Índice de Capítulo

    Raiga ficou imóvel, assim como Vini, eles olhavam para aquela menina que estava diante dos seus olhos

    — Oque uma simples garotinha faz aqui? — disse Raiga, a mesma deu um sorriso e mordeu o pirulito com todas as forças, e em um instante, ela apareceu diante do Raiga, ambos ficaram cara a cara

    — O velho do Charles me mandou vir para cá, limpar a bagunça toda e matar o Chaejin e levar o documento comigo, mas achei uma peça muito valiosa aqui… Você, você vai vir comigo e fazer parte do meu esquema

    O Raiga deu uma risada, e pôs a mão no ombro dela, mostrando um sorriso verdadeiro

    — Olha, não quero lutar com você, garota… Seu rostinho é muito lindo para ser machucado, e também, você não é obrigada a seguir oque esses animais falam-

    Em um instante, Raiga foi lançado para bem longe, Kira mostrou um olha de decepção para o mesmo, e disse;

    — Não estou aqui pra ser bajulada por você, eu estou a procura de alguém forte para participar do meu plano, mas se não é do seu interesse, eu vou te eliminar agora

    “Quem é essa garota? Que força absurda é essa? Talvez ela seja mais forte que qualquer outra pessoa que já enfrentei na minha vida. Sendo assim… Você não vai viver!”

    O Raiga partiu para cima da Kira com toda sua velocidade, e ele desferiu um soco bem forte na direção dela, mas ela desviou rapidamente, dando um contra ataque nele instantaneamente, e logo em seguida, ela apareceu no ar, dando um chute na cara dele, gerando uma grande explosão

    — Olha, você é forte isso eu admito, mas pelo que dizem, eu estou muito acima da média, em comparação, possa ser que eu seja mais forte que a maioria dos caras da geração zero

    — Pare de falar besteiras criança — o Raiga levantou e deu um soco

    O soco de Raiga não era apenas força bruta, era a intenção de matar.

    O ar à frente de seu punho se comprimiu antes mesmo do impacto, criando uma distorção visível, como se o próprio espaço estivesse sendo empurrado para trás. O chão sob seus pés rachou em linhas irregulares, e o concreto cedeu alguns centímetros, incapaz de suportar a pressão de sua arrancada.

    Kira não recuou.

    Ela inclinou levemente o rosto, o pirulito ainda entre os dentes, os olhos frios como lâminas recém-forjadas.

    O punho passou a milímetros de seu nariz.

    O impacto que deveria ter esmagado seu crânio acertou o vazio.

    O prédio atrás dela explodiu

    Vidros se despedaçaram, vigas de aço se retorceram como papel, e uma nuvem densa de poeira tomou o cenário. O estrondo ecoou por toda a área industrial abandonada onde estavam — galpões velhos, contêineres enferrujados, guindastes imóveis como esqueletos gigantes observando o duelo.

    Vini engoliu em seco.

    — Isso… isso foi só um soco?

    Raiga não respondeu. Seus olhos estavam fixos na garota.

    “Ela desviou… não antes do golpe… mas durante.”

    Ele avançou de novo.

    Dessa vez, não houve aviso.

    Seu corpo desapareceu.

    O som veio depois.

    Um estrondo seco, seguido por múltiplos estalos, como trovões sendo disparados em sequência. Ele reapareceu atrás de Kira, desferindo uma sequência de golpes que cortavam o ar como lâminas invisíveis.

    Punho. Cotovelo. Joelhada. Chute giratório.

    Cada ataque gerava ondas de choque que pulverizavam o solo.

    Mas Kira… estava sorrindo.

    Ela se movia com o mínimo necessário. Um giro de quadril. Um passo lateral. Um leve inclinar de cabeça. Seus pés quase não tocavam o chão — era como se ela estivesse dançando dentro da tempestade.

    — É isso? — murmurou ela. — Você só sabe correr rápido?

    Raiga rangeu os dentes.

    Ele sumiu novamente.

    Dessa vez, não reapareceu atrás dela.

    Nem ao lado.

    Nem acima.

    Ele estava em todos os lugares.

    Seus movimentos ultrapassaram o que os olhos humanos podiam captar. Vini via apenas rastros — linhas cintilantes cruzando o cenário, crateras surgindo aleatoriamente, paredes sendo destruídas por impactos invisíveis.

    O próprio som começou a atrasar.

    Primeiro vinha a destruição.

    Depois, o estrondo.

    Raiga havia quebrado o limite da velocidade.

    “Uau! Ele conseguiu igualar a minha velocidade? Esse foi o resultado de se achar mais lento que eu e assim ele rompeu esse limite?” Pensou Kira

    O ar começou a queimar ao redor dele, friccionado pela brutalidade de seus deslocamentos. Seu corpo deixava um rastro incandescente, como um meteoro rasgando a atmosfera.

    Kira levou o primeiro golpe.

    Um soco lateral que atingiu sua costela.

    O impacto a lançou contra um contêiner de aço, que se dobrou ao meio como uma lata amassada.

    Vini arregalou os olhos.

    — Ela… ela foi atingida!

    Raiga surgiu diante dela antes mesmo que os destroços terminassem de cair.

    — Você fala demais para alguém tão pequena.

    Ele a agarrou pelo pescoço e a arrastou pelo chão por dezenas de metros, abrindo uma trilha de destruição. O concreto se partia, faíscas voavam, e o som era ensurdecedor.

