Capítulo 153 — Leia quando for Adulto
Subindo uma pálpebra para seu despertar, Kevyn acordou e encarou quem dormiu com si. Inquietante, suas pupilas se dilataram, um breve momento para segundos calados.
“Eu preciso protegê-lá”, ele pensou.
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De forma circular, o príncipe girou seu braço conforme derramou água fervente sobre um filtro de café. “Fria… mãe… Aya…”, arrepiou e derramou um pouco do líquido em si mesmo.
— Hm? — Inclinou a cabeça após perceber.
Mas suspirou, não havia dor que seus olhos já não viram. “Café, café…”, pegou uma xícara e, da leiteira, jorrou o café sob o copo, mas na sua pele, a adaptação.
“Aradam… você poderia ter me ensinado a fazer o café da Mind… ah! Você tá viva! Hmph! Vai ter que me ensinar!”, emburrado, ele caminhou para fora de casa e encarou o horizonte.
— Fuh~…? Esse som que ela faz… Qual será o significado?
Retendo suas pálpebras, Kevyn abaixou seus olhos e cochilou brevemente. Seus pensamentos vagaram, memórias voltaram, caos, kháos, mal…
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Agachado perto do laguinho, o menino retirou o papel que sua mãe lhe deu, de dentro de sua bolsa dimensional. “Eu me tornei um adulto… está na hora!”
Desdobrando-o em meio aos seus delicados dedos, revelou o que tinha por trás do que sua mãe escondeu e leu em voz alta para si próprio.
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Você não deveria estar vendo essa carta, Kevyn. Pensei que me ouviria e esperaria até ser adulto, mas talvez, se está lendo isso é porque a Night disse que você virou adulto após fazer sexo com ela.
Aposto também que você sabe o que é isso, não é? Não dá pra sair pelo mundo sem descobrir coisas mundanas. Se estiver se perguntando quando escrevi, eu já sabia que aquilo fosse acontecer, eu poderia tentar, me revirar, mas sinto muito… Kuro não me ouviu, não me deu a liberdade de poder defender o possível caos que aconteceria, ou aconteceu.
Eu escrevi isso porque corri atrás e me aprofundei nos conceitos gerais do nosso clã, outro lado que não me ouviu. Têm sido cada vez pior conseguir reunir pessoas para me ajudarem, mas eu prometo que fiz o meu máximo para escrever isso.
Você ainda é uma criança, aproveite o tempo que ainda resta, se estiver se escondendo, ou está em algum lugar, não se sinta errado de trabalhar, faça o seu máximo e o que puder para sobreviver.
Se precisar derramar sangue, saiba que até a mamãe já fez o mesmo. Ainda assim, não deixe de lembrar que a maldade existe, não se conforte pelas minhas palavras, você não é melhor que ninguém, não pode tirar vidas como nada.
Você vai precisar treinar espada com a Night a partir de agora, ela vai ser fundamental para sua construção como um homem, deixei nas mãos dela. Mas deixando isso de lado, o principal:
— Eu passei por um longo treinamento, técnicas como o azul, vermelho e o branco podem custar menos de você, basta você mantê-las ativas por um longo período, quanto mais tempo você se dedicar, menos elas vão te exaurir, talvez até parem de te cansar. Treine isso.
— Estude o básico de mana, magia e energia de novo. Sei que Mind ensinou, você praticou muito, mas o teórico precisa ser revisado o quanto antes.
Quando for adulto, esse papel virá a mudar, então guarde com carinho, eu escrevi sobre as descobertas que fiz para você.
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Uma gota caiu sob a grama, mas não era de chuva. Neutro, Kevyn dobrou o papel sobre suas juntas e criou uma caixa de metal para protegê-lo. “Obrigado pelo seu esforço, mãe”, devolvendo-o para a bolsa dimensional, cerrou os olhos e entrelaçou seus braços.
— Treinar…
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Sentindo que congelou o quarto, Aycity despertou e antes mesmo de abrir os olhos, se espreguiçou e… não procurou pela sua princesa no colchão.
Já sabendo que ele se levantou, a garota encarou os olhos de um esqueleto sentado em uma cadeira. Humbra, lendo o que seu Deus mais amou, observou a menina.
— Fuh~ Bom dia, grande general.
— Santa srta. Aycity, o que fizeram com suas asas? Além disso, mais importante, gostaria de tirar um tempo com meu rei, quero conversar sobre a vilipendiada estrela da morte. — As pupilas dele se apagaram, como se tivesse fechado seus olhos.
Sem entender muito bem, a garota bocejou e respondeu:
— Estrela? Se refere a Night? Bem… eu queria um pouco da atenção dele… sabe?
— Não me importa a suas atitudes em relação ao meu senhor, não quero que se aproveite de sua boa vontade. Você é doce, mas pode causar diabetes.
— Eu não vou forçar nada.
— Então tente não manipular nada também.
— Manipular? — sussurrou.
Lentamente as pupilas do esqueleto voltaram a olhar para ela. Ele escutou. “Nunca imaginei ver pessoas como ela, como se chama isso? Manipulação culposa? Não, a influência da aura dela é pesada ao ponto dela mesma não perceber”, ele voltou a ler seu livro.
— Grande conquistadora você é, só de existir as coisas parecem dar certo para você, mas isso veio com um preço — não perguntou Humbra.
Aycity desviou o olhar. — Não sei do que está falando, Sr. Monte de ossos, mas pela primeira vez não sou tratada como um brinquedo… então tudo bem por mim se eu paguei o tal preço.
Como uma montanha, uma risada surgiu em meio ao silêncio. O general a encarou com calor e a respondeu sem ao menos hesitar:
— Se identificou, príncipe? Não vejo problema na sua relação com meu mestre, você até me lembra uma personagem desse livro, mas a única diferença, é essa sua arrogância.
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Fechando seus olhos, Night passou sua mão pelo rosto e jogou seu suor sobre a grama da enorme planície. Bufando ofegante ela encarou seu general, Kyajurin.
Sem mostrar uma expressão, ele cruzou os braços e perguntou:
— Por quanto tempo você ainda vai treinar?
Escorado em uma árvore, o homem prestou foco em outra coisa com seus olhos. Naquele instante, a demônio cerrou suas pálpebras e respondeu:
— Esse é o último dia, finalmente me tornei uma rainha da espada.
— E o que isso significa? — Voltou a encará-la.
— Meu antigo mestre me disse que existem três níveis acima do normal. Rei, Deus e Divindade. Eu sou uma rainha, mas isso veio do nada como se sempre soubesse.
— Entendo… impressionante realmente, será que existe isso para outras coisas? Tipo… um rei da culinária ou algo assim?
Night apoiou a cabeça no próprio ombro e segurou seu braço. — Talvez… as pessoas não são destinadas a serem boas em… se bem… talvez sejam sim…
Ela pensou:
“Se não fosse, Kevyn seria bom em quase todos os estilos, não é? Afinal ele se esforça muito mais, com certeza seria tão bom quanto eu mesma”, desviou o olhar. “Sinto muito”.

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