Índice de Capítulo

    “Espero que sim.”

    Riftan murmurou em um tom monótono e revirou sua bolsa.

    “Quando chega a hora de alguém morrer, então ele deveria morrer. Não há necessidade de fazer coisas inúteis para manter alguém vivo.”

    O feiticeiro ficou sem palavras, não conseguiu abrir a boca para retaliar. Riftan tirou uma túnica. As roupas que ele usava foram destruídas durante a luta contra o monstro e estavam muito arruinadas para serem usadas. Ele vestiu o único par de roupas que lhe restava e foi vestir a armadura empilhada no canto da caverna uma por uma.

    Seu corpo parecia tão leve que era desconfortável. Ele questionou interiormente se realmente não havia efeitos colaterais da magia. Os olhos de Riftan seguiram suspeitosamente seu corpo que parecia novo, e ele pegou suas armas sem dizer uma palavra, não querendo mais um segundo de discussão. O feiticeiro, que o observava, de repente abriu a boca para falar.

    “Você não tem nenhum desejo de viver?”

    Riftan lançou-lhe um olhar por cima do ombro. O rosto do feiticeiro estava sério e morto.

    “Se qualquer outra pessoa fizesse o que você faz, teria morrido inúmeras vezes já. Você está fazendo coisas tão imprudentes porque quer morrer?”

    “Se fosse o caso, então eu não teria lutado tão desesperadamente. Pelo contrário, eu só…”

    Riftan não conseguiu encontrar as palavras para completar sua frase e se viu sem palavras. Ele não queria morrer. No entanto, ele não tinha motivo para viver. Ele não experimentava nenhuma alegria em sua vida. Mesmo se morresse, ele não teria arrependimentos.

    Então, por que você está lutando tão miseravelmente? Por que está tão desesperado para ganhar dinheiro e lutar para sobreviver a uma vida tão solitária?

    Riftan apagou apressadamente as dúvidas que ecoavam em seu coração.

    “Não tenho tempo para conversas inúteis. Prepare-se para sair.”

    “Estamos saindo agora?”

    O feiticeiro perguntou, assustado. Ele pegou apressadamente sua bolsa.

    A cabeça de Riftan emergiu da caverna, olhando para o corpo morto do monstro. Intestinos vermelhos escarlates pendiam no chão, ele presumiu que o feiticeiro deve ter cortado através do estômago para recuperar sua pedra de mana. Riftan soltou um suspiro pesado.

    “Outros monstros são atraídos pelo cheiro de sangue. Devemos sair antes que eles venham para cá.”

    “Mas… é um desperdício deixá-lo assim. Eu suspeito que este monstro seja um Drake. Se vendermos suas escamas, couro e ossos, vamos ganhar uma tonelada de dinheiro!”

    As sobrancelhas de Riftan se uniram diante da palavra desconhecida.

    “Drake?”

    “É uma subespécie de Dragão Negro. Não tenho certeza absoluta, pois só os vi em desenhos, mas dizem que são cerca de um quarto do tamanho de um dragão completo, não têm asas e podem controlar raios. A mana que extrai da sua pedra mana era poderosa! Deve ser um Drake.”

    Os argumentos trocados alguns momentos atrás pareciam ter se dissipado, o feiticeiro estava sorrindo de orelha a orelha só de pensar no dinheiro.

    “As subespécies de dragões rendem mais dinheiro do que relíquias antigas! Agora que capturamos esse monstro raro, vamos ficar ricos!”

    “Isso, se conseguirmos desmontá-lo e levá-lo para a cidade.”

    Riftan murmurou de forma cínica.

    “Não temos meios para fazer isso sem equipamento ou carroças para carregar.”

    “Primeiro deveríamos voltar para a cidade…”

    “As harpias devorarão até os ossos enquanto isso.”

    “M-mas ainda vão sobrar ossos para nós vendermos!”

    “Para um monstro desse tamanho, você vai se surpreender que apenas algumas partes dele possam ser usadas para ferramentas mágicas. Seus ossos são muito densos e grandes, os feiticeiros ficarão relutantes em comprá-los porque não serão fáceis de processar. Além disso, você já pensou em quanto custaria para nós trazer equipamentos até essa montanha rochosa, desmontá-lo e trazê-lo para a cidade? Depois de dividir os ganhos com as pessoas que nos ajudarão a desmontá-lo, não sobrará muito em nossas mãos.”