    Então ele a lançou para o alto.

    Desapareceu.

    E reapareceu acima dela.

    Um chute descendente.

    O impacto fez o ar explodir.

    Kira foi arremessada contra o solo como um míssil.

    A explosão abriu uma cratera gigantesca. Poeira, pedras e pedaços de ferro subiram como uma nuvem vulcânica.

    Silêncio.

    Raiga pousou na borda da cratera, respirando pesado. Vapor saía de seu corpo.

    — Fim da linha.

    A poeira começou a baixar.

    E no centro da cratera…

    Kira estava de pé.

    A cabeça levemente inclinada.

    O pirulito… ainda intacto.

    Uma fina linha de sangue escorria do canto de sua boca.

    Ela limpou com o polegar.

    Olhou para o sangue.

    E sorriu.

    Mas não era mais o sorriso infantil.

    Era algo mais profundo.

    Mais antigo.

    — Velocidade é bonita… — disse ela, a voz agora mais baixa, mais densa — …mas você sabe qual é o problema de correr rápido demais?

    Raiga franziu a testa.

    O chão ao redor dela começou a vibrar.

    Não por impacto.

    Mas por pressão.

    O ar ficou pesado.

    Os destroços ao redor começaram a afundar alguns centímetros, como se uma força invisível estivesse pressionando tudo para baixo.

    Vini sentiu os joelhos dobrarem involuntariamente.

    — O… o que é isso…?

    Kira fechou os olhos por um instante.

    E algo dentro dela se partiu.

    Não fisicamente.

    Mas como uma corrente sendo arrancada.

    Um limite.

    Quando ela abriu os olhos novamente, não havia traço de leveza.

    Só poder bruto.

    — O problema… — continuou ela — …é que quando você corre rápido demais… você não percebe o peso do mundo.

    Ela deu um passo.

    O chão afundou.

    Um único passo.

    Raiga sentiu.

    Instintivamente, tentou se mover.

    Mas seu corpo hesitou.

    Era como se o ar tivesse se transformado em concreto.

    — O que… você fez?

    — Eu também quebrei um limite.

    Ela desapareceu.

    Não foi velocidade.

    Não foi deslocamento.

    Foi impacto.

    Ela simplesmente surgiu diante dele, o punho já conectado ao abdômen de Raiga.

    O som não foi uma explosão.

    Foi um colapso.

    O solo abaixo deles afundou vários metros, criando uma depressão circular. As estruturas ao redor inclinaram-se, incapazes de suportar a onda de pressão.

    Raiga cuspiu sangue.

    Seus olhos quase saltaram das órbitas.

    “Ela… não está só rápida…Ela está pesada”

    Ele tentou contra-atacar.

    Seu corpo ainda tinha velocidade.

    Ele girou, preparando um golpe horizontal com força total.

    Kira ergueu o braço.

    Bloqueou.

    O impacto quebrou o asfalto ao redor, mas ela não se moveu um centímetro.

    — Agora você entende? — murmurou ela.

    Ela agarrou o punho dele.

    E apertou.

    O som de ossos se comprimindo ecoou.

    Raiga gritou.

    Ela o puxou para frente e desferiu uma cabeçada que fez o ar se dividir. O impacto gerou uma onda de choque que atravessou o galpão mais próximo, derrubando suas paredes.

    Mas ela não parou.

    Um soco.

    Outro.

    Outro.

    Cada golpe parecia carregar o peso de um prédio inteiro.

    Raiga tentou desaparecer novamente.

    Tentou quebrar a velocidade.

    Mas cada vez que iniciava o movimento, Kira já estava lá.

    Ela não precisava ser mais rápida.

    Ela estava dominando o espaço.

    O próprio campo ao redor dela parecia obedecer à sua presença.

    — Você queria saber quem eu sou? — ela disse, segurando o rosto dele com uma mão pequena demais para conter tanta força. — Eu sou alguém que não precisa correr muito para ganhar

    Ela ergueu o punho final.

    O ar tremeu.

    Vini sentiu o coração parar por um segundo.

    — Eu só preciso acertar uma vez.

    O golpe desceu.

    O impacto foi tão intenso que o som não saiu imediatamente. Primeiro veio o clarão — uma distorção branca que tomou o centro da área. Depois, a onda de choque.

    Galpões foram arrancados do chão.

    Contêineres voaram.

    O solo se partiu em rachaduras que se estendiam por dezenas de metros.

    Quando a poeira finalmente assentou…

    Raiga estava no fundo de uma cratera colossal.

    Seu corpo afundado no concreto destruído.

    Olhos abertos.

    Inconsciente.

    Derrotado.

    Kira pousou suavemente na borda da cratera.

    Respirava normalmente.

    Nenhum arranhão além daquela pequena linha de sangue já seca.

    Ela olhou para Vini.

    — Ele era promissor. — disse com tranquilidade. — Mas ainda estava preso ao próprio limite.

    Ela girou o pirulito entre os dedos.

    — Você… é mais interessante?

    O vento soprou entre os destroços.

    O silêncio era pesado.

    Não apenas pelo que havia sido destruído.

    Mas pelo que havia sido revelado.

    Naquela noite, ficou claro.

    A geração zero não era o topo.

    E Kira… estava muito acima da média.

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