Capítulo 217: Envenenamento
Kura não conseguia acreditar no que estava vendo, com seus olhos registrando cada momento da dor e do sofrimento do seu aliado, além de ver claramente partes de ossos expostos ao ar naquela ferida. O rapaz estava tentando se soltar para ir ao socorro do seu aliado, mas graças aos efeitos do álcool no seu corpo, suas forças já tinham sido drasticamente diminuídas. Percebendo aquilo, o espírito bestial do garoto afirmou:
“Pirralho! Pare de tentar quebrar essa gosma com força, você está bêbado, não vai ter ela! Use seu controle elétrico para acelerar seu processo de digestão corporal e absorva o álcool! Só depois disso, quebre a prisão e ajude o Khayal!”
Escutando aquilo, o irmão mais velho do Arold percebeu a força genial daquele plano, acenando com a cabeça e iniciando esse processo complexo e preciso. Enquanto aquilo acontecia, no mundo real, o rei tirano estava chegando perto do garoto Khayal, que ainda se encontrava no chão se contorcendo de dor. O tirano gargalhava ao vento, alegre de ver seu jovem inimigo em extremo sofrimento, falando para o mesmo:
— Está doendo? Oh, me desculpe, Khayal! Acho que sem querer, acabei usando minha glicose para aumentar sua sensibilidade à dor, sabe? Erro meu, erro meu!
Charlie logo se aproximou do seu oponente caído, o agarrando pelo pescoço e o erguendo para o alto. Tendo seu oponente segurado por aquele lugar, o homem miserável logo começou a discursar para o mesmo:
— Sabe de uma coisa, Khayal? Desde o dia que eu matei meu pai e comecei a pesquisar mais sobre a família real, eu descobri que eles compartilham uma crença sobre aqueles com a marca da lua, junto do retorno de um certo alguém com a lua cheia no corpo!
A mão do homem logo começou a apertar cada vez mais forte o pescoço do jovem-adulto, começando a cortar o fluxo de oxigênio para o cérebro do mesmo. Então, enquanto seu jovem inimigo sofria e agonizava, o rei continuou o seu monólogo:
— Durante muito tempo, eu senti de certa forma um medo dessa previsão! Mas, quando tomei controle do reinado, descobri que se tratava apenas de um livro velho, extremamente mal traduzido! Irônico, não é? Milhares de anos de crença e dedicação, a um livro velho que mal sabiam o conteúdo escrito nele!
Então, o tirano bateu com o filho adotivo da Krafitg no chão, fazendo uma grande rachadura e um grande tremor se espalhar pelo castelo. Olhando o rapaz nos olhos, erguendo seu punho na direção dos céus, o adulto terminou:
— Foi o fato de eu descobrir isso, que me fez notar algo! O meu medo era tão infantil, quanto o medo de uma criança com o escuro!
O criminoso de escala global, logo estava pronto para esmagar a cabeça do rapaz morador de Buraji com um único soco contra o seu crânio. Só perceber aquilo, o Kura finalmente decidiu agir, tendo terminado de acelerar o processo de digestão de álcool do seu corpo. Usando agora de sua força recuperada, o adolescente conseguiu exercer uma força contrária ao aperto, destruindo a prisão de álcool em gel e se libertando. Markus percebeu aquilo, logo tentando avisar em voz alta:
— Como você fez isso?-
Antes de terminar a sua frase, a face do homem álcool em gel foi acertada por um poderoso soco de direita feito pelo Kura. O irmão mais velho do Arold, não chegou a colocar toda a sua força naquele golpe, mas botou peso o bastante para deformar a face do inimigo e quebrar os dentes do mesmo. O ministro saiu voando na direção do rei Charlie, cortando o ar como se fosse um cometa. O rei criminoso, ao notar a aproximação veloz do seu lacaio, conseguiu desviar da colisão com o mesmo no último instante, carregando o Khayal nos seus braços. Irritado com aquela cena, o rei começou a girar sua cabeça na direção do protagonista dos raios, pensando:
“Merda, esses pirralhos só me dão dor de cabeça-”
No momento em que seus olhos viraram para o lado onde o homem-raios deveria estar, a única coisa que o regente conseguiu ver, foram as solas de dois sapatos bem próximas da sua cara. O manipulador de raios tinha se jogado em uma voadora de dois pés, acertando com toda a força contra a cara daquele inimigo miserável. O tirano acabou por ser jogado por vários metros, só não sendo mandado para fora do castelo novamente, pois acabou colidindo no seu lacaio Markus e parando o seu avanço. O ministro, por sua vez, foi acertado e mandado por vários metros, destruindo outra torre gigantesca do castelo naquele processo. Caindo de forma segura no chão, o protagonista mais velho afirmou:
— Não sei se vocês sabem, mas drogar alguém sem o consentimento dessa pessoa, é crime! Bem… não que vocês se importem, já fizeram coisa pior, né?