    “M-mas quando pegamos wyverns da outra vez…”

    “A maior parte do dinheiro que recebemos é pelo preço das pedras mana. O item mais valioso encontrado nas subespécies de dragão é a sua pedra mana.”

    O rosto do feiticeiro, que estava transbordando de expectativas, de repente ficou azulado.

    “O poder da pedra mana já foi esgotado ao curar Sir Calypse!”

    “Então está a resposta.”

    Riftan jogou sua mochila nas costas sem hesitar por um momento sequer. Ele não achava que seria um desperdício, pois estava acostumado a se livrar de qualquer coisa que só o sobrecarregasse. No entanto, o feiticeiro constantemente olhava para trás para o monstro, como se seus pés não quisessem deixá-lo partir.

    “Não podemos levar algumas de suas escamas?”

    “Você vai adicionar mais peso à sua carga quando já está lutando para acompanhar e cuidar de si mesmo?”

    Riftan subiu a montanha escura em silêncio, liderando o caminho para o feiticeiro que derramava arrependimentos. De certa forma, matar o monstro não foi em vão. Parecia que todos os monstros famintos escondidos na montanha haviam corrido para o cheiro do sangue do Drake, permitindo-lhes atravessar com segurança o Monte Ramek.

    Depois desse incidente, tudo correu tranquilamente. Eles chegaram com segurança às ruínas, Riftan conseguiu encontrar relíquias valiosas que foram vendidas a um bom preço em uma cidade próxima. No entanto, o feiticeiro não parecia muito satisfeito com seu pagamento usual generoso.

    Riftan percebeu que o feiticeiro se preocupava que ele pudesse denunciar sua prática de magia proibida. No entanto, ele não tinha intenção de aliviar suas ansiedades. Riftan pendurou sua bolsa na cintura e falou friamente, sem demonstrar uma única emoção.

    “Você prometeu não me seguir em minhas missões por enquanto, deveria cumprir isso.”

    O feiticeiro o encarou com os olhos cheios de coisas para dizer. Riftan imediatamente subiu as escadas, fingindo não perceber.


    Como ele esperava, ele conseguiu se afastar do feiticeiro por alguns meses, mas não foi tão agradável quanto ele pensava que seria. Riftan entrou na taverna barulhenta, mexendo nervosamente no cabelo. Ele havia se envolvido com um homem várias vezes mais irritante do que o feiticeiro. Ele avistou Samon acenando animadamente em sua direção, o que piorou seu humor.

    “Ei, você já está de volta? Eu tenho estado ocupado tentando agradar meus clientes.”

    Samon estava flertando com duas mulheres cujos seios estavam apenas meio cobertos, elas estavam sentadas ao seu lado. Riftan, que o encarou com um olhar de desprezo, sentou o mais longe possível dele. Ignorando o claro desdém de Riftan, Samon cambaleou até ele, colocando um braço sobre seu ombro.

    “Ei, Calypse. Você sempre vai ser assim tão frio?”

    “Desapareça.”

    “Você é chato.”

    Samon resmungou em irritação, colocando um copo de cerveja na frente dele.

    “Não seja assim, tente se tornar mais aberto. Eu tenho um cliente, e ele está interessado em recrutá-lo para um exército. Por que você não se estabelece e agarra essa oportunidade? Pelo que ouvi, ele é um nobre ambicioso na região nordeste de Livadon.”

    “Se você quer se estabelecer, então faça isso você mesmo.”

    Samon suspirou e clicou a língua.

    “Quem não quer? Mas você vê, eles não vão aceitar nada a menos que você se junte.”

    “… isso já não é mais da minha conta.”

    Riftan inexoravelmente afastou a mão de Samon de seu ombro e pediu a um funcionário para lhe servir uma refeição. Naquele momento, uma das mulheres que flertavam com Samon deslizou a mão em seu antebraço.

    “Hmm, você é realmente um grande homem? Seu rosto é perfeito para um ator…”

    “Não se deixe enganar. Ele é um monstro que pode matar oito wyverns sozinho.”

    “Bobagem. Você deve estar mentindo.”

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