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    Mesmo não sentindo o cheiro pútrido da carne, eles sabem que a degustação já começou. Só não esperaram encontrar aperitivos tão convidativos

    Não demora e o primeiro desponta do alto antes mesmo que Adão consiga entrar no campo de visão dos escorpiões, eles por sua vez, continuam dança enquanto o escorpião macho começa a botar algumas esferas brancas e macias sobre a areia.

    Sentindo a brisa antes do contato, Adão salta para frente e se vira para trás a procura do que acabou de tentar captura-lo com garras negras. Pela direita, a ave já está subindo para o céu novamente, enquanto outra assume a ofensiva.

    Shymphony percebe toda a situação e já está com o punho esquerdo vibrando enquanto protege a cabeça com o escudo. Sarah a acompanha bem de perto e correndo sobre a sombra projetada do escudo. Seus olhos continuam focada nos escorpiões adiante.

    Quando a ave chega mergulhando perto o suficiente, Shymphony desfere o golpe, lançando a onda de choque que faz ela cair e capotar, levantando areia e poeira. Lá do alto as aves gritam, mas o que ecoa não é uma melodia, e sim um chamado rouco e seco.

    E do chão, já de pé, ainda se recompondo, a ave responde no mesmo tom.

    Depois de balançar a cabeça e sacudir a areia que ficou presa entre as penas brancas. Ela primeiro expande algumas penas negras ao redor da cabeça como se fossem espinhos, então procura ao redor e logo encontra Shymphony e Sarah correndo em direção aos escorpiões. Agora ela recolhe as penas pretas para trás da cabeça, assumindo um design arrojado enquanto dispara com suas pernas compridas a passos leves na direção delas.

    Shymphony até percebe o vulto branco no campo de visão, mas sabe que não pode se dar ao luxo de parar.

    Quando ela está a poucos metros, pronta para um bote, uma lança atravessa certeiramente bem no meio do olho de um lado e sai pelo outro, fazendo a ave cair novamente de forma menos rebelde dessa vez.

    Helvetia está parada a alguns metros de distância do cadáver penoso, ela busca recuperar o ar e enxugar as gotas de suor que despencam da sobrancelha e ameaçam atrapalhar sua mira. Após se recompor, corre até a ave e rapidamente recupera sua lança agora ensanguentada, sem que haja tempo para parar ela reinicia a corrida buscando novamente uma posição ideal enquanto volta a olhar para cima e depois para frente.

    Dessa vez, mais guiadas pelo remorso do que pelo instinto, às duas que sobrou, fazem uma queda reta com os bicos a frente e apontados para seus alvos.

    Adão percebendo que está marcado, acelera o máximo que pode, e no momento que iria sofrer um bote certeiro, consegue se lançar novamente, agora para debaixo do escorpião roxo. O espaço ali em baixo é tanto que mento se tivesse como humanoide, ainda daria para levantar a mão bem alto.

    Já Helvetia, mal acabou de conseguir encurtar a distância das duas, e já se vê obrigada a bolar algo para evitar ser pega por aquelas garras negras.

    Enquanto Shymphony corre agora com o escudo novamente a frente quase chegando nos escorpiões, Sarah fica na retaguarda dela. Ao fundo e para trás, é possível ver Helvetia parando bruscamente e segurando uma lança apontada na direção da ave. Logo elas se chocam e a estocada foi certeira, perfurando bem no meio do peito entre as penas, mas ao invés da ave cair, ela agarra a túnica de Helvetia e com um giro a lança para cima, deixando para trás a lança estocada e mais duas caindo e repousando no chão.

    Lá no alto, acima da ave, segurando a única lança que lhe resta e vendo que está começando a cair, Helvetia não vê outra alternativa a não ser segurar a lança com às duas mãos com a ponta para baixo na esperança que a queda faça o resto.

    A ave, ao perceber sua situação, até tenta dar alguns passos para frente, mas cambaleia e o cabo da lança fincada em seu peito ensanguentado trava no chão a forçando recuar por causa da dor.

    Fazendo um pouco de força só para garantir, Helvetia sente a lança perfurar bem no centro da ave, mas esse gosto de vitória não dura uma fração, pois a gravidade cobra seu preço fazendo a lança se partir ao meio e deixando ela sem apoia. O nariz chega a latejar com o choque contra os ossos em meio as penas, e por fim, suas costas reclamam com o encontram na aria seca.

    Depois de grunhir um pouco de dor, ela busca se recompor ainda meio tonta. Quando levanta a cabeça para procurar ver algo, o sol a incomoda, então busca o chapéu que está para trás devido à queda e após seus olhos ganharem sombra, ela observa a situação a frente depois do cadáver.

    A última ave agora no solo, rodeia os escorpiões que aparentam nitidamente estarem irritados e prestes a encerrar a dança. Shymphony está esperando uma brecha para usar seu golpe enquanto Sarah espera prontamente ao seu lado.

    Se obrigando a sair do lugar, ela começa a primeiro andar, após recolher às duas lanças que ficaram caídas no chão, já recuperada, agora inicia passadas mais largas e rápidas.

    No momento que Adão ganha um espaço para o lado, a ave consegue alcança-lo e está prestes a desferir uma estocada com o bico, mas em um movimento ligeiro, ele salta para o lado e se apoia na laterão do escorpião roxo e se impulsiona dali, alcançando o pescoço esticado da ave.

    Uma mordida bem bada foi o suficiente para ela cair mole no chão. Adão ainda com ela na boca, percebe que acabou desestabilizando um pouco a fêmea, e sabendo o que vai acontecer em seguida, larga a vítima ali mesmo e sai em disparada a procura de evitar o golpe.

    Shymphony, aproveitando tal momento em que eles pararam de dançar, coloca o escuto para frente, e com o punho vibrando, o choco contra o metal dourado que ressoa para frente em uma onda de choque gigantesca. O macho cai na hora atordoado, a fêmea ainda em pé, parece mais irritada que desnorteada.

    Adão conseguiu escapar por pouco da onda de choque, e já percebe que tem trabalho para fazer. Voltando a correr, entra no campo de visão da fêmea que automaticamente começa a se virar para ele. Sarah vendo a deixa, dispara em busca de uma brecha na carapaça.

    Ele consegue manter uma distância segura enquanto ela se aproxima de uma das patas. Ao avistar a pele mole em meio a junta lá no alto que some para trás da carapaça, Sarah ativa a adaga e prepara um salto para crava-la no local.

    No instante seguinte dela ativar a adaga.

    A fêmea some de sua visão.

    Adão percebe somente o vulto.

    Helvetia de longe, vê o ocorrido.

    Shymphony, percebendo a catástrofe que se aproxima, vibra todo seu corpo em busca de alcança-la antes que seja tarde demais.

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