Índice de Capítulo

    O trio de Barke, Akuto e Raikou se reune novamente na sala de espera do escritório da capitã, em uma reunião particular entre os três. As expressões distintas no rosto de cada um, revela a forma como tratam o tema em questão, Barke é o que se mantém em dúvida, de olhos arregalados e sombrancelhas saltadas, Akuto já está decido portanto seu corpo diz mais do que seu rosto, enquanto está sentado em uma das poltronas, mantém seu corpo projetado a frente, com as mãos juntas e dedos entrelaçados, e o que impressiona é o olhar de Raikou, com brilho, interesse, empolgação pelo que se vê a frente, e não pelo distante, contrariando seu estado perene de tédio.

    — Eu não tenho o que dizer, eu não sou o cara que mata, e sim o que não morre — justifica Barke sobre sua posição.

    — Não corremos quase perigo algum, não teve confronto, podemos mostrar a Kiti que estamos mais qualificados que todo o restante, e tenho certeza que ela tem uma boa memória quanto a quem demonstra habilidades acima da média — explica Akuto, tentando convencer seu colega.

    — Por favor aceitem! — Raikou faz o pedido interrompendo a discussão de forma incisiva, chamando a atenção para o que ele tem a dizer. — Eu gostaria de ter uma chance de mostrar do que sou capaz, é algo importante para mim.

    — Caramba, essa é a vez que eu senti você falar com emoção, olha não pense que e estou comovido com o seu papinho, afinal eu nem sei o porque de todo esse drama, mais, você tem sido um parceiro, e parceiro se ajudam — diz Barke, apesar de negar, está nitidamente comovido.

    — Decidido então, pelo Raikou? — questiona Akuto, pela última vez antes de tomarem a decisão.

    — Vamos ver o que você faz de melhor! — Barke responde de forma provocante, aceitando a proposta pelo seu parceiro.

    — É melhor ficar de olho fechado, já quase perdeu a fala, não vai querer arriscar a visão! — Raikou rebate a provocação, de forma amistosa, demonstrando estar alegre com a consideração recebida.

    Ao clarear do dia, no bairro da ponta de chifre de prata, o mafioso Lowei é acordado no quarto de sua mansão, por suas funcionárias particulares, as mesmas que o massageam e é conduzido até o jardim, acompanhado por seus seguranças.

    Os seguranças estão com o uniforme padrão, usando camisa social de diferentes cores, calça e sapatos pretos, vestidos formalmente, diferente de seu chefe, Lowei busca tratar a visita com desprezo, sem abrir mão de seu conforto, vestindo um pijama vermelho com botões dourado, e calçando pantufas esverdeadas, demonstra despreocupação com a suposta vinda de Kiti

    Mas logo o mafioso descobriu, que quem seria desprezado era ele, ao ver que ela mandou outro em seu lugar. Lowei fica furioso quando se depara com Raikou, que utiliza o uniforme das crianças de preto, quebrando as expectativas do mafioso.

    — Eu tenho uma boa forma de avisar a sua capitã que eu quero que ela venha até mim pessoalmente! — Lowei ameaça Raikou, os seus olhos incham de raiva, ficando vermelhos com as veias amostra, range os dentes furioso, e desfere logo em seguida para os seus homens, o que faz eles ficarem preparados para atacar. 

    — Eu vim leva-lo para depor senhor Doho, estamos autorizados ao levar a força, caso o pegasse cometendo algum crime em flagrante, posso o prender preventivamente, e usar a força para retirar você e todos os outros do local, para averiguar a casa — afirma Raikou, sem demonstrar se sentir ameaçado, pelo contrário, a afronta o faz se sentir alegre.

    — Você está contando uma piada? Eu não vou fazer nada, a sua capitã, é uma assassina em série! Responsável por matar meu filho, se formos usar a lei, ela estará acabada! — alega Lowei, apontando o dedo indicador.

    — Eu pouco me importo, prefiro usar a força mesmo, afinal, você já foi pego em flagrante — diz Raikou, olhando com desprezo para as acompanhantes menores de idade do mafioso, após isso coloca a mão em seu ombro o girando, já se preparando para usar a força.

    — Isso é ridículo, você não é ninguém, o coloquem para fora! — ordena Lowei, enquanto aponta para Raikou

    — Eu estava esperando que vocês tentassem! — afirma Raikou, sorridente com a ordem do mafioso. 

    Os seguranças de Lowei se aproximam de Raikou, até mesmo os que estão distantes protegendo o portão e na entrada da mansão se ficam de prontidão, saindo de seus postos para se concentrar em Raikou, e em instantes, dezenas de homens estão preparados para sumir com a presença de um.

    Conforme a quantidade de seguranças aumentava, o medo também aflorava, mesmo em maior quantidade, o que emana de Raikou, era algo que todos podiam sentir, pois este não fazia questão de esconder, tão convencido que se quer faz postura para o combate, apenas a espera do ataque.

    Logo o ataque vem, de duas frentes para que ele não tenha chance de se defendes, dois dos seguranças se aproximam para fazer a contingência do alvo, tranquilos, acreditando que estão perto de uma falsa ameaça. Um dos seguranças se aproxima tentando agarrar Raikou pelo braço, jogando seu corpo contra ele para o derrubar e o outro vem por trás sacando uma faca borboleta para atingi-lo pela nuca, que está coberta pelos grandes cabelos de Raikou.

