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    Os casos de assassinatos continuavam por toda a base militar, ninguém sabia quem poderia ser o assassino e nem quando poderia ser morto. Os irmãos se encontravam andando pelos corredores, em um silêncio até mesmo assustador, até que o irmão mais velho fala:

    — Arold… eu não sei se o que eu vi foi verdade ou não, mas tem algo de errado com o Itadaki.

    Por conta da voz de seu irmão, essa fala chamou a atenção de Arold, que voltou toda a sua atenção a ela. Kura apenas continuou a falar:

    — Sabe, no momento em que eu fui agradecer ao Itadaki por conta da ajuda dele… eu vi ele se ferindo na mão e logo em seguida regenerando, tudo isso naquele prego do refeitório.

    Arold continuava olhando para o seu irmão, pensando naquilo e analisando de forma calma todas aquelas informações, já falando de uma forma bem lenta e meio incrédula para o baixinho:

    — Bem… aonde você quer chegar com isso, irmão?

    Kura olhou nos olhos de seu irmão, falando de uma forma bem séria e meio irritada, pois achava que seu irmão já deveria saber aonde ele quer chegar:

    — Não tá na cara não?! É lógico que vamos investigar ele para ver se não tem nada errado… ver se não é ele o próprio assassino!

    Arold fez um rosto meio de desaprovação para tal ideia, como se aquilo não pudesse ser verdade de forma alguma, parecia que seu irmão só estava fazendo uma acusação sem fundo algum para o amigável Itadaki, que provavelmente nunca iria ter coragem de fazer isso.

    — Hã?! Como assim investigar ele irmão? Ele nunca faria nada disso, ele é alguém totalmente do bem!

    A única expressão que vem do rosto do baixinho, é uma no estilo “nossa, como você é burro”. Kura colocava uma de suas mão no rosto enquanto franzia as suas sobrancelhas, dando um longo e irritado suspiro para o seu irmão, seguindo de uma resposta rápida:

    — Certo, certo, certo… vamos fazer assim: vamos investigar os assassinatos e ver se achamos algo dele. Só saiba que se a gente achar algo que ligue ele aos assassinatos, você vai me dever uma garrafa de refrigerante.

    Arold apenas concordou com aquilo, afinal, ele tinha certeza que Itadaki não era esse terrível assassino que seu irmão desconfiava tanto.Se passaram dois dias após isso e eles estavam investigando o máximo que conseguiam, mesmo que ainda não tivesse sido encontrada nenhuma pista sobre o assassino ser o Itadaki. Ambos estavam andando pelos corredores durante o intervalo, até que se encontram com o próprio Itadaki. Ele estava com o cabelo um pouco diferente, em específico a sua cor: uma mecha de seu cabelo se encontrava loira, um loiro natural. Isso é bastante estranho, pois naturalmente seu cabelo era totalmente escuro como a noite, e chamou bastante a atenção de Kura, que logo falou, apontando para o cabelo dele:

    — Opa, bom dia Itadaki! O que aconteceu com o seu cabelo?

    O homem apenas ficou em silêncio por dois segundos, passando sua mão direita no cabelo enquanto dizia de forma bem calma e serena:

    — Oh, isso aqui? Eu apenas pintei ele, nada tão especial sabe?

    Os irmãos ouviam aquilo, Arold apenas aceitou aquilo sem questionar nada, já o nosso adorado baixinho desconfiava um pouco, por achar que não seria algo que o Itadaki faria sem um motivo por trás. Aquilo logo foi interrompido com a chegada de mais duas pessoas: o Aki e a sua irmã Ali. Aki era um grande amigo de Itadaki, já a sua irmã Ali, era totalmente indiferente com ele.

    — Itadaki, cabelo legal!

    Aki começou a falar com ele, cortando o assunto que Kura e Arold estavam tendo. Bem, aquilo não faz diferença para o objetivo deles, mas o mais velho apenas guardava a informação sobre o cabelo, por pensar que ela poderia ser importante futuramente naquele caso. Mais duas semanas se passaram, Kura já havia praticamente desistido daquela procura pelo assassino. Ele andava pelos corredores até a sua sala de aula, havia matado aula de novo, mas com a desculpa de estar com dor de cabeça. Ainda tinha aquele olhar de peixe morto na cara, dava para sentir o seu tédio de longe. O jovem escutou um barulho vindo de um dos banheiros, um grito de medo, que chamou a atenção de todos. Foi o primeiro a chegar por estar mais próximo do banheiro:

    — Ei, o que aconteceu?!

    Ele gritava isso enquanto entrava naquele banheiro, sua única visão ao fazer isso era a de um fio de cabelo caindo enquanto um vulto rapidamente pulava pela janela, o baixinho correu até ela para ver quem havia pulado, mas não havia ninguém no solo, como seapenas tivesse desaparecido no ar. Ele logo se vira para aquele corpo, analisando ele até achar aquele fio de cabelo, era um fio loiro, que apenas fazia suas suspeitas em cima de Itadaki subirem ainda mais.

    — Agora ele não me escapa!

    Ele apresentava aquela prova para os seus superiores que chegavam ali no banheiro, agora tendo permissão para a levar até o exame de DNA e descobrir quem estava matando aquelas pessoas. ele foi até o laboratório e esperou o resultado, tendo certeza que daria positivo para o DNA do seu maior suspeito, porém:

    — Bem, senhor Kura, nós analisamos esse fio como pediu… mas, ele não bateu com o DNA do senhor Itadaki, nem com o de ninguém do exército inteiro.

    Isso deixou o jovem em choque, a única coisa que passava pela sua cabeça era “então eu suspeitei da pessoa errada, o tempo todo??” Mas a bomba ainda não havia acabado de ser dada para ele:

    — Bem, ao que parece… é como se tivéssemos um infiltrado aqui na base, mesmo que isso seja impossível devido aos nossos meios de segurança por reconhecimento em DNA.

    Após isso, Kura apenas agradeceu e saiu da sala bem reflexivo. O assassino não era o Itadaki, não dava para ele saber quem era, porém, mesmo tendo tal informação, seu subconsciente dizia que era o Itadaki, o colocando em uma confusão interna. “Será que vou conseguir achar esse assassino?” Era o que ele pensava. Dentro de uma das tubulações do local, havia um olho que apenas o observava, em um local totalmente escuro uma voz ecoava:

    — Então ele achou o meu cabelo? Que infortúnio, acho que em pouco tempo ele será o meu próximo alvo!

    A pessoa que dizia isso, por estar envolta em trevas, só permitia notar de forma muito difícil como era o seu corpo: alguém alto, de cabelos meio arrepiados, junto de um braço maior que o outro, como se um deles fosse apenas um encaixe. Esse braço é o seu direito, nele também tem uma marca, a marca de uma cápsula do tempo. Quem será essa pessoa, e quais são seus objetivos?

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