela conversa acontecia, no país onde o Kura e os outros estavam anteriormente, Sloper caminhava de maneira tranquila por aquela noite escura. Ele usava sua roupa militar aberta enquanto andava pelas ruas, estava suado, e pensava em sua cabeça:

    “Uau, o dia de hoje foi trabalhoso! Pelo menos, vou voltar para casa, e ter aquele ótimo jantar!”

    Os passos daquele homem negro eram suaves, mostrando que estava tranquilo após todo aquele dia de trabalho. O homem alto e musculoso, após algum tempo caminhando, acabou sentindo um ar pesado em sua volta, o colocando em alerta e o fazendo olhar em sua volta por todas aquelas ruas. Por mais que a única presença ali nas ruas além da dele, fossem só as dos posts, algo ainda estava o assustando e ligando seu alerta. Foram vinte minutos nessa sensação de medo, até o mesmo conseguir ver o portão de sua casa ao longe, aumentando seus passos.

    “Tô chegando em casa, pelo menos! Essa rua tá excepcionalmente esquisita, hoje!”

    Pensou o homem, quando se encontrou de frente com o portão de sua residência, o Nigeriyano alto percebeu que a fechadura já estava aberta, estranhando aquilo de maneira silenciosa. Quando o homem, usando de suas mãos fortes, moveu o portão e o abriu, o espírito bestial do mesmo o moveu para o espaço mental dele e afirmou:

    “Sloper, corra daí! Estou sentindo algo bizarro vindo de dentro da casa, não entre!”

    O Nigeriyano estranhou aquilo, hesitando por um momento sobre ir ou não para dentro da casa. Porém, ao lembrar que sua família estava ali dentro, adentrando aquela casa sem pensar muito nas consequências, focado apenas em ajudar a sua família. O negro andou através de seu jardim, chegando até a porta de sua casa e encontrando a mesma aberta, sem nem mesmo estar encostada. Sloper adentrou sua casa, começando a chamar em voz alta:

    — Querida?! Querida!!

    Em poucos instantes, aquele homem já estava na sua sala, notando que, assim como o resto de sua casa, aquele local estava um breu sinistro. Após aquele chamado, nenhuma resposta humana foi obtida, coisa que deixou o Houer Nigeriyano ainda mais assustado. O silêncio durou por longos dez segundos, até um som de click, seguido pela luz de um abajur à esquerda do Sloper, ecoaram por aquela sala.

    — Ei, não fale tão alto, meu amigo! Vai acordar o seu filho…

    O receptáculo do boi se virou na direção daquela voz, notando um homem de corpo mecânico sentado em sua poltrona vermelha. Aquele era o Chikito, um dos subordinados do Nellu, ostentando uma pose bastante calma naquele assento. O ciborgue, se levantando do local, deu um leve gemido de esforço, com um pequeno tom de ironia, antes de dizer:

    — Sabe… eu não consegui por ele para dormir, então pedi para o meu amigo fazer! Ele toma mais jeito com crianças, sabe?

    Assim que aquilo foi dito, do quarto do filho daquele homem, uma figura de mais ou menos um metro e esses então e cabelos vermelhos cor de sangue saiu de dentro do mesmo, acompanhada de uma espécie de pequena fada em seu ombro esquerdo. Aquele era o Boo, a dupla concedida ao Chikito, com o de cabelos vermelhos dizendo:

    — Bem, ele foi duro na queda para dormir! Mas, está tendo ótimos sonhos agora! Por favor, permita que ele tenha um bom descanso.

    Sloper, analisando de maneira rápida aqueles dois estranhos, reparou a falta de sangue em suas roupas, supondo que sua família não foi assassinada. Durante essa análise, ele nota as roupas típicas do grupo terrorista do Nellu, afirmando para os dois inimigos, enquanto uma onda de terremotos é criada em sua mão direita:

    — Não vou perder tempo, perguntando quem vocês são! Então, digam logo onde querem apanhar, seus miseráveis!

    Chikito escutou aquilo, se surpreendendo e dando algumas risadas, esfregando sua face humana com a mão esquerda completamente metálica, respondendo:

    — Nossa, mas que falta de educação! Sabe, eu ia te dar a opção de vir por bem, mas…

    No momento em que o ciborgue fala isso, seu olho direito, completamente robotizado, começa a brilhar em um vermelho cintilante, seguido por uma voz robótica que dizia:

    — Sistema de avaliação e adaptação, iniciado!

    Com o aviso ecoando pela sala, o terrorista robótico sorriu com sua parte ainda humana, completando sua frase:

    — Você já escolheu vir por mau!

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