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    Todos do grupo escutaram atentamente a história dita por aquele zumbi, ficando visivelmente tocados com tudo que era dito. O Kura, com uma expressão de compaixão em sua face, logo afirmou para o mesmo:

    — Nossa… que… que barra, cara! 

    Samba escutou aquilo em silêncio, olhando para o horizonte distante sem dizer uma palavra sequer. Após esse tempo refletindo sobre aquela situação, o morto-vivo começou a falar em um monólogo:

    — Eu levei vinte anos… para recuperar minha consciência! E nesse tempo, eu aparentemente consegui usar meus poderes, mesmo em forma de zumbi, para me ajudar a criar um exército…

    Enquanto fala isso, o homem de cheiro putrefato se voltou na direção dos guerreiros de Buraji, continuando a falar:

    — Quando a recuperei, meu corpo já estava bem decomposto… entendem a razão de eu não ter retornado atrás do meu filho? Eu jamais seria aceito por ele, especialmente neste estado horrendo!

    Liger, ao escutar aquilo, logo inclinou seu corpo para frente em um movimento claramente brusco, dizendo:

    — Ei, isso não é verdade! No pouco que conheci dele, ele não deve se importar!!

    Sami, pensando um pouco sobre o Onder, continuou a dizer:

    — Sabe… ele é um velho ranzinza e bem chatonildo… mas, realmente, ele fez tudo que fez até agora, apenas pela oportunidade de saber oque aconteceu com o pai dele!

    Giovanni, ouvindo o comentário de sua colega de equipe, logo o complementou:

    — É, ele fez e refez o teste do exército várias vezes, e na última antes de ser aceito ele quase morreu lutando contra um mercenário!

    O músico morto se chocou ao escutar aquela informação, virando seu rosto na direção do Kura com surpresa em sua expressão facial morta, indagando:

    — Isso… isso é verdade?!

    O manipulador de raios escutou aquele questionamento, acenando que sim com a cabeça e afirmando:

    — É, isso mesmo! Mas, relaxa, eu consegui salvar ele e esses outros dois no último segundo!

    Samba absorveu aquelas palavras, se sentando no chão e levando a mão direita até o seu queixo. A reflexão durou algum tempo, até o homem dizer:

    — Eu… eu não sei nem como reagir a isso… meu filho realmente dedicou sua vida a me procurar…

    Enquanto isso, o morto se levantou novamente, pegando sua espada e a retirando da bainha, apontando-a na direção do grupo amarrado. Um ar gelado percorreu a espinha de todos, com eles se preparando para o pior. Entretanto, o Zumbi musical apenas moveu agilmente sua lâmina, cortando a corda em volta do corpo deles com uma precisão cirúrgica.

    — Peço perdão por ter prendido vocês de maneira tão rude. Vou mandar meus zumbis fazerem uma jangada para vocês seguirem pelo rio, é mais rápido do que ir a pé!

    Todos ficaram surpresos com aquilo, olhando com empolgação para o morto-vivo, contentes com a notícia.

    — Sério, senhor Samba?!

    Jaguar indagou aquilo, enquanto seu rabi balançava de um lado para o outro. O zumbi, sorrindo, passou a mão na cabeça do canídeo, respondendo:

    — Sim, isso mesmo! Mas, vocês precisam seguir rápido, acredito que Xing Ping vai caçar vocês o máximo possível!

    Enquanto tudo isso acontecia no meio daquela floresta, o grupo de anciões de Xing Ping se encontravam sentados no solo da cidade militar, ofegantes com a batalha que tinham acabado de viver. O mais velho deles, arfando bastante, começou a falar:

    — Nós vencemos… mas… arf… esse miserável do Bing ainda matou dois dos nossos!! Sem contar na cidade… que ele congelou quase toda!!

    Virando os olhos pelo ambiente, os velhos poderiam ver gigantescas montanhas de gelo até onde os olhos podiam alcançar, com mais de noventa por cento da cidade estando totalmente congelada abaixo do zero absoluto, junto de seus soldados. Um dos velhos ditadores daquele país, comentou na sequência:

    — Acho que… não teremos como perseguir aquele grupo…

    Todos encararam com raiva a cabeça decepada do Bing, culpando aquele homem morto por toda aquela situação vergonhosa. Porém, antes de qualquer coisa ser dita, uma voz ecoou:

    — Não se preocupem, nossos aliados! Podemos garantir que iremos capturar eles para vocês… ou melhor, para nós!

