Capítulo 18
Riftan gentilmente massageou a redondeza dos seus seios com as mãos cobertas de sabão. Maxi abaixou apressadamente os braços para se cobrir, mas isso não o deteve. Sentindo algo duro pressionado entre suas nádegas, ela fechou os olhos com força. Suas mãos deslizaram pela água morna, explorando sua cintura e abdômen. Ternamente, ele acariciou cada curva do seu corpo e massageou os nós sob sua pele antes de lavar seus cabelos emaranhados. Seu corpo tenso começou a relaxar.
“Agora, lave meu cabelo” ele disse, enxaguando seus cabelos.
Maxi o encarou sem expressão, suas pálpebras pesadas de sono. Mas logo ela pegou o sabão em suas mãos e começou a esfregá-lo em seu couro cabeludo. Enquanto Riftan abaixava a cabeça para que ela não precisasse esticar os braços, ela sentia sua respiração quente em seu colo.
Suprimindo seu embaraço, Maxi cuidadosamente trabalhou suas mãos em seus cabelos macios. Riftan suavemente lambeu as gotas d’água acumuladas no oco do seu colo. Era como dar banho em um grande cachorro; ele não conseguia ficar parado, lambendo tudo o que alcançava. Sua mente voltou ao tempo em que ela se esgueirara para o jardim quando criança para brincar com o cachorro de seu pai. Eles haviam jogado água um no outro exatamente como ela e Riftan estavam fazendo.
“A espuma está entrando nos meus olhos” reclamou Riftan, jogando um punhado de água no rosto.
Vendo-o fazer beicinho, ela quase riu. Ela jogou água em seu cabelo para enxaguá-lo da espuma. Em seguida, Riftan pegou um bule na prateleira e despejou mais água quente na banheira. Os nós em seus músculos amoleceram como geléia e, até os ombros em água fumegante, ela começou a cochilar. A tensão havia mantido seu cansaço à distância, mas agora a fadiga a envolveu. Em seu estado de semi-sono, o toque de Riftan parecia reconfortante.
“Maxi…”
Ele murmurou em seu ouvido, então a ajeitou para que ela pudesse se apoiar em seu peito. Uma doce sensação de formigamento percorreu seu corpo. Ela se entregou a ele, o batimento cardíaco constante dele a embalando para dormir. Suas pálpebras ficaram mais pesadas.
“Maxi? Você… está dormindo?”
“…”
“Você está mesmo dormindo?”
Os suaves movimentos de Riftan em suas costas se transformaram em sacudidas insistentes. Ela tentou dizer algo, mas tudo que conseguiu foram murmúrios ininteligíveis. Sua visão começou a desvanecer. Logo, ela estava roncando levemente com o nariz enterrado em seu ombro.
Riftan olhou para ela sem saber o que fazer.
“Eu não acredito…”
Um raio cegante de sol abriu os olhos de Maxi. Seus membros doíam, e sua cabeça latejava. Esfregando o sono dos olhos, ela se levantou da cama apenas para sentir uma corrente de ar gelado em sua pele. Ela olhou para baixo e percebeu que estava completamente nua sob o cobertor e se cobriu apressadamente novamente. Desorientada, ela tentou lembrar o que havia acontecido.
Cheguei em Anatol ontem, e…
Ela havia adormecido enquanto tomava banho com Riftan. Sua cabeça se ergueu para escanear o quarto, mas ela estava sozinha. O roupão de Riftan estava ao lado das brasas moribundas na lareira. Para onde ele tinha ido?
Ela procurou por algo para vestir. Uma camisola dobrada com cuidado na prateleira próxima à janela chamou sua atenção. Envolvendo o cobertor em seu corpo, ela se levantou apressadamente e estava estendendo a mão para pegá-lo quando ouviu uma batida.
“S-Sim?” disse ela bruscamente.
“Perdão por perturbar seu sono, minha senhora” respondeu uma voz gentil. “É hora de reacender a lareira…”
“T-Tudo bem. Eu j-já d-dormi b-bastante. P-Pode e-entrar.”
Uma criada alta que parecia ter cerca de trinta anos entrou no quarto e se curvou.
“Meu nome é Ludis Ain. Eu estarei a seu serviço a partir de hoje.”
“Eu sou M-Maximilian C-Calypse. P-Prazer em conhecê-la.”
A criada não demonstrou surpresa com sua gagueira.
“A senhora foi para a cama sem jantar ontem à noite” respondeu Ludis cortesmente. “Devo mandar preparar seu café da manhã agora?”
“Eu g-gostaria de me v-vestir primeiro…”
“Um momento. Eu vou ajudá-la a se vestir.”
Ludis retirou alguns troncos de lenha de sua cesta para alimentar as brasas, usando um ferro para mexer ocasionalmente. Em seguida, ela trouxe as roupas dobradas para Maxi. Maxi rapidamente vestiu uma roupa de baixo de linho e, por cima, uma camisola fina. Ludis encheu uma pequena bacia com água morna e adicionou algumas gotas de óleo perfumado. Em seguida, ela mergulhou uma toalha limpa na água perfumada para dar leves batidinhas no rosto, pescoço e braços de Maxi antes de ajudá-la a vestir um vestido elegante, que ia até os tornozelos.
