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    Protótipo de capa Volume 1 – Ironia Divina

    Capa Volume 1

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    Ana se apoiou na beirada do prédio, observando o campo de batalha abaixo. O som das lâminas chocando-se, os gritos abafados e o cheiro metálico do sangue preenchiam o ar. Após um instante de contemplação, virou-se e deparou-se com Eva, com os pés balançando levemente no ar. A garota parecia alheia ao caos, mas Ana sabia que seus olhos atentos não perdiam um único movimento.

    Poucos minutos antes, a mercenária havia cravado a lança no chão e se lançado até o telhado com movimentos certeiros. A ação chamou atenção momentânea, mas ninguém ousou levantar os olhos por muito tempo. Não no meio de uma batalha onde cada segundo podia ser o último.

    — Eu te disse, estão nisso há horas.

    Ana recuou alguns passos, sentando-se ao lado dela.

    — O Alex disse que é bom pra gente — continuou Eva — Se o inimigo ficar cansado os mascarados vão conseguir uma grande vantagem.

    A rainha soltou uma risada baixa, mas seus olhos ainda observavam o campo com intensidade.

    — Não acho que vai acontecer tão rápido. Parece que eles também entenderam esse ponto — comentou ela, apontando para um ponto distante, onde o exército dos Escudos de Pétalas permanecia estático. Alguns soldados erguiam grandes escudos enquanto outros se alimentavam de uma ração seca e descansavam em fileiras impecáveis logo atrás.

    Eva torceu a boca, pensativa.

    — É… Mas ainda é bom que tenhamos poucas mortes, né?

    — É sim, menina. É sim — a voz de Ana estava mais distante, quase distraída. Ela respirou fundo antes de voltar sua atenção para a pequena conselheira. — Mas onde está o restante do exército? Tenho certeza de que devia ter mais gente aqui.

    — Ah, eles estão monitorando aqueles caras com monstros!

    — Os jóqueis? — Ana franziu o cenho.

    — Isso! — respondeu Eva, empolgada. — Pelos relatórios eles sempre lutam contra pequenos grupos. Aquelas criaturas grandes são praticamente alvos enormes pros arqueiros e lanceiros, então não entram no meio dos exércitos.

    — Bom, isso é bom. Um problema a menos pra resolver. Enfim, tá na hora de seguir pro castelo.

    — Pro castelo?

    — Opa, quase esqueci de explicar. Finalmente encontramos ela.

    Os olhos de Eva tremeram. A garota ficou séria, como se o peso da notícia a atingisse fisicamente. Sua expressão animada desmoronou, cedendo espaço para um pequeno semblante determinado.

    — Ok — respondeu, mas sua voz estava baixa, quase vacilante.

    Ana percebeu o nervosismo e afagou seu cabelo, antes de encará-la fixamente.

    — Vai dar certo, Eva. Confie em mim.

    A menina assentiu, mas não respondeu. Com um salto ágil, desapareceu entre os prédios, suas silhuetas se fundindo com as sombras.

    “Agora vamos para o outro…”

    Ana levantou-se, ajustando a postura. Seus olhos varreram o campo novamente até encontrar Alex não tão distante dali. Com a mesma estratégia que usou para subir, segurou firmemente o cabo da lança e correu a toda velocidade, a cravando na beirada da estrutura para se lançar na direção dele.

    No meio do ar, lâminas passaram perigosamente perto de acertá-la, mas a rainha girou o corpo com flexibilidade surpreendente, esquivando-se sem muita dificuldade. Quando pousou, foi quase como se o impacto tivesse sido coreografado.

    — E aí!

    Alex saltou, girando rapidamente com a expressão incrédula e assustada.

    — Porra, Ana! — ele exclamou, apertando as armas em suas mãos. — Por que não pode chegar como uma pessoa normal?

    Ela apenas gargalhou, girando a lança casualmente antes de apoiá-la no ombro.

    — Relaxa, é que gosto de entradas chamativas!

    Alex bufou, mas não conseguiu esconder um pequeno sorriso.

    — Tá bom, tá bom. O que foi agora?

    — Encontramos a Natalya.

    Ao ouvir a notícia direta e reta, assim como a garota anterior, a expressão do conselheiro mudou imediatamente. Ele endireitou-se, ajustando a postura como se um peso invisível tivesse pousado sobre seus ombros.

    — Certo… Finalmente… E qual é o plano?

    Ana olhou para o castelo ao longe, seus olhos estreitando-se com determinação.

    — Ir lá e matar ela, não tem muito o que falar além disso.

    — Nós… Vamos realmente conseguir?

