Índice de Capítulo

    Agora, a resolução do arco. Muita dúvida se voltaria seguindo como a história devia seguir ou tentando fazer algo menos abrupto, pórem decidir seguir as coisas como havia planejado.

    “Para manter a ordem, eles espalham perfume nas praças, disfarçando o cheiro do sangue que tingem as rosas”

    O trem marrom que agora carrega um trio de aventureiros, que viveram o inacreditável, movidos pelos interesses por trás da carga do trem, a chegada deles mudou toda a cidade dos campos gramados. Determinando um período novo, um após a queda do Xogum.

    As encomendas que desencadearam todos os transtornos, causam de forma mais controlada pequenas perturbações na cidade mais segura de todo o império, Mu. Estes pequenos incômodos, são imperceptíveis para a população, escondidos por camadas de concreto, e mascarados pela ilusão da força invisível gerada pela imponência do poderio militar existente dentro de Mu, este poder que a cada dia se torna cada vez mais ilustrativo, por conta de sua distância, mais que ainda promove a confiança na segurança do local.

    Nas ruas de Mu, oficiais da lei nunca se misturam com aqueles que quebram as regras, a imponência do poderio militar da cidade impede com que se circule atividades ilegais de forma chamativa, a segurança reprime parte da liberdade. Tudo precisa ser feito de forma sútil, as encomendas que deram início a toda a missão contra o Xogum, se ligam a camadas mais profundas do submundo da cidade.

    Abaixo de onde se há um local de tranquilidade, se escancara a dualidade, dos lados que são opostos, se misturando, a depender da ocasião. Tal eventualidade ocorre na passagem de informações, conforme os interesses, dentro do local que chama de distrito inferior, abaixo da terra. Sem vigília, sem testemunhas, sem aparências a serem mantidas, corredores subterrâneos feitos de concreto, com má iluminação.

    O ponto de fuga, para onde devia ir a vida, é onde se concentra o mau. A hipocrisia nas palavras trocadas entre um oficial da lei, sem o seu crachá, pouco identificavel na escurdião, cabelos lisos curtos, bigode grosso e pele clara, junto de um homem de terno com pele de tom similar, pórem mais baixo, de peso elevado e cabelos brancos, com idade avançada.

    — Que loucura, prêmio pela cabeça de pondo a prémio a cabeça de Kiti Kuro? — questiona o oficial da lei.

    — Eu fiquei sabendo por uns amigos, é loucura, mas é isso mesmo, parece que viram homens dela no local onde seu filho foi visto pela última vez, ele está desaparecido. Disseram que ele se meteu em confusão nos últimos dias, possivelmente foi assassinado. Isso me cheira a flores, destruíram tanto elas, que começaram a brotar no lixão — explica informante, revoltado com a situação, em sua postura cabisbaixa demonstra certo incomodo, rangendo os dentes.

    — Vish, que complicado, eu não posso fazer nada sobre isso — diz o oficial da lei se esquivando da responsabilidade, e demonstrando desinteresse quanto ao aviso do informante.

    — Mais e ai, o Lowei vai rodar? Se for, precisamos manter aqui organizado, vão querer um distribuidor novo, tem algum nome que eu posso levar para o pessoal? — questiona o informante nervoso, se aproximando do oficial, o pressionando para obter uma resposta que mostre um posicionamento favorável.

    — Não complique as coisas, isso não é comigo, mas eu posso ver. Iria ser muito trabalho lidar com a mão de Jara entrando nessa cidade — responde o oficial passando a mão na testa, depois ele assopra ar pela boca, como forma de se aliviar. — Só de imaginar já me estresso, o que posso te dizer é que vou te livrar de entrar em evidência.

    — Que bom, essa ponte é precisa. É para isso que ser o mensageiro, eu dou sim minha opinião, mas acho importante, é preciso ter ordem no submundo, para isso infelizmente o bem e o mau precisam andar lado a lado. Afinal os xás apenas representam uma segurança ilusória!  — Após o informante desabafar, ele é surpreendido por uma sombra que cobre o seu rosto, a do revólver que pertence ao oficial fica. — Espere, não! 

    Disparo barulhento, seguido por um silêncio mortal, após um tempo uma ligação é executada, já na superfície, onde se a sinal.

