Capítulo 106: Abismo
Sarah já está caminhando a alguns minutos, e ainda não apareceu ninguém
Ela para, e se prepara para voltar, quando três homens com olhares sérios, saem de trás das árvores.
Tecidos verdes escuros cobrem seus corpos como um manto, exceto a cabeça.
O Silêncio entre eles só é interrompido pelo barulho das folhas se mexendo na copa das árvores.
Imprimindo o ritmo, dois deles disparam na direção dela, o da direita saca uma adaga. E o da esquerda revela uma mini besta acima do punho direito.
Aquele que ficou ao fundo, prepara uma flecha em um arco médio.
Dando um salto para trás pegando a adaga. Sarah assume uma postura de defesa.
Na metade da corrida, o homem com a besta muda repentinamente sua trajetória para a esquerda dele enquanto arruma a mira. O que tem a adaga segue a corrida, e sem pestanejar, desfere uma estocada na direção da barriga dela, a obrigando desviar com um salto para sua direita.
Nesse exato momento, ele recua abruptamente com um salto para trás. E no instante seguinte, de canto de olho ela observa uma pequena flecha sendo disparada da besta.
Com um movimento limpo e rápido, ela interrompe a trajetória da flecha com a adaga, e sem tempo para parar, deixa seu corpo cair para o lado que salto, terminando em um rolamento.
Ao ver sua flecha acertar a árvore no lugar dela, o homem ao fundo solta o ar e sem parar para pensar ou reclamar, vai sacando outra flecha e mudando sua posição enquanto corre entre as árvores.
Sarah ainda agachada, rasga o ambiente com um olhar rápido e procura de analisar a situação. Mas é impedida por uma adaga sendo lançada na sua direção.
Novamente interrompe a trajetória com a adaga enquanto se levanta e se esconde atrás de uma árvore.
O homem com a besta, sessa sua tentativa de mirar com uma expressão de descontentamento, e volta a correr para sua esquerda, fazendo algumas pausas atrás das árvores, para analisar a posição dela.
Andando calmamente ser perder a Sarah de vista, aquele que usa adaga, vai pegando a sua do chão. Com passos leves, ele se aproxima de onde ela está e faz uma pausa encarando a árvore que esconde ela.
Laçando um olhar para os lados, ele rapidamente avista seus comparsas se posicionando pelas laterais, cada um em uma distância. Ele espera ansioso eles darem o sinal para o avanço.
Após parar atrás de uma árvore, pegar um ar e olhar rapidamente na direção da posição de Sarah, ele consegue ver parte de seu corpo. Então retorna para trás e faz um sinal de positivo com a mão sem se virar. Enquanto prepara a besta.
Os outros dois também vão controlando suas respirações e se preparando.
Então ele salta de onde estava escondido e levanta seu punho fechado na direção dela.
Antes mesmo que algo mais aconteça ou que mais alguém possa se mexer, a adaga de Sarah corta o ambiente como um vulto negro, acertando a testa dele e ficando cravada ali.
Sarah sai de trás da árvore para o mesmo lado daquele que acabou de cair no chão, mas para no logo no início, ficando de frente para aquele que tem a adaga. Ela coloca o pé direito à frente e prepara os punhos para o embate.
Ela se posicionou de tal maneira que o homem a sua frente fique bem entre ela e o arqueiro ao fundo.
Percebendo isso, ele busca um novo angulo. E sem tirar os olhos dele, ela se movimente de acordo para mantê-lo sem mira limpa.
Encarando Sarah, e, em simultâneo, lançando um olhar para o fundo, só para garantir que ele realmente morreu, o homem da adaga começa a demonstrar raiva em seu olhar, e saca uma outra da cintura, agora ele empunha uma em cada mão. A da direita é mais alongada e curvada, e a outra pequena e reta. Então ele puxa um bocado de ar e o libera. Se inclinando para a frente, força uma arrancada abrupta tentando encurtar o espaço entre eles.
Quando chega a quase um metro de distância dela, muda o foco da sua visão para baixo ao ver ela fazendo um movimento brusco com um dos pés. Uma meia-lua na sua direção, jogando terra e poeira na sua direção.
Ele coloca os braços na frente para se proteger enquanto tenta manter um dos olhos abertos para não a perder de vista, mas acabou falhando. Antes mesmo da poeira abaixar, uma flecha dor o ar ao seu lado fazendo um zunido, e fincando em uma árvore larga e de tronco alto mais à frente.
Entendendo o recado, retoma as passadas inicialmente calmas. O arqueiro puxa uma nova flecha, e vai se preparando enquanto observa o comparsa a frente se aproximar. Ele não desvia o olhar nem por um segundo.
As passadas que eram calmas, repentinamente se tornam uma arrancada.
O arqueiro já tem a flecha pronta, só esperando a oportunidade. E quando o comparsa salta para pegar visão e atacar, ele paralisa por um mísero momento.
La de longe, ele a vê, despencando do alto da árvore. Até tenta acertar a mira para uma flechada, mas seu braço balança mais do que gostaria, e desiste enquanto a vê cair sobre o seu comparsa e aplicar uma mata leão nele.
Sarah força o braço enquanto encara o arqueiro com olhar centrado e focado.
Ele não pensa nem por um segundo a mais e joga o arco para um lado, a flecha para o outro, e se levanta com os braços erguidos em clara mensagem de rendição. Vendo isso, ela relaxa um pouco o braço, permitindo que ele respire.
Conforme o arqueiro se aproxima, retira sua aljava de couro das costas e a deixa cair pelo caminho. Após chegar a pouco mais de dois metros dela, ele para.
— Esse trabalho não vale as moedas. — O arqueiro tem sua voz calma e olhar relaxado.
Sarah volta a forçar o braço um pouco, e o refém começa a se debater.
— Tudo bem, pode descansar um pouco Parker, ainda temos muito trabalho pela frente. — O arqueiro termina de falar enquanto vê seu comparsa desmaiar.
Sarah faz um sinal com o dedo para ele se virar de costas ainda segurando o outro. Quando ele se vira, ela solta um e mais rápida do que ele previa, ela também aplica uma mata leão nele.
Após apaga-lo. Ela arrasta o corpo até o do anterior, e também o pega, arrastando assim os dois até onde jaz o cadáver. Enquanto arrasta os dois, lança alguns olhares ao redor, a procura de algo.
Deixando os corpos um do lado do outro. Ela pega sua adaga, e os observa uma última vez com olhar levemente fechado e a expressão neutra.
E mais sutil que o vento, ela dispara em corrida, de volta para a clareira.
Quando ela chega lá, fica paralisada com o que vê.
Adão e Shymphony chegam logo em seguida, cada um saindo de uma parte da mata. Eles também paralisam.
Seus olhares ficam focados na cena a frente.
Seus corações aceleram como a muito não faziam.
Seus punhos se serram.
E a respiração se torna lenta e profunda.

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