Parte da aventura também é culinária!
Capítulo 37: A linguagem universal da comida
Com a família unida, o grupo logo é recepcionado para o almoço, se sentam em volta da mesa.
— Minha linda família, esses são meus novos amigos, e companheiros de viagem. O sábio mestre Li Han, e seus alunos Hiro e Saikyo, fortes e valentes guerreiros. Dembele que é da cidade e Yasuke que é seu amigo. E amigos está é minha família, minha maravilhosa filha Rihanna e meu grande irmão Nassim — apresenta Balu a sua família e seus amigos uns aos outros. — Sintam-se à vontade, serviremos o melhor que tem à disposição. Quero que vocês conheçam o melhor da comida típica do meu povo.
— Um arroz e feijão está bom para mim, obrigado — diz Dembele.
— Tem que ter aquele bifinho pra ficar completo — afirma Hiro.
— A mais com uma farofinha e batata frita — complementa Saikyo.
— Temos fartura, mais nada de feijão, pra vocês hoje vem do melhor — diz Balu, apontando o dedo indicador para cima.
Rihanna serve na mesa a salada de tabule, prato com pães pita, prato com kibe cru servido com azeite por cima e pétalas de cebola, prato com falafel, prato com três tigelas cada um com uma pasta, sendo elas babaganush, coalhada seca e homus, com pinoli por cima. A uma tigela com arroz com especiarias e uma bandeja com espetos de kafta.
— Sirvam-se à vontade, coma um pouco de tudo — diz Balu empolgado em demonstrar sua culinária.
— Está com um ótimo cheiro, de fato tem ótimos temperos
— Ahgaa! Isso é carne crua? — aponta Hiro espantado.
— Kibe cru nunca comeu? — questiona Balu, impressionado.
— Eu só como o frito! — afirma Hiro.
— Não é tão assustador, deve ser gostoso, como eu devo comer? — questiona Saikyo, intrigada para conhecer as novas comidas.
— Da forma que quiser, eu gosto de pegar um pedaço do pão, passar babaganush e depois colocar o kibe com a cebola — descreve Rihanna, enquanto faz o processo.
— Vou ficar no arroz mesmo, como se chama? — questiona Hiro, apontando para a comida.
— Maklub, é arroz com carne de carneiro cozida, temperado com especiarias, ele possui várias camadas de legumes, veja a berinjela, couve-flor, batatas assadas, tomate, cebola caramelizada — explica Balu, esperando que o garoto se interesse.
— Tem carne!? Ai está falando minha língua! — exclama Hiro, que logo se serve enchendo seu prato lambendo os lábios. — Yummy, yummy!
— HIRO! O que está fazendo, desmanchou a linda montagem! — reclama Saikyo, com a câmera na mão. — Eu queria tirar uma foto, eu não vou desperdiçar uma experiência gastronômica única!
— E eu vou deixar de encher minha barriga. De forma alguma! — Hiro responde dando uma garfada no arroz.
— Faz tempo que não como bem assim — diz Dembele, já montando seu prato.
— E eu não quero desperdiçar falafel de graça! — diz Yasuke, pegando falafels com a mão.
— Perdão, Rihanna, por esses debiloides — reclama Saikyo, tirando foto da mesa mesmo com a arrumação comprometida, e depois algumas fotos de si mesma e do grupo. — A propósito, vocês não tem alguma oração ou algo que fazem antes de comer?
— Nunca fui muito religiosa, e nos afastamos dos costumes quando viemos para cá, principalmente depois da vinda do Xogum, o que é se tornou proibido — explica Rihanna.
— Aquele cara é um ditador, destroi tudo que toca, e ainda vai por fogo nessa cidade! — afirma Nassim.
— Ele não é tão mau assim — defende Yasuke de forma inocente.
— Ele disfarça de bem, e engana garotos como você — lamenta Nassim.
— Ninguem pode orar, e nem fazer referencia a nada, é isso que querem dizer, o maldito proibiu tudo, só podem louvar o iluminado, destruiu praças, templos e até os terreiros da minha familia! — esclarece Dembele, irritado com a mera menção do Xogum.
— É, ele é terrível, mas esqueçam isso, vamos aproveitar a comida! — interrompe Balu, centrando o foco para o momento.
— É — Nassim concorda com seu irmão, e vira o copo em sua boca, e em seguida coloca na mesa, limpa a boca e abre um sorriso. — Como você falava, a comida é uma língua universal!
— Ótimo, pois é, na região de Mu não tem a cultura de muitos dos ingredientes, eu trouxe para cá algumas coisas, outras já encontrei na região de Ké, que possui uma diversidade gigante, o carneiro é criado por nós mesmos no quintal! São menos exóticos que os camelos, são como nossos bois para vocês da região de Mu, e para a província de Khan que é semiárida — explica Balu, as curiosidades para Hiro e Saikyo.
