Capítulo 261 - Ōtsu (8)
Raiga tinha sido derrotado por uma garota muito mais nova que ele, mas a idade não era oque importava naquele momento, e sim, a força daquela criatura de cabelos brancos, algo além do compreensível
— Aí… Que saco vim pensando que iria ter uma luta fácil e logo iria voltar para casa pra arrumar meu cabelo. Mas acabei me atrasando um pouco, que porcaria, tenho que ligar para algum dos motoristas vir me buscar
A Kira tirou o celular do bolso e ligou para alguém, enquanto isso, o Vini estava parado, olhando seu mestre derrotado, ele não estava entendendo como àquela garota era tão forte em todos os aspectos
“Então isso… Isso significa ser forte…” ele olhava para o Raiga, com um olhar profundo, cheio de arrependimentos e com uma emoção forte, ele queria ser forte para derrotar aquela mulher a sua frente, mas era incapaz disso
“Acho que é melhor eu ir indo por enquanto, vou esperar meu motorista” A Kira saiu andando, foi quando o Chaejin apareceu na sua frente
— Aonde pensa que vai, criança? Não vai finalizar seu serviço? — ele disse encarando ela seriamente, ela deu um sorriso e disse;
— Sabe velho, eu tenho uma segunda ordem também, acredita? A ordem é o seguinte, “Se o Chaejin cruzar seu caminho, pode eliminar ele, ele sabe de muita coisa, então é melhor eliminar esse mal” essas foram as palavras de seu irmãozinho — enquanto ela falava, ela já tinha furado o coração do Chaejin com um canivete que tirou do bolso
— Aquele maldito, depois de tudo que fiz por ele… — disse Chaejin enquanto cuspia muito sangue da boca
— Olha, seu irmão é bem sujo em, mas não tenho nada haver com isso, só sigo as ordens e recebo meu dinheiro por missões concluídas. Essa é só mais uma — ela tirou o canivete do peito do Chaejin e jogou no chão, o mesmo caiu no chão e olhou no sentido de um conjunto de prédios que tinha na sua visão, e logo, sua visão perdeu o brilho
Kira continuou caminhando, mas do nada, oito pessoas apareceram ao seu redor
[Primeira geração |Akira Tanaka – Rei de Tokyo]
[Primeira geração| Mayato Nakamura – Rei de Kiyokabe]
[Primeira geração| Yuki Takahashi – Rei de Osaka]
[Primeira geração| Emi Suzuki – Rei de Sapporo]
[Primeira geração | Renjiro Hoshizaki – Rei de Honshu]
[Primeira geração | Aiko Yamamoto – Rei de Okinawa]
[Primeira geração | Kaito Mori – Rei de Aomori]
[Primeira geração | Isamu Kogane – Rei de Yamagata]
— Aonde você pensa que vai depois de acabar com um dos nossos companheiros assim? — disse Akira, ele era um homem elegante, cabelos jogados para trás, um palito branco e óculos e uma tatuagem no pescoço de um dragão
— Não vai para lugar nenhum, pirralha — disse Mayato muito seriamente, os reis estavam muito bravos, eles não queriam aceitar a derrota do Raiga e a bagunça que eles fizeram em Ōtsu
— Não posso deixar que isso aconteça… — apareceu um homem alto, cabelos negros lisos e uma postura dominante
[Geração Zero – Kion Gust | soldado japonês]
[Geração Zero – Amon| Ex membro do punho negro]
[Geração Zero – Furuta| Ex membro do punho negro]
[Geração Zero – Hishin | Ex membro do punho negro]
— Oque vocês velhos da geração zero faz aqui? Depois da absorção da sua geração ainda sim vocês ficam rodando por aí normalmente? — disse Aiko
— Uma pirralha que nem você acham que pode se achar superior a nós? Isso é engraçado, vocês se autodenominam reis de regiões, sendo que vocês são mais comuns que qualquer outro delinquente da geração zero — disse o Amon, com uma certeza absoluta
[Geração zero – Goro Shiranui]
[ Geração zero – Jairo Shiranui]
— Vocês do punho negro aqui? Isso é surpreendente, pensei que vocês tinham saído do país — disse Goro se levantando do chão junto do seu irmão e chegando para perto de todos ali
Vini permanecia perto do seu mestre, na esperança de que ele ia acordar, Yuki chegou para perto do Vini e ficou de longe observando tudo, Vini olhou para ele com um pouco de medo, mas o mesmo não transmitia tensão nem nada do tipo, sua aura era calma
Sem nenhum motivo aparente, todos que estavam ali começaram a lutar, geração zero contra primeira geração, a batalha que ia definir qual era a geração mais forte
Mayato e Amon iniciaram uma batalha intensa
O vento que soprava entre os prédios de Ōtsu parecia carregar o peso de uma era inteira.
