Capítulo 393 - Fuga Pronta
Chegando próximo da cidade, os anciãos de Xing Ping já conseguiam notar a mesma. Aqueles líderes políticos em nada se pareciam com humanos naquele momento, com todos estando em formas monstruosas, semelhantes com dinossauros. Em cima de um deles, o mais velho daquele grupo estava repousando, sentado no pescoço do colega.
— O prédio central foi destruído… ele acabou de cair!!
Um silêncio aterrorizante tomou conta daquele grupo após aquela afirmação, com todos olhando perplexos para a cena do prédio sendo completamente destruído. Após alguns instantes em um silêncio fúnebre, um dos velhos em forma de dinossauro responde:
— Companheiros… acho que, neste momento, devemos cobrir essa mancha em nossa honra, com o máximo de sangue possível!
O velho que ditou aquilo, ergueu seus olhos na direção do mais antigo entre eles, encarando o mesmo sentado no pescoço de um dos companheiros, para então indagar:
— O senhor nos concede essa permissão?!
O idoso se manteve calado por algum tempo a mais, e após refletir sobre as palavras que acabava de absorver, o mais velho dentre os velhos afirmou para cada um dos ouvintes:
— Sim… faça! Use seu poder para nos fundir, e levar esses vermes para o castigo infernal que eles todos merecem!
Dentro da cidade em ruínas, o grupo do Kura rapidamente se moveu até o mesmo, com o Gabriel Sariel logo oferecendo apoio para o rapaz se erguer, segurando ele e começando a dizer:
— Certo… com isso resolvido, podemos seguir até o túnel subterrâneo! O Arold está por lá, conseguindo nossa carona para fora daqui, não podemos nos atrasar muito!!
Após aquela fala, uma luz intensa surgiu no céu ao norte, ofuscando a visão de todos momentaneamente, com uma luminosidade maior que a do próprio sol. Em poucos instantes, a luz se desfez, permitindo que as pupilas de todos se adaptassem e voltassem a enxergar, revelando assim um dragão colossal chegando próximo da cidade militar. Bing, notando a criatura, logo fechou seu semblante, dizendo:
— Merda… os anciãos chegaram, e já se fundiram!!
Todos os conscientes escutaram aquilo, ficando assustados com aquela informação. Samuel, olhando na direção do aliado deles, indagou:
— E como vamos lutar contra eles? Estamos todos nas últimas!! Não sei se daremos conta!
Xìê notou a fusão draconiana chegando cada vez mais perto, dando um sorriso cheio de confiança antes de responder:
— Relaxem, seus fracos! Eu estou ótimo, posso dar cabo deles!!
Na mente do homem-frio, apenas memórias do dia em que ele exterminou o povo da Li Chun passaram em sua mente, com a amargura de se lembrar daquilo que ajudou a fazer tomando conta de sua mente. A aura do homem-frio, logo tomou conta do corpo do mesmo, com ele tomando a dianteira do Houer de xing ping, afirmando para todos ali presentes:
— Não… eu ficarei para lutar com eles sozinho! O resto, sigam em frente!
O oriental de pele mais escura, manteve seus dois olhos presos na imagem do ser voador se aproximando, para então completar:
— Essa é a única forma de eu me redimir pelos meus pecados!
No túnel subterrâneo, o Arold ainda estava de frente com o agente Jú, encarando ele com bastante confiança. O homem covarde, analisando aquele adolescente com bastante atenção, logo começou a divagar:
“Merda… ele chegou aqui… mas como?! O Shítou perdeu? Não, não!! O chefe jamais perderia… tenho certeza que esse pivete deve ter deixado o aliado para trás, enquanto corria até aqui!”
O ultranacionalista, após pensar um pouco naquilo, acumulou um pouco de coragem que se escondia no fundo de sua alma, para dizer em voz alta:
— Garoto… não aja como se fosse vencer tão facilmente de mim!! Eu sou forte, muito forte!!
Escutando aquilo, o irmão do Kura ergueu uma sobrancelha, visivelmente interessado na afirmação dita por aquele oponente. Assim, o rapaz de cabelos longos sorriu, movendo seu pé sutilmente para frente e comentando:
— Oh, sério? Essa eu quero ver na prática!
Notando o burajiano se aproximando, o agente secreto logo ficou ainda mais assustado, derramando gotas geladas de suor por todo o seu rosto. Se sentindo encurralado, Jú afirmou em sua mente:
“Merda, não tenho escolhas! Isso pode me matar, mas usarei meu poder máximo logo de início, para garantir que esse moleque vai perder! O Shítou… ele pode vir depois, e concluir a missão por mim e os outros!!”
Após esse pensamento, o engravatado moveu a mão direita até a frente do seu corpo, emanando toda a aura de determinação do seu corpo através dos seus dedos. Aquele sinal e a energia permitiram a ativação máxima do seu poder, criando de forma instantânea cinco cópias exatas daquele guerreiro. Os clones recém criados, possuíam cores entre: vermelho, rosa, verde, azul e laranja, junto de marcas no seu rosto indicando sentimentos como: raiva, amor, calma, tristeza e medo. A cena rápida e inesperada, fez com que o irmão mais novo do Kura ficasse em choque, não conseguindo entender nada que acabou de acontecer.
“Mas… o que?!”
Tanto o rapaz explosivo, quanto Li Chun, nunca tinham visto nada parecido antes, deixando ambos extremamente surpresos. O clone laranja, se virando para trás, notou o original caído no chão, se assustando e então gritando:
— AAAAHHHH, O JÚ ORIGINAL ESTÁ MORTO!!
