Capítulo 355: Voltar a força
Li Chun estava de frente com aquele grupo de agentes especiais, os encarando de cima para baixo com bastante atenção. A análise dela durou algo por volta de cinco a sete segundos, até que a mesma decidiu falar:
— Voltar para casa? Onde quer chegar com isso?
O agente especial deu uma risadinha com a pergunta da mulher, mexendo os dedos de ambas as suas mãos, batendo as digitais de todos os seus dedos uma contra a outra. Enquanto faz todo esse movimento, aquele rapaz que não passava dos seus vinte e um anos de idade, afirmou:
— Ora, não se faça de desentendida! Você é de Xing Ping, assim como todos nós aqui! Nossos líderes querem resolver uma pendência com você, se é que podemos colocar dessa forma.
Ouvindo as palavras ditas por aquele rapaz, a moça de pele morena sentiu um arrepio percorrer toda a sua espinha, enquanto seus olhos ficam arregalados só se pensar nessa possibilidade. A moça, se curvando sutilmente, mantém sua atenção a todos ali, enquanto afirma:
— Voltar? Eu jamais iria voltar para lá, principalmente depois de tudo que aconteceu! Vocês nem mesmo deveriam saber que estou viva!
O agente secreto, ouvindo aquela resposta, acabou por dar um suspiro carregado de um pesar, como se aquele homem estivesse carregando o peso do mundo em seus ombros. Se levantando da cadeira, o jovem coçou sua cavanhaque, mantendo sua atenção na mulher durante todo esse processo, dizendo:
— Bem, se queria realmente parecer morta, deveria ter ficado no anonimato e morando no meio do mato, não saindo por aí com esses adolescentes, para resolver batalhas de países aliados a Xing Ping!
Quando o agente terminou de falar aquilo, Li Chun se aproveitou da brecha para usar os seus próprios poderes e se lançar a toda velocidade na direção da porta dos fundos, passando pelo meio daquele grupo e ficando cada vez mais próxima de sua saída. Um dos homens enviados pelo governo estrangeiro, ao perceber a movimentação da moça, efetuou uma ação rápida, desaparecendo de onde estava e surgindo entre a amiga do Kura e a porta de saída. Uma vez ali, o estrangeiro usou de outra técnica secreta, acertando um golpe extremamente rápido, preciso e poderoso contra a boca do estômago da moça, rasgando levemente a toalha em um formato circular semelhante a um tiro de trinta e oito, perfurando a região atingida e fazendo um pouco de sangue escorrer, ao mesmo tempo que a morena perde seu ar. A toalha se desamarra do corpo da mesma, caindo por cima do corpo dela enquanto a mesma comida contra o chão da casa. O agente de antes, responsável por fazer a ameaça de sequestro, usa a mesma técnica de velocidade para surgir na lateral da moça, pisando com força na cabeça dela.
— Achou mesmo que ia fugir, é?! Sua vagabunda imunda, eu deveria te matar agora! Uma pena, queria quem quer fazer a sua execução, são nossos líderes.
Após dizer aquilo, o espião retirou o pé de cima da cabeça da moça, abaixando-se sutilmente e se colocando mais próximo do rosto dela. De maneira agressiva, ele agarrou os cabelos da mulher, os puxando para obrigar a mesma a olhar nos olhos dele. Uma vez encarando diretamente a alma dela, o agente especial diz:
— E mesmo se você conseguisse… meus amigos ali, possuem ordens explícitas para atacar seu grupo de amiguinhos! Em uma luta direta, com toda certeza eles poderiam dar trabalho… mas, qualquer um pego no meio da noite enquanto dorme ou come, se torna um alvo fácil!
A mulher estava no chão, sentindo o peso do corpo daquele homem em cima de sua cabeça, enquanto encarava o mesmo com uma raiva visível no olhar. De maneira provocativa, o enviado de Xing Ping começou a esfregar o soldado de seu sapato contra o rosto dela, do mesmo jeito que se faz ao limpar os pés em um tapete. Sorrindo, o agente indaga:
— E aí… como vai ser?
No dia seguinte, por volta do meio-dia exato, o Kura finalmente chegou na nação de Buraji, pousando em sua terra natal e saindo tranquilamente de dentro do avião. Sua caminhada era sutil, carregada de um pesar inigualável, enquanto a mente do jovem divagava:
“Nossa… essa missão foi uma merda… muitos da equipe morreram, Sloper foi capturado e descobri que os outros estão mortos… isso é deprimente, para dizer o mínimo.”
Quando esse pensamento terminou, o pé direito do jovem finalmente pisou no final daquele corredor de saída do avião, finalmente estando dentro do aeroporto. Uma vez ali, o rapaz termina seu pensamento em voz alta:
— Bem, eu vou vingar todos eles, podem ter certeza absoluta!!
Após dizer isso, o jovem começou a caminhar através daquele aeroporto, dando passos ágeis como os de um gato e seguindo na direção para a retirada de suas malas. Durante seus passos, o rapaz de características joviais ficou pensando sobre o Pers e sua morte, se lembrando da promessa do idoso sobre comprar um presente para a sua neta.
“Bem… isso você vai cumprir, velhote!”
O irmão do Arold pensou isso, enquanto descia as escadas rolantes até o local das bagagens, retirando as suas e seguindo seu caminhar até finalmente se retirar do porto aéreo. Uma vez do lado de fora, ele sinalizou com a mão direita para um táxi, adentrando no mesmo e se sentando, para então dizer:
— Me leve até o centro! Vou te dar uma gorjeta de trinta por cento, se for rápido!
O motorista se empolgou com a fala do jovem Houer, pisando no acelerador do seu carro e dizendo entre algumas risadas:
— Bwahaha, perfeito, garoto!!
Com esse estímulo correto, não demorou muito até que ambos chegassem próximos do centro, levando algo em torno de uns quarenta minutos. Após finalmente chegar mais próximo de sua casa, o manipulador de raios andou enquanto arrastava suas malas, seguindo por mais dez minutos tranquilos até chegar na frente de sua casa. Uma vez de frente com sua residência, o irmão do Arold notou uma movimentação estranha, sendo os responsáveis por isso o seu grupo militar.
— Ei, o que foi aí?
Perguntou o Kura, quando ficou próximo o suficiente dos seus aliados de carreira militar. Quando escutaram o baixinho, todos se viraram para ele, com o canídeo bípede correndo na direção do manipulador de raios, pulando em seu colo e dizendo aos berros:
— KURA! AINDA BEM QUE VOLTOU, ESTÁVAMOS PRECISANDO DE VOCÊ!!
Escutando aquilo, o miliciano ficou absurdamente confuso, encarando seu irmão mais novo após isso, com uma expressão lotada de dúvida. Arold, percebendo aquilo, coça suavemente a sua garganta, comentando:
— Bem… a Li Chun sumiu!!
Ao ouvir aquilo, o protagonista mais velho fez uma expressão mista entre raiva e surpresa, gritando:
— COMO É?!
Percebendo o tom de voz de seu irmão mais velho, o manipulador de explosões logo tentava o acalmar
— Espere, não se irrite! Nenhum diário foi levado, e ao que parece… a situação inteira leva a crer que foi um sequestro!

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