29 Resultados com a tag ‘Engenheira’
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077 — Asora Camadriel
Malrath, ANOS ATRÁS Malrath começava a oeste de Taeris e ocupava uma extensão enorme. Não tinha capital, não tinha centro político. Era um conjunto de centenas de vilas e pequenos domínios, quase sempre em guerra entre si. Um território grande demais para qualquer governo unificar. Aquela vila era só mais uma no mapa e, naquele dia, era só ruína. Pedra rachada, telhado no chão, madeira queimada, com cheiro de fuligem velha. A rua tinha virado um corredor de entulho. A porta de uma casa…- 155,1 K • Ongoing
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086 — Recurso descartável.
Serana cambaleava no piso quebrado, um joelho quase cedendo. O peito dela subia e descia em golpes irregulares. Quando ela cuspiu, o sangue saiu grosso e escuro e ficou preso nos dentes antes de cair. Os olhos dela não estavam em Hamita. Nem nos três que tinham cercado a general. Estavam fixos adiante, tremendo num ponto vazio do ar, como se esperassem alguém atravessar a poeira. A mão dela foi até a boca. Ela limpou com as costas dos dedos e deixou a mancha ali, exposta, sem se dar ao trabalho…- 155,1 K • Ongoing
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099 — Vamos sair ao amanhecer.
Lou-reen entrou na torre do CEAET e já foi falando: — Amanhã cedo a gente viaja. Marco parou o que tava fazendo. — Pra onde? — Velunthar. Marco ficou um segundo a mais parado, tentando lembrar se já tinha ouvido aquele nome em alguma rota de trem, em alguma conversa no pátio, em algum relatório do Exército. Não vinha nada. O HUD da Nova abriu no canto da visão dele. Contorno de Taeris, linhas de serra, uma faixa de mar. Um ponto piscou, perto da costa. Nova desenhou uma…- 155,1 K • Ongoing
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1º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 1
A manhã nascia fraca em Ga-el. O vento entrava mais seco nas frestas e a luz largava o pátio cedo demais. Marco vinha marcando a própria contagem desde que chegara ali, há cento e quarenta e três amanheceres. Pelo céu, pela altura de Lauris e pelo solstício de verão que ele estimou, ele via o outono terminando. Subiu a escada do CEAET com a mão no corrimão gelado e o caderno preso na cintura. A torre já não era improviso. Agora existiam dois observatórios fixos: Yhe-for e ali. Lou-reen…- 155,1 K • Ongoing
MALRATH, ANOS TRÁS — Nunca se ajoelhem. Clyve estava acima deles, no alto da colina, recortado contra a noite. O vento puxava a capa e deixava os sons de Malrath longe, abafados, enquanto uma vila dormia atrás da colina. A fileira dos Multiplicadores permanecia imóvel na encosta, ombro a ombro, rostos virados para cima. — Um inimigo que para de atacar para exigir que se ajoelhem é um inimigo fraco. Ele desceu um passo pela pedra seca, devagar, sem tirar os olhos deles. — E tudo…- 155,1 K • Ongoing
O vento cortava o topo do CEAET. Marco ficou sozinho no terraço, antes de escurecer de vez, com Lauris ainda alto o suficiente pra riscar uma faixa clara por trás das nuvens finas. Kalamera estava no quarto, desmontando e reorganizando as próteses pra viagem. Ele manteve o olhar no chão do terraço. Ele escolheu dois pontos fixos. Um perto do parapeito, onde a pedra tinha uma lasca mais clara. Outro do outro lado, junto à base de uma coluna, onde a superfície tinha uma trinca fina,…- 155,1 K • Ongoing
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1º Especial de Natal — Parte 2
A forja de Ga-el batia no ouvido antes de aparecer. Martelo, fole, metal cantando. O calor vinha em onda e grudava na pele. Marco entrou com os pergaminhos na mão e parou na primeira bancada livre. Dois ferreiros ergueram o olhar na hora. — Cadê a Wynrae? — Hoje sou só eu. O mais velho apontou pro papel com o queixo. — Então fala. Marco abriu o pergaminho e segurou as pontas com a palma. — Eu preciso que vocês façam essa peça. O ferreiro baixou o olhar. Seguiu o…- 155,1 K • Ongoing
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088 — Coleiras disfarçadas de laços.
Dentro de Marco, memórias queimavam como brasas. Mãos corrigindo um centímetro de postura e mudando uma luta inteira. Um olhar que varria um corpo como se fosse diagrama. Uma palavra jogada na hora certa, não para ensinar, mas para abrir uma rachadura. Clyve andava entre eles nos treinamentos com a calma de quem já sabia o final. Encostava no ombro de um, ajustava a base do pé de outro, apontava um detalhe no pulso, um vício na respiração. A voz vinha baixa e limpa, sempre no mesmo tom, e a…- 155,1 K • Ongoing
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1º ESPECIAL DE NATAL — PARTE 3
As perenes ficavam além do trecho mais aberto. O vento cortava mais ali e entrava por baixo da roupa, achando as frestas como se conhecesse o corpo dele. O embrulho maior vinha preso no peito por duas tiras, ao lado da bolsa com o cetro. Pano grosso, nó apertado, cheio de vidro dentro. O menor ficava amarrado por cima, mais firme ainda. “Você escolheu o pior dia pra carregar coisa frágil.” — Eu escolhi o dia que eu tenho. Marco seguiu sem olhar pra trás. O machado batia na perna,…- 155,1 K • Ongoing
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089 — Já vão, senhores?
Serana se mexeu. O corpo tentou levantar e falhou no primeiro impulso, pesado demais, queimado demais. O braço direito pendia ao lado do tronco, carbonizado, a pele repuxada em placas escuras onde o Bracelete tinha aquecido por dentro. Os dedos daquela mão não fechavam; tremiam no limite de cair fora do próprio peso. O braço esquerdo subiu. Sombras escorreram pelo antebraço e se solidificaram na ponta da mão, formando garras densas, opacas. A atenção de Serana estava em Marco. Ele…- 155,1 K • Ongoing
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