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    Era um dia normal, como todos os outros naquela cidade do interior! Em uma barraca de churrasquinhos, um idoso fazia os espetos de carne, enquanto a televisão passava por um programa famoso na cidade. Os clientes se encontram a todo vapor, então o trabalho era muito.

    — Hum? Que é isso?

    Dizia um garoto com um metro e sessenta de altura, relativamente baixo, os cabelos do rapaz eram de cor negra e de tamanho médio. Sua pele era entre um tom branco para um tom moreno, já no seu rosto, uma máscara de pano preta o cobria. O homem velho, escutando a dúvida do jovial, fez uma cara de espanto e falou.

    — Ora, você não é daqui?! O bispo Uzai é um homem muito famoso, por todo o país!!

    Tais palavras deixaram o rapaz chocado com tudo aquilo, já que, mesmo sendo nascido em Buraji, nunca sequer teria ouvido falar do tal religioso, tendo poucas coisas ao seu dispor.

    —  Bem, eu sou daqui sim! Mas, sabe como é, minha geração não é muito de se informar sobre essas coisas!

    O churrasqueiro escutou aquilo, ainda estranhando o fato de o mascarado não saber sobre o grande bispo. Percebendo o clima estranho que tinha ficado, o de cabelos negros fala.

    — Ah, me vê dois espetos de carne com queijo coalho, também quero um refrigerante para acompanhar, se possível!

    Não daria para observar, graças a máscara de pano, mas um sorriso simpático surgiu no rosto daquele adolescente esquisito. Ouvindo o pedido, o idoso colocou alguns espetinhos no fogo, deixando-os esquentar de pouco em pouco. Já de um fardo fora da geladeira, retirou uma pequena garrafa de vidro, e então revelou o seu poder. Aquele churrasqueiro, tinha a incrível capacidade de resfriar as coisas em que toca, fazendo isso com a garrafa de líquido gaseificado, a entregando para o rapaz depois de esfriar.

    — Aqui está, meu rapaz!

    — Oh, muito obrigado!

    Respondeu o do pano no rosto, bebendo o líquido gaseificado por debaixo de sua máscara. Notando a volta do clima, discretamente o jovem desconhecido tirou um papel de seu bolso, o encarou por algum tempo e logo falou.

    — Esse Uzai, por que é tão importante e conhecido?

    Seguindo a rotina normal de um chefe de grelha, o idoso não pensou muito sobre aquela pergunta, apenas respondendo como se fosse qualquer outra.

    — Ah, ele é famoso por causa de seus milagres! Sei que todos possuem poderes neste mundo, mas, os do Uzai são um absurdo! Ele consegue curar os outros, e até já transformou pedra em ouro!

    O velho bigodudo, tirou os espetos daquela brasa, entregando-os na mão do rapaz. Depois de recebê-los, o misterioso jovem comeu rapidamente aquele alimento, deixando o dinheiro do que consumiu na mesa.

    — Valeu pela conversa, tio!

    Os passos do adolescente eram calmos, mas emanava uma pequena quantia de felicidade enquanto andava. Minutos se passaram, por volta de uns quatro minutos desde o início de sua caminhada, que terminou em frente de um beco escuro e sinistro.

    — Cara, ele veio aqui? Que lugar feio!

    Falou o de cabelos negros, em voz baixa, entrando naquele beco com alguns passos calmos. De dentro do beco, uma voz começou a ecoar, dizendo.

    — IRMÃO KURA, CONSEGUIU ALGO?!

    A voz era estridente, alta e dita aos berros, parecia ser de alguém extremamente estérico. À medida em que o Kura foi se aproximando, a silhueta do berreiro foi se revelando, o responsável por aqueles gritos, era um adolescente de idade próxima a do mascarado. Às vestes garoto do beco, tratavam-se de um terno e chapéu brancos, como folhas de um papel, um cabelo negro longo e amarrado descia até as costas dele, completando o seu estilo.

    — Caramba, você grita muito, Arold!

    Reclamou o do pano negro, coçando sua orelha esquerda com o mindinho, criando uma expressão de desconforto com os olhos. Arold, escutando a reclamação do seu irmão, sutilmente coçou sua garganta antes de falar.

    — Desculpa, irmão! É que você é muito mais baixo que eu, pensei que o som não chegaria nos seus ouvidos, a menos que eu gritasse!

    Kura escutou aquilo, ficando visivelmente irado com o seu irmão, cerrando o punho e indo na direção do mais alto.

    — Como é?! Me respeite, seu pirralho! Eu sou mais velho do que você!

    Arold começou a correr em círculos por dentro daquele beco, rindo bastante da fúria do seu irmão mais velho, dizendo para ele.

    — Irritado e baixo assim, você parece até um Pinscher!!

    Ouvindo tamanha provocação, o jovial de estatura baixa, subitamente parou de correr atrás da cabeça do seu irmão mais novo. Durante a pausa, ele respirou fundo, dizendo em sua própria cabeça. 

     “Calma…calma… a missão, foco na missão! Precisamos dela, para passar no teste…”

    Depois de finalmente esfriar o seu sangue, o mais velho focou seus olhos no do terno branco, dizendo para ele.

    — Bem, eu descobri coisas sobre o poder do Uzai. Descobri que ele provavelmente é do tipo de manipulação ambiental, entendeu?

    O cabeludo escutou aquilo atentamente, soltando um sorriso sádico no canto do seu rosto, dizendo ao mais velho. 

    — Ótimo, ótimo! Ele deve ser bem fraco, então! Onde achamos ele, hein?!

    Escutando aquelas palavras, o de cabelo médio ficou momentaneamente estático, deixando claro que não tinha pensado em como achar o inimigo.

    — B-bem… eu não tinha pensado nisso, mas… ele é bem famoso nessa cidade! Então…

    Moveu sua mão direita até perto de sua orelha igualmente destra, e que após esse movimento, o Kura usou os seus poderes. Sua habilidade envolve a criação, manipulação e tudo ligado a raios e eletricidade. Sendo assim, usando parte de suas capacidades, o adolescente elétrico interceptou ondas de rádio no ar da cidade, procurando a que fosse ligada ao bispo Uzai. Após tanta procura, finalmente o rapaz encontrou algo, tirando informações úteis para eles.

    — Amanhã, vai ter um encontro religioso na igreja, oportunidade perfeita para fazermos a missão!

    Arold escutou aquelas palavras, deu algumas risadas contentes, respondendo de forma agitada.

    — Ótimo, mal posso esperar!!

    Com as coisas finalmente nos trilhos, a dupla de irmãos saiu daquele beco discretamente, andando até o hotel em que se hospedaram.

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