Aoiiiiiiiiiiii achou que não viria bom apesar de alguns problemas aqui estou eu trazendo a mais recente vigia do abismo que sono
Capítulo 114 — Algo Brincando
ENTRE A EXISTÊNCIA E A INEXISTÊNCIA
HIHIHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHA… HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHIHI!
Risadas bem altas e ecoadas vinham daquele que estava diante dos três, com a parte superior daquilo que era seu roupão completamente rasgada pela força descomunal de seu grandioso peitoral.
O vento silvava, brincando na pequena distância que os separava.
— “Algo” (com a mão em seu queixo): — Não iam acabar com isso? Por que não se movem? — (Puxando seu gigantesco braço direito para trás): — Não se preocupem, eu os ajudarei a se moverem.
Ele exibia um sorriso estridente com um brilho alegre em seus dentes. E, lentamente…
POWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW!
O som dos três sendo atingidos juntos de forma calma e dolorosa.
— “Algo” (com a mão sobre os olhos, observando os três pelo ar): — Boa viagem! HIHIHAHAHAHAHAHA! E lá vão eles!
Pelos ares eles voam. Blaze e o guerreiro de quartzito tentam posicionar-se para diminuir o impacto da queda. No caso de Deylan, os seres de quartzito cinza se posicionaram em suas costas a fim de aparar a sua queda.
BOOOOOOOOW!
Eles se chocaram com um forte impacto no “chão“. Foram arremessados até perto de Meiy, que acordou com o som estrondoso; apesar de grande, o impacto não afetou o estado do local.
— Meiy (olhando para os três, que se levantavam ofegantes): — O que houve?
— Deylan (se sacudindo): — Aquele maldito… ele fez algo conosco. Nós não conseguimos nos mover! Ele fez alguma coisa, está brincando com a nossa cara!
— Meiy (vendo a lamacenta gosma sob o “Algo”): — Não foi por conta daquela coisa sob os pés dele?
— Deylan (olhando para a luva): — Não pode ser… eu… eu criei algo para nos proteger daquilo, para que pudéssemos andar sem sermos afetados por aquelas alucinações e aquele desconforto!
— Meiy (olhando para a armadura que vestia): — Talvez os teus poderes tenham se enfraquecido por conta de tantas coisas que você fez. Talvez você devesse desfazer a armad…
— Deylan (alterando-se um pouco e exaltando a voz): — NÃO! — (Expirando e se tranquilizando): — Não posso fazer isso. Caso o faça, você terá que sustentar tudo, e isso demandaria muito de você. Mesmo que a tua imortalidade te salvasse — o que não dá para saber — você entraria em um coma profundo de tão fraca que ficaria. Por isso não posso o fazer, é muito arriscado.
— “Algo” (gritando para eles): — Vão ficar de conversinha ou vão agir como verdadeiros guerreiros? — (Pegando em sua cabeça): — Ah, lembrei! Estão com medo demais para virem até aqui de novo! — (Gargalhando loucamente): — HIHIhahahahahahaha!
— Deylan (alterando-se mais e ficando irritado): — Medo? — (Movendo-se): — Eu te mostrarei o me…
O guerreiro de quartzito segura a sua mão, pedindo com seus brilhantes e brancos olhos que ele se acalmasse. Deylan o encara com raiva, mas se acalma em seguida. Uma energia cinza se ergue, forma uma esfera e se direciona a Meiy. Um dos seres de quartzito cinza sucumbiu ao impacto por também ter sido atingido pelo soco.
— Meiy (limpando a lágrima que descia): — Não há tempo para chorar. Ele ainda vive dentro de mim e, graças a ele, ganhei um pouco de energia. Irei ajudar vocês!
— Meiy (segurando e abraçando Grick enquanto conjura uma magia): — Elevoc Deylir!
Ela lança a magia sobre Deylan, fazendo a energia amarelo-pastel se intensificar.
