64 Resultados com a tag ‘Brasil’
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Capítulo 50 - Ministra da Economia
O sol da manhã filtrou-se pela janela da casa de alvenaria de Carlos, projetando retângulos dourados sobre a mesa de madeira maciça onde ele e Aqua estavam sentados. O ar dentro de casa cheirava a tinta fresca, papel e o chá de capim cidreira que ele insistia em preparar todas as manhãs. Aqua, com sua postura sempre ereta, segurava uma pilha de papéis com mãos cuidadosas, um sorriso genuíno estampado em seu rosto enrugado. — Chefe, os números do segundo mês de vendas chegaram — ela…- 354,5 K • Ongoing
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Capítulo 4 - Senzala
O cansaço era tão profundo que Carlos mal conseguia pensar. Quando o trabalho finalmente terminou, seus pés descalços o carregaram por inércia, seguindo o fluxo de corpos exaustos em direção à senzala. O barracão de paredes de barro rachado e telhado de palha se erguia como uma sombra contra o céu alaranjado do crepúsculo. Dentro, o ar era pesado e estagnado. A primeira coisa que atingiu suas narinas foi o cheiro encorpado de feijão cozido, vindo de grandes panelas de ferro suspensas sobre…- 354,5 K • Ongoing
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Capítulo 15 - Armas
No engenho de Seu Jorge, os dias se arrastavam num ciclo monótono de sofrimento. O ar pesado e doce do caldo de cana se misturava ao cheiro de suor e terra úmida. O estalido seco dos chicotes ecoava com uma frequência dolorosamente familiar, intercalado com os gritos abafados dos escravizados. Enquanto isso, na casa-grande, o cheiro adocicado e enjoativo da cachaça parecia perpetuar a atmosfera de violência. Carlos mantinha sua rotina: o trabalho exaustivo no canavial sob o sol inclemente e as…- 354,5 K • Ongoing
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Capítulo 34 - Quixotina Parte I
O sol já começava a declinar, lançando sombras longas sobre a área de testes. O ar ainda carregava o cheiro acre de fumaça de pólvora, misturado com o aroma doce da terra molhada e da grama pisada. Enquanto Carlos e Tassi recolhiam os materiais utilizados na demonstração — os cartuchos de pano vazios, as varetas e as ferramentas de limpeza —, Quixotina e Nia observavam, conversando baixo perto dos alvos de madeira destruídos. Nia olhou para Carlos, que tentava limpar a fuligem do mosquete,…- 354,5 K • Ongoing
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Capítulo 10 - Tassi Hangbé
Carlos estava aproveitando seu único dia de descanso na semana para conversar com Tassi e obter mais informações sobre este mundo. O ar dentro da senzala era pesado, carregado do cheiro de corpos suados e da fumaça residual do fogão de lenha. A luz fraca que entrava pelas frestas da madeira iluminava finos flocos de poeira dançando no ar. — Me diga, ser adepto de usar gemas mágicas é algo raro? — perguntou ele, quebrando o silêncio. Tassi suspirou profundamente, e Carlos pôde quase…- 354,5 K • Ongoing
O ar na Mata da Onça era pesado e úmido, carregando o cheiro de terra molhada, folhas apodrecidas e o suor acre de dois mil homens. A luz do sol mal penetrava o dossel fechado, criando um mundo de sombras verdes e trêmulas. A coluna de ataque era uma mistura heterogênea: capitães do mato com armaduras surradas e armas mágicas reluzentes, homens livres com foices e espadas velhas, motivados pela promessa de um saque fácil, e escravos arrastados à força, seus rostos marcados pelo medo e…- 354,5 K • Ongoing
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Capítulo 24 - Quixotina
Carlos ficou paralisado o duelo que aconteceu em sua frente, aos seus olhos tudo durou apenas alguns segundos pois mal pode acompanhar os movimentos de Quixotina. “Foi muito rápida, aquilo era uma força sobre humana. Então esse é o poder das gemas mágicas, parece que não tem limites no que podem fazer. Acho que mesmo com uma arma de fogo poderia não conseguir acerta-la, talvez essas armas de fogo básicas não sejam o suficiente para proteger o quilombo, tenho que pensar em mais opções no…- 354,5 K • Ongoing
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Capítulo 58 - Ano Novo
O resto de dezembro passou sem grandes mudanças. Carlos ocupava seus dias acompanhando o progresso da produção das máquinas a vapor e o início da construção dos edifícios de alvenaria que, tijolo a tijolo, começavam a substituir as palhoças do mocambo. Um cheiro constante de terra molhada, madeira serrada e cal queimada pairava no ar. Após inspecionar os projetos, ele se recolhia à recém-construída prefeitura, onde mergulhava em esboços de novas armas. O escritório era banhado pela luz…- 354,5 K • Ongoing
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Capítulo 37 - Indústria Têxtil
O ar na planície cheia de tocos perto da montanha carregava o cheio acre de fumaça e o som distante de marteladas vindas das oficinas de pólvora. Entre aquelas construções rústicas, um novo barracão se erguia, mais amplo e arejado, fruto do suor e da habilidade de Tassi. Era para ali que Carlos se dirigia, o coração acelerado de expectativa. Enquanto caminhava, seus pensamentos fervilhavam. “Quando as pessoas pensam na revolução industrial, a primeira imagem é a de uma locomotiva vomitando…- 354,5 K • Ongoing
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Capítulo 38 - Carpinteiro
Seguindo Tassi pela trilha de terra batida, Carlos se dirigiu à oficina do carpinteiro para explicar as máquinas que precisava. O ar pesado carregava o cheiro doce de serragem misturado ao mofo das construções de barro. "Falta tanta coisa essencial", pensou ele, com uma ponta de frustração. "Sem o costume da leitura e escrita aqui, não há papel. Se houvesse, poderia simplesmente copiar os diagramas do livro e entregar ao carpinteiro. Agora, vou ter que voltar aqui toda vez para explicar cada…- 354,5 K • Ongoing
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