— Sim, eu vi isso em um livro uma vez, graças às massas de ar vindo da província de Khan, com a colisão vinda das massas de ar úmida da região abaixo da nossa de Romaira, geram chuvas nesta cidade e fortes ventanias na região de Fujita. Além do ambiente ser um cruzamento de diversos lugares desta região do que tem de mais férteis, terrenos planos e planaltos com solo fértil, em diferentes alturas apropriado para diferentes culturas! — explica Hiro com empolgação, demonstrando seu conhecimento. — Eu só tinha vido fotos, esse lugar é mais bonito de perto.
— Apesar disso, Mu é diferente de qualquer região do nosso Império, ele tem a maior diversidade de biomas, em um só local — ressalta o mestre.
— Um dia quero visitar de verdade — diz Balu olhando para o mestre.
— Já está querendo quebrar sua promessa, pai? — questiona a filha, em tom protetivo.
— É preciso ter história para contar, querida explique por favor para eles o que está na mesa — ordena Balu, se esquivando da pergunta da filha.
— Com todo prazer, amigos, vou começar com as pastas, o babaganush, feito de berinjela, homus de grão de bico e a coalhada seca, o azeite vai em cima indo bem com o seu sabor. A gente mistura as coisas pegando com a mão, um pouco do pão com a pasta, e kibe cru vai bem. Os falafels vão bem, são bolinhos de grão de bico temperados. Temos a nossa kafta feita de carne moída. E como prato principal e o seu amigo já está se acabando com Maklub, a salada de tabule acompanha tudo — descreve Rihanna, com orgulho do que é servido.
— Tudo parece uma delicia, vou provar um pouco de cada! — exclama Saikyo, admirada com o banquete servido.
Quando um vai para a sua preferência, Yasuke se foca nos falafel, usando a coalhada seca como molho. Dembele assim como Hiro, prefere o Maklub, e pega um espeto de Kafta. Os adultos vão comendo um pouco de cada aos poucos enquanto bebem, Rihanna acompanha Saikyo na degustação, que começa com misturando o pão alternando entre as pastas, o kibe cru e o tabule.
— O sabor do húmus, me lembra no fundo um pouco o feijão, já o babagnush é uma delicia, mas não sei porque, acho que meu paladar por estar mais acostumado com o leite, preferiu a coalhada seca — observa Saikyo, degustando de forma minuciosa cada alimento.
— É algo comum, é o que mais se pede das pastas, mas as outras são populares com os veganos, assim como o falafel, que era bem consumido em tempos de quaresma — explica Rihanna sobre as diferenças das comidas.
— Bem, devem ser bons — diz Saikyo pegando um falafel e passa na coalhada, e come. — É muito bom, mas ainda acho nosso pastel melhor.
Saikyo continua a degustação, e os rapazes a encher a barriga, assim que terminam, Rihanna retira os pratos da mesa.
— Que fartura, a viagem compensou aqui, Balu, tem problema com crianças em seu quintal? — pergunta Li Han.
—Não, Rihanna deixa que eu lavo o resto dos pratos, que tal acompanhar os jovens até o quintal — sugere. Balu.
— O que? Vão falar coisas sérias? Eu posso ouvir! — resmunga Hiro, se sentindo ofendido.
— Algum de vocês quer ficar aqui ouvindo bêbados? — Li Han pergunta aos outros.
— Sinceramente quero dar uma olhada nos carneirinhos — diz Saikyo.
— Eu também, eu também! — repete Yasuke empolgado com os cordeiros.
— Seria um prazer mostrar o nosso quintal para vocês — afirma Rihanna, se disponibilizando para os convidados.
— Três a um Hiro, aprenda a perder — afirma o mestre.
— Blah, blah! — Hiro sai inconformado junto aos outros.
É nítido a inspiração árabe (do Oriente Médio) para Balu e sua família, os Talim. Eles são mais especificamente os libaneses (Líbano, não confundir com a Líbia, a qual farei referência a outra hora, mais aguardem) e sírios (Síria). A família Talim vem do cantos das chamas divido entre duas grandes regiões chamadas Malaluk e Sumiria, que não são países são regiões onde ficam países, e são especificamente da região de Sumiria, que fica no mesmo continente que o Império de Yu, porém a uma grande distancia é claro do país de Jade, muito mais da região de Fujita, talvez eu mostre a rota que Balu traçou e até mesmo um mapa. Se leu até aqui, obrigado! THANKS! 🙂

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