02 A.M.E.N.O
Autor: Ender
Em algum lugar do Brasil, um grupo de 5 jovens caminha pelas calçadas de uma grande
cidade. Com vários prédios que tocam o céu, barulho de carro nas ruas, grande quantidade
de pessoas de um lado para o outro. Uma cidade movimentada.
Nesse grupo de jovens, dois deles andam de mãos dadas, Asu e Metal. Ambos são
namorados, um mais apaixonado que o outro, o amor entre eles é igual uma fogueira, com
mais pau entrando, o fogo fica mais forte. O Asu é um homem alto e confiante, com uma
barba por fazer e olhos cansados, seus cabelos pretos são curtos, o que dá um lindo
contraste à sua íris verde. Usa jaqueta preta, camisa preta por baixo da jaqueta preta, uma
calça preta e uma bota preta com meias pretas. Metal, pelo contrário, é baixo e
gorduchinho, uma cara fofa, que dá vontade de apertar e esmagar, seu lindo cabelos
castanho e liso brilha ao sol e balança ao vento.
Já os outros 3 jovens, Nero, Ender e Otakinho, apenas conversam entre si. Cada um tem
um estilo diferente, Otakinho, o gigante com mais de 2 metros, usa uma regata mostrando
seus braços finos, mas com uma franja cobrindo sua testa. Nero, é alguém com 1,60,
porém, como é um fisiculturista, tem um braço de 60 centímetros e pesa 120kg. É o mais
largo de todos, seus ombros cabem duas pessoas lado a lado. Já Ender, com seus grandes
cabelos cacheados, veste também uma camiseta, mas seu braço não é grande igual o
Nero, nem pequeno igual ao do Otakinho, é o meio entre ambos, só que o meio entre o
Nero e Otakinho não é pouco, então dá para perceber que o Ender tem alguns músculos.
Esses 5 andam lado a lado pela calçada larga da cidade. — Me empresta 20 centímetros da
sua altura — manda o Nero ao dar um tapa nas costas do Otakinho, fazendo um barulho
alto e abafado. A coluna do Otakinho se curva para frente enquanto ele começa a tossir.
— Pera aí! Quer me matar seu corno?! — Otakinho encara o Nero com os olhos
esbugalhados.
— Quem é corno?! — Nero move sua mão para trás e dá outro tapa, mais forte que o outro.
O barulho desse chama a atenção das pessoas da rua. Dessa vez o Otakinho voa para
frente e quase cai no chão. Ao se levantar, ele anda até um poste e se apoia nele ofegante.
Seu rosto completamente pálido.
Os namorados olham para o Otakinho quase morrendo no poste e reclamam com o Nero,
falando para ele que se for matar o coitado, que faça isso escondido.
— Mata ele não — diz o Ender. — Vai ser mó trampo achar um caixão do tamanho dele.
Ender anda até o Otakinho e o ajuda a respirar. Nero apenas tenta segurar a sua risada
enquanto pede desculpas para o Otakinho. Após o gigante se recuperar, o grupo volta a
caminhar pela cidade. — Aliás — Ender anda entre o Nero e o Otakinho—, sabem quando o
Vento Leste vai voltar?
Asu, de braços dados com o Metal, responde: — Ele me disse que ia vir hoje.
— Entendo.
— Esse arrombado viajou e nem chamou a gente — reclama o Otakinho. — Da próxima vez
ele vai me chamar, se não eu bato nele.
— Calma, ele foi a negócios — fala o Asu. — Você sabe como ele é escrav… cof, cof.
Trabalhador. Além disso, fui eu que mandei ele ir mesmo.
Enquanto o grupo conversa e riem, várias pessoas correm na rua gritando, carros buzinam,
pessoas choram, uma confusão total.
— O que está acontecendo? — Asu solta a mão do Metal.
No mesmo momento em que ele fala isso, um gigante colossal, do tamanho dos prédios,
aparece no cruzamento da rua.
— Glauber… .
O monstro olha para o grupo, como se os olhos do Glauber fossem atraídos. Esse monstro
tem um formato humano, mas com uma altura descomunal, pele enrugada, cabelos e
barbas brancas, igual a de um velho. — Muhuamuhuamhuamhua! Vocês da Vulcan aqui? —
O grande monstro ri com uma voz rouca e velha.