A rua estava destruída. Asfalto rachado. Vidros espalhados. O corpo de Chaejin ainda quente no chão. Raiga inconsciente. Vini ajoelhado ao lado do mestre, tremendo por dentro.
E, no centro daquele cenário de guerra iminente, dois homens se encaravam.
Mayato Nakamura — Rei de Kiyokabe.
Postura firme. Ombros alinhados. O punho direito relaxado… mas carregado de intenção.
Amon — Geração Zero.
Olhos frios. Corpo levemente inclinado. Base de luta ajustada como um predador que já matou antes.
O silêncio que antecedeu o primeiro movimento foi mais violento do que qualquer golpe.
— Então… — Amon abriu um sorriso lateral. — Você é o tal rei de Kiyokabe? Esperava alguém maior.
Mayato não respondeu de imediato. Ele apenas ergueu o punho direito à frente do corpo, a esquerda atrás das costas.
— Só preciso de um.
Akira, ao longe, ajustou os óculos.
Kion cruzou os braços.
Kira observava com um interesse quase entediado.
E então—
O chão explodiu sob os pés de Amon.
Ele avançou primeiro.
Amon iniciou com uma sequência clássica de MMA. Jab esquerdo. Direto. Low kick na perna de base.
Mayato bloqueou o jab com o ombro.
Inclinou o tronco para evitar o direto.
Mas o low kick entrou.
O impacto ecoou.
Vini sentiu o som na espinha.
— Ele vai derrubar o Mayato pelas pernas… — murmurou Yuki, calmo, observando cada detalhe.
Amon não parou. Clinch imediato. Tentativa de joelhada no abdômen.
Mayato girou o corpo
O joelho acertou o vazio.
E então veio o primeiro contra-ataque.
Um único soco.
Direto.
Seco.
Sem preparação.
O punho de Mayato atingiu o antebraço de Amon que bloqueava… e mesmo assim o impacto o arrastou dois metros para trás, deixando marcas profundas no chão.
Amon franziu a testa.
— Isso… foi pesado.
Mayato respirou devagar.
— Meu punho não precisa de sequência.
Amon sorriu.
— Ótimo. Porque eu não preciso de apenas um.
Ele voltou.
Agora mais técnico.
Chute alto.
Finta.
Troca de base.
Cotovelada giratória.
Mayato desviava no limite. Cada movimento era mínimo. Econômico. Ele não desperdiçava energia. Esperava.
Mas Amon estava dominando o ritmo.
Uma sequência de três socos no rosto.
Mayato foi atingido pela primeira vez.
Sangue no canto da boca.
A geração zero começou a rir.
— Rei? Isso? — disse Furuta.
Mayato cuspiu o sangue no chão.
— Continue.
Amon avançou de novo.
Tentativa de queda.
Agarrou a cintura.
Mayato cravou o punho direito nas costas dele.
O impacto fez o ar explodir.
Amon soltou.
Mas não caiu.
Ele estava sorrindo.
O clima mudou.
Amon fechou os olhos por um segundo.
Quando abriu…
Uma energia azul começou a se formar ao redor do corpo.
Uma vibração leve no ar.
O chão tremendo de forma sutil.
— Ele vai usar… — murmurou Kion.
— Domínio da velocidade. — completou Goro.
Mayato estreitou os olhos.
Amon desapareceu.
Não era exagero.
Ele simplesmente sumiu da frente de Mayato.
Um soco atingiu as costelas de Mayato pelo lado.
Antes que ele reagisse—
Outro golpe no rosto.
Depois nas pernas.
Depois no abdômen.
Depois no queixo.
Os golpes vinham de todos os ângulos.
