Índice de Capítulo

    A dupla formada por Chikito e Stuart, se encontrava de frente com a Houer da serpente. O ser de aparência metálica, manteve seus olhos tecnológicos com a atenção presa naquela mulher de pele pálida, a olhando do mesmo jeito que um caçador encara um animal na mira de sua arma.

    — Garota, eu vou te dar a chance de desistir, pois não sou fã de bater em mulheres…

    Chikito, o ciborgue, dizia aquilo com sua voz mecânica, conseguindo de forma misteriosa transparecer a sinceridade de suas palavras. O corpo de aço do homem, logo se moveu de forma sútil, com o mesmo apontando seu indicador de metal reluzente para a mulher, continuando a dizer:

    — Por favor, desista de lutar e venha conosco de forma pacífica! Se fizer isso, prometo falar com meu chefe para que você seja mantida viva, até a conclusão de nossos planos!

    Ledya escutou aquilo, absorvendo atentamente cada palavra solta ao vento por aquele ser mecânico. Após absorver aquele curto discurso, a pálida fechou sua expressão facial, dizendo:

    — Em primeiro lugar: eu jamais iria aceitar isso! E, em segundo lugar: o plano de vocês, não é apenas usar o poder dos espíritos bestiais, para dominar o mundo?

    Stuart, ao escutar aquela pergunta, decidiu por tomar a frente naquela conversa, iniciando a sua explicação:

    — Não, o objetivo do nosso líder não é tão raso! O poder que cada receptáculo carrega, pertence a grande divindade Pungkasan, um ser que quando for revivido em sua totalidade, trará a paz absoluta a nossa realidade! Sem guerras, sem mortes, sem nada de ruim!

    A Houer da serpente escutou aquilo com bastante atenção, fechando seus olhos azuis enquanto ouvia tudo aquilo. Após seu momento de silêncio, a mulher deu algumas risadas, retrucando aquele homem sem braços:

    — Sabe, não gosto de ser intolerante com a crença dos outros, mas… você deve ter algum tipo de retardo mental, se pensa que um ser com um nome tão hostil, faria todas essas coisas boas!!

    Chikito escutou a resposta da mulher, soltando um suspiro mecânico com aquelas palavras negativas ainda açoitando os seus ouvidos. Estendendo agora a palma metálica de sua mão, o homem-inventor afirmou:

    — Certo, irei te tratar como nossa inimiga, então!

    Após essa afirmação, o homem-inventor abriu um compartimento em sua mão, por onde uma espécie de “canhão” acabou saindo. Da boca desse armamento, um feixe de luz se formou de maneira absurdamente rápida, sendo disparado na velocidade de um fóton no vácuo, mirando a cabeça da albina. Ledya, percebendo o tiro se aproximar, apenas deu um sorriso de canto de rosto, se inclinando levemente para a direita, conseguindo se desviar com facilidade do ataque de luz.

    “Lento… muito lento!!”

    A moça afirmou aquilo, inclinando seu corpo para frente e se atirando em grande velocidade contra o ser de corpo tecnológico. Enquanto aquele tiro de luz se moveu alguns centímetros, a mulher conseguiu se mover por metros até ficar na distância de combate com aquele oponente, acertando um soco direto potente bem contra a região de onde seria a boca do seu estômago. Stuart, por sua vez, percebeu a mulher surgindo ao seu lado, começando a preparar sua luz ilusória. A Houer da serpente percebeu a malícia, e rapidamente saiu da trajetória do raio ilusório, pulando cerca de três metros acima do ilusionista, esticando sua mão e anunciando mentalmente:

    “Ice sphere!”

    Em um instante, uma imensa bola de gelo se formou em volta do corpo do Stuart, com a mulher de olhos azuis caindo no chão atrás da mesma. Chikito, percebendo seu amigo em apuros, acabou por mandar uma onda de choque com precisão na bola de gelo, a quebrando e salvando assim o seu aliado. O homem-ilusionista, se ajoelhando no chão devido ao golpe, comentou:

    — Merda… e nem ferimos ela!

    Chikito, ao ouvir aquilo, deu algumas risadas do seu amigo, respondendo o mesmo de imediato:

    — Ei, seu cotoco! Olhe direito para a nossa amiguinha, mas com atenção agora!

    Ao ouvir aquilo, o ilusionista virou seu rosto de imediato para a mulher de pele branca. Os olhos do terrorista, logo registraram a visão da mão direita da mulher sem pele na região responsável pelo soco, com o sangue da mesma caindo no solo. Surpreso com aquilo, Stuart começou a se levantar do chão, comentando:

    — Isso foi… quando ela te socou?!

