O grupo atravessava uma trilha esquecida pelo tempo, onde o mato alto e as pedras soltas indicavam a ausência de passos humanos havia décadas. O silêncio era perturbador, cortado apenas pelo som de seus próprios passos e pelo ocasional canto de um pássaro distante. A cada metro avançado, a atmosfera tornava-se mais densa, como se algo observasse atentamente sua aproximação.

    As ruínas surgem à vista: estruturas antigas de pedra, cobertas por musgo e vinhas, se erguem como testemunhas silenciosas de uma era esquecida. O ar está carregado de uma energia mágica inquietante.

    “Fiquem atentos”, alertou Tharon, “Pode haver armadilhas ou criaturas guardiãs.”

    Exploram cuidadosamente a entrada principal das ruínas e descobrem inscrições antigas nas paredes. Elyra tenta decifrá-las, mas a linguagem é desconhecida.

    “Isso é diferente de qualquer coisa que já vi”, comentou Elyra, “Precisamos ser extremamente cautelosos.”

    Lilith percebi que consegue ler algumas palavras.

    “Deixa eu ver se consigo ler… dragões… vern… clima… cajado. Estranho.”

    Tharon responde.

    “Talvez algum mistério que depois devemos ver com calma.”

    Enquanto avançavam pelos corredores sombrios, a escuridão das ruínas parecia ter vida própria. As tochas que carregavam tremeluziam de forma irregular, lançando sombras que dançavam nas paredes cobertas por limo. Um vento frio soprava pelas fendas, trazendo consigo um sussurro distante, como se as pedras quisessem contar sua própria história. Encontram sua primeira ameaça, criaturas espectrais de formas indistintas e olhos brilhantes surgem das sombras, flutuando em sua direção.

    “Preparem-se!” gritou Tharon, brandindo sua espada.

    Elyra conjurou feitiços de proteção enquanto Lilith, com a ajuda de Félix, ativou seu chicote de raios. As criaturas atacam com fúria, mas o trio age de forma coordenada.

    Tharon desferiu golpes precisos, sua espada encantada cortando as formas etéreas das criaturas. Elyra lançou bolas de fogo e raios de energia, um dos espectros tentou agarrar Tharon, mas foi repelido por uma barreira mágica invocada no último segundo por Elyra. O chicote de Lilith corta o ar como uma serpente elétrica, rasgando o vazio e atingindo os espectros com estalos de pura energia. Cada golpe exigia precisão absoluta, pois as criaturas se desmaterializavam e apareciam aleatoriamente, tornando a batalha um verdadeiro jogo de reflexos. Lilith usou sua velocidade e o chicote de raios, atacando com agilidade e precisão.

    “Não baixem a guarda!”, disse Lilith, desviando de um ataque.

    Com esforço conjunto, eles dissipam os espectros. A batalha é intensa, mas o trio sai vitorioso.

    Avançam ainda mais nas ruínas. Os corredores são um labirinto de passagens estreitas e salas amplas, algumas contendo esqueletos e armaduras enferrujadas, evidências de antigos conflitos.

    “Essas ruínas são mais complexas do que imaginávamos”, disse Elyra, “Precisamos encontrar a fonte dessa energia mágica.”

    Chegaram a uma sala ampla com um altar no centro, sobre o qual repousa um cristal negro pulsante, o altar era ornamentado com símbolos estranhos e rachaduras profundas. O cristal pulsava em um ritmo lento, como se imitasse um batimento cardíaco sombrio. O ar ao redor vibrava com uma energia quase tangível, arrepiando a pele de todos. Ele parece ser a origem da magia perturbadora.

    “Esse é o nosso objetivo”, disse Tharon, aproximando-se cautelosamente.

    Assim que se aproximam do altar, um guardião espectral emerge do chão, sua forma translúcida emanando uma energia maléfica. Ele é muito mais ameaçador que os espectros anteriores.

    “Vocês não destruíram este artefato”, disse o guardião com uma voz ecoante, “Eu sou o protetor destas ruínas.”

    A batalha começa ferozmente. Tharon atacou com sua espada encantada, enquanto Elyra conjurou feitiços de ataque e proteção. Lilith, orientada por Félix, usou seu chicote de raios para tentar romper as defesas do guardião.

    O guardião é extremamente forte e ágil, desviando de muitos ataques. A luta se intensifica quando ele lança rajadas de energia negra, forçando o trio a se esquivar constantemente.

    Lilith é atingida por uma poderosa rajada de energia e é lançada contra uma parede de pedra, caindo inconsciente entre os escombros. Tharon e Elyra gritaram por ela, mas estão ocupados demais tentando conter o guardião.

    De repente, uma lembrança perdida surge em sua mente. Ela se viu em um parque, rodeada por flores exóticas. Ao seu lado, um homem desconhecido desperta uma sensação de déjà vu. Quando ele fala, as palavras se perdem em um mar de estática, e uma figura de cabelos longos e corpo branco com aura negra aparece. Os olhos da criatura, de esclerótica preta e íris branca, a encararam com um sorriso feroz e ameaçador.

    Lilith sentiu uma onda de raiva percorrer seu corpo. De repente, chicotes de raios explodem dos escombros, iluminando a sala. Ela se levantou rapidamente, seus olhos brilhando em um alaranjado intenso, tão forte que sua venda mal consegue esconder.

    Sangrando e com raiva, Lilith correu, empunhando o chicote de raios.

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    “Vamos acabar com isso!”, gritou, atacando o guardião com renovada determinação.

    Com seus olhos brilhando e o chicote de raios em mãos, Lilith se tornou uma força imparável. Félix orientou seus movimentos, e Elyra conjurou um feitiço poderoso, criando uma barreira mágica que aprisiona o guardião por alguns segundos, dando a Tharon a oportunidade de desferir um golpe crítico.

    Lilith atacou com uma precisão devastadora, e o guardião é finalmente derrotado, dissipando-se em uma nuvem de energia negra.

    Com o guardião derrotado, eles se voltam para o cristal negro. Elyra e Tharon se preparam para destruí-lo, enquanto Lilith, orientada por Félix, observa atentamente.

    “Agora!”, gritou Tharon, desferindo um golpe poderoso enquanto Elyra lança um feitiço destrutivo. O cristal explode em uma explosão de energia, dissipando a magia perturbadora das ruínas.

    Exaustos, o trio se permite um momento de descanso entre os escombros.

    “Conseguimos “, disse Elyra, sorrindo.

    “Sim, conseguimos”, concorda Tharon, olhando para Lilith, “Você foi incrível.”

    Lilith sorriu, sentindo a presença reconfortante de Félix ao seu lado.

    “Foi um esforço conjunto. Não poderíamos ter feito isso sem todos nós.”

    Com a missão cumprida, voltam a Vern. Enquanto caminhavam pelas ruas iluminadas de Vern, os três trocavam olhares silenciosos, exaustos mas satisfeitos. Crianças apontavam animadas para Lilith, e Elyra sorria discretamente. Tharon, por sua vez, caminhava mais sério, como se já esperasse a próxima missão. Naquela noite, cada um deles sabia que algo maior os esperava dali em diante.

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