— Meiy (olhando para Deylan): — Elevei as habilidades do que criaste. Agora, talvez consigam se mover. Eu tentarei dar um pouco de suporte daqui quando puder.
— Deylan (olhando para a luva e depois para Meiy): — Obrigado. Mas não se esforce tanto, descanse. — (tocando no ombro dos dois e amplificando a energia deles também): — Vamos!
Os três correm até o “Algo”.
— Meiy (sentada e suspirando, pensativa): — Ele está preocupado até demais… — (Olhando para a espada embainhada nas costas de Deylan, que emitia um fraco brilho): — Talvez a espada o tenha o alterado. Acho que não necessariamente o torna ruim.
Novamente, os três se aproximam. Deylan toma a dianteira. Impulsionando-se de forma que o estalar de seus ossos pudessem ser ouvidos, ele se projeta em um salto, puxa a espada e desfere um golpe diagonal.
Aquilo que era o Mestre apenas abre um grande sorriso e recebe o golpe, que atravessa e abre seu peitoral.
Deylan toca o chão e imediatamente recua. Enquanto isso, o guerreiro de quartzito gira sua lança, que adentra o peito da criatura; em suas costas, Blaze dispara uma sucessão de socos flamejantes, queimando a carne e fazendo com que a lança saia. Os dois também recuam. Aquilo não tentou resistir a nenhum dos golpes, apenas se manteve exibindo seu estranho sorriso.
— Deylan (alterado e irritado): — O que está fazendo? Está brincando novamente?
ABISMO — Sala principal da caverna da figura nebulosa
— Figura Nebulosa (estendendo as nebulosas mãos para Skuldyr e Mílar): — HIHI! Eu disse que ele aguentaria os golpes! Agora toca a pagar, perdedores!
— Skuldyr (resmungando, aproximando sua mão da figura): — Han! Você teve sorte aqui. Tome…
— Mílar (com seus olhos esverdejando e se fixando na tela): — Espere, Skuldyr. Observe.
— Skuldyr (travando a mão e olhando para a tela): — HohoHohoHooooooUUUU!
ENTRE A EXISTÊNCIA E A INEXISTÊNCIA
Aquilo gargalhava barulhentamente, rindo da cara dos três enquanto se regenerava. Aproxima-se deles com um salto, carregando um soco; eles se esquivam e o golpe acerta a gosma, atravessando-a e atingindo o “chão”, que se mantém intacto.
Imediatamente, a criatura abre a palma da mão, apoia-se e direciona um chute a Blaze. Entretanto, Deylan intervém usando seu escudo para aparar o ataque. Aquilo desce o pé do ataque, apoiando-se nele para, com o outro, desferir um pontapé veloz em formato de tesoura, mirando a cabeça de Deylan, que percebe tarde demais para esquivar.
Se não fosse pelo guerreiro de quartzito, que atirou sua lança com bastante força para desviar o golpe, forçando a criatura a recuar… mas sua lança se quebra em duas com o impacto.
— “Algo” (percebendo a lança quebrada no chão): — HIHIhahahahahahaha! Olha só, coitadinho, quebrou seu brinquedinho! HIHIHAHA... AURGH!
— Deylan (com a mão sobre o ombro do ser de quartzito que, de joelhos, olhava para a sua lança): — Eu sinto muito. — (Olhando para a criatura): — Queime.
— “Algo” (sentindo uma ardência lancinante em seu peitoral): — AHHHHHHHHHHHHRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRGH!
Chamas escuras, imbuídas pela escuridão, percorriam o local do corte deixado por Deylan, que exibia um leve sorriso, torturando-o com o olhar.
ABISMO — Sala principal da caverna da figura nebulosa
— Skuldyr (estendendo a mão até a figura): — Toca a pagar, meu caro perdedor!
— Figura Nebulosa (batendo na mão de Skuldyr com um balde de pipocas e virando-se de braços cruzados para a tela): — Pfuh! Idiota, foi apenas sorte!
Caía

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