    O ciborgue acenou que sim com sua cabeça, começando a explicar:

    — Minha pele parece apenas um metal comum, mas na realidade é um metal super resistente! Claro, meu cérebro ainda pensa estar num corpo humano normal, então tenho algumas reações por puro reflexo, mas eu ainda assim não sofri danos!

    Ledya escutou tudo aquilo com bastante atenção, analisando a ferida em sua mão com muito cuidado. Após alguns segundos, ela deu um largo sorriso, começando a falar:

    — Se eu te bater com minha mão, eu vou me machucar? Então, pois bem!

    No entorno da mão daquela mulher, o gelo começou a se criar, com o material congelado tomando a forma de um soco inglês. A albina, fechando com toda a força a sua mão, afirmou:

    — Vamos ver agora, como esse seu corpo de metal vai se sair!!

    Logo após aquela fala, a receptáculo da serpente se moveu em grande velocidade na direção daqueles dois, entrando de imediato na área de luta corpo a corpo deles. Uma vez ali, a de cabelos grisalhos acertou um poderoso chute lateral contra as costelas do Stuart, o acertando em cheio com o golpe, rachando suas costelas e o mandando por dezenas de metros. Chikito percebeu aquilo, mas antes de ter tempo para erguer sua guarda, o ciborgue notou um poderoso soco da mulher vindo em sua direção. De último instante, o ser mecânico se desviou da soqueira de gelo, pendurando seu corpo para esquerda e erguendo sua mão direita, encostando no material congelado e emanando as ondas sísmicas, estilhaçando ele como se fosse feito de vidro.

    “Mulher idiota-”

    Antes do homem-inventor terminar seu pensamento, a mulher acabou por girar seu corpo igual um parafuso, da esquerda para direita, criando uma outra soqueira de gelo no seu punho esquerdo, usando do movimento para conectar um poderoso Uppercut contra o queixo do terrorista, explodindo o golpe em sua cabeça e o fazendo olhar na direção dos céus. Ledya, em um grito, afirmou:

    — EU JÁ FALEI, VOU MATAR VOCÊS!!

    O ilusionista, ao longe, finalmente conseguiu se recompor do chute que tinha tomado, observando a cena do seu aliado sendo espancado de longe. Sem pestanejar, ele disparou seu laser de ilusionista na direção da moça, anunciando antes de disparar:

    — PRESTE ATENÇÃO EM MIM TAMBÉM!!

    A albina se virou de imediato na direção da voz, fazendo com que o homem deficiente pensasse que seu ataque iria surtir efeito. Entretanto, de forma astuta, a manipuladora de gelo criou lentes frias em seu rosto, usando os cristais de gelo para refletir a luz de ilusão diretamente para os visores do Chikito, o pondo na ilusão que deveria ser para ela. Após fazer isso, a receptáculo da serpente sorriu, se movendo em grande velocidade na direção do ilusionista:

    — Ah, relaxa! Jamais poderia esquecer de te bater também!!

    Ela afirmou aquilo com entusiasmo, disparando um soco de direita absurdamente pesado contra o rosto do homem, deformando com sucesso os ossos da face dele graças ao seu soco-inglês de gelo. A cabeça do terrorista voou para trás, mas antes de o mesmo cair, a amiga do Seeng pisou no pé dele e o agarrou pela gola da camisa, puxando-o para perto novamente. A mulher, tirando proveito da mecânica do movimento, acertou um cruzado de esquerda poderoso contra o rosto dele, arrancando alguns dentes e o lançando para o lado. De maneira sádica, ela se manteve puxando-o de volta e o golpeando, começando a deformar a face dele.

    — ACABOU PARA-

    Ela tentou gritar aquilo, antes de ser acertado pelas costas por um laser do Chikito, recebendo a explosão em cheio e voando alguns metros, caindo com tudo no chão. Stuart, após se libertar da tortura, caiu no solo extremamente machucado, com o nariz entupido pelo próprio sangue. O homem-inventor se aproximou do seu aliado, começando a falar:

    — Ei… se sua ilusão não focasse em mexer com percepção de tempo, eu teria emanado minha aura mais cedo e escapado dela, bem antes do seu rosto ficar feio assim!

    O homem-ilusionista, tossindo um pouco, começou a se levantar do chão, respondendo em um tom cabisbaixo:

    — Poi… bal…

    Suspirando com aquilo, o ser mecânico fechou momentaneamente os olhos, abrindo-os apenas para observar a Houer começando a se levantar. Fechando o rosto metálico, ele diz:

    — Relaxa… só fica me dando apoio, pois agora…

    Um pequeno sorriso surge através do metal amassado do seu rosto, com ele finalmente terminando sua fala:

    — Eu finalmente entendi o poder dela!!

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