    Quando os decrépitos voltaram seus olhos para a fonte da voz, puderam notar algo surpreendente: um grupo de quatro pessoas, todos usando os uniformes do grupo do Nellu. Um dos ditadores, desconfiado daquilo, questiona:

    — E quem seriam vocês? Reconheço apenas dois de vocês!!

    Aquele que falava, logo se aproximou mais dos idosos, revelando se tratar de uma mulher com uma bela silhueta quando de contra com a luz do sol. A moça, sorrindo, começou a falar:

    — Meu nome é Maria, uma das companheiras do lorde Nellu! Os que estão comigo são o Chikito, Stuart e o Apolo. Infelizmente, eu e meu amigo Apolo não aparecemos muito em missões, então essa é nossa primeira!

    Os velhos asiáticos trocaram alguns olhares entre si, para que um deles fixasse seus olhos na figura feminina e então a questionasse:

    — E… como vocês podem nos garantir isso, afinal de contas?

    A mulher, dando algumas risadas tranquilas após escutar aquilo, logo moveu sua silhueta esbelta para uma das paredes de gelo mais próximas, se encostando na mesma e começando a dizer:

    — Bem, do grupo dos Burajianos, eu e meus amigos aqui iremos pessoalmente atrás deles. Agora, sobre o gatinho de vocês…

    Em outro local do mundo, Xìê se encontrava escalando uma gigantesca montanha, usando da força de suas pernas e braços para conseguir isso. Em poucos minutos, o Houer atingiu o pico daquele monte, adquirindo uma vista linda do país gelado logo após aquela cadeia montanhosa. Sorrindo, o homem-tigre afirmou em voz alta para si mesmo:

    — Finalmente posso ver… a doce e saborosa liberdade!!

    O homem asiático então começou a andar em direção ao horizonte, mas antes de conseguir seguir o seu caminho, uma voz afirmou:

    — Um momento, amigo!

    Xìê escutou aquele chamado, virando-se na direção dele com uma curiosidade clara e então visualizando a fonte da voz. Na retaguarda do Houer, a dupla formada por Blacks e Deep se encontrava, com o primeiro continuando a dizer:

    — Queremos ter uma conversinha contigo, seu fedelho!

    O Houer do tigre, curioso ao escutar aquilo, rapidamente questionou aqueles dois com hostilidade na sua voz:

    — E quem seriam vocês, hein?!

    Deep, notando aquilo, acabou por dar alguns passos até o lado do seu companheiro, começando a apresentação:

    — Eu me chamo Deep, e meu amigo aqui se chama Blacks! Somos subordinados do Nellu, já ouviu falar dele?

    Xìê, escutando aquilo, manteve o seu olhar perfurante na direção da dupla inimiga, retrucando:

    — Sim, já ouvi falar desse viadinho covarde!

    Ao escutar aquela resposta lotada de hostilidade, o homem-buraco ficou claramente surpreso com aquela ousadia.

    — Bem, se você sabe, acho que sabe a razão de estarmos aqui! Então, que tal se render?

    A pergunta do Deep atingiu os tímpanos do Xìê, que gargalhou só de cogitar tamanha ideia absurda. Em meio às risadas, o Houer respondeu:

    — Me entregar sem lutar? Mas nem morto, seu vermezinho!

    O quarto mais forte da equipe do Nellu, absorveu aquelas palavras e finalmente fechou sua expressão facial, inclinando seu corpo para frente com uma clara intenção combativa. Blacks, entretanto, rapidamente colocou o braço direito na frente do corpo do seu companheiro, dizendo:

    — Não interfira… ele é todo meu!!

    Percebendo aquilo, o homem-tigre lançou um sorriso desafiador na direção daquele homem, iniciando sua transformação em tigre e então afirmando:

    — Bem… se você quer dançar, irei com tudo logo de cara!

    Blacks observou aquilo, notando o rapaz em sua frente se tornar um híbrido entre humano e um tigre de pelos cinzas, ganhando mais de três metros de altura e uma robustez invejável. Sem perder tempo, ambos avançaram um contra o outro, enquanto o terrorista gritava:

    — ASSIM ESPERO!!

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