    Raikou espera para se mover apenas quando está prestes a ser tocado, como forma defesa, ele ataca, dando um tapa no cotovelo do segurança que tenta o agarrar, e utiliza a ponta do cotovelo para acertar o que tenta o esfaquear pela nuca. A velocidade reação é impressionante aos olhos dos seguranças, no entanto o que os choca é o resultado de seus golpes, os danos causados são assustadores, o segurança que recebeu o tapa teve seu braço deslocado, e o que recebeu a cotovelada foi arremessado a cinco metros de distância, caindo de costas no chão cuspindo sangue, e desacordado.

    — Eu vou mostrar para você, o porque dizem que somos demonios em corpos de humanos! — afirma Raikou retirando seu quepe, e colocando no bolso da jaqueta, enquanto seus olhos começam a brilhar.

    Os seguranças demoram um pouco para recuperar a atenção, perplexo por conta do poder do Nelphli, então eles decidem trabalhar todos em conjunto, e já sacarem suas armas, a maioria utiliza facas borboletas, armas brancas que podem ser confundidas com utensilios, pórem alguns já sacam pistolas, por conta do terror causado, não atacam de imediato.

    Apesar do maior número, Lowei fica com tanto medo que se levanta de seu sofá, jogando o móvel no chão, corre empurrando as funcionárias que vê pela frente para as deixar como obstáculo no caminho, enquanto os seguranças formam uma muralha de corpos na frente de Raikou o impedindo de avançar.

    A muralha é aberta utilizando algo que vai além da força bruta, partindo dos olhos de Raikou, ele dispara raios lineares luminosos de cor avermelhada clara, mas que não tem calor, mesmo assim em contato com o ar, gera um gás com cheiro similar ao de sal. O raio entra em contato com a muralha de corpos, força sua passagem, atravessando o que vê pela frente e com o movimento cabeça do seu usuário, fatia-os em pedaços, acompanhado por um grito de dor, após a execução, os olhos se fecham e a um suspiro de alívio.

    Os que se mantém de pé pensam em fugir, naquele momento que o olhar do terror se fechou, mais os olhos logo se abrem e com a troca de olhares, os que sobreviveram ao primeiro ataque, por não terem sido acertados ou não terem sofrido danos letais, enxergam nos olhos daquele que não parece ser humano, uma luz de cor quente mais indescritível, diferente da do raio que atingiu o restante ateriormente, é perto de algo que já viram, mais nunca viram, o sentimento de medo se aumenta, aflorando por suas espinhas, até que estejam subitamente paralisados, presas fáceis para que Raikou termine com suas vidas, e ele fará sem pressa.

    Raikou não poupa tempo, e faz questão de caminhar lentamente até cada uma de suas vitimas, golpes rápidos com a palmas da mão fazem ossos se quebrarem e membros se contorcerem, a cada ataque um grito, os que podem ser reconhecido são acertados no corpo e os que tem azar, tem seus rostos deformados, com as partes se separando e saltando pelo ar.

    Lowei por ter corrido, consegue ficar de fora do olhar que paralizou seus homens, conseguindo fugir assim quando começou o massacre, e se afasta o suficiente, decidindo fugir pelo próprio jardim caminhando até o seus zoológico particular, onde vê uma saída sem maiores obstaculos, até que ele tropeça e cai no chão, se levantando com dificuldade por conta de seu peso, ele se depara com um de seus leões de estimação em sua frente, rangendo os dentes vendo nele um delicioso banquete para saciar sua fome. 

    Quem havia libertado a fera logo se apresenta com um bastão com ponta de fero na mão, que ao a pertar um botão acoplado no bastão, faz com que feixes de eletricidade se formem na ponta, o que assusta o leão e o faz recuar.

    — Você caiu por conta de suas próprias manias e excentricidades — diz Akuto, quando se aproxima, faz questão de pisar na mão do mafioso. — Como um homem de negócios, mostre sua competencia agora senhor Doho. Pois vamos negociar sua vida, pois se este leão não te devorar, tenho certeza que o outro ira te desmembrar.

    Enquanto isso, Barke, aguarda ao lado de fora, esperando distante camuflado nas folhas do jardim do local, está ali na retaguarda para entrar caso haja sinal de ajuda ou veja alguem fugindo, o segundo caso ocorre, e ele vai até lá impedir, já com a arma em mãos, mais a mantém abaixada quando vê que se tratam das acompanhantes menores de idade de Lowei, elas se assustam recuando. Barke coloca a mão no bolso, e ergue as mãos, demonstrando passividade, para que elas não se assustem.

    Neste momento, distante, Akuto se retira da mansão do mafioso, sozinho, ele balança a cabeça olhando o entorno como forma de se previnir, e se aproxima de Barke logo em seguida.

    — Muito bem Barke, estas são as provas que precisamos! — afirma Akuto. — O maldito pode até ter escapado vivo, mais agora é um procurado, e a reputação da nossa capitã se mantém.

    — Provas? Então essas meninas são . . . — Barke fica furioso ao concluir que se tratavam das vítimas em flagrante. — Insetos, sempre acham formas de sobreviver.

    O ranger dentes de Barke era ofuscado facilmente, em comparação as lágrimas das moças recém libertas, que até pouco tempo, não se tratavam apenas de um detalhe na vida do criminosos. Akuto observa o choro das garotas, e logo desvia o olhar, evitando mudar sua postura.

    — O importante é que agora elas estão a salvo, e isso acabou! — afirma Akuto.

    Distante, Raikou se aproxima, mesmo após ter acabado brutalmente com os seguranças do mafioso, está sem manchas de sangue em seu uniforme, apenas em sua mão direita tem sangue, logo ele se une ao restante, e assim o trio está reunido.

    — Fiz o que faço de melhor! — diz Raikou, orgulhoso com si mesmo, ele balança a sua mão direita, a limpando, tirando o sangue que está nela.

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