Khayal caiu no chão durante aquele combate, estava sofrendo de dores ainda, mas logo decidiu aproveitar a rápida folga que o Kura lhe tinha fornecido. Usando os seus poderes de imaginação, o garoto com falta de um dos braços começou a manipular a glicose do seu corpo e suas células, começando a normalizar sua sensibilidade com a dor em seu corpo. De pouco em pouco, o nível insuportável de dor que o homem-imaginação estava sentindo, começou a ficar cada vez menor, até chegar em um nível suportável de dor. Com isso resolvido, o filho da Krafitg começou a levantar, enquanto falava:
— Não sei como você fez para escapar, Kura! Mas… obrigado!
Os olhos do rapaz imaginativo, logo conseguiram se grudar no rei caído, percebendo o sangue escorrendo pelo nariz daquele inimigo, e a forma desacreditada que a face do regente tinha tomado, indicando o quão incrédulo ele estava com toda aquela situação. Sendo assim, se movendo com certa dificuldade na direção do seu oponente, o Khayal continuou o seu discurso:
— Sabe, esse cara é um pirado! Viveu de matar pessoas, destruir nações e afundar todos em um inferno, e ainda temeu esse suposto mito do homem da marca da lua cheia! Provavelmente, boa parte dos atos dele, foram movidos para caçar aquele com essa marca da lua crescente, e tentar impedir esse julgamento! Matando pessoas como nós, Kura!
Aquela informação chocou o Kura e o Charlie. Por parte do protagonista, o choque veio do fato de não só o Khayal possuir uma marca também, mas junto com o fato de o loiro já saber também que o controlador de raios tinha uma também. Por parte do tirano, o choque veio de descobrir que seus dois inimigos possuíam uma marca da lua, coisa que o enfureceu ainda mais. Chegando perto, o homem-imaginação logo usou seus poderes para paralisar seu inimigo, antes do mesmo ter a oportunidade de ativar sua aura. Com o rei capturado, o jovem-adulto terminou seu monólogo:
— Mas, mesmo que ele acabasse com todos os donos dessas marcas, ele não pode negar uma coisa… um demônio como ele, jamais estaria livre de ser condenado por seus atos! Não precisava ser alguém com a marca da lua, só uma pessoa forte e com bom senso!
Com seu inimigo imobilizado, o rapaz começou a acumular grandes quantidades de raios gama na palma de sua mão restante. A média que fazia isso, lembranças de sua família sendo morta foram passando na cabeça daquele último sobrevivente de um genocídio, endurecendo ainda mais o garoto dos cabelos dourados, que começou a emanar sua aura enquanto falava aos berros:
— MESMO QUE EU GASTE TODA MINHA ENERGIA AGORA, FAREI QUESTÃO DE TE INCINERAR DE DENTRO PARA FORA, SEU COVARDE!
Rapidamente a mão do rapaz desceu até o centro do abdômen daquele inimigo, injetando a energia radioativa diretamente dentro do organismo daquele inimigo. Lá dentro, as ondas magnéticas explodem, liberando uma quantidade de mil roentgens por segundo de uma só vez. O corpo inteiro do Charlie foi afetado por aquela quantidade enorme de radiação, com muitos de seus órgãos sendo queimados e células danificadas por tudo aquilo. O rei maldito logo começou a vomitar seu sangue e parte de seus órgãos através da sua boca, enquanto o jovem-adulto afirmou bem alto:
— GAMMA DESTRUCTION!!

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