Maxi deu um suspiro ao ver a intrincada bordado. Com suas mangas caídas, o vestido dourado dava a ela a aparência de ter asas de borboleta. Não era menos adorável do que algo do guarda-roupa de Rosetta.
“Por favor, me avise se estiver apertado demais” disse Ludis, amarrando uma fita vermelha logo abaixo do busto de Maxi.
Maxi balançou a cabeça. Ela mal podia acreditar que a mulher no espelho era ela. Seu rosto pálido parecia radiante, talvez devido ao seu bom humor, e seus cabelos ruivos desalinhados agora complementavam elegantemente o dourado de seu vestido.
“Você gostaria que eu trançasse e prendesse o seu cabelo, minha senhora?”
“S-Sim, por favor.”
Maxi se sentou em uma cadeira perto da janela. Ludis ajustou o espelho e começou a pentear suavemente. Ouvindo o som do pente de marfim deslizando pelo seu cabelo, Maxi olhou para fora e viu uma paliçada de penhascos cinzentos e altos pinheiros que apontavam para o céu como lanças.
“Você deseja comer aqui, minha senhora?”
Ela estava prestes a dizer que sim, mas percebeu que queria dar uma olhada ao redor do castelo. Aqui, não havia meias-irmãs carrancudas ou pais que poderiam voar em uma raiva violenta a qualquer momento. Ela estava livre para andar onde quisesse. Ela reuniu coragem para olhar Ludis nos olhos.
“E-Eu v-vou c-comer na s-sala de j-jantar.”
“Sim, minha senhora.”
Num piscar de olhos, Ludis terminou de trançar seu cabelo em um coque e trouxe um par de sapatos de bico longo para ela. Maxi deslizou os pés nos sapatos elegantes, então examinou seu reflexo no espelho. Depois de dias de viagem, uma troca de roupas e cabelos recém-arrumados fizeram maravilhas para sua aparência. Suas bochechas coraram de excitação. Riftan ficaria contente em vê-la?
“O-Onde está R-Riftan— q-quer dizer, Lorde C-Calypse?”
“Fui informada de que o lorde foi para a sala de treinamento ao amanhecer” respondeu Ludis, parecendo preocupada. “Minha senhora, você se sente mal?”
“N-Não…”
Sem saber por que havia dado essa impressão, Maxi inclinou a cabeça. Logo em seguida, ela percebeu imediatamente que Ludis deve ter pensado que ela estava doente por causa de sua gagueira. O sangue subiu ao seu rosto, e sua excitação foi varrida por uma grande onda de constrangimento.
“E-Estou bem.”
Sua voz trêmula soava horrível até mesmo para os próprios ouvidos. Incapaz de suportar a vergonha por mais tempo, ela deixou o quarto. Ludis correu atrás dela com uma expressão preocupada.
“M-Minha senhora! Por favor, permita-me guiá-la pelo castelo.”
Maxi havia saído envergonhada sem conhecer a disposição do castelo. Ela deu um leve aceno com a cabeça, grata por Ludis continuar a tratá-la com respeito.
“Por aqui…”
Enquanto Ludis a conduzia em direção às escadas, Maxi espiou nos cantos do castelo que havia perdido no dia anterior. As paredes de pedra cinza, embora ásperas, tinham uma beleza natural. A luz do sol entrava pelas janelas arqueadas, lançando sombras intricadas no chão. Ela semicerrava os olhos na luz cegante enquanto seguia Ludis.
O Castelo Calypse parecia diferente à luz do dia. Era tão sombrio e vazio quanto havia sido à noite, mas também irradiava um charme antigo.
É o castelo perfeito para um cavaleiro…
“Há algo que a senhora gostaria de comer ou algum alimento que não goste?”
“N-Não, não realmente…”
Maxi ficou em silêncio. Um olhar de sofrimento passou pelo rosto de Ludis. Talvez ela esteja lamentando o infortúnio de ter conhecido uma mestra difícil. Descartando pensamentos autodepreciativos, Maxi seguiu Ludis até a cozinha. Uma longa mesa de cerejeira ficava no centro de um espaçoso salão de jantar, e uma fila de servos ficava junto à parede. Um deles puxou uma cadeira para ela.
“Confio que tenha tido uma boa noite de descanso, minha senhora?”
“S-Sim, tive.”
“Perdoe-me por não ter me apresentado ontem. Meu nome é Rodrigo Ceric. Eu supervisiono todos os servos deste castelo.”
Maxi percebeu que ele era o velho que havia sido alvo da ira de Riftan no dia anterior.
“P-Prazer em conhecê-lo” disse ela, tentando permanecer calma.
Rodrigo se curvou. “À sua disposição, minha senhora. Por favor, não hesite em me informar se precisar de algo.”
“F-Falando n-isso, o s-senhor me d-disse ontem que eu p-poderia decorar o c-castelo…”
“De fato, o senhor deixou claro esta manhã que estou aqui para ajudá-la de qualquer maneira possível, minha senhora. Eu estava planejando convocar os comerciantes para o castelo em breve. Gostaria de dar uma olhada pelo castelo antes disso?”
“S-Sim, eu g-gostaria.”
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