    — Acho que tenho algo do seu interesse, só preciso que anule aquela advertência referente a minha conduta — informa o oficial, enquanto saqueia o que a nos bolsos do informante, olhando para um saquinho sorridente. — O que faço comigo na minha vida pessoal, devia ser só sobre mim.

    — Isso é relativo a posição de liberdade sobre qual se conguista na vida, portanto se me der algo de valor, a retribuição será generosa para sua conguista, Dubao — promete o superior dar algo de mesmo valor.

    — Digamos que colocaram a cabeça da sua cachorra de estimação, ou melhor, gatinha, a prêmio, isto deve te dar alguns créditos, e a mim também — comemora o oficial, enquanto começam a inspirar pelo no nariz.

    — Você é um adicto repugnante, mas daqueles bem produtivos, não a porque trocar uma peça cara um pouco enferrujada, se ela ainda mantém o maquinário funcionando, então considere-se limpo.

    — Eu preciso dessa mágia, a mágia desse mundo se perdeu, onde estão os xás? — questionou Dubao, apenas sendo respondido com o silêncio.

    As informações iriam parar na sala da líder das crianças de preto, onde na noite daquele dia, ocorreu a reunião de Kiti Kuro e o homem que estava no telefone, o qual a capitã poderia chamar até mesmo de amigo, o delegado da policia civil de Mu, que veste seu terno azul, quando está a paisana, em uma tentativa falha em ser discreto, pois o seus cabelos predominantemente pretos, lisos com mechas arrepiadas e sombrancelhas peluda, com alguns fios prateados, chama atenção também por conta de seu nariz com ponta longa e queixo fino, olhos pequenos e com palpébras puxadas, seu tom de pele é morena clara. Um homem alto com um rosto que possui carácteristicas únicas, dificilmente passaria sem ser observado.

    Ambos os oficiais, estão em um encontro com doses de informalidade, pois Dim Guanmao e Kiti possuem intimidade o suficiente para pular etapas da conversa e ir direto ao ponto de interesse, pórem um deles insiste em estender mais o debate, embriagado em suas próprias reflexões.

    — A causalidade, a relação entre a causa e efeito, se manipula as causas por tanto se aproxima de ir até a consequência que quer, pode ser possível alguém manipular as coisas a tal ponto, de induzir o bater de uma borboleta a causar um furacão? — questiona o delegado, não poupando palavras.

    Por conta de Kiti ser mais calada, Dim, nem se quer espera uma resposta, e prossegue a falar de forma retórica, até por fim prosseguir com o assunto principal.

    — Certamente não há como manipular o destino, mas pode fazer parecer que se manipula, com tanto que retenha em suas mãos a informação, usando a informação sobre o furacão pode determinar como se vai a passar, se vai a deixar ou não vai, e assim determinar o impacto que tera na vida das pessoas, e na forma como enxergam a própria realidade. Kiti, com tudo que você nos deu, a verificação dos pares dos forenses logo legitimam os estudos de seus alunos, foi rápido graças a colaboração do brilhante Enlike Lawaxi, um rapaz promissor no ramo, este tipo raro de pessoa movida pela razão, dá luz com o conhecimento, a pessoas ignorantes, como nós. No entanto, espero não precisar da ajuda dele novamente, acho que por conta que estou em paz com minha própria ignorância. Além disso, ele não tem função neste local, pacato e tranquilo. Apesar disso, as tensões a minha intuição, eu não deveria me preocupar com você, sabendo que Lowei está condenado, mas estou — explica o delegado, deixando esclarecido o motivo de sua vinda até o local.

    — Prolixo como sempre, chega a ser tedioso ouvir a sua voz — comenta Kiti, criticando a forma de se expressar do delegado. — Agora sobre a parte que me toca, se preocupar? O tempo te amoleceu ou o fez esquecer de quem sou?

    — Sempre direta ao ponto, mais me escuta, mesmo sabendo que a melhor forma de me fazer calar a boca é não me dando atenção. Eu gosto de devagar nas minhas ideias, sou um filosofo, que quis está profissão apenas para estudar as pessoas que ferem e defendem a justiça mais a fundo, e com isso enxergar as suas nuances. De alguma forma, sinto que você tem um interesse genuino em explorar afundo, os lados mais extremos das pessoas, por isso me escuta, para ver onde vou, por isso tenho um apego a você — justifica o delegado, não poupando palavras.

