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    Mas dessa vez, o sentimento que Adão tem difere de quando Arctopan os encarou. Agora ele sente que é capas de se mover

    Ele busca rapidamente avisar as outras duas, mas quando encontra elas paralisadas, por um segundo se recusa a olhar, mas quando o faz. O vulto de serpentes tão grandes subindo pelas árvores ao fundo, o faz ficar ofegante sem querer.

    — Temos problemas piores aqui. — Shymphony quebra o silêncio colando seu escudo na sua frente.

    Sarah e Helvetia olham ao mesmo tempo.

    Sarah tem a mesma reação inicial de Shymphony.

    Mas Helvetia inesperadamente relaxa e começa a caminhar tranquilamente até conseguir tocar no ombro de Shymphony.

    — Pode relaxar, só estamos entre a presa e o caçador. — Ela fala enquanto ajeita seu bornal nas costas, e se direciona para o lado buscando sair dali.

    — Pelo visto o pal vai torar. Melhor darmos no pé! — Shymphony solta as palavras presas na garganta ao entender a situação.

    Adão e Sarah também aceleram as passadas para sair dali.

    No instante seguinte deles deixarem de ser obstáculos. Tais criaturas atravessam o lugar agora se movendo em quatro patas e de forma sorrateira. Alguns minutos depois, é possível escutar o barulho de árvores caindo ao fundo.

    — Aqueles eram mangustos? — Sarah indaga ao vento, mas olhando de canto para Helvetia.

    — Aqui são chamados de Fantasmas de Pâmbia que é o nome dessa floresta. — Helvetia fala enquanto acelera a passada.

    — É praticamente um mangusto, só que gigante. — Sarah também aperta os passos enquanto escuta outra árvore cair.

    — Essa floresta não é para amadores. — Adão fica mais próximo delas do que de costume.

    — É por isso que os mercadores usam as trilhas que foram criadas ao longo dos séculos pelos nossos ancestrais. — Helvetia explana enquanto avista uma clareira a frente.

    — Mas como esses animais vieram parar aqui, se foram seus ancestrais que criaram esse lugar? — Adão indaga enquanto vê a Shymphony começando a ser iluminada por alguns feixes de luz invadem a floresta menos densa um pouco antes da clareira.

    — Comércio de animais — Shymphony continua andando, agora já banhada totalmente pelo sol. — No passado, vários animais filhotes eram capturados ao redor do mundo e transportados até Atlântis para serem comercializados em leilões.

    Enquanto ela diminui o ritmo dos passos e olha para o chão, vê os sapatos deles passando por ela.

    — Fizemos um grande esforço para abolir essa prática, e até que deu certo. Mas pelos rumores que ouvi, ainda acontecem alguns clandestinos. — Shymphony se vira e vislumbra as costas deles já na metade da clareira. Então começa a caminhar até eles.

    Helvetia é a primeira a parar, e depois eles fazem o mesmo.

    — Mas acidentes acontecem, e algumas cargas foram se perdendo. — Helvetia se vira e olha para Shymphony. — Meus ancestrais também soltaram várias espécies aqui, que acabaram evoluindo para se adaptar ao lugar. E algumas outras simplesmente apareceram não se sabe de onde. — Ela observa o olhar distante dela.

    Eles fazem uma pausa para beber água e petiscar mais alguns pedaços do couro de fruta.

    — Precisamos nos apressar. — Adão solta as palavras ao vento olhando para o céu, e vendo que o sol já ameaça a se esconder atrás das copas das árvores.

    — Enquanto seguimos, procurem por tocas, cavernas ou arvores com galhos bem grossos. — Helvetia fala e já está apontando a direção novamente.

    Cada uma volta a sua posição e então eles aceleram a passada enquanto vasculham as redondezas. Depois de muito procurar, dar de cara com mais alguns animais sorrateiros que mais evitam eles do que qualquer coisa. Encontram uma árvore que mesmo se abrasassem ela todos juntos, ainda faltarias braços. Alguns galhos cabem tranquilamente duas pessoas deitadas neles lado a lado.

     Sarah e Adão olham para eles com o olhar longínquo e um leve sorriso na boca.

    — Bom, é isso! — Helvetia mal termina de falar e já está fazendo alguns talhos na árvore para poder escalar.

    Sarah faz o mesmo do outro lado.

    Adão simplesmente bota as garras para fora e escala com tanta facilidade que deixa às duas com ciúmes.

    Shymphony se ajeite ao lado do tronco, dobra as pernas de leve, e com um impulso se lança para cima em um dos galhos a vários metros de altura.

    — Vocês não querem ajuda? — Adão indaga lá do alto. Mas às duas se recusam a responder e se mantém firmes na escalada.

    A noite praticamente toma conta de tudo quando elas finalmente conseguem chegar. Helvetia até larga seu corpo encostado no tronco após uma olhada para baixo.

    Sarah está no galho ao lado, já talhando uma pequena concha no galho.

    Symphony está um galho acima de Helvetia. Ela talhou uma abertura no tronco larga e funda o suficiente para colocar seu escudo e ele parar em pé. Agora está sentada de costas para o escudo.

    Adão está mais acima ainda, mas em um galho do outro lado da árvore. Ele está transformado e deitado de forma bem relaxada a beira do galho e olhando para baixo e ao redor.

    Helvetia não vê outra alternativa a não dar seu jeito. Ela finca uma se suas lanças bem fundas no tronco e amarra uma corda na base dele e depois amarra a outra ponta da cor do seu tronco. Então encosta novamente no tronco agora mais relaxada.

    — Tentem relaxar, mas fiquem atentos a qualquer coisa suspeita. — Helvetia fala de olhos fechados. — Gritem, assobiem, deem algum sinal de acordo com o nível de perigo.

    Nenhum deles respondem ela.

    Cada um à sua maneira.

    Tentam sobreviver a mais um dia.

    Na floresta a baixo, o sangue marca o local onde banquete foi servido. As serpentes lutaram bravamente, enquanto as Vespas Sentinelas abandonaram a causa, pois claramente a hierarquia falou mais alto.

    Mesmo os Fantasmas que até pouco se deleitavam a cada mordida.

    Já se retiraram para seus covis.

    Pois, agora a cadeia alimentar é outra.

    Sombras rastejam por todas as partes.

    Anjos da morte voam silenciosamente.

    E em um canto onde praticamente nenhum animal ousa pisar.

    Um tatu adulto se encontra recebendo um cafuné de um Arctopan.

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