    — Eu me fiz a mesma pergunta pelo caminho todo! — gargalhou a mercenária. — No pior dos casos, a gente morre. Mas estamos praticamente vivendo uma vida extra de qualquer forma.

    — Só tem um problema, já viu onde estamos? — Alex franziu o cenho, a situação dos arredores refletindo em sua expressão. Ele gesticulou enquanto girava o corpo. — Não tem como eu sair agora. 

    — Claro que tem. Presta atenção direito, tenho certeza que vão se manter bem sem você.

    Antes que Alex pudesse retrucar, o som de passos rápidos se aproximando chamou a atenção dos dois. O mascarado vermelho, Fernando, surgiu com sua figura coberta de sujeira. Apesar da sujeira e do peso evidente da batalha, ainda mantinha o corpo alinhado impecavelmente. Notando a mascarada com quem seu amigo conversava, parou, curvando-se levemente com um gesto de respeito.

    — Rainha Ana, não esperava te encontrar por aqui. É um prazer saber que estou lutando ao seu lado.

    — Digo o mesmo, Fernando.

    Ela o analisou rapidamente, seus olhos atentos às manchas vermelhas que certamente não eram do conselheiro. Logo o mascarado continuou.

    — Algo aconteceu? Achei que você não ia participar dessa batalha diretamente.

    Antes que Ana pudesse responder, Alex interveio, animado.

    — Nós a achamos! — ele praticamente gritou, sua empolgação cortando o tom formal da conversa.

    Fernando virou-se ligeiramente, seus olhos sob a máscara brilhando com curiosidade.

    — A tal Colecionadora?

    — Isso mesmo!

    — Fernando, precisarei partir antes que ela volte a se esconder — Ana ergueu a mão, retomando o controle da conversa com um movimento simples. — Quero que recuem e se concentrem nas imediações do portão. Façam exatamente o que estão fazendo, mas focando somente em sobreviver pela próxima hora. Não insistam em matar caso traga qualquer risco.

    O mascarado ficou em silêncio por um momento, seus olhos fixos nos da rainha. Ele parecia avaliar as palavras dela, tentando encontrar alguma falha, mas no fim, apenas assentiu.

    — É uma ordem difícil, senhora — disse, sua voz carregada de cautela. — Mas eu entendo. Não deixarei que te atrapalhem.

    Ana bateu no ombro dele com firmeza, mas também um toque de camaradagem. Um sorriso confiante surgia em seu rosto enquanto mostrava o polegar como um gesto de aprovação.

    — Sabia que podia contar com você! Se tudo der certo nas outras frentes de batalha, os outros grupos devem chegar em algum momento. Quando – e se – isso acontecer, aí tudo bem você lutar com tudo.

    Fernando curvou-se novamente, com mais solenidade desta vez.

    — Entendido.

    Ele não perdeu tempo. Virando-se, assumiu novamente o papel de comandante no campo, começou a dar ordens rápidas e precisas aos soldados ao redor.

    — Recuem! Formem um círculo defensivo! Concentrem-se em manter as linhas ao redor do portão. Não avancem sem necessidade!

    Os mascarados e corrompidos ao redor obedeceram sem questionar. Movendo-se com precisão, começaram a reorganizar as fileiras, fechando lacunas e montando uma barreira sólida na passagem interna.

    Ana observou por um momento, um misto de orgulho e satisfação cruzando sua expressão.

    — Pronto para ir? — perguntou ela, sem nem mesmo olhar para Alex.

    Ele balançou a cabeça em concordância, ajustando as manoplas em suas mãos.

    — Sempre.

    Sem mais palavras, Ana deu o primeiro passo, e os dois partiram juntos em direção ao próximo objetivo.

    Enquanto ela desaparecia na confusão do campo de batalha, Fernando continuava a comandar as tropas. Parecia uma ordem simples, mas a cada segundo sentia que a tensão aumentava.

    — Reforcem o flanco esquerdo! — gritou o homem, apontando para uma área onde as defesas pareciam mais frágeis.

    Alguns soldados se moveram, reorganizando as posições estratégicas. Aos poucos o círculo defensivo tomava forma. Era apertado, mas eficiente. Não era perfeito, mas parecia o suficiente.

    — Uma hora.

    Ele repetiu mentalmente as palavras de Ana, como um mantra.

    — Uma hora para sobreviver. Apenas isso.

    Com tal hiperfoco o dominando, o conselheiro não notou que, não tão longe, uma figura encapuzada acompanhava a cena. A caçadora, com cabelos castanhos e olhos cor de mel, estava imóvel, como parte da paisagem. Seus olhos estavam fixos no caminho por onde Ana havia seguido, e o leve sorriso em seus lábios deixava claro que havia acompanhado toda a cena de perto.


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