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    O grupo observou a mulher aparecendo, ficando chocados com a presença da mesma ali. O Kura, levemente irritado, afirmou em um quase berro:

    — Que que tu tá fazendo aqui, sua infeliz?!

    A mulher pálida, escutando aquelas palavras grosseiras com bastante atenção, logo rebateu o adolescente burajiano:

    — Quem deveria perguntar isso, sou eu! O fedelho criminoso veio bater aqui, é? Aposto que quer gerar mais uma guerra de escalas catastróficas!

    Se ofendendo com aquilo, o receptáculo do cão elétrico fechou a sua cara, respondendo de forma irritada:

    — Eu?! Para a sua informação, já explicamos a razão de estarmos aqui! Agora, e você?! No que fiquei sabendo, ninguém no seu país sabe a razão do seu sumiço! Será que devo supor que a princesa fugiu?

    Ledya escutou aquilo, ficando claramente irritada com aquela fala grosseira do garoto, o retrucando:

    — Como é, seu criminoso baixinho?!

    Antes de os dois terem a oportunidade de continuarem a discussão, Seeng se colocou no meio de ambos, afastando-os com a palma das mãos e começando a dizer:

    — Calma, calma! Não se irritem, vamos todos virar amiguinhos!!

    Os dois ficaram trocando olhares intensos, claramente carregados de raiva pelos comentários que um teria tecido ao outro. Gabriel, por sua vez, manteve o semblante sério em sua face, questionando o Padmariano:

    — Senhor Seeng, exijo explicações sobre isso! Qual a razão dela estar aqui em Padmara? Posso saber?

    O receptáculo do bode logo fez uma expressão um pouco acuada, dizendo em voz baixa enquanto coçava o queixo com a mão direita:

    — Bem…

    Ledya bufou de irritação com aquela situação toda, cruzando ambos os braços na frente do seu tronco, virando a cabeça para a esquerda e afirmando em um tom irritado:

    — Acham mesmo que nessa guerra, eu iria ficar no meu país?! Eles tomaram a mesma posição do país do Paul, mas veja qual foi o destino dele! Por isso vim pro país do tio Seeng, pelo menos aqui eles declararam guerra direta, e possuem culhões de usar tudo que tem!

    A fala da albina deixou todos ali presentes surpresos, com o Giovanni pontuando de prontidão:

    — Pera aí, tio?! Mas vocês nem se parecem!!

    O receptáculo do espírito do bode, logo juntou ambas as palmas das mãos, massageando uma na outra enquanto fazia uma expressão de certa timidez:

    — Bem, é uma longa história! Eu conheci a Ledya criança, antes de ela virar uma houer-

    Interrompendo a fala do anfitrião daquela casa, o guarda-costas da Krafitg soltou um suspiro cansado e levemente desinteressado, levando o dedo indicador e o polegar até o centro de suas sobrancelhas, apertando suavemente ali falando:

    — De toda forma… isso é um erro do sistema, e um dos grandes! Essa garota não deveria estar aqui!

    A mulher de personalidade fria, após escutar aquilo, soltou um resmungo baixo, retrucando:

    — Ah, é? E o que poderia dar tão errado, hein?!

    Na entrada daquela cidade, o grupo de quatro criminosos subordinados do Nellu se encontravam caminhando, seguindo em passos tranquilos até um restaurante de esquina ali perto. Durante todo o caminho, a Maria se manteve com uma postura confiante, olhando para frente com uma olhar penetrante.

    — Bem, logo mais nós estaremos próximos do grupo do Cachorro de Buraji! Podemos aproveitar a viagem, para ver onde está o Bode de Padmara, para o capturar também, e orgulhar nosso chefinho!

    Apolo, caminhando de forma cansada e levemente irritado com tudo aquilo, escutou tudo que sua colega estava falando, resmungando para a mesma:

    — Nossa, Aki! Tu é chato falando assim, viu? Preferia quando você era normal, e não um viciado por chamar a atenção do chefe!

    Ao ouvir aquilo, o ser de silhueta feminina ficou com um expressão comicamente chocada, retirando um leque de papel de dentro de suas roupas, batendo o mesmo na cabeça do seu colega de equipe enquanto dizia:

    — Nunca mais diga isso, Apolo! Você sabe muito bem, que Aki era o nome do meu corpo antigo! Eu sou uma dama agora, peço que me respeite!

    Apolo se irrita ao levar aquele golpe em sua cabeça, encarando o ser feminino na sua frente e afirmando com raiva:

    — Ah, conta outra! Primeiro, tu usa o corpo de um adolescente para se sentir novo, e depois você muda para o corpo de uma mulher moradora de rua? Tu é bizarro, cara, e ela nem se chamava Maria!!

    Se ofendendo com aquilo, a autoproclamada “Maria” se jogou parcialmente para trás, pondo a mão direita em cima de sua testa e começando a resmungar:

    — Oh, não seja assim! A dona antiga deste corpo era linda, só deu o azar de morrer para a fome! Mas, não só pela beleza, eu peguei este belo corpo! Sem contar que… Maria é um nome lindo, divino!

    O Android Chikito deu um suspiro ao ouvir toda aquela discussão idiota, com sua voz mecânica ecoando por aquele grupo. Após aquilo, todos entraram no restaurante, e o ciborgue começou a dizer para seus aliados:

    — Falando do que importa, agora… como faremos para capturar o Kura? Mesmo que ainda não estejam em seu máximo, eles com certeza se recuperaram mais! E estando em Padmara… poderemos nós quatro, capturar dois receptáculos bem protegidos?!

    O ser com a capacidade de mudar de corpos, escutou aquilo com bastante atenção, refletindo um pouco e comentando:

    — Bem, você está certo, senhor Chikito! Pode ser difícil… e foi pensando nisso, que eu contratei aquele mercenário doce para nos ajudar!!

    Chikito escutou aquilo, fazendo uma expressão de certo incômodo em sua face mecânica, para então responder:

    — Não me chame de senhor… você está vivo a mais tempo do que eu!

    Stuart, que até então estava completamente calado, ouviu sobre a menção do mercenário, tendo sua atenção totalmente voltada a sua aliada.

    — Espera… mercenário doce? E como você chamou a atenção dele para o trabalho?!

    Maria, sorrindo ao ouvir a pergunta do seu pequeno aliado, simplesmente deu um sorriso doce em sua face, pontuando:

    — Ora… eu ofereci a vaga deixada pelo seu amigo morto, oras! Afinal, o Bitz… ou seja lá qual era o nome dele, não vai mais precisar dela!!

    O comentário deixou todos na mesa visivelmente incomodados, com o Apolo dizendo em um tom de voz baixa, mas claramente afetado:

    — Cara… você é sinistro!

    Ignorando o comentário desagradável do seu colega de equipe, a entidade feminina deu um sorriso lotado de confiança, olhando todos os presentes com um ar de força pura.

    — De toda forma… mostraremos ao mundo, que somos capazes de aproveitar bem os seus erros!!

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