    — Seu apego é pela minha eficiencia, sua preocupação é auto preservativa. — Kiti responde de forma direta, mostrando se cansada com a enrolação.

    — É, você tem um ponto — confirma o delegado, balançando a cabeça. — Apesar de que, nunca seria assassinada por alguem enviado por Lowei, mais assassinar o filho de alguem de renome, isso fere sua reputação e pode atrapalhar sua campanha para ser promovida, e até pode abaixar seu poderio, gerando advertencias, isso não é bom para mim. Foi até esperta, o garoto desapareceu em uma área de conflito, não sabemos ao certo de quem, é uma organização criminosa nova. Mas, nada que indicasse a você, exceto terem visto homens vestidos similarmente a suas crianças no local, isso foi o suficiente para o conflito se voltar a você.

    — Confesso que gostaria de ter o crédito, mas, eu escolheria matar o pai, na verdade a familia, de qualquer forma todos se reuniriam no inferno de qualquer jeito.

    — Inferno? Que pesado, e todas as outras pessoas que matou que não iriam para lá estaram livres de você para sempre. Afinal, você sabe que nem um bom Xá te ajudaria a escapar de ir para lá, mais te desejo sorte. Pois isso me daria esperança de ir para um lugar onde poderia ver meus filhos quando eu e eles formos abraçados pela verdade inevitável — reflete o delegado, novamente devegando sobre suas ideias.

    — Os Xá são apenas funcionários hoje em dia, a mágia é uma peça do dia a dia, assim como o inferno, poderes ficcionais — diz Kiti, de maneira debochada.

    — Ora, ora minha amiga, que ceticismo brutal. Bom, vou te empolgar, estamos nos preparando para voltar as trincheiras — avisa o delegado, sorrindo em seguida. — Bem, mais ainda mate Lowei, as coisas pioram quando formos levar em consideração a relação dele com Anjin Clavel, isto é péssimo Kiti, é um corsário, concerteza deve ter ligação com forças maiores, sugiro apelar! — O delegado faz a sugestão como forma de aviso, com o seu tom de voz abaixando.

    — Eu vou apelar, temos tudo! — afirma Kiti, com certeza em seu olhar, e decidida ao ponto de da por diante, não tratar com a mesma seriedade as palavras de seu colega.

    — Temos? É uma afirmação forte, eu posso acelerar as coisas, mas você vai ficar me devendo uma — diz o delegeado de forma ironica, o que irrita sua colega. — Pode deixar que eu mesmo consigo a apelação, o desgraçado vai entender porque você não tem inimigos, e muito menos amigos que andam perto de você, andar perto de você dá azar.

    — Azar aos inimigos apenas — diz Kiti, erguendo o cigarro, seu modo de expressar condolencias. — Marcarei com Lowei, vou o deixar pensando que irei até ele pessoalmente, melhor do que o ter morto, eu quero que ele seja visto como um monstro.

    — Um herói se faz da imagem do vilão — reflete o delegado, realça os olhos ficando empolgado com suas próprias palavras e comemora. — Uh! Falei bonito sem ser prolixo dessa vez, já é um avanço, cachorro velho aprendendo truque novo.

    Kiti se quer da atenção a reflexão de seu colega, já pensando na pessoa para liderar a missão de executar o mafioso, mas este já havia sido liberado, mais por conta de seu pressentimento decidiu permanecer no local e convenceu seus outros parceiros a aguardarem novas oportunidades sabiamente. A líder do grupo já havia percebido a sua capacidade de observação, e que ele estava a espreita esperando algo.

    Akuto não iria negar a chance de se provar novamente, e estava perto do escritório de sua capitã quando o delegado chegou para se reunir com ela, apesar do interesse na conversa, não demonstrou mudança em sua expressão, apenas observou a porta, da sala, a espera de sua oportunidade.

    Desculpe a demora, em breve haveram novidades, parte deste tempo foi para no futuro haver algumas adições interessantes na história, como artes exclusivas.

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