O vermelho, notando aquilo, logo deu um chute contra o estômago do laranja, dizendo:
— Cale a boca! Ele só entrou em estado vegetativo, pois separou sua personalidade em nós cinco ao mesmo tempo! Aposto que esse oponente é muito forte, pra esse covarde se sacrificar assim!!
Apesar das palavras duras, era visível que o clone vermelho estava um pouco acovardado, indicando aquele traço comum entre eles. O clone azul, silenciosamente, se ajoelhou perto do corpo original, começando a chorar de pura tristeza, enquanto o rosa olhava o Arold e dizia:
— Ei, mocinho, e os meus amigos?! Eu amo eles!! Eles estão bem, não estão?!
O Arold se manteve calado, trocando olhares sutis com a Li Chun, como se um tentasse encontrar sentido naquilo através do outros. O clone vermelho, se virando irritado na direção do manipulador de explosões, logo comentou:
— Não importa, seu idiota! Esse verme precisa ser eliminado, e precisa ser agora!!
Após dizer aquilo, o clone vermelho esticou seu braço direito na direção do rapaz de roupas brancas, disparando uma rajada de fogo a toda velocidade contra o mesmo. Notando o ataque, o Burajiano desviou ao se mover para a direita levemente, sentindo aquele imenso calor. A rajada de chamas queimavam intensamente, chegando a fundir os átomos do ar e gerar uma certa energia radioativa, que logo chamou a atenção do Arold.
“Esse fogo… ele deve ter o calor do núcleo do sol!! Para um poder genérico, ele é bem forte… mesmo assim…”
O cabeludo disparou na direção do clone vermelho, encurtando aquela distância em um tempo absolutamente reduzido, indicando sua incrível velocidade. Na curta distância, o rapaz impulsionou seu braço direito com uma explosão poderoso, desferindo um soco contra as costelas do oponente, enquanto completa na sua cabeça:
“Não importa! Se o corpo for destruído, o poder se torna inútil!”
O ser vermelho viu o ataque chegando, tentando usar sua defesa marcial para absorver o ataque. Mesmo tendo a durabilidade elevada pela técnica, a força do soco do Arold conseguiu quebrar as costelas daquele clone, fazendo as mesmas perfurarem o pulmão dele. Com dor, o ser raivoso se curvou levemente, cuspindo sangue e deixando uma clara abertura para a continuidade dos ataques. Percebendo isso, o Burajino ameaçou continuar atacando, apenas para ser surpreendido por duas labaredas lançadas pelos olhos do Jú vermelho. Notando o fogo se aproximar, o jovem-explosivo curvou seu corpo rapidamente, desviando dos ataques e então dizendo:
— Eu também sei fazer isso, mas muito mais rápido e forte!
Depois de fazer essa provocação, o jovem de roupas brancas disparou duas explosões através dos olhos, atravessando e destruindo assim a cabeça do seu inimigo, enquanto aquele golpe passava de raspão bem perto da Li Chun. O clone rosa, percebendo a morte do vermelho, afirmou:
— Miserável, não vou te perdoar!
O rosado então começou a se mover, mas antes de conseguir concluir sua ação, o irmão mais novo do Kura já se encontrava em sua frente, disparando uma explosão a queima-roupa e reduzindo aquele inimigo ao pó em instantes.
— Certo… menos dois, faltam três!!
Movendo seus olhos pelo ambiente, o Burajiano logo notou o clone verde e o laranja próximo de sua aliada sequestrada, com o laranja apontando uma faca contra o pescoço dela, ao mesmo tempo em que o verde diz tranquilamente:
— Um movimento seu, e a garota morre!!
Ao notar aquilo, o manipulador de explosões sorriu, levantando os dois braços e dizendo:
— Certo… eu não vou me mover, eu prometo!! Já ela…
Após aquilo ser dito, o clone laranja ficou assustado, afrouxando momentaneamente seu aperto e a pegada na faca. Com a abertura feita, a Li Chun moveu ambas as mãos até o pulso do oponente responsável por segurar a faca, revelando não apenas que o ataque anterior do Arold rompeu a corrente dos algemas, mas também permitindo a mesma a inverter a posição. Com grande agilidade, a mulher aplicou uma queda naquele inimigo laranja, batendo a coluna do mesmo com tudo no chão, para então pisar e quebrar o pescoço dele.
— Mas que porra?!
O verde disse aquilo, se virando para tentar atacar aquela mulher. Notando aquilo, o Arold sutilmente disparou suas explosões através dos olhos, explodindo a cabeça do mesmo e impedindo aquele ataque. A mulher asiática, irritada, afirmou:
— Arold, eu até agradeço por me livrar das algemas, mas que ideia de merda! Já pensou se eu não consigo desviar a tempo?!
O rapaz apenas sorriu de forma envergonhada, caminhando na direção do clone azul enquanto responde:
— Eu sei… me desculpe! Mas, se serve de desculpas, eu tinha certeza que você ia conseguir!
O clone azul, visivelmente assustado e triste, ergueu seus olhos cheios de lágrimas na direção do protagonista mais novo, apenas para ver o mesmo esticar a mão esquerda na direção de sua face e disparar uma explosão, matando o último clone e destruindo o corpo original. Batendo ambas as mãos, o Arold fala:
— Bem… fico aliviado que você esteja viva, Li Chun!!

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