Capítulo 1 – Inferno

    Artos, um lindo país, um paraíso na terra. Infelizmente há décadas sofre de corrupção e superpopulação. Onde que mesmo havendo várias raças como humanos, elfos, anões e demônios, nada pode ser aprofundado por causa da guerra. E ai é onde a jornada do nosso humano começa, Rufus, um menino escravo

    Não se sabe quando chegou aqui, porém Rufus, um menino de pele extremamente branca e cabelos pretos espetados, já nasceu escravo, todo dia minerava pedras para a fabricação de estradas para a capital.

    Ao longo dos anos Rufus viu seus amigos e pessoas com quem conviveu trabalhando até a exaustão, morrendo de fome e apodrecendo aos poucos por causa de vários tipos de doenças.

    A cada dia que se passava não se sabia se veria seus amigos e familiares, porém acabou se acostumando com a dor, a única coisa com que se importava era sua mãe e irmã, ele as amava demais.

    Todo dia recebendo um pedaço de pão duro e um punhado de água lamacenta.

    — Mãe, pode comer o meu pedaço de pão, não estou com muita fome, disse Rufus desnutrido e com a barriga roncando para a mãe doente

    — É claro que você está com fome meu pequeno ru, pode comer, disse a mãe

    E assim Rufus com lágrimas nos olhos comeu o pedaço de pão duro

    Aos poucos, porém a situação de sua mãe tinha começado a piorar nos últimos meses, embora fosse uma simples tosse, não se tinha o remédio necessário e o trabalho só piorava a situação, portanto, Rufus assumiu o trabalho da mãe e assim trabalhando o dobro.

    Felizmente os seus esforços parecem ter sido eficazes, a sua mãe estava melhorando! Mas ao mesmo tempo percebeu que a sua irmã que tinha a mesma idade que ele, 10 anos, possuía vários hematomas por todo o corpo. Então perguntou a ela:

    — Alice, por que você está toda machucada? Perguntou Rufus

    — Não é nada, só me machuquei carregando pedras, respondeu Alice tentando disfarçar

    Porém desconfiado com essa história, enquanto o sol ainda estava alto no céu, decidiu seguir a irmã, percebeu que ela fugia do trabalho e ia para a tenda dos guardas e os satisfazia sexualmente em troca de um pouco de xarope para a sua mãe. A pequena estava trocando a sua inocência pelo bem de sua mãe.

    Indignado e furioso, Rufus pegou a maior pedra que achou por perto e entrou na tenda. Ao ver que os 3 guardas estavam distraídos abusando de sua irmã, golpeou.

    O primeiro guarda teve sua nuca esmagada pela pedra, caindo morto no chão, os dois outros guardas percebendo ficaram alarmados e atacaram o menino.

    Rufus desviando devido a seu pequeno tamanho, bateu com a pedra no joelho do segundo soldado, esmagando-o, e enquanto caia, acertou o pescoço, rasgando-o com uma das extremidades afiadas da pedra.

    O terceiro soldado era mais habilidoso e focou em pegar a sua espada primeiro, golpeou com ela mas escorregou no sangue. Rufus não perdendo a oportunidade se jogou por cima da pessoa e começou a golpear com os seus próprios punhos, não parava por nada, escutava barulho de ossos quebrando, de pele rasgando e sangue jorrando.

    Ficou com mais ódio ainda enquanto escutava o guarda pedindo-lhe para parar enquanto se afogava no próprio sangue, mas logo morreu.

    Mas ao se virar de costas, vivenciou o verdadeiro desespero, o suposto golpe de espada que o errou, acertou a sua irmã alice no peito. Ela já estava morta no chão com os olhos abertos, com confusão eterna estampada em seu rosto.

    Rufus tentou gritar, espernear ou falar, mas nada saia, apenas seu choro. Tudo foi culpa dele, se não tivesse feito oque fez, ela ainda estaria viva.

    Mas oque não esperava é que um quarto guarda entrasse na cabana, desconfiado por ter escutado barulhos. E ao ver a cena disse com um sorriso:

    — Ah que pena, o nosso brinquedinho morreu, mas acho que ainda da pra usar já que o corpo ainda está quente hihihihi

    — Em outro lapso de fúria, Rufus pegou a espada que matou Alice e tentou golpear o quarto homem, mas ele desviou!

    — ei ei ei, pequeno idiota, eu não sou igual á aqueles três inúteis que você acabou de matar, eu sou um verdadeiro soldado, disse o homem com uma careta

    O homem pegou Rufus pelo braço e falou:

    — Bom, acho que se eu levar você ao chefe vou receber algo melhor do que aquele lixo morto, depois eu arranjo outro brinquedo, disse o soldado com um sorriso de escárnio.

    Rufus tentou se libertar enquanto o homem o carregava, porém ele era muito forte.

    Ao entrar na maior cabana do acampamento, encontraram um homem com uma cicatriz desde a orelha esquerda até o canto direito da boca.

    O homem, que supostamente era o chefe do campo de escravos diz com uma cara insatisfeita:

    — Oque foi agora Isaque?

    — Desculpe chefia mas esse rato matou três de nossos homens, além de matar e estuprar uma escrava.

    Rufus ficou abismado, o soldado estava o incriminando, inclusive por estuprar Alice.

    O capitão disse com um cara gélida:

    — Culpado. Ele é todo seu, faça oque quiser, aproveite e procure a ficha dele e queime-a.

    Isaque saiu da tenda com um sorriso no rosto enquanto ainda carregava Rufus pelo braço, além de ter uma ficha com todas as suas informações na outra mão.

    Isaque diz a Rufus com um sorriso:

    — Prepare-se garoto, eu quero que você veja o inferno hihihi

    Rufus já estava sem esperanças, o pavor tomou conta de seu corpo que ele nem mesmo conseguia responder, Isaque estava indo direto para o alojamento de sua mãe.

    Ele já imaginava oque aconteceria com ela, portanto enquanto Isaque estava distraído pensando em que tipos de posições usaria com a mãe do garoto, Rufus se soltou do aperto no braço e correu.

    Correndo ao máximo para o alojamento de sua mãe, embora a distância não fosse muito grande, cerca de 1 km, porém devido a estar descalço e o chão ser quente, a pele de seus pés estava se desgrudando, estavam em carne viva. Mas ele não se importava, ele precisava priorizar a sua mãe.

    Isaque não estava com pressa ao perseguir o garoto, não tinha como ele fugir da área, portanto o seguiu devagar.

    Ao chegar lá, Rufus não conseguiu explicar para a sua mãe oque aconteceu, ele não conseguia, ele era incapaz de expressar toda aquela atrocidade, apenas olhou para ela com uma cara de desespero enquanto lágrimas caiam, afinal, ele era apenas um garoto.

    Percebendo que Isaque já estava perto e com um sorriso no rosto, Rufus em uma medida desesperada para salvar a sua mãe da tortura e dor que sentiria a seguir, mesmo não sabendo o que teria feito pra merecer aquilo, enforca a sua mãe.

    Pelo fato de ainda estar acamada, não conseguiu resistir, e Isaque ao chegar no alojamento, viu o corpo da mulher sem vida e Rufus no chão segurando a cabeça com as duas mãos enquanto murmurava palavras para si mesmo

    Isaque com um sorriso gritou de alegria:

    — Maravilhoso! Garoto você até me poupou do trabalho hihihi

    O objetivo de fazer o garoto presenciar o inferno já estava completo, portanto, saiu com um sorriso enquanto deixava o menino com o psicológico quebrado aos cacos.

    Rufus murmurava para si mesmo enquanto olhava para o cadáver de sua mãe:

    — perdão, perdão, perdão, perdão, … 

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