Não sou ninguém. Mas no alguém de alguém, dizem que sou alguma coisa. Histórias 1
Capítulos 32
Palavras 47,6 K
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por Y.K — O rapaz concentrou a atenção nos sons, buscando qualquer sinal, por menor que fosse, da aproximação dos animais que os cercavam. O cascalho escorregadio denunciava os passos, mas as folhas úmidas limitavam sua propagação. — Filho — chamou Bart, impaciente. — Pegue a corda. Vamos avançar — decidiu o homem. Rubro, que estava ao lado de Cavam, abriu um saco de couro ancorado nas costas do animal, puxou o cordame, amarrou com firmeza uma das pontas na própria cintura e arremessou o… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Nove canídeos cercavam Rubro; a visibilidade era mínima, mas por sorte, com a ajuda de dois dos Canis lupus com os quais Roset se conectou, uma abertura surgiu para que Bart a retirasse do local. Segurando o machado curto em uma das mãos, o rapaz respirava compassadamente, calibrando os sentidos e distendendo os músculos que precisavam trabalhar. O cascalho farfalhou às costas, igualmente de seu lado esquerdo, direito, múltiplos passos. Um impacto mais forte precedeu um salto mirando seu pescoço.… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Com a banheira preenchida pela água quente, o vapor dominava o interior da cabana. — Pronto, pode tomar seu banho tranquilamente — proclamou Bart. Wood e o pai preparavam-se para deixar o cômodo, mas foram surpreendidos pela mulher que, tranquilamente, despia o vestido áureo como se estivesse na privacidade do próprio quarto. A peça caiu no chão, revelando as formas nuas do belo e esguio corpo da senhorita Medelin. — R-Roset! — gaguejou Bart, engasgando com a surpresa. — Não… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — — Sabe, Wood… — disse Roset, chamando-lhe a atenção. — Vejo que é um garoto peculiar. Enquanto falava com o rapaz, Roset ergueu as mangas do vestido e mergulhou a mão na pia do balcão de pedra. — Aqui — ela indicou o local, batendo com os dedos bem ao centro do próprio peito. — Tome cuidado, tá! — aconselhou. Wood ouviu, imitando o gesto de Roset e refletindo sobre o que falar. — E você, querido — continuou a mulher, agora se dirigindo a Bart. — Esse… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Adentraram a residência de estrutura simples — uma casa de poucos móveis e aparência acolhedora. No centro do cômodo havia uma mesa com três cadeiras. Ao fundo à esquerda, perto de uma das duas janelas, uma cama acolchoada por peles de animais ocupava um bom espaço; e, embaixo da outra janela, à direita, encontrava-se um armário repleto de utensílios. E na grande lareira, na parede oposta à porta de entrada, duas panelas eram sustentadas sobre grades. Dois lugares eram peculiares dentro do… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Wood acordou confuso, piscou e percebeu onde estava. Virou o rosto e, ao seu lado, uma pequena luz quase invisível pulsava; desde que se entendia por gente, ela sempre esteve ali. Bart não a enxergava, e mesmo o rapaz acreditava ser apenas um delírio aleatório nesse inexplicável mundo. Ao pé da cama, esbarrou nas botas, calçou-as. A cabana onde morava compunha-se de um único cômodo. Sua forma era madeira — o chão, o teto, os poucos móveis e até mesmo os copos o eram.A versatilidade das… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — — Esse foi o começo para o menino. Leonel, certo? Tenho minhas dúvidas quanto ao que relatou em sua bela prosa, amigo prateado, muitas. No entanto, sei que a história continua e que elas podem ser sanadas em breve. Dito isso, deixe-me agora falar sobre o indomável que bem conheço. Wood é seu nome. Um rapaz alto, de pele escura, boa musculatura e jovialidade — a maior paixão na sua vida, como ele mesmo diria. O barulho seco do machado no tronco da árvore. Na vastidão de uma floresta de… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Um pouco antes do final da tarde, com as tarefas domésticas já concluídas, Calae e Leonel estavam sentados no fundo da propriedade. Calae, imersa em pensamentos, e ao seu lado Leonel, que se esforçava para pensar. A sombra, por sua vez, observava atenta a bomba d’água e, assim como o rapaz fizera anteriormente, pressionou a manivela do equipamento. Respirando pausadamente, com o canto dos olhos a moça observava o rapaz. Ele fitava uma pequena pedra com seriedade, os braços a pressionar os… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Enquanto comiam, Calae e Leonel se entreolhavam. Agora a moça não conseguia mais tirar da mente o quanto o rapaz e a sombra se assemelhavam. Fitava os cabelos lisos e curtos de Leonel, seu rosto inocente e seu olhar hesitante. Queria tocá-lo, mas sabia que não era algo adequado. — Espero que a comida esteja ao seu gosto. — Não entendo o que fala — respondeu Leonel. De certo modo, a presença um do outro já não os inquietava. Não fosse a incompreensão completa da linguagem que… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — O som seco do impacto foi acompanhado de um ato reflexo. Com a mão em sinal de proteção, a sombra tentou afastar o velho. Por um segundo, todos imaginaram que ela transpassaria o homem; no entanto, encontrou resistência. Com um movimento brusco e afobado, a entidade empurrou o senhor, acertando-o em cheio no peito. O velho perdeu o contato com o chão e voou em direção à mesa. Os presentes seguraram o ar; apenas Calae soltou um grito, abafado pelas próprias mãos que levou à boca. —… 47,6 K Palavras • Ongoing