O ar azul cortava o espaço como um relâmpago horizontal.
— Ele não consegue acompanhar! — gritou Emi.
Vini estava imóvel.
“Isso… é o nível da geração zero?”
Amon surgia e sumia.
Cada impacto fazia o corpo de Mayato balançar.
Nariz quebrado.
Costelas trincando.
Sangue respingando no chão.
Mas ele não caía.
Amon apareceu à frente.
— Você é lento demais, rei.
E acertou uma sequência absurda.
Direto. Cruzado. Gancho. Cotovelo.
Mayato foi lançado contra um carro abandonado.
Metal amassado.
Vidros explodindo.
Silêncio.
A aura azul pulsava.
Amon respirava pesado, mas confiante.
— Vocês da primeira geração vivem de títulos. Nós vivemos de sobrevivência.
Ele começou a caminhar em direção aos destroços.
— Acabou.
O carro se moveu.
Lentamente.
Mayato saiu de dentro da lataria retorcida.
Sangue escorrendo pelo rosto.
Olhos firmes.
Punho direito ainda erguido.
— Já terminou?
Amon parou.
Pela primeira vez… hesitou.
— Como… você ainda está de pé?
Mayato respirou fundo.
— Velocidade… é só movimento.
Ele deu um passo à frente.
O chão afundou.
— Mas força…
O ar começou a mudar.
Agora não era azul.
Era vermelho.Uma pressão absurda caiu sobre todos ali.
Como se a gravidade tivesse aumentado. A poeira no chão começou a se elevar.
O sangue de Mayato evaporava lentamente da pele.
O punho direito vibrava.
Uma aura vermelha intensa envolveu seu corpo.
Não era explosiva.
Era densa.
Pesada.
Primordial.
Amon sentiu o instinto gritar.
“Perigo.”
Ele tentou avançar novamente com velocidade máxima.
Desapareceu.
Surgiu atrás de Mayato.
Mas—
Mayato virou antes.
Como se previsse.
Como se sentisse.
E lançou o punho.
Não era rápido.
Era inevitável.
O impacto atingiu o abdômen de Amon.
O ar saiu dos pulmões dele em um jato invisível.
O chão sob seus pés se partiu.
O corpo dele atravessou a rua inteira.
Destruiu uma parede.
Depois outra.
E só parou quando cravou contra um prédio, criando uma cratera.
Silêncio absoluto.
A aura vermelha ainda pulsava.
Mayato caminhou lentamente.
Cada passo deixava marcas profundas no asfalto.
Amon tentou se levantar.
Cuspiu sangue.
— Isso… não faz sentido…
Mayato parou à sua frente.
— Você é rápido.
Ele ergueu o punho.
— Mas eu sou absoluto.
Amon tentou um último ataque.
Avançou.
Mayato não desviou.
Ele apenas concentrou toda a aura vermelha no punho direito.
O ar ao redor distorceu.
— Rei de Kiyokabe.
E então—
O soco atingiu o rosto de Amon.
Não houve explosão.
Houve silêncio.
O tipo de silêncio que antecede um desastre.
Depois—
A onda de choque se espalhou por toda Ōtsu.
Prédios tremeram.
Vidros quebraram em quarteirões de distância.
A aura vermelha dissipou.
Amon caiu.
Inconsciente.
O corpo afundado no concreto.
Derrotado.
A geração zero ficou imóvel.
Furuta arregalou os olhos.
Hishin deu um passo atrás.
Kion permaneceu sério… mas havia respeito ali.
Akira sorriu levemente.
— Esse é o rei de Kiyokabe.
Vini estava tremendo.
Mas não de medo.
Era admiração.
“Isso… é ser forte.”
Yuki colocou a mão no ombro dele.
— Aprenda a diferença.
Kira observava a cena com interesse renovado.
— Heh… interessante.
Mayato virou o rosto em direção a ela.
Mesmo ferido.
Mesmo sangrando.
A aura vermelha ainda parecia ecoar ao redor dele.
— Ainda quer continuar?
O vento soprou.
A batalha entre as gerações estava apenas começando.
Mas naquele instante…
O Rei de Kiyokabe havia provado.
Velocidade pode dominar o espaço.
Mas força…
define o fim.

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