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    Dias se passaram desde o início da caminhada deles através daquela floresta, com todos seguindo em passos levemente mais ágeis, enquanto passam os olhos através da floresta. Gabriel, caminhando na frente, começou a mover seu facão com mais agilidade, cortando o matagal no seu caminho. O Kura, após esses dias andando sem nenhuma pausa, já se encontrava visivelmente cansado, colocando a língua para fora.

    — Senhor Gabriel… vamos parar, por favor!! Quero tirar uma pausa, meus pés já estão doendo muito!!

    Ouvindo aquilo, o guarda-costas da Krafitg apenas efetuou mais um corte contra as plantas na sua frente, colocando tanta força que uma rajada pesada de ar passou fatiando os próximos oito metros a frente, antes de o homem responder para o baixinho:

    — Não, devemos continuar andando, para chegarmos logo no país mais próximo! Agora, fique calado e continue usando seus poderes para localizar possíveis ameaças!

    Escutando aquilo, o Kura fez um cara levemente emburrada, jogando seu corpo para trás enquanto resmungava, dizendo em um tom de voz mais elevado:

    — Relaxa, cara! Eu tô usando meu poder toda hora, e não senti nada vivo até agora! Pode ficar relaxado, estamos seguros nesta mata fechada!

    O caminho continuou em silêncio por mais um tempo após aquilo, com ninguém ousando dizer nenhuma palavra. Após alguns minutos, o Jaguar começou a escutar sons estranhos com sua audição elevada, comentando para a Li Chun:

    — Ei, Li Chun! Estou escutando algo estranho no meio da mata!!

    A mulher asiática absorveu aquelas palavras, dando apenas um sorriso gentil como resposta e então segurando o animalzinho em seus braços, dizendo após isso:

    — Ora, relaxe, Jaguar! Você deve estar ouvindo coisas, se o Kura disse que não tem nada, é porque não tem!

    Giovanni e Samuel, por sua vez, absorveram silenciosamente as palavras ditas pela mulher de pele morena, para então comentar:

    — Bem… ainda assim, é bom manter a pulga atrás da orelha…

    — É, essa floresta é meio sinistra!!

    Arold, Liger e Sami mantiveram- se em silêncio durante todo o trajeto, com os três apenas deslizando seus olhos pelos arredores. Poucos instantes depois de toda aquela conversa, um vulto pulou de dentro da mata em grande velocidade, se atirando em cima do Liger cansado e o agarrando com força extrema. O ruivo, ao cair de costas no chão, encarou cheio de medo a criatura, gritando:

    — UM BICHO FEIO PULOU EM MIM!! TIRA, TIRA!!

    Gabriel Sariel ouviu os pedidos de socorro desesperados do mentiroso, se virando na direção dele com bastante agilidade e então avançando na direção da criatura, encostando momentaneamente no ombro dela, usando assim seu poder para abaixar a durabilidade do ser, acertando um corte com o facão contra o pescoço da criatura na sequência, decapitando a mesma e a matando na hora. Ainda assustado, Liger chutou o cadáver para longe, berrando:

    — QUE COISA É ESSA?!

    O guarda da Krafitg ao reparar o corpo voando longe, caminhou calmamente na direção dele, dizendo ao Kura:

    — Eu mandei você prestar atenção, pirralho!

    O homem-raio, ao ouvir aquilo, acabou por fechar sua cara, ficando visivelmente irritado com aquilo.

    — Mas eu estava prestando, velho! Não tinha nenhum coração batendo nas proximidades!!

    O comentário do Kura percorreu o ar, porém, o homem loiro pouco pareceu se importar com isso. Silenciosamente, o mais experiente do grupo se ajoelhou na frente do corpo decapitado, analisando o mesmo friamente. Em questão de segundos, uma expressão de surpresa surgiu em suas sobrancelhas, acompanhada de um comentário:

    — Mas… como?!

    A dúvida clara chamou a atenção de todos do grupo, com o Arold logo se aproximando e dizendo:

    — Algum problema, senhor Gabriel?

    O segurança pessoal da líder de Buraji, após escutar a pergunta feita pelo irmão mais novo do Kura, logo o respondeu:

    — Isso aqui é uma pessoa… e digo mais, ele está morto há pelo menos cinquenta anos… muito possivelmente, até mais!!

    O homem de fios de cabelo dourados logo apontou para o corpo sem vida, continuando a dizer:

    — A pele dele já foi decomposta, em um nível que indicaria pouco tempo de morte! Porém… a roupa no corpo dele, é um uniforme que caiu em desuso em Xing Ping, há pelo menos cinquenta anos!!

    Após escutar aquela explicação, o Arold se virou na direção da Li Chun, questionando a mesma:

    — Isso é verdade?

    Sendo questionada sobre aquilo, a mulher de pele morena logo caminhou na direção do corpo caído, olhando a roupa do mesmo com atenção e então afirmando:

    — É… é verdade! Esse uniforme é de cinquenta anos atrás… agora, se este homem era dessa época, como seu corpo não virou pó no meio da floresta? E mais… como ele se moveu?

    O Jaguar estava quieto perante toda aquela situação, e antes de o mesmo ter a chance de comentar qualquer coisa, novamente as suas orelhas conseguiram captar o som de pessoas se movendo no meio da mata. Assim, o canídeo se virou na direção do som, gritando:

    — PESSOAL, TEM PESSOAS VINDO PARA CÁ NA NOSSA RETAGUARDA!!

    Ao escutarem aquilo, todos do grupo do Kura se viraram na direção indicada pelo animal peludo, preparando-se para um intenso combate. No momento que eles conseguiram ter uma visão clara da retaguarda, eles puderam ver dezenas e mais dezenas de inimigos correndo em suas direções. Sami, tomando uma atitude rápida e astuta, usou sua habilidade ao encostar a mão canhota no solo, dizendo:

    — NOSSOS INIMIGOS VÃO FICAR CEM VEZES MAIS LENTOS!!

    No mesmo segundo, todos os zumbis ficaram mais lerdos, facilitando a análise rápida de todos os guerreiros ali presentes. Giovanni e Arold, apontando as mãos na direção dos inimigos, anunciaram:

    — NEGATIVE EXISTENCE! 

    — KITANAI BAKUHATSU!!

    Ambos lançaram ataques de longa distância avassaladores, conseguindo reduzir aqueles inimigos ao nada em segundos. Mesmo assim, na sequência deste acontecimento, mais e mais dezenas começaram a surgir, com o Kura e o Samuel agindo, com o manipulador de raios disparando uma corrente elétrica avassaladora contra eles, enquanto o espadachim efetuava cortes de ar mortais contra os mortos-vivos. A situação parecia fácil de controlar, até uma voz começar a cantar:

    — Brilha, brilha… estrelinha!

    À medida que as notas musicais tocavam, seguidas por um som intenso de violino, todos os burajianos começaram a cair no sono, colidindo os rostos contra o solo de terra. O irmão mais velho do Arold, percebendo que também começou a ceder, logo se questionou ao vento:

    — Ei, mas… que porra-

    Antes de concluir sua fala, o garoto caiu no chão, completamente desacordado. Das sombras, uma figura moribunda começou a sair, exibindo uma roupa militar extremamente velha, junto de uma pele decomposta. O ser misterioso, uma vez de frente com os derrotados, logo proferiu uma ordem com sua voz rouca:

    — Levem… ele… para a cabana!!

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