Índice de Capítulo

    Helvetia observa Adão todo ouriçado do outro lado.

    — Pelo menos serviu para ver que dá para atravessar por aqui. — Ela é a primeira a se lançar. Sarah cai logo em seguida ao seu lado e espirrando água nela.

    Shymphony despenca quase do outro lado do rio.

    Sarah mesmo sabendo de tal capacidade, ainda se surpreende com tal feito.

    Helvetia fica pasma ao ver aquele brilho dourado levantar tanta água ao redor de sua queda.

    Depois que elas atravessam, todos param por um momento. Helvetia se senta em uma pedra enquanto eles continuam em pé olhando para ela.

    — Apartir daqui, vamos ter que entrar na floresta novamente. — Ela lança um olhar para os três, e depois para o rio. — Vamos evitar andar novamente perto de rios com águas calmas.

     Todos ali consentem com a cabeça enquanto também olham para a água suja que desce.

    — Ainda temos pelo menos mais três dias até o deserto, então já sabem o que fazer. — Helvetia termina de falar se levantando.

    Eles começam a procurar por galhos longos novamente. E depois voltam a seguir em frente, seguindo as direções que ela aponta. Conversas surgem e depois somem em meio ao silêncio forçado enquanto se escondem de uma serpente grande que dorme à beira de um brejo. Por sorte algum pobre animal já foi servido de refeição para ela anteriormente.

    Passando o brejo, mais teias de aranhas, dessa vez estão mais no alto, o suficiente para passar por baixo se agachando. As aranhas são bem maiores. Adão até sugere que dá para assar algumas se precisar. A primeira reação foi de nojo, mas conforme iam passando pelo local, começam a repensar na sugestão. Helvetia até se indaga em como seria a carne de uma. Mas ao lançar um olhar para cima para tentar observar uma, vê que tem algumas bem grandes, quase do seu tamanho, viradas para ela e ameaçando descer de suas teias.

    Como se fosse a campeã mundial de correr agachada, ela dispara na frente de todo mundo. Quando eles também veem a cena, começam a se mover de tal forma que um humanoide normal mal conseguiria.

    A vários metros depois das teias, eles se encontram escorados em árvores e abaixados tentando recuperar o fôlego. Infelizmente para eles, já estavam os esperando. Larvas do tamanho de Adão vem se aproximando lentamente. Elas carregam em cima dos corpos, restos mortais em decomposição de diversos animais. Primeiro a visão bizarra e nojento, depois o cheiro pútrido. A ânsia de vômito é inevitável.

    Cercados, eles se veem sem alternativa a não ser prender o ar enquanto procuram uma saída. Shymphony se prepara para dar um golpe bem forte no próprio escudo. Helvetia segura o braço dela e aponta em uma direção. Ainda sem respirar, ela entende a situação e direciona o escudo para lá. O golpe sai mais fraco do que planejava anteriormente, mas o suficiente para derrubar duas Larvas e abrir caminho. Eles disparam por lá, e se distanciam deles.

    Dezenas de metros de distância, voltam a parar para tentar recuperar o fôlego.

    Helvetia olhando para o chão e buscando se recompor, acaba vendo ao lado de uma árvore, uma pena negra do tamanho de seu braço. Com medo do que vera a seguir, ela olha para cima e percebe que não é a única que observa.

    As penas negras abertas em leques, passam a sensação de que mil olhares estão voltados para ela. E no centro de tal vislumbre, dois olhos azuis brilham como neon. Tal criatura se sustenta no galho com quatro patas. Ao perceber com o que estava lidando, fecha os olhos imediatamente e volta a face para o chão.

    — Não olhem para cima! — Ela grita para eles.

    Os três paralisam no exato momento fala. O desejo de olhar grande, mais ao verem Helvetia tensa e abrindo os olhos fixos no chão, não sedem.

    — Vespas Sentinelas. Tem um bando delas acima de nós. Elas movimentam as penas da cauda em um ritmo que acaba hipnotizando por um curto período, mas o suficiente para atacarem. — Ela começa a caminhar lentamente com movimentos sutis sem tirar os olhos do chão.

    Tensos, eles olham para o chão, e na visão periférica veem que ela está se movimento. Sarah tenta buscar um pouco mais de visão do que deveria, e quando vislumbra por um mísero segundo uma delas, sente uma tontura ao ver aqueles olhos voltados para si. Imediatamente desvia para o chão novamente sentindo a falta de ar retornar.

    — Se olharem, vão morrer! — Helvetia fala com a voz baixa o suficiente. — Me sigam com movimentos lentos e sutis. E não olhem para outro lugar se não para o chão.

    Enquanto eles se locomovem, as Vespas mudam rapidamente de posição saltando de um galho para outro, e descendo até metade dos troncos para abrir o leque novamente. Adão percebe que ao redor deles, alguma coisa rasteja entre as moitas. Não só de um lado, mas sim em todo entorno.

    De repente um grunhido sofrido vem de uma das moitas, e depois de outra. Helvetia consegue ver no campo de visão algo um vulto despencando a toda velocidade de uma árvore, e depois algo grande e esguio se enrolando no vulto, e se debatendo some atrás de uma moita densa.

    As Vespas tentam a todo custo derrubar algum deles. Mas depois de algumas dezenas de metros, desistem e voltam para o topo das árvores.

    Helvetia percebendo nesse ponto da mata as árvores estão mais finas e pequenas, e com poucas moitas. Ousa lançar um olhar rápido para ver o ambiente. Então consegue respirar aliviada.

    — Podem olhar! — Ela fala se virando para trás para observar por de onde veio.

    — Caramba, eram cobras aquilo? — Adão indaga ainda sem conseguir relaxar e buscando assistir o ambiente.

    — Das grandes! — Sarah fala buscando olhar pada Helvetia, ao vê-la parada e estática, estranha e rapidamente olha na mesma direção.

    Shymphony em silêncio, se mantem focada a frente.

    Quando Adão vislumbra primeiro Shymphony, ele sente um arrepio e busca olhar para a mesma direção.

    Quando vê aquelas criaturas que são tão grandes quanto ele, paradas em pé olhando através deles.

    Seu corpo novamente se recusa a se mexer.

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