O grupo olha entre si em silêncio e move seus braços para frente, onde há um relógio em
cada pulso. Todos, em sincronia, apertam no relógio e a tela dele cresce. Eles se olham de
novo e, logo após, batem no relógio.
Do nada, uma armadura começa a sair do relógio e cobrir todos do grupo. Eles começam a
flutuar e se organizar em um círculo, depois um brilho estranho sai da armadura deles,
então eles colocam uma mão em cima da outra. Começando pelo Asu.
— A — fala o Asu.
— M — fala o Metal
— E — fala o Ender.
— N — fala o Nero.
— O — fala o Otakinho.
O brilho fica ainda mais forte e assim que o brilho acaba, um robô gigante aparece no meio
da rua.
O monstro Glauber fala. — Ora, ora, não é que o famoso A.M.E.N.O. apareceu.
Muhuamuhuamhuamhua!!!
***
Dois gigantes se encaram em silêncio. De um lado, Glauber, um monstro de milhares de
anos, aquele que viu o nascimento dos humanos e agora quer destruí-los. Do outro lado, o
robô A.ME.N.O., uma construção feita pela organização Vulcan, uma das maiores do
mundo, se não a maior.
O monstro observa sorrindo o robô prateado e vermelho a sua frente. Os cinco combatentes
estão em suas posições, mergulhados em um solução química laranja; o líquido
extraneural. Cada combatente tem uma roupa especial, criada pelos principais cientistas da
Vulcan, onde permite enviar as informações para a I.A. do robô, que serve para estabilizar e
harmonizar a consciência daqueles que se conectam nesta máquina.
Para fins puramente de estética, os combatentes ficam em seções separadas do corpo.
Começando pelo peito do A.M.E.N.O., onde a cabine do Otakinho está. Ele fica tranquilo lá
dentro, com dor nas costas, mas tranquilo. O pequeno menino de dois metros tem a função
de fazer os dois responsáveis pelos “músculos”, Nero e Ender, agirem em concordância,
além de também ser o exoesqueleto do robô. Nero e Ender são aqueles que fazem o robô
se mexer, controlando as fibras “musculares”. Os dois ficam ao lado do Otakinho, um em
uma lateral do peito. Nero, com sua grande força explosiva e experiência de luta, tem a
função de fazer os músculos trabalharem a todo vapor e usar suas artes marciais na luta.
Ender, com sua consciência corporal e agilidade, também tem a função de fazer os
músculos trabalharem com eficiência e do melhor jeito possível, só que além disso, ele
focaliza o poder expelido por ele e Nero, fazendo com que o A.M.E.N.O. trabalhe em
sincronia por todo o corpo, por exemplo, fazendo os braços e pernas trabalharem em
conjunto.
O Ender, o Nero e o Otakinho são responsáveis pelo corpo do A.M.E.N.O.. Simplificando,
Otakinho é o esqueleto, Nero a força dos músculos e Ender aquele que faz os músculos se
moverem e contraírem do jeito certo, além de que, o Otakinho tem o trabalho de mediar os
dois. Já o Metal e Asu, ambos ficam na cabeça. Por pedidos deles para os técnicos, suas
cabines ficam uma ao lado da outra, com um vidro os separando, pois, caso ambos
ficassem juntos no mesmo líquido extraneural, haveria uma interferência, devido a ambas
as consciências juntas, e eles teriam morte cerebral. Asu é o líder da equipe, ele é o que
pensa a longo prazo e planeja tudo, pode-se pensar nele como a parte consciente do
cérebro. Já o Metal, ele é o subconsciente, ele faz com que todo o robô funcione em
harmonia, é quase o mesmo trabalho que o Otakinho, só que por todo o corpo. Sem ele, o
robô nem conseguiria se mexer direito.
— Por que você está aqui? — A voz do Asu sai pela boca metálica do robô.
— Alguns assuntos que não são da sua conta. — Glauber ri.
[Mete a porrada nele logo], fala o Nero no canal de compartilhamento de consciência.
[Concordo com o Nero. Assim é mais rápido e fácil. Tenho meus gatos para alimentar, não
posso perder tempo.] Ender estala seus dedos, ansioso para a batalha.
A mente do Asu trabalha em uma velocidade absurda para descobrir o porquê do Glauber
aparecer aqui, nesse exato momento. Mas, depois de pensar em milhares de possibilidades
em apenas alguns zeptosegundos, ele desiste e manda essas informações que ele pensou
para os outros combatentes, através de outro canal de consciência.
— Buhuabuhuabuhua! Só saiam da minha frente e deixo vocês irem.
— Você sabe que isso não é possível. Você está destruindo a cidade e matando pessoas
inocentes, além de ser um traidor!
No passado, Glauber fazia parte da Vulcan, e ele era um dos principais membros e também
um dos mais antigos. Ele entrou logo após a fundação da organização. Mas, após viver
milhares e milhares de anos, e observar como os humanos são tolos e egocêntricos, perdeu
a fé na humanidade. Agora, você me pergunta, como um gigante de vários metros fazia
parte de uma empresa. A resposta é que após viver tanto tempo, Glauber descobriu uma
maneira de controlar as próprias células do corpo e mudar sua forma física, que também é
um dos segredos da sua longevidade.
Depois de observar os humanos destruírem o seu único planeta e a si mesmos de tantas
maneiras, Glauber decidiu se isolar por um tempo. Os membros da Vulcan até apoiaram a
sua decisão. Porém, após anos isolados, Glauber apareceu novamente, só que com outra
mentalidade. Ele queria destruir a humanidade e resetar a Terra. Nesse dia, ele acabou
destruindo uma cidade e matou milhares de humanos, então começou a ser caçado por
todas as nações e voltou a se esconder. Ele fez outras aparições, matando ainda mais
pessoas.
[Para de conversar e mete a porrada logo, caralho!]
[Preparar as armas!]
Assim que o Asu manda isso, um sorriso aparece no rosto do Nero e do Ender. Com um
movimento rápido de esticar o braço, uma espada sai da palma do AMENO.
[Desde quando temos essa espada?], Ender pergunta.
[Mandei construir há algum tempo], Asu responde.
[Ué… E o rabo de gato que pedi para construírem e colocarem no AMENO?]
Todos simplesmente ignoram o Ender e focam no Glauber.
“Eu também pedi para colocarem uma orelha de gato e até agora não colocaram… Os de
verdade eu sei quem são”, pensa o Ender consigo mesmo enquanto planeja uma vingança
em sua mente, igual uma criança de sete anos quando a mãe o coloca de castigo.
Garras afiadas como metal crescem na mão do Glauber e vasos sanguíneos do seu corpo
bombeiam cada vez mais sangue, fazendo com que suas veias e artérias apareçam contra
a sua pele grossa e enrugada.
Uma tela de status aparece na frente de cada integrante do AMENO, mostrando a
durabilidade e partes danificadas. Como a mente de todos é compartilhada, só precisa de
um vendo a tela de status, então, todo mundo, menos o Metal, fecha essa tela. Claro, além
da mente, os sentidos também são compartilhados, como a visão, que todos enxergam da
mesma maneira usando as câmeras do robô na cabeça. Infelizmente, ou felizmente,
sentimentos não são transmitidos. Imagina se a paixão do Metal e Asu fossem copiadas
para todos…
Os três responsáveis pelo corpo do AMENO começam a flutuar no líquido extraneural,
então, finalmente, o robô dá o primeiro passo. Se olhassem para o Ender, Nero e Otakinho
ao mesmo tempo, veriam que os movimentos deles estão sincronizados.
Outro passo e mais outro passo. O chão da cidade treme e um barulho alto reverbera.
Pegadas aparecem no asfalto e carros são amassados. Os passos do robô aceleram, então
ele começa a correr em direção ao seu inimigo.
Milhões de informações são trocadas entre os três do corpo, tudo controlado pela I.A. feita
pelo Metal e Nero. Claro, o Metal também tem seu papel em controlar os dois responsáveis
pelo músculo.
Obviamente, Glauber não fica parado esperando o robô o acertar. Os dois gigantes correm
um contra o outro.
TRIIINNN!!
Garras e espada se encontram, fazendo um barulho agudo ensurdecedor! Faíscas voam
para todos os lados!
Com a outra mão livre, o AMENO segura o rosto do Glauber.
[Canhão Arrombador!], grita o Nero.
A energia do robô se concentra no braço e um grande raio de luz sai pela palma, acertando
a cabeça do Glauber.
O monstro recua.
O AMENO avança.
Ender toma controle do corpo. O robô começa a correr a toda velocidade e pula em um dos
prédios, ficando verticalmente no chão. Nero toma controle do corpo. Com a sua força
explosiva nas pernas, o robô voa, dá um giro no ar e acerta em cheio com o pé na cabeça
do Glauber, que é arremessado para trás e faz um rastro no concreto.
Glauber para de voar quando atinge um prédio. O Robô fica no meio da rua observando ele.
[Como imaginei… nosso poder de fogo não é suficiente para derrotar o Glauber], fala o Asu.
O monstro se levanta do prédio ileso. Seu rosto não tem nenhum sinal de ter acabado de
ser atingido por um dos canhões mais fortes da Terra.
[Tsk!], Ender, Nero e Otakinho estalam a língua em uníssono.
— Buhuabuhuabuhua! Esse é o poder de vocês? Estão mais fracos, por acaso? O que
aconteceu com vocês?! Essa não é a Vulcan que conheço!
[Asu, onde está o Vento?], Otakinho pergunta.
[Ele acabou de chegar das férias hoje. Estávamos indo buscar ele hoje. Esqueceu?]
Vento Leste, também conhecido por Adrian Caralho. Um dos empregados mais importantes
da Vulcan. Ele tirou umas férias, já que trabalhava 18 horas por dia, nos 7 dias da semana.
O Asu o obrigou a tirar férias, já que, de tanto estresse, o menino saia tretando com todas
as organizações, até com o governo uma vez.
Como um vulto, o Glauber aparece na frente do AMENO. Ele segura na cabeça do robô e o
arrasta pelo asfalto e depois joga-o para o céu, como uma bola. Jatos aparecem nos pés e
costas do AMENO e ele fica flutuando no ar enquanto observa o monstro por cima.
O robô estica seu outro braço e uma arma de fogo gigante sai dele. Ele mira a arma para o
Glauber e raios de luzes saem em uma velocidade absurda com o poder de um canhão ou
um míssel. Poeira e fumaça sobem no local onde foi bombardeado e, quando o vento sopra
essa fumaça para longe, o robô vê um buraco gigantesco no chão, com o monstro no meio
dele parado, só que com uma diferença, o monstro agora tem asas.
BOOTH!!
Com um pulo, o Glauber voa em direção ao AMENO. Os dois batalham no ar, os seus
golpes são tão altos, que ao ouvir de longe, parecem ser bombas. O AMENO usa uma
variedade de armas e ataques e o Glauber usa sua força bruta e capacidade de
regeneração e de modificação corporal. Mas, infelizmente, o robô demonstra perder essa
luta.
[Merda! A bateria está acabando. Não vamos conseguir manter essa forma por mais
tempo], Asu e Metal trabalham e seus braços se movem frenéticos na tela de sistema, ao
tentar achar alguma solução. [Temos que fazer um plano.]
O plano que o Asu pensou passa pela consciência de todos e os integrantes entendem o
que tem que fazer.
[Já chamei os reforços há algum tempo, eles já estão perto], fala o Metal.
Lutando no chão, o AMENO recua na rua, mas o Glauber não o segue.
— Já cansaram?! — grita o monstro.
[Separar!]
Uma forte luz brilha do robô e cinco luzes o substituem.
— Acham mesmo que se separando conseguem me vencer?! Não conseguiram nem juntos!
Vocês têm olhos, mas não enxergam o Monte Roraima!
Cinco robôs ficam lado a lado, cada um diferente do outro. Estilos, cores e tamanhos
diferenciados.
Asu. Seu robô é preto e simples. Reflete uma luz prateada e futurista. O design do robô é
minimalista, sem nenhum detalhe extra, e é formado por vários polígonos. Tem um tamanho
médio entre os outros robôs. E há um A esculpido no peito.
Metal. Seu robô é branco de formato circular. Não parece ser um robô focado em combate,
já que as pernas e braços são pequenos, e a cabeça e barriga são grandes, e isso é devido
ao grande poder de processamento necessário. E há um M esculpido no peito.
Ender. Seu robô é azul, e o mais estranho. O robô é bestial, com orelhas de gato e rabo,
garras afiadas brilham na sua mão e, devido a sua agilidade, o traje dele é o mais leve entre
todos. E há um E esculpido no peito
Nero. Seu robô é vermelho. Pode-se dizer que é o mais largo e com o maior poder
explosivo, por causa disso, também é o mais pesado. É um robô redondo e forte, como o
Hulk Buster. E há um N esculpido no peito
Otakinho. Seu robô é amarelo e grande. Ele é o maior de todos os robôs e fino, até mais
que o do Ender. Ele é como um colosso em comparação aos outros quatro. E há um O
esculpido no peito.
— Não importa a quantidade, vocês nunca vão me vencer!
O Asu passa a informação compartilhada pela I.A. na tela de sistema, já que suas
consciências não estão mais compartilhadas. Dentro do líquido extraneural, todos absorvem
a informação em segundos, já que mesmo sem o compartilhamento, a I.A. consegue
mandar tudo diretamente no cérebro deles.
[Entenderam?]
[Sim]
Os quatro respondem a pergunta do Asu.
[Então vamos!]
Asu e o Metal recuam para longe e o Otakinho se afasta. Nero e Ender se encaram, e eles
entendem o que têm que fazer. Então, o Nero começa a correr.
TUM! TUM! TUM! TUM!
Devido ao seu grande peso, o chão treme a cada passo e pegadas são formadas no chão.
Ele acelera aos poucos.
Ender começa a pular nas pontas dos pés como se estivesse se aquecendo. Quando o
Nero chega a certa distância do Glauber, Ender corre. No começo, ele corre como um
bípede e acelera cada vez mais, mas quando alcança uma velocidade inimaginável para
humanos, corre como um quadrúpede e a aceleração chega a níveis inimagináveis.
Nero chega perto do Glauber, porém, o monstro apenas sorri ao vê-lo, como se não
apresentasse nenhuma ameaça.
Ender começa a correr pelos prédios e logo alcança Nero. Agora. Ambos pensam juntos.
Nero dá um grande salto em direção ao rosto do Glauber e o robô felino continua a correr
pelas paredes do prédio. Quando Nero está a poucos metros de atingir o Glauber, Ender
pula. Em um piscar de olhos, o robô felino aparece ao lado do Nero como se
teletransportasse a si mesmo.
Se desse para desacelerar o tempo, daria para ver as engrenagens do robô do Ender e do
Nero se moverem. Na tela de sistema de ambos, uma frase aparece.
|Endro, O Modo De Combate|
Em menos de um segundo, uma luz brilha e um robô aparece. Um robô diferente dos
outros. Só de olhar para ele, consegue ver que não é um robô qualquer. E sim, um robô
feito para matar. Gigante e parrudo, mas, ao mesmo tempo, leve. Eficiente, rápido, forte. Se
o AMENO fosse poder puro, esse robô seria um poder eficiente apenas para causar
destruição e morte. Sem o peso do AMENO e peças desnecessárias para combate, dá para
dizer que O Modo De Combate não está muito atrás do AMENO em termos de batalha. A
mente do Nero e Ender trabalham de forma síncrona para encontrar uma estratégia para
derrotar o Glauber. Felizmente, ou infelizmente, não são eles que encontram tal estratégia.
Atrás deles, trabalhando nas sombras e enquanto o Ender corria, Asu e Metal também se
juntaram. Para encontrar uma maneira de vencer, esses dois cérebros se juntarem. Asu, o
dono da maior empresa do mundo; Vulcan. Metal, um dos maiores cérebros já conhecidos.
Pode-se dizer que ambos não são mentes comuns. Alguém que cresceu na puta que pariu
no Brasil e conseguiu fazer a maior empresa do mundo, com toda certeza, não é comum.
Bem, e a junção dos dois está além da capacidade de imaginação das pessoas comuns.
|Asutal, O Modo de Inteligência|
Os dois focaram toda sua energia na capacidade de processamento nos seus cérebro. Nem
a própria I.A. criada pelo Metal — uma das maiores e mais potentes do mundo — conseguiu
acompanhar o que eles estão fazendo na subconsciência deles. Obviamente, isso não era
possível no AMENO, já que estavam ocupados lutando com o Glauber. Mas, agora, tem o
Endro lutando e o Otakinho para proteger os dois e, com isso, todo seu foco é projetado em
achar estratégias. O mundo exterior não existe para eles. Som, tato, visão, nada. Só a
maneira de achar um jeito de vencer o Glauber. E, como esperado, deles, o Asutal acha.
[Entendemos.] Toda a informação necessária chega na cabeça do Ender e Nero. Ambos
consentem ainda no ar, na mesma posição de quando formaram o Endro. É agora ou
nunca. Entre milhares de planos, esse foi escolhido como o vencedor pela maior
capacidade de processamento da atualidade.
Um canhão é criado no braço do Endro e um raio laser, com força capaz de desintegrar
parte da Lua, é solto por ele. Esse raio é precisamente calculado para acertar o olho do
Glauber e, quando acerta, o monstro solta um grito estridente de dor. Graças a resistência
dele, o monstro não morreu devido a esse raio, mas foi o suficiente para abrir uma brecha
para os dois malucos. E todos do planeta Terra sabem que não se deve abrir uma brecha
para o Modo de Combate do AMENO.
O Endro move sua mão para trás ainda no ar, na mesma direção do Otakinho. [Venha.] A
voz conjunta dos dois ressoa pelo canal de voz. O robô do Otakinho aparece ao lado pelo
teletransporte do Ender. Imediatamente, os três se juntam. Outra luz brilha e outro robô é
formado. Só que dessa vez, um robô do mesmo tamanho do Glauber: O Enakro. Sem
nenhuma espera, os três acabam. Todos sabem que essa formação não durará mais que
poucos segundos e, por isso, precisam acabar da maneira mais rápida possível.
Uma espada gigantesca surge da mão do robô. Ainda com o Glauber norteado pela ferida
no olho, os três cortam para a frente. A espada começa a ficar vermelha e vibrar rápido o
suficiente para quebrar a barreira do som. Em menos de um segundo, um braço do Glauber
é cortado. Sangue voa pelo ar e mancha os prédios e ruas, e o braço rola pelo chão. Outro
grito ainda maior sai pela boca do Glauber. Mas, o Enakro não para aí. Ele estoca para
frente, na mesma direção do coração do monstro. Um vulto aparece na frente da espada.
Glauber usa sua outra mão para impedir da lâmina ir mais longe. Logo após, um brilho
rodeia o corpo do Enakro. A energia acabou. Otakinho se separa e a espada some. Um
sorriso de escárnio se forma no rosto do Glauber. — Como eu disse, vocês nunca irão me
ven—!
Sua fala para quando o monstro percebe uma coisa. Seu braço não se regenerou. O maior
poder do Glauber é sua regeneração que o faz imortal, mas agora, tal regeneração sumiu.
— Como…?
Atrás de todos, um sorriso aparece no rosto do Asu e do Metal. Então, o Asu grita pelo alto
falante do robô: — Um dos maiores robôs do mundo perdeu sua energia após uma luta de
alta intensidade. Por que isso não aconteceria com você?! Sua luta contra o AMENO já te
fez quase se esgotar, mas agora, com um na lâmina e a perda de um membro, foi a última
gota de sua energia! Desista, você perdeu!
— Nunca! — Glauber tenta avançar contra o Endro, mas logo um ataque do canhão de alta
potência dele faz o monstro voar e cair cansado no chão. — Não desistirei— cof! cof!
— Fica quietinho aí. — Uma rede é solta por um canhão do Endro e cobre o Glauber, que é
preso. Claro, sem antes xingar a Vulcan.
Um brilho cobre todos os robôs e o corpo de seus usuários são expostos. Suados e
exaustos. Todos se esgotaram nessa luta.
Nero é o primeiro a se levantar. — Se não fosse por mim, vocês teriam morrido.
Depois é o Ender. — Cala a boca e me mama, Nero. — Ender ajuda o Otakinho a se
levantar e depois anda com o trio para o Asu e Metal. E, como um casal apaixonado, se
beijam em comemoração pela vitória.
— Bem, parece que vamos ter que levar esse gigante do Glauber até a sede da Vulcan. —
Otakinho olha para o corpo do monstro.
— É engraçado você falar sobre altura, ha-ha! — Nero se prepara para dar outro tapa nas
costas do Otakinho, mas ele recua quando vê a mão do Nero vindo. Um trauma foi formado
no seu subconsciente.
Quando o grupo se junta, um helicóptero militar grande sobrevoa a área. As hélices
balançam os cabelos dos integrantes da AMENO, até que o helicóptero pousa e uma
multidão sai dele. Com o Vento Leste liderando a multidão. E essa multidão são todas as
pessoas que ele recrutou na sua viagem, aumentando assim a Seita Ventanica.
Ajeitando seu óculos e o cabelo penteado, o Vento olha para o grupo do AMENO. — Opah